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WorksheetsAmor de Perdição
Total questions: 14
Worksheet time: 13mins
O ‘amor-paixão’ é o sentimento predominante ao longo de todo o romance Amor de Perdição. Relativamente a este ‘amor-paixão’ podemos afirmar que:
provoca desespero e sentimentos de vingança, como acontece com Mariana, que envenena Simão, por não corresponder ao seu amor.
surge como o núcleo em que a ação narrada se centra, sendo encarado como um sentimento egoísta, febril, louco, que desperta laivos de vingança.
leva as personagens a abdicarem da sua liberdade, como Simão que acaba por aceitar uma pena de dez anos pela morte de Baltasar Coutinho.
surge como o núcleo em que se desenvolve a narração, caracterizando-se como um sentimento puro e verdadeiro, como o de Baltasar e Teresa.
Associa a seguinte descrição à respetiva personagem do romance Amor de Perdição. Protagonista da narrativa; inicialmente boémia, sanguinária e violenta, mas que se molda em função do amor que sente, tornando-se estudiosa, sensível e determinada.
Simão Botelho
João da Cruz
Mariana da Cruz
Tadeu de Albuquerque
Na obra, conjugam-se traços fictícios e verídicos, transparecendo na obra inúmeras influências autobiográficas. Neste seguimento, não é correto afirmar que:
após o assassinato de Baltasar e da condenação à morte, Simão sente-se abandonado pelos familiares, tal como Camilo, órfão de pai e mãe.
Simão Botelho, jovem rebelde e boémio é, na realidade, Simão Castelo Branco, o pai do romancista Camilo Castelo Branco.
quer Camilo quer o protagonista da obra, Simão Botelho, estiveram presos na cadeia da Relação do Porto, por motivos passionais.
a relação de Teresa e Simão e a de Camilo Castelo Branco e Ana Plácido não eram aceites social e familiarmente.
Relativamente ao romance que Camilo Castelo Branco escreve no ano de 1862, é correto afirmar que a obra reflete:
a crítica aos costumes da sociedade do seu século, como o subtítulo ‘Memórias de uma vida romântica’ o atesta.
traços reais e fictícios, como o subtítulo ‘Memórias de uma Família’ o atesta, criticando igualmente condutas da sociedade do seu tempo.
uma visão subjetiva sobre a realidade, criticando costumes vistos como retrógrados, como o comprova o título ‘Episódios da vida real’.
uma clara crítica aos valores e condutas da sociedade da época, como o comprova o subtítulo ´Episódios da vida romântica’.
Simão, o protagonista do romance, evidencia um conjunto de características que o tornam um verdadeiro herói romântico. Das afirmações seguidamente apresentadas, apenas uma não corresponde a uma dessas características. Qual é?
Simão representa a típica figura do herói romântico que morre de amores e, por isso, se deixa morrer após a morte da amada Teresa.
Simão encarna a personagem que representa a liberdade, os ideais de justiça, o livre-arbítrio, recusando a fuga após a morte de Baltasar.
Simão deixa-se transformar em prol do puro amor nutrido por Teresa, mas revela a sua cobardia quando foge, após ter assassinado Baltasar.
Simão revela-se inicialmente uma personagem boémia e problemática tornando-se depois, por amor, sensível, digno, responsável e determinado.
A ação central do romance foca-se no triangulo amoroso Simão, Mariana e Teresa. Relativamente a esta questão, qual das afirmações não é verdadeira?
O triângulo amoroso centra-se no amor de Simão por Teresa, que é correspondido, e de Mariana por Simão, amor não correspondido.
Simão ama Teresa, Teresa ama Simão e ambos deixam o seu amor assumir uma dimensão transcendente, acreditando no amor após a morte.
Mariana dedica voluntariamente toda a sua vida a Simão, representando o exemplo máximo de abnegação e sofrendo o em silêncio.
Mariana ama Simão e Simão ama Teresa. Todavia, se o primeiro amor é totalmente correspondido, o segundo não é.
Após o assassinato de Baltasar Coutinho, o romancista delicia o leitor com uma atitude insólita dos órgãos de justiça. De facto, nota-se que:
ao concluir que o crime fora cometido pelo filho do reconhecido magistrado Tadeu de Albuquerque, o meirinho propõe a Simão que fuja, evitando uma condenação.
ao depreender que o assassino é Simão, o filho do conceituado magistrado, o meirinho propõe ao protagonista que fuja.
após ser conhecida a verdadeira identidade do morto Baltasar Coutinho, o meirinho aconselha Simão a fugir, pois ninguém ‘morreria de amores’ pelo morto.
ao concluir que Simão, filho do conceituado magistrado Domingos Botelho, cometera o crime, o meirinho aconselha-o a fugir e este assim o faz.
A obra de Camilo Castelo Branco edifica-se em torno da expressão “Simão amou, perdeu-se e morreu amando”. Tendo em conta esta expressão, não é correto afirmar que a referência a:
“Simão perdeu-se” indica que o amor-paixão foi o grande culpado da tragicidade abatida sobre os que ‘se perderam de amores’.
“Simão amou” evidencia o forte amor-paixão nutrido por Mariana, o qual teve um desfecho trágico, e daí afirmar-se “perdeu-se e morreu amando”.
“Simão morreu amando” pretenda destacar a morte física e psicológica de Simão, que morre de amor.
Simão ‘se ter perdido de amor’ evidencia o destino trágico do protagonista que acaba por matar por amor, ditando a sua condenação.
São duas as figuras femininas apresentadas no romance: Mariana e Teresa. Ambas evidenciam características que as definem como ‘mulher-anjo’, embora por razões diferentes. A afirmação anterior é:
verdadeira, visto que Teresa abdica da liberdade em prol do amor e Mariana sacrifica-se desinteressadamente por Simão.
falsa, dado que Mariana não passa de uma mera figura humilde do povo, posição social que não lhe confere o estatuto de ‘mulher-anjo’.
falsa, já que Teresa, ao ser totalmente correspondida por Simão, não reúne as condições necessárias à atribuição de tal estatuto.
verdadeira, uma vez que ambas se suicidam por amor.
Na obra, o narrador revela-se subjetivo, tecendo comentários em relação aos acontecimentos que vai narrando e conhecendo plenamente os pensamentos das personagens. A afirmação anterior é:
verdadeira. O narrador coincide com o autor do romance, ajuizando sobre os acontecimentos e compadecendo-se pelas personagens por si criadas.
verdadeira. O narrador tece comentários e juízos sobre as condutas das personagens, convocando frequentemente o narratário.
falsa. Conhecendo os pensamentos das personagens por si criadas, o narrador limita-se a narrar os acontecimentos, revelando total objetividade.
falsa. O narrador limita-se a narrar objetivamente os acontecimentos, numa linguagem concreta, surgindo, portanto, como mero observador.
Relativamente à linguagem, estilo e estrutura do romance, é correto afirmar que:
a linguagem oscila entre um estilo erudito, cuidado e culto e um estilo tradicional, popular e corrente, refletindo o estatuto social das personagens.
a obra se caracteriza por um estilo exclusivamente erudito e complexo, com vocabulário culto e cuidado, superiorizando as classes mais abastadas.
a linguagem oscila entre um estilo complexo e culto e um estilo vulgar, vivo e popular, ainda que o narrador se identifique com o primeiro estilo.
impera um estilo tradicional, familiar e popular, reforçando a proximidade que o narrador busca alcançar com os elementos do povo.
O diálogo assume uma elevada importância no romance Amor de Perdição. Nesta linha de raciocínio, o diálogo apenas não contribui para:
o caráter progressivo da narração, auxiliando na clara crítica de costumes que se desenvolve ao longo do romance.
conferir à narrativa um caráter pausado e não fluído. Refletindo o estado de espírito das personagens intervenientes e ocultando o seu estatuto social.
o ritmo e a dinâmica teatral que são conferidos à narrativa, permitindo expor os sentimentos e os pensamentos das personagens.
refletir o caráter e o estatuto social das personagens que dialogam, entre si, conferindo à narrativa fluidez e aumentando a sua veracidade.
De forma sucinta, diz o que mais te agradou e o que mais te desagradou na obra Amor de Perdição.
Destas obras, qual foi a que mais gostaste de estudar?
Sermão de Santo António aos Peixes
Farsa de Inês Pereira
Frei Luís de Sousa
Amor de Perdição
