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Novo EM (Funções da Linguagem) [Pgs. 13 - 15]

Total questions: 10

Worksheet time: 30mins

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1.

Uma sala da prefeitura. O ambiente é modesto. Durante a mutação, ouve-se um dobrado e vivas a Odorico, “viva o prefeito” etc. Estão em cena Dorotéa, Juju, Dirceu, Dulcinéa, o vigário e Odorico. Este último, à janela, discursa.

ODORICO – Povo sucupirano! Agoramente já investido no cargo de Prefeito, aqui estou para receber a confirmação, a ratificação, a autenticação e por que não dizer a sagração do povo que me elegeu.

Aplausos vêm de fora.

ODORICO – Eu prometi que o meu primeiro ato como prefeito seria ordenar a construção do cemitério.

Aplausos, aos quais se incorporam as personagens em cena.

ODORICO – (Continuando o discurso:) Botando de lado os entretantos e partindo pros finalmente, é uma alegria poder anunciar que prafrentemente vocês lá poderão morrer descansados, tranquilos e desconstrangidos, na certeza de que vão ser sepultados aqui mesmo, nesta terra morna e cheirosa de Sucupira. E quem votou em mim, basta dizer isso ao padre na hora da extrema-unção, que tem enterro e cova de graça, conforme o prometido

O gênero peça teatral tem o entretenimento como uma de suas funções. Outra função relevante do gênero, explícita nesse trecho de O bem-amado, é

a)

criticar satiricamente o comportamento de pessoas públicas

b)

denunciar a escassez de recursos públicos nas prefeituras do interior

c)

censurar a falta de domínio da língua padrão em eventos sociais

d)

despertar a preocupação da plateia com a expectativa de vida dos cidadãos

e)

questionar o apoio irrestrito de agentes públicos aos gestores governamentais

2.

TEXTO I

Fundamentam-se as regras da Gramática Normativa nas obras dos grandes escritores, em cuja linguagem as classes ilustradas põem o seu ideal de perfeição porque nela é que se espelha o que o uso idiomático estabilizou e consagrou.

TEXTO II

Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie – nem sequer mental ou de sonho –, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. Estremeço se dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de Chateaubriand, fazem formigar toda a minha vida em todas as veias, fazem-me raivar tremulamente quieto de um prazer inatingível que estou tendo. Tal página, até, de Vieira, na sua fria perfeição de engenharia sintática, me faz tremer como um ramo ao vento, num delírio passivo de coisa movida.

A linguagem cumpre diferentes funções no processo de comunicação. A função que predomina nos textos I e II

a)

estaca o “como” se elabora a mensagem, considerando-se a seleção, combinação a sonoridade do texto.

b)

coloca o foco no “com o que” se constrói a mensagem, sendo o código utilizado o seu próprio objeto.

c)

focaliza o “quem” produz a mensagem, mostrando seu posicionamento e suas impressões pessoais.

d)

rienta-se no “para quem” se dirige a mensagem, estimulando a mudança de seu comportamento.

e)

enfatiza sobre “o que” versa a mensagem, apresentada com palavras precisas e objetivas.

3.

As atrizes

Naturalmente

Ela sorria

Mas não me dava trela

Trocava a roupa

Na minha frente

E ia bailar sem mais aquela

Escolhia qualquer um

Lançava olhares

Debaixo do meu nariz

Dançava colada

Em novos pares

Com um pé atrás

Com um pé a fim

Surgiram outras

Naturalmente

Sem nem olhar a minha cara

Tomavam banho

Na minha frente

Para sair com outro cara

Porém nunca me importei

Com tais amantes

[...]

Com tantos filmes

Na minha mente

É natural que toda atriz

Presentemente represente

Muito para mim

Na canção, Chico Buarque trabalha uma determinada função da linguagem para marcar a subjetividade do eu lírico ante as atrizes que ele admira. A intensidade dessa admiração está marcada em:

a)

“Naturalmente/ Ela sorria/ Mas não me dava trela”.

b)

Tomavam banho/ Na minha frente/ Para sair com outro cara”

c)

Surgiram outras/ Naturalmente/ Sem nem olhar a minha cara”

d)

“Escolhia qualquer um/ Lançava olhares/ Debaixo do meu nariz”.

e)

“É natural que toda atriz/ Presentemente represente/ Muito para mim”.

4.

Receita

Tome-se um poeta não cansado,

Uma nuvem de sonho e uma flor,

Três gotas de tristeza, um tom dourado,

Uma veia sangrando de pavor.

Quando a massa já ferve e se retorce

Deita-se a luz dum corpo de mulher,

Duma pitada de morte se reforce,

Que um amor de poeta assim requer.

Os gêneros textuais caracterizam-se por serem relativamente estáveis e podem reconfigurar-se em função do propósito comunicativo. Esse texto constitui uma mescla de gêneros, pois

a)

introduz procedimentos prescritivos na composição do poema

b)

explicita as etapas essenciais à preparação de uma receita.

c)

explora elementos temáticos presentes em uma receita.

d)

apresenta organização estrutural típica de um poema.

e)

utiliza linguagem figurada na construção do poema.

5.

O livro A fórmula secreta conta a história de um episódio fundamental para o nascimento da matemática moderna e retrata uma das disputas mais virulentas da ciência renascentista. Fórmulas misteriosas, duelos públicos, traições, genialidade, ambição – e matemática! Esse é o instigante universo apresentado no livro, que resgata a história dos italianos Tartaglia e Cardano e da fórmula revolucionária para resolução de equações de terceiro grau. A obra reconstitui um episódio polêmico que marca, para muitos, o início do período moderno da matemática.

Em última análise, a fórmula secreta apresenta-se como uma ótima opção para conhecer um pouco mais sobre a história da matemática e acompanhar um dos debates científicos mais inflamados do século XVI no campo. Mais do que isso, é uma obra de fácil leitura e uma boa mostra de que é possível abordar temas como álgebra de forma interessante, inteligente e acessível ao grande público.

Na construção textual, o autor realiza escolhas para cumprir determinados objetivos. Nesse sentido, a função social desse texto é

a)

interpretar a obra a partir dos acontecimentos da narrativa.

b)

apresentar o resumo do conteúdo da obra de modo impessoal

c)

fazer a apreciação de uma obra a partir de uma síntese crítica.

d)

informar o leitor sobre a veracidade dos fatos descritos na obra.

e)

classificar a obra como uma referência para estudiosos da matemática.

6.

O humor e a língua

Há algum tempo, venho estudando as piadas, com ênfase em sua constituição linguística. Por isso, embora a afirmação a seguir possa parecer surpreendente, creio que posso garantir que se trata de uma verdade quase banal: as piadas fornecem simultaneamente um dos melhores retratos dos valores e problemas de uma sociedade, por um lado, e uma coleção de fatos e dados impressionantes para quem quer saber o que é e como funciona uma língua, por outro. Se se quiser descobrir os problemas com os quais uma sociedade se debate, uma coleção de piadas fornecerá excelente pista: sexualidade, etnia/raça e outras diferenças, instituições (igreja, escola, casamento, política), morte, tudo isso está sempre presente nas piadas que circulam anonimamente e que são ouvidas e contadas por todo mundo em todo o mundo. Os antropólogos ainda não prestaram a devida atenção a esse material, que poderia substituir com vantagem muitas entrevistas e pesquisas participantes. Saberemos mais a quantas andam o machismo e o racismo, por exemplo, se pesquisarmos uma coleção de piadas do que qualquer outro corpus.

A piada é um gênero textual que figura entre os mais recorrentes na cultura brasileira, sobretudo na tradição oral. Nessa reflexão, a piada é enfatizada por

a)

sua função humorística.

b)

sua ocorrência universal.

c)

sua diversidade temática.

d)

seu papel como veículo de preconceitos.

e)

seu potencial como objeto de investigação.

7.

Ler não é decifrar, como num jogo de adivinhações, o sentido de um texto. É, a partir do texto, ser capaz de atribuir-lhe significado, conseguir relacioná-lo a todos os outros textos significativos para cada um, reconhecer nele o tipo de leitura que o seu autor pretendia e, dono da própria vontade, entregar-se a essa leitura, ou rebelar-se contra ela, propondo uma outra não prevista.

Nesse texto, a autora apresenta reflexões sobre o processo de produção de sentidos, valendo-se da metalinguagem. Essa função da linguagem torna-se evidente pelo fato de o texto

a)

ressaltar a importância da intertextualidade.

b)

propor leituras diferentes das previsíveis.

c)

apresentar o ponto de vista da autora.

d)

discorrer sobre o ato de leitura.

e)

focar a participação do leitor.

8.

Qual é a segurança do sangue?

Para que o sangue esteja disponível para aqueles que necessitam, os indivíduos saudáveis devem criar o hábito de doar sangue e encorajar amigos e familiares saudáveis a praticarem o mesmo ato. A prática de selecionar criteriosamente os doadores, bem como as rígidas normas aplicadas para testar, transportar, estocar e transfundir o sangue doado fizeram dele um produto muito mais seguro do que já foi anteriormente. Apenas pessoas saudáveis e que não sejam de risco para adquirir doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue, como hepatites B e C, HIV, sífilis e Chagas, podem doar sangue. Se você acha que sua saúde ou comportamento pode colocar em risco a vida de quem for receber seu sangue, ou tem a real intenção de apenas realizar o teste para o vírus HIV, NÃO DOE SANGUE.

Cumpre destacar que apesar de o sangue doado ser testado para as doenças transmissíveis conhecidas no momento, existe um período chamado de janela imunológica em que um doador contaminado por um determinado vírus pode transmitir a doença através do seu sangue.

DA SUA HONESTIDADE DEPENDE A VIDA DE QUEM VAI RECEBER SEU SANGUE.

Nessa campanha, as informações apresentadas têm como objetivo principal.

a)

conscientizar o doador de sua corresponsabilidade pela qualidade do sangue.

b)

garantir a segurança de pessoas de grupos de risco durante a doação de sangue.

c)

esclarecer o público sobre a segurança do processo de captação do sangue.

d)

alertar os doadores sobre as dificuldades enfrentadas na coleta de sangue.

e)

ampliar o número de doadores para manter o banco de sangue.

9.

Posso mandar por e-mail?

Atualmente, é comum “disparar” currículos na internet com a expectativa de alcançar o maior número possível de selecionadores. Essa, no entanto, é uma ideia equivocada: é preciso saber quem vai receber seu currículo e se a vaga é realmente indicada para seu perfil, sob o risco de estar “queimando o filme” com um futuro empregador. Ao enviar o currículo por e-mail, tente saber quem vai recebê-lo e faça um texto sucinto de apresentação, com a sugestão a seguir:

Assunto: Currículo para a vaga de gerente de marketing

Mensagem: Boa tarde. Meu nome é José da Silva e gostaria de me candidatar à vaga de gerente de marketing. Meu currículo segue anexo.

O texto integra um guia de modelos e técnicas de elaboração de textos e cumpre a função social de

a)

divulgar um padrão oficial de redação e envio de currículos.

b)

indicar um modelo de currículo para pleitear uma vaga de emprego

c)

instruir o leitor sobre como ser eficiente no envio de currículo por e-mail.

d)

responder a uma pergunta de um assinante da revista sobre o envio de currículo por e-mail.

e)

orientar o leitor sobre como alcançar o maior número possível de selecionadores de currículos

10.

Blog é concebido como um espaço onde o blogueiro é livre para expressar e discutir o que quiser na atividade da sua escrita, com a escolha de imagens e sons que compõem o todo do texto veiculado pela internet, por meio dos posts. Assim, essa ferramenta deixa de ter como única função a exposição de vida e/ou rotina de alguém — como em um diário pessoal —, função para qual serviu inicialmente e que o popularizou, permitindo também que seja um espaço para a discussão de ideias, trocas e divulgação de informações.

A produção dos blogs requer uma relação de troca, que acaba unindo pessoas em torno de um ponto de interesse comum. A força dos blogs está em possibilitar que qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento técnico, publique suas ideias e opiniões na web e que milhões de outras pessoas publiquem comentários sobre o que foi escrito, criando um grande debate aberto a todos.

De acordo com o texto, o blog ultrapassou sua função inicial e vem se destacando como

a)

estratégia para estimular relações de amizade.

b)

espaço para exposição de opiniões e circulação de ideias.

c)

gênero discursivo substituto dos tradicionais diários pessoais.

d)

ferramenta para aperfeiçoamento da comunicação virtual escrita.

e)

recurso para incentivar a ajuda mútua e a divulgação da rotina diária.