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WorksheetsIntrodução ao estudo da HISTÓRIA
Total questions: 13
Worksheet time: 26mins
Em um sítio dentro da área de proteção ambiental de Lagoa Santa/MG, onde foi encontrado, em 1975, o crânio de Luzia, a “primeira brasileira” – como ficou conhecida –, os arqueólogos e antropólogos estão desenterrando um tesouro pré-histórico. Os 35 esqueletos descobertos ali, desde 2001, revelam práticas da cultura mais antiga do país de, aproximadamente, 11 mil anos atrás.
(Revista Planeta. Novembro de 2014. Ano 42-Ed. 504, p. 36.)
Sobre as relações que se estabelecem entre a antropologia, a arqueologia e a história, é correto afirmar que
As pesquisas arqueológicas servem para identificar as características genéticas e biológicas de povos ancestrais, mas se limitam a esses aspectos.
Práticas funerárias e até outros hábitos do cotidiano de nossos antepassados podem ser descobertos através das pesquisas arqueológicas e antropológicas.
Os métodos utilizados pela arqueologia e antropologia atuais são tão minimalistas que não deixam dúvidas acerca dos hábitos e costumes dos povos primitivos.
Devido à fragilidade do material que normalmente é encontrado nas escavações (ossos e fósseis), não se pode utilizar tecnologias mais avançadas nessas pesquisas.
O estudo e a escrita da História são realizados com base em pesquisas documentais e interpretações de fatos históricos. Como não é possível reconstruir o passado tal como aconteceu, os historiadores utilizam fontes, que podem ser interpretadas de maneiras diferentes, e, por isso, existe uma grande diversidade de produções historiográficas a respeito de um mesmo tema. No decorrer do tempo, o conceito, o uso e o critério de seleção das fontes históricas mudou.
Atualmente, é correto afirmar que
Toda fonte histórica é necessariamente escrita, as demais são consideradas fontes pré-históricas.
O historiador deve priorizar as fontes com notória imparcialidade, tais como jornais e revistas, que retratam o dia a dia de uma cidade, um estado ou mesmo um país, da forma mais fiel possível.
Filmes, obras literárias, histórias em quadrinho e pinturas não podem ser consideradas fontes históricas, pois não têm compromisso com a verdade.
As diversas manifestações artísticas, como escultura, pintura ou uma canção, podem ser consideradas fontes históricas, na medida em que retratam o espírito de um tempo.
O documento escrito, de preferência o oficial, imprime um caráter de seriedade ao trabalho do historiador, evitando que ele trabalhe com mentiras e falsificações.
Sobre a História enquanto ciência, assinale as alternativas corretas
Historiografia é o registro da História enquanto ciência que estuda, analisa e registra os fatos históricos.
Tradicionalmente, o estudo da História é dividido em: Pré-História, Antiga, Média, Moderna e Contemporânea.
Para o estudo da História, o historiador pode fazer uso de diversas fontes, como: escritas, orais, fotos, desenhos, pinturas entre outras.
A História é uma ciência que sistematiza as suas pesquisas, exclusivamente, nos documentos escritos.
De modo geral, os logradouros de Fortaleza, até meados do século XIX, eram conhecidos por designações surgidas da tradição ou de funções e edificações que lhes caracterizavam. Assim, chamava-se Travessa da Municipalidade (atual Guilherme Rocha) por ladear o prédio da Intendência Municipal; S. Bernardo (hoje Pedro Pereira) por conta de igreja homônima; Rua do Cajueiro (atual Pedro Borges) por abrigar uma das mais antigas e populares árvores da capital. Já a Praça José de Alencar, na década de 1850, era popularmente designada por Praça do Patrocínio, pois em seu lado norte se encontrava uma igreja homônima.
SILVA FILHO, A. L. M. Fortaleza: imagens da cidade. Fortaleza: Museu do Ceará; Secult-CE, 2001 (adaptado).
Os atos de nomeação dos logradouros, analisados de uma perspectiva histórica, constituem
formas de promover os nomes das autoridades imperiais.
modos oficiais e populares de produção da memória nas cidades.
recursos arquitetônicos funcionais à racionalização do espaço urbano.
maneiras de hierarquizar estratos sociais e dividir as populações urbanas.
mecanismos de imposição dos itinerários sociais e fluxos econômicos na cidade.
O antropólogo americano Marius Barbeau escreveu o seguinte: sempre que se cante a uma criança uma cantiga de ninar; sempre que se use uma canção, uma adivinha, uma parlenda, uma rima de contar, no quarto das crianças ou na escola; sempre que ditos e provérbios, fábulas, histórias bobas e contos populares sejam representados; aí veremos o folclore em seu próprio domínio, sempre em ação, vivo e mutável, sempre pronto a agarrar e assimilar novos elementos em seu caminho.
UTLEY, F L. Uma definição de folclore. In: BRANDÃO, C. R. O que é folclore. São Paulo: Brasiliense, 1984 (adaptado).
O texto tem como objeto a construção da identidade cultural, reconhecendo que o folclore, mesmo sendo uma manifestação associada à preservação das raízes e da memória dos grupos sociais,
está sujeito a mudanças e reinterpretações
deve ser apresentado de forma escrita.
segue os padrões de produção da moderna indústria cultural.
tende a ser materializado em peças e obras de arte eruditas.
expressa as vivências contemporâneas e os anseios futuros desses grupos.
É preciso advertir desde já que esse sistema quadripartite [dividido em quatro partes] de organização da história universal é um fato francês. Em outros países, o passado está organizado de modo diferente, em função de pontos de referência distintos.
Fonte: CHESNEAUX, Jean. Devemos fazer tábula rasa do passado? Sobre a história e os historiadores. Trad. de Marcos A. da Silva. São Paulo: Ática, 1995, p. 93.
O texto faz referência a um “sistema quadripartite”, ainda muito presente nos materiais didáticos de História do Ensino Básico no Brasil. Esse “sistema” divide a história em Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea. Sobre essa divisão, o autor observa que a
conceituação de história universal é sempre francesa.
divisão da história em períodos prejudica o seu estudo.
periodização da história em alguns países é equivocada.
sistematização da história não depende das referências do passado.
organização da história como campo de estudo é uma construção cultural.
De acordo com a linha do tempo da História, os números 1 e 2 correspondem, respectivamente, ao período do(da)
nascimento de Cristo e ao evento Revolução Francesa.
Idade Moderna e ao evento Queda de Roma.
Idade Média e ao evento Tomada de Constantinopla.
Idade Antiga e ao evento Revolução Francesa.
Idade Contemporânea e ao evento Invenção da escrita.
Em 1990, o autor espanhol Luís Soler escreveu:
“No Recife(...) acabei por me conscientizar a respeito dessa qualidade de arte popular e passei a sentir sua penetração e significado junto ao povo, a me informar sobre o seu marcante cultivo no sertão nordestino (...) as influências árabes não se diluíram nas terras ibéricas a ponto de estarem já deglutidas e descaracterizadas entre os portugueses que colonizaram o Brasil. Ao contrário, elas predominavam, com nítidos perfis, nos modos e no conceito de vida dos lusos-colonizadores, sendo precisamente no sertão brasileiro que vieram a ser preservadas vivas e inteiras, incontaminadas pelos modismos evolutivos (...)”.
Esse texto descreve a
imutabilidade da cultura popular.
cultura popular como fonte histórica.
extinção da cultura islâmica pós-conquista.
importância da cultura galega para a formação do Brasil.
ausência, na cultura nordestina, dos elementos europeus.
“Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros constam os nomes dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? (...)
O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sozinho? (...)
(Disponível em: <https://www.culturabrasil.pro.br/brechtonlogia>. Acesso em: 01 ago. 2005.)
Esses versos são parte do poema “Perguntas de um operário que lê”, composto pelo teatrólogo alemão Bertold Brecht (1898-1956). É correto afirmar que o poema de Bertold Brecht pode ser entendido como:
Uma exaltação aos reis que dirigiram processos históricos significativos, levando à construção de cidades importantes para a humanidade.
Uma crítica à visão convencional de muitos historiadores, cujas narrativas se referem apenas aos dirigentes das sociedades.
.
Uma homenagem aos reis e aos construtores que, unidos, construíram as cidades de Lima, Roma e Babilônia.
Uma crítica aos historiadores modernos que, em suas narrativas, exaltam apenas o papel desempenhado por trabalhadores braçais nos processos históricos
Uma constatação de que a destruição e reconstrução de cidades foram uma constante ao longo da história da humanidade.
É uma tarefa difícil realizar um diagnóstico do tempo presente. Definir o presente como “época”? Os marcos canônicos (geralmente de natureza política) variam, sabidamente, ao gosto das experiências nacionais. Na França, na península Ibérica e no Brasil, o marco que define o início da história contemporânea é a Revolução Francesa. Na Alemanha e na Inglaterra, o historiador que se dedica à história contemporânea trabalha preferencialmente com eventos posteriores à II Guerra Mundial. Contemporânea, na Rússia, é a história posterior a 1918. Na Itália, por sua vez, trata-se do período que advém após o Congresso de Viena (1814-1815).
(Adaptado de Helena Miranda Mollo, Sergio da Mata, Mateus Henrique de Faria Pereira e Flávia Varella, Tempo presente & usos do passado. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012. Posição Kindle: 107-111.)
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
o recorte temporal de História Contemporânea é natural e consensual entre as civilizações ocidentais e resume o que podemos definir como História do Tempo Presente.
experiências traumáticas marcadas, por exemplo, pelas duas grandes guerras mundiais, definem nossa experiência de tempo presente e delimitam o início da História Contemporânea.
as balizas cronológicas da História que definem as periodizações usadas pelas grandes narrativas históricas e livros escolares são de natureza política, variando de acordo com as experiências nacionais.
os riscos de se construir narrativas múltiplas sobre a história do tempo presente tornam urgente uma revisão histórica que estabeleça balizas cronológicas universais na linearidade do tempo histórico.
Cabe ao historiador distinguir os contextos, as funções, os estilos, os argumentos, os pontos de vista e as intenções do autor das fontes. Ou, colocando de outra forma, compete ao estudioso da História realizar a leitura crítica [...] do documento.
Samara, Eni de Mesquita et. alli. História & Documento: metodologia de pesquisa. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. p. 123-4. (Adaptado)
De acordo com o texto acima, é INCORRETO afirmar que
fonte histórica é tudo aquilo que pode fornecer ao historiador informações sobre o passado. Todavia, de acordo com o objeto de estudo de um historiador, determinadas fontes podem ser apropriadas ou não para sua análise.
apesar de existirem vários tipos de fontes disponíveis ao historiador, as únicas que realmente são corretas e revelam o conhecimento histórico são as fontes escritas.
um documento não pode ser entendido como a realidade histórica em si, mas como veículo de porções ou de partes dessa realidade.
as fontes são sempre exploradas com os filtros do presente do pesquisador, de acordo com valores, preocupações, medos e conflitos do período em que estão sendo analisadas.
A reabilitação da biografia histórica integrou as aquisições da história social e cultural, oferecendo aos diferentes atores históricos uma importância diferenciada, distinta, individual. Mas não se tratava mais de fazer, simplesmente, a história dos grandes nomes, em formato hagiográfico – quase uma vida de santo –, sem problemas, nem máculas. Mas de examinar os atores (ou o ator) célebres ou não, como testemunhas, como reflexos, como reveladores de uma época.”
DEL PRIORE, M. Biografia: quando o indivíduo encontra a história. Topoi, n. 19 jul.-dez. 2009.
De acordo com o texto, novos estudos têm valorizado a história do indivíduo por se constituir como possibilidade de
adesão ao método positivista.
expressão do papel das elites.
resgate das narrativas heroicas.
acesso ao cotidiano das comunidades.
interpretação das manifestações do divino.
O estudo e a escrita da História realizados por pesquisadores são chamados de historiografia. Essa é feita com base em pesquisa de documentos e na interpretação desses documentos pautados em teorias e métodos dos mais diversos, que criam sentidos e relações entre o passado e o presente.
Em relação a essas informações, assinale a alternativa correta.
O elemento central da pesquisa histórica é a opinião do historiador, pautada em sua convicção política e partidária.
O marxismo é a principal linha interpretativa que guia a historiografia contemporânea.
O que orienta a pesquisa histórica são as perguntas, ou os problemas, formulados em nosso próprio tempo a partir dos documentos disponíveis para a construção do conhecimento.
Uma vez que a pesquisa histórica está relacionada com o contexto do historiador, afirma-se que a História é uma ciência sem método.
