WorksheetsHanseníase
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Hanseníase é uma doença infecciosa transmissível presente na humanidade há milhares de anos e que ainda hoje prevalece e deve ser vigiada e controlada nas unidades básicas de saúde. Os sinais e sintomas da doença são característicos. Assinale a opção INCORRETA.
Dormência ou formigamento nas mãos ou pés
Lesões hipocrômicas ou avermelhadas na pele
Aumento da sensibilidade numa lesão cutânea
Presença de edema ou nódulos no rosto ou orelhas
Em visita domiciliar, Agente Comunitária de Saúde (ACS) Laura questiona dona Márcia quanto à presença, em sua face, de lesão única, mais clara do que a pele ao redor, não elevada, com bordas mal delimitadas e seca. Dona Márcia responde que há alguns anos tem essa lesão, relatando que a mesma não a incomoda, havendo, no entanto, redução de sensibilidade térmica e dolorosa no local. ACS Laura lembra que dona Márcia conviveu anteriormente com paciente diagnosticado com Hanseníase. Assim, frente à Hanseníase, assinale a alternativa CORRETA:
A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo agente etiológico é o Mycobacterium leprae, sendo uma doença de evolução bastante rápida.
A bactéria é transmitida pelas vias respiratórias (pelo ar), e não pelos objetos utilizados pelo paciente.
Todas as pessoas que entraram em contato com a bactéria causadora da Hanseníase irão adoecer e apresentar os sintomas da doença ao longo do tempo.
A Hanseníase é uma doença dermatológica (atinge a pele) e não afeta outras partes do corpo.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para fins operacionais de tratamento, os doentes são classificados em paucibacilares, quando:
Apresentam até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo, quando disponível.
Apresentam mais de cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo, quando disponível.
Apresentam até duas lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo, quando disponível.
Apresentam até dez lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo, quando disponível.
A hanseníase é doença de evolução crônica, mas durante seu curso podem ocorrer de forma abrupta complicações das reações como: febre alta, dor no trajeto dos nervos, surgimento de lesões da pele (placas ou nódulos) e piora do aspecto de lesões preexistentes. Esses quadros são denominados reações hansênicas ou estados reacionais.
São manifestações clínicas encontradas na reação reversa (reação tipo 1), exceto:
Aparecimento brusco de nódulos eritematosos, dolorosos à palpação ou até mesmo espontaneamente, que podem evoluir para vesículas, pústulas, bolhas ou úlceras.
Dor espontânea nos nervos periféricos.
Aparecimento de novas lesões que podem ser eritemato-infiltradas (aspecto erisipeloide).
Aumento ou aparecimento de áreas hipoanestésicas ou anestésicas
Com relação à Hanseníase, assinale a alternativa correta:
A doença acomete principalmente os órgãos interno (fígado, intestino, pâncreas, baço e rim), mas pode afetar também nervos profundos da pele e localizados no braço, pernas e coluna vertebral.
A transmissão ocorre sempre entre parentes próximos que compartilham objetos pessoais, sendo considerada transmissão de contato.
Ao realizar o exame físico, o enfermeiro deve realizar teste de sensibilidade térmica e dolorosa e avaliar teste de Giordano positivo.
O tratamento da hanseníase é realizado através da associação de medicamentos (poliquimioterapia – PQT), entre eles Rifampicina, Dapsona e Clofazimina.
De acordo com a classificação diagnóstica da hanseníase utilizada pelo Mistério da Saúde, assinale a opção incorreta:
As formas paucibacilares da hanseníase incluem a hanseníase indeterminada e tuberculóide.
As formas multibacilares da hanseníase incluem a Hanseníase dimorfa e virchowiana.
A hanseníase indeterminada pode se apresentar na forma paucibacilar ou multibacilar
A hanseníase tuberculóide é classificada como paucibacilar,
São características das manchas da hanseníase, EXCETO:
Podem ser hipopigmentadas ou avermelhadas.
Apresentam falta de sensibilidade ao calor, tato ou dor.
Podem aparecer em qualquer parte do corpo, como axilas e planta dos pés.
Podem ser planas ou elevadas.
As manifestações clínicas da doença estão diretamente relacionadas ao tipo de resposta ao M. leprae. A forma clínica da doença, que aparece em pessoas com alta resistência celular ao bacilo, na qual as lesões são poucas (ou única), de limites bem definidos e pouco elevados, e com ausência de sensibilidade (dormência), é denominada de:
Indeterminada
Tuberculóide
Dimorfa
Virchowiana
Sobre a hanseníase, é INCORRETO afirmar que:
Estima-se que a maioria da população possua defesa natural(imunidade) contra o M. leprae. Portanto, a maior parte das pessoas que entrarem em contato com o bacilo não adoecerão.
É sabido que a susceptibilidade ao M. leprae possui influência genética. Assim, familiares de pessoas com hanseníase possuem maior chance de adoecer.
A bactéria é transmitida pelas vias respiratórias (pelo ar), e não pelos objetos utilizados pelo paciente.
Nenhuma das alternativas.
De acordo com a RENAME 2018 e o Guia Prático sobre a Hanseníase, a padronização e o protocolo do tratamento de hanseníase em casos classificados em PAUCIBACILARES incluem uma combinação de medicamentos, disponibilizados entre os Componentes da Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde. Sobre o tratamento dessa situação clínica, é correto afirmar:
O tratamento deve ter duração de 12 meses, no mínimo.
O paciente receberá uma dose mensal supervisionada da PQT a cada 30 dias e o tempo de tratamento será de 9 meses.
O tratamento deve ser de 6 doses/blister, em até 9 meses.
O tratamento inclui, no mínimo, uma dose mensal de 300 mg de Rifampicina injetável e o paciente tomará 100 mg de Dapsona diariamente por via oral.
A doença crônica infectocontagiosa hanseníase é causada pelo agente etiológico Mycobacterium leprae que possui tropismo pelos nervos periféricos nervos superficiais da pele e troncos. Com relação a essa doença é CORRETO afirmar:
Uma das formas de transmissão da Mycobacterium leprae são pelos objetos utilizados pelo portador da bactéria. Estima-se que a maioria da população possui susceptibilidade a essa bactéria.
Pacientes diagnosticados com hanseníase possui direito ao tratamento gratuito com poliquimioterapia (PQTOMS) disponíveis em todas as unidades de saúde. Com a utilização adequada do tratamento a transmissão é interrompida levando a cura da doença.
É importante que o enfermeiro da Unidade Básica de Saúde (UBS) informe ao paciente que ele será atendido gratuitamente 1 vez por semana durante todo o tratamento.
É importante que o enfermeiro da Unidade Básica de Saúde (UBS) informe ao paciente que ele será atendido gratuitamente 1 vez por mês durante todo o tratamento.
O diagnóstico de caso de hanseníase na Atenção Básica à Saúde é essencialmente clínico por meio do exame dermatoneurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos (sensitivo, motor e/ou autonômico).Uma das etapas importantes no diagnóstico e acompanhamento do usuário portador de hanseníase é a avaliação neurológica, que deve ser realizada no seguinte momento:
apenas no momento do diagnóstico.
no início do tratamento; a cada 3 meses se não houver queixas; com maior frequência durante neurites e reações, ou quando houver suspeita destas; na apresentação de queixas; e na alta.
não deve ser instituído de rotina, somente quando o paciente apresentar queixas.
apenas no ato da alta.
A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causada por um bacilo denominado Mycobacterium leprae. Em relação ao diagnóstico, sinais, sintomas, transmissão e formas de tratamento da hanseníase na Atenção Primária a Saúde (APS), NÃO é correto afirmar:
Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, de evolução lenta, que se manifesta principalmente através de sinais e sintomas dermatoneurológicos: lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nas mãos, olhos e pés.
O contágio da hanseníase dá-se através de uma pessoa doente, portadora do bacilo de Hansen, não tratada, que o elimina para o meio exterior, contagiando pessoas susceptíveis.
O diagnóstico precoce da hanseníase e o seu tratamento adequado evitam a evolução da doença, consequentemente impedem a instalação das incapacidades físicas por ela provocadas.
O tratamento da hanseníase deve ser realizado na rede de atenção terciária e por via endovenosa e oral, constituído pela associação de dois medicamentos e é denominado poliquimioterapia.
O tratamento medicamentoso da hanseníase paucibacilar e multibacilar consiste nos seguintes medicamentos:
etambutol, clofazimina e tazocin.
dapsona, isoniazida e rifampicina.
dapsona, clofazimina e meroponém.
dapsona, clofazimina e rifampicina.
