WorksheetsA2B1/2022 - República das Espadas (3º ano)
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O estudo da Carta Outorgada de 1824, Ato Adicional de 1834 e Constituição Republicana de 1891 mostra, no Brasil, notável evolução política.
Assinale a alternativa correta:
O Ato Adicional de 1834 atribui às províncias a mesma autonomia estabelecida pela Constituição de 1891.
Enquanto a Carta Outorgada de 1824 inspirou-se nos Estados Unidos, a Constituição de 1891 baseouse em modelo europeu.
A Carta Outorgada de 1824 estabelecia quatro poderes, reduzidos a três na Constituição de 1891, com a supressão do Poder Moderador.
A Religião Católica Apostólica Romana, oficial no Império, assim continuou na República, com base em artigo específico na Constituição de 1891.
O Ato Adicional de 1834 transformou a forma de Estado do Brasil de unitária em federativa
Sobre o contexto histórico responsável pela proclamação da República NÃO se inclui:
a insatisfação dos setores escravocratas com o governo monárquico após a Lei Áurea.
a ascensão do exército após a Guerra do Paraguai, passando a exigir um papel na vida política do país.
a perda de prestígio do governo imperial junto ao clero, após a questão religiosa.
a oposição de grupos médios urbanos e fazendeiros do oeste paulista, defensores de maior autonomia administrativa.
o alto grau de consciência e participação das massas urbanas em todo o processo da proclamação da República.
Desde o ano de 1993 vários eventos vêm sendo realizados em rememoração da Revolta da Armada e da Revolução Federativa, as quais podem ser consideradas como:
representativas dos movimentos monárquicos restauradores do início da República.
projeção das diversas concepções republicanas existentes no país.
reações contra o Federalismo republicano, que defendia a eliminação da autonomia dos Estados.
reações de segmentos sociais emergentes do domínio oligárquico no Estado Republicano.
exemplo do confronto civilismo x militarismo, que caracterizaram o início da República.
“Vai-se o marechal ingente, / vai-se o grande alagoano. / E eu leitor, digo somente: Floriano foi um prudente; / seja o Prudente um Floriano.”
Essa é uma quadrinha do escritor Artur de Azevedo.
A respeito dos personagens e do período aos quais se refere podemos dizer que:
O escritor, como um crítico dos governos militares, posicionara-se contra a decretação do estado de sítio e o fechamento do Congresso por parte de Floriano Peixoto.
O escritor, como um defensor dos ideais socialistas no Brasil, fora contrário ao estado de sítio decretado por Deodoro da Fonseca e prorrogado por Floriano Peixoto.
O escritor, como um defensor do “marechal de ferro”, mostrava-se satisfeito com a prudência do presidente que, com pulso firme, havia debelado a Revolta de Canudos.
O escritor, como um admirador de Floriano Peixoto, saudava a prudência do ex-presidente, que teve de lidar com a Revolução Federalista e com a Revolta da Armada.
O escritor, como um democrata, reconhecia o despojamento de Floriano, que aceitou a realização imediata de eleições logo após a renúncia de Deodoro da Fonseca.
A Constituição Brasileira de 1891 estabeleceu a organização de um Estado Federal.
Sobre o período histórico e essa constituição, podese afirmar que
efetivou a República federal presidencialista, através da divisão dos três poderes e da transformação das províncias em estados-membros com autonomia relativa.
consolidou a República no Brasil, através de um governo parlamentar fundamentado na doutrina positivista.
seguiu o modelo federal dos EUA, no qual os estados-membros teriam total independência e só permaneceriam unidos em questões relativas ao comércio internacional e em casos de guerra.
criou a República e, pela primeira vez, garantiu o voto ao analfabeto, tendo como característica inovadora a concentração do poder no Legislativo.
fortaleceu o sistema presidencialista e o pluripartidarismo e restringiu os poderes do Legislativo, enfraquecendo os poderes dos coronéis regionais.
“Heróis são símbolos poderosos, encarnações de idéias e aspirações… São, por isso, instrumentos eficazes para atingir a cabeça e o coração dos cidadãos a serviço da legitimação de regimes políticos… Os candidatos a herói não tinham, eles também, profundidade histórica, não tinham a estatura exigida para o papel. Não pertenciam ao movimento da propaganda republicana, ativa desde 1870… A busca de um herói para a República acabou tendo êxito onde não o imaginavam muitos dos participantes da proclamação”.
CARVALHO, J. M. de, “A formação das almas.” O imaginário da República no Brasil, São Paulo: Cia das Letras, p.55-57.
A escolha e a construção do principal herói da República recaíram sobre:
Deodoro da Fonseca, devido à sua imensa popularidade, por ser um republicano histórico e um ferrenho adversário dos poderes monárquicos.
Benjamin Constant, líder popular identificado com a causa operária, defensor do positivismo e um representante civil com amplo trânsito entre os militares.
Duque de Caxias, grande comandante da Guerra do Paraguai, identificado com uma política centralizadora e patrono do Exército brasileiro.
Bento Gonçalves, presidente da república riograndense e principal líder da revolta farroupilha do século XIX, considerado o patrono militar do republicanismo no Brasil.
Tiradentes, militar e republicano transformado em mártir, cuja morte passou a ser associada ao sacrificio de Jesus cristo.
