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HIST[ORIA DA FILOSOFIA PARTE 2

Total questions: 17

Worksheet time: 4hrs 15mins

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1.

Enem 2014) É o caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida. Apesar de questionar os conceitos da tradição, a dúvida radical da filosofia cartesiana tem caráter positivo por contribuir para o (a):

a)

dissolução do saber científico.

b)

recuperação dos antigos juízos.

c)

exaltação do pensamento clássico.

d)

surgimento do conhecimento inabalável.

e)

fortalecimento dos preconceitos religiosos.

2.

"Imagine que um ser humano foi submetido a uma cirurgia por um cientista do mal. O cérebro da pessoa foi retirado do corpo e colocado numa cuba com nutrientes que o mantêm vivo. As terminações nervosas foram conectadas a um supercomputador científico que faz com que a pessoa tenha a ilusão de que tudo está perfeitamente normal. Parecem existir pessoas, objetos, o céu, etc.; mas, na verdade, tudo o que a pessoa experimenta é resultado de impulsos eletrônicos que viajam do computador para as terminações nervosas". Esse experimento mental, conhecido como "o cérebro numa cuba", na sua versão contemporânea foi criado pelo filósofo norte-americano Hilary Putnam. Na sua essência, o experimento é uma versão do argumento do gênio maligno, elaborado pelo filósofo René Descartes no século XVII. Em ambos os casos, podemos dizer que esse tipo de experimento mental tem, em um primeiro momento, em relação à existência do mundo exterior, um resultado:

a)

Dogmático.

b)

Apodítico.

c)

Cético.

d)

Naturalista.

e)

Contraditório.

3.

Hegel, em seus cursos universitários de Filosofia da História, fez a seguinte afirmação sobre a relação entre a filosofia e a história: "o único pensamento que a filosofia aporta é a contemplação da história". HEGEL, G. W. F. Filosofia da História. 2 ed. Brasília: Editora da UnB, 1998, p. 17. De acordo com a reflexão de Hegel, é correto afirmar que: I. a razão governa o mundo e, portanto, a história universal é um processo racional. II. a ação dos homens obedece a vontade divina que determina o curso da história. III. no processo histórico, o pensar está subordinado ao real existente. IV. a ideia ou a razão se originam da força material de produção e reprodução da história. 2. Assinale a alternativa que contém somente assertivas corretas.

a)

III

b)

I e II.

c)

II e III.

d)

I e III

e)

I, II, III e IV.

4.

(Ufu 2004) Segundo Hegel, “Na história universal só se pode falar dos povos que formam um Estado. É preciso saber que tal Estado é a realização da liberdade, isto é, da finalidade absoluta, que ele existe por si mesmo: além disso, deve-se saber que todo valor que o homem possui, toda realidade espiritual, ele só o tem mediante o Estado”. HEGEL. Filosofia da História. 2.ed. Brasília: Editora da UnB. 1998. p. 39-40.

A interpretação do trecho citado permite afirmar que :

a)

o Estado é realidade espiritual, que ao mesmo tempo é a garantia dos valores humanos, sendo a liberdade a realização suprema da existência humana, pois ela é a síntese da vontade universal e da vontade subjetiva

b)

o Estado resulta da ação abstrata produzida por uma força divina absoluta e superior às vontades humanas que a ela se submetem.

c)

o Estado é a limitação da liberdade, que é cerceada para que o Estado se coloque acima e à frente dos cidadãos no curso da história.

d)

o Estado é a recondução do indivíduo e da espécie às condições naturais de existência, únicas capazes de garantir a liberdade como valor absoluto.

5.

(Ufu 2013) De um modo geral, o conceito de physis nomundo pré-socrático expressa um princípio de movimento por meio do qual tudo o que existe é gerado e se corrompe. A doutrina de Parmênides, no entanto, tal como relatada pela tradição, aboliu esse princípio e provocou, consequentemente, um sério conflito no debate filosófico posterior, em relação ao modo como conceber o ser.Para Parmênides e seus discípulos

a)

A imobilidade é o princípio do não-ser, na medida em que omovimento está em tudo o que existe.

b)

O movimento é princípio de mudança e a pressuposição deum não-ser

c)

Um Ser que jamais muda não existe e, portanto, é fruto deimaginação especulativa.

d)

O Ser existe como gerador do mundo físico, por isso arealidade empírica é puro ser, ainda que em movimento.alguém me explica o motivo de ser a b?

6.

(Ueap 2011) ...que é e que não é possível que não seja, é a vereda da Persuasão (porque acompanha a Verdade); o outro diz que não é e que é preciso que não seja, eu te digo que esta é uma vereda em que nada se pode aprender. De fato, não poderias conhecer o que não é, porque tal não é fatível. Nem poderia expressá-lo. (Nicola, Ubaldo. Antologia ilustrada de Filosofia. Editora Globo, 2005.) O texto anterior expressa o pensamento de qual filósofo? 

a)

Aristóteles, que estabelecia a distinção entre o mundo sensível e o inteligível.

b)

Heráclito de Éfeso, que afirmava a unidade entre pensamento e realidade.

c)

Tales de Mileto, que afirmava ser a água o princípio de todas as coisas

d)

Parmênides de Eleia, que afirmava a imutabilidade de todas as coisas e a unidade entre ser e pensar, ser e conhecimento.

e)

Protágoras, que afirmava que o homem é a medida de todas as coisas, que o ser é e o não ser não é.

7.

(Unb 2012) No início do século XX, estudiosos esforçaram-se em mostrar a continuidade, na Grécia Antiga, entre mito e filosofia, opondo-se a teses anteriores, que advogavam a descontinuidade entre ambos. A continuidade entre mito e filosofia, no entanto, não foi entendida univocamente. Alguns estudiosos, como Cornford e Jaeger, consideraram que as perguntas acerca da origem do mundo e das coisas haviam sido respondidas pelos mitos e pela filosofia nascente, dado que os primeiros filósofos haviam suprimido os aspectos antropomórficos e fantásticos dos mitos. Ainda no século XX, Vernant, mesmo aceitando certa continuidade entre mito e filosofia, criticou seus predecessores, ao rejeitar a ideia de que a filosofia apenas afirmava, de outra maneira, o mesmo que o mito. Assim, a discussão sobre a especificidade da filosofia em relação ao mito foi retomada.

Considerando o breve histórico acima, concernente à relação entre o mito e a filosofia nascente, assinale a opção que expressa, de forma mais adequada, essa relação na Grécia Antiga.

a)

O mito é a expressão mais acabada da religiosidade arcaica, e a filosofia corresponde ao advento da razão liberada da religiosidade.

b)

O mito é uma narrativa em que a origem do mundo é apresentada imaginativamente, e a filosofia caracteriza-se como explicação racional que retoma questões presentes no mito.

c)

O mito fundamenta-se no rito, é infantil, pré-lógico e irracional, e a filosofia, também fundamentada no rito, corresponde ao surgimento da razão na Grécia Antiga.

d)

O mito descreve nascimentos sucessivos, incluída a origem do ser, e a filosofia descreve a origem do ser a partir do dilema insuperável entre caos e medida.

8.

O aparecimento da pólis constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domínio das instituições, só no fim alcançará todas as suas consequências; a pólis conhecerá etapas múltiplas e formas variadas. Entretanto, desde seu advento, que se pode situar entre os séculos VIII e VII a.C., marca um começo, uma verdadeira invenção; por ela, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade será plenamente sentida pelos gregos.Jean-Pierre Vernant. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 1981. Adaptado.De acordo com o texto, na Antiguidade, uma das transformações provocadas pelo surgimento da pólis foi :

a)

o declínio da oralidade, pois, em seu território, toda estratégia de comunicação era baseada na escrita e no uso de imagens.

b)

o isolamento progressivo de seus membros, que preferiam o convívio familiar às relações travadas nos espaços públicos.

c)

a manutenção de instituições políticas arcaicas, que reproduziam, nela, o poder absoluto de origem divina do monarca.

d)

a diversidade linguística e religiosa, pois sua difusa organização social dificultava a construção de identidades culturais.

e)

a constituição de espaços de expressão e discussão, que ampliavam a divulgação das ações e ideias de seus membros.

9.

No livro Através do espelho e o que Alice encontrou por lá, a Rainha Vermelha diz uma frase enigmática: “Pois aqui, como vê, você tem de correr o mais que pode para continuar no mesmo lugar.” (CARROL, L. Através do espelho e o que Alice encontrou por lá. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. p.186.)

Já na Grécia antiga, Zenão de Eleia enunciara uma tese também enigmática, segundo a qual o movimento é ilusório, pois “numa corrida, o corredor mais rápido jamais consegue ultrapassar o mais lento, visto o perseguidor ter de primeiro atingir o ponto de onde partiu o perseguido, de tal forma que o mais lento deve manter sempre a dianteira.” (ARISTÓTELES. Física. Z 9, 239 b 14. In: KIRK, G. S.; RAVEN, J. E.; SCHOFIELD, M. Os Pré-socráticos. 4.ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994, p.284.)

Com base no problema filosófico da ilusão do movimento em Zenão de Eleia, é correto afirmar que seu argumento

a)

baseia-se na observação da natureza e de suas transformações, resultando, por essa razão, numa explicação naturalista pautada pelos sentidos.

b)

confunde a ordem das coisas materiais (sensível) e a ordem do ser (inteligível), pois avalia o sensível por condições que lhe são estranhas.

c)

ilustra a problematização da crença numa verdadeira existência do mundo sensível, à qual se chegaria pelos sentidos.

d)

mostra que o corredor mais rápido ultrapassará inevitavelmente o corredor mais lento, pois isso nos apontam as evidências dos sentidos

e)

pressupõe a noção de continuidade entre os instantes, contida no pressuposto da aceleração do movimento entre os corredores.

10.

1. (Uema 2015) Leia a letra da canção a seguir.

Nada do que foi será

De novo do jeito que já foi um dia

Tudo passa

Tudo sempre passará

A vida vem em ondas

Como um mar

Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é

Igual ao que a gente

Viu há um segundo

Tudo muda o tempo todo

No mundo [...]

 Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Como uma onda. In: Álbum MTV ao vivo. Rio de Janeiro: Sony-BMG, 2004.

Da mesma forma como canta o poeta contemporâneo, que vê a realidade passando como uma onda, assim também pensaram os primeiros filósofos conhecidos como Pré-socráticos que denominavam a realidade de physis. A característica dessa realidade representada, também, na música de Lulu Santos é o(a)

a)

 fluxo. 

b)

 estática.   

c)

infinitude

d)

desordem.  

e)

multiplicidade.  

11.

(Enem 2015) A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar, porque nela embora apenas em estado de crisálida, está contido o pensamento: Tudo é um.

NIETZSCHE. F. Crítica moderna. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural. 1999

  

O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento da filosofia entre os gregos?

a)

O impulso para transformar, mediante justificativas, os elementos sensíveis em verdades racionais.  

b)

O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos seres e das coisas. 

c)

A necessidade de buscar, de forma racional, a causa primeira das coisas existentes.

d)

A ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças entre as coisas.   

e)

A tentativa de justificar, a partir de elementos empíricos, o que existe no real.  

12.

(Uel 2013) No livro Através do espelho e o que Alice encontrou por lá, a Rainha Vermelha diz uma frase enigmática: “Pois aqui, como vê, você tem de correr o mais que pode para continuar no mesmo lugar.” 

(CARROL, L. Através do espelho e o que Alice encontrou por lá. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. p.186.)

Já na Grécia antiga, Zenão de Eleia enunciara uma tese também enigmática, segundo a qual o movimento é ilusório, pois “numa corrida, o corredor mais rápido jamais consegue ultrapassar o mais lento, visto o perseguidor ter de primeiro atingir o ponto de onde partiu o perseguido, de tal forma que o mais lento deve manter sempre a dianteira.” 

(ARISTÓTELES. Física. Z 9, 239 b 14. In: KIRK, G. S.; RAVEN, J. E.; SCHOFIELD, M. Os Pré-socráticos. 4.ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994, p.284.) 

Com base no problema filosófico da ilusão do movimento em Zenão de Eleia, é correto afirmar que seu argumento

a)

baseia-se na observação da natureza e de suas transformações, resultando, por essa razão, numa explicação naturalista pautada pelos sentidos.

b)

confunde a ordem das coisas materiais (sensível) e a ordem do ser (inteligível), pois avalia o sensível por condições que lhe são estranhas.   

c)

ilustra a problematização da crença numa verdadeira existência do mundo sensível, à qual se chegaria pelos sentidos.   

d)

mostra que o corredor mais rápido ultrapassará inevitavelmente o corredor mais lento, pois isso nos apontam as evidências dos sentidos.

e)

pressupõe a noção de continuidade entre os instantes, contida no pressuposto da aceleração do movimento entre os corredores.   

13.

(Ufu 2013) De um modo geral, o conceito de physis no mundo pré-socrático expressa um princípio de movimento por meio do qual tudo o que existe é gerado e se corrompe. A doutrina de Parmênides, no entanto, tal como relatada pela tradição, aboliu esse princípio e provocou, consequentemente, um sério conflito no debate filosófico posterior, em relação ao modo como conceber o ser.

Para Parmênides e seus discípulos:  

a)

A imobilidade é o princípio do não-ser, na medida em que o movimento está em tudo o que existe.

b)

O movimento é princípio de mudança e a pressuposição de um não-ser.  

c)

Um Ser que jamais muda não existe e, portanto, é fruto de imaginação especulativa

d)

O Ser existe como gerador do mundo físico, por isso a realidade empírica é puro ser, ainda que em movimento.  

14.

Ueap 2011) ...que é e que não é possível que não seja,/ é a vereda da Persuasão (porque acompanha a Verdade); o outro diz que não é e que é preciso que não seja,/ eu te digo que esta é uma vereda em que nada se pode aprender. De fato, não poderias conhecer o que não é, porque tal não é fatível./ nem poderia expressá-lo. 

(Nicola, Ubaldo. Antologia ilustrada de Filosofia. Editora Globo, 2005.) 

O texto anterior expressa o pensamento de qual filósofo? 

a)

Aristóteles, que estabelecia a distinção entre o mundo sensível e o inteligível. 

b)

Heráclito de Éfeso, que afirmava a unidade entre pensamento e realidade. 

c)

Tales de Mileto, que afirmava ser a água o princípio de todas as coisas. 

d)

Parmênides de Eleia, que afirmava a imutabilidade de todas as coisas e a unidade entre ser e pensar, ser e conhecimento.

e)

Protágoras, que afirmava que o homem é a medida de todas as coisas, que o ser é e o não ser não é. 

15.

(Uenp 2011) Mario Quintana, no poema “As coisas”, traduziu o sentimento comum dos primeiros filósofos da seguinte maneira: “O encanto sobrenatural que há nas coisas da Natureza! [...] se nelas algo te dá encanto ou medo, não me digas que seja feia ou má, é, acaso, singular”. Os primeiros filósofos da antiguidade clássica grega se preocupavam com: 

a)

Cosmologia, estudando a origem do Cosmos, contrapondo a tradição mitológica das narrativas cosmogônicas e teogônicas. 

b)

Política, discutindo as formas de organização da polis e estabelecendo as regras da democracia. 

c)

Ética, desenvolvendo uma filosofia dos valores e da vida virtuosa. 

d)

Epistemologia, procurando estabelecer as origens e limites do conhecimento verdadeiro. 

e)

Ontologia, construindo uma teoria do ser e do substrato da realidade.  

16.

(Ueg 2011) No século V a.C., Atenas vivia o auge de sua democracia. Nesse mesmo período, os teatros estavam lotados, afinal, as tragédias chamavam cada vez mais a atenção. Outro aspecto importante da civilização grega da época eram os discursos proferidos na ágora. Para obter a aprovação da maioria, esses pronunciamentos deveriam conter argumentos sólidos e persuasivos. Nesse caso, alguns cidadãos procuravam aperfeiçoar sua habilidade de discursar. Isso favoreceu o surgimento de um grupo de filósofos que dominavam a arte da oratória. Esses filósofos vinham de diferentes cidades e ensinavam sua arte em troca de pagamento. Eles foram duramente criticados por Sócrates e são conhecidos como 

a)

maniqueistas. 

b)

hedonistas.

c)

epicuristas. 

d)

sofistas. 

17.

(Uncisal 2012) O período pré-socrático é o ponto inicial das reflexões filosóficas. Suas discussões se prendem a Cosmologia, sendo a determinação da physis (princípio eterno e imutável que se encontra na origem da natureza e de suas transformações) ponto crucial de toda formulação filosófica. Em tal contexto, Leucipo e Demócrito afirmam ser a realidade percebida pelos sentidos ilusória. Eles defendem que os sentidos apenas capturam uma realidade superficial, mutável e transitória que acreditamos ser verdadeira. Mesmo que os sentidos apreendam “as mutações das coisas, no fundo, os elementos primordiais que constituem essa realidade jamais se alteram.” Assim, a realidade é uma coisa e o real outra. 

Para Leucipo e Demócrito a physis é composta 

a)

pelas quatro raízes: o úmido, o seco, o quente e o frio. 

b)

pela água. 

c)

pelo fogo.

d)

pelo ilimitado. 

e)

pelos átomos.