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Política e econômia de Portugal na Idade Moderna & Antigo Regime

Total questions: 26

Worksheet time: 16mins

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1.

O que é o absolutismo?

a)

É um regime político em que o poder régio tem origem divina, o rei centraliza em si todos os poderes e exerce-os sem limitação ou controlo.

b)

É um regime político em que o poder régio é escolhido por votos, o rei centraliza em si todos os poderes e exerce-os com algum controlo pelo parlamento. Governa a favor do povo.

c)

É um regime político em que o poder régio é escolhido através da Igreja católica, e o rei centraliza em si alguns poderes e governa a favor do clero.

d)

É um regime político em que o poder régio é comprado, e o rei controla a economia a favor da prosperidade económica e a da burguesia.

2.

"Em Portugal nunca houve um regime absolutista."

Esta afirmação é..

a)

Falsa

b)

Verdadeira

3.

Em que ano subiu ao trono português o primeiro rei absolutista?

a)

1707 A.C.

b)

1750 A.C.

c)

1698 A.C.

d)

1668 A.C.

4.

Qual foi o rei absolutista que mais se destacou em Portugal?

a)

Luís XIV

b)

D. João V

c)

D. José I

d)

D. Pedro II

5.

Quais foram os instrumentos de poder de D. João V?

a)

A sua corte muito faustosa.

b)

O patrocínio de grandes construções e Cerimónias.

c)

A opressão das revoltas através da censura de várias publicações.

d)

Burgueses com grande influência eram pagos para obedecer ao rei.

6.

Como estava Portugal relativamente à sua organização social, durante o Antigo Regime?

a)

A sociedade portuguesa mantinha a hierarquia antiga das três ordens sociais: clero, nobreza e povo.

b)

A sociedade estava dividida em quatro ordens sociais: Rei, Cortes, burguesia e povo.

c)

A sociedade portuguesa mantinha a hierarquia tradicional das três ordens sociais: clero, nobreza e Terceiro Estado.

7.

Ao contrário do que acontecia nos países do Norte da Europa, em Portugal a burguesia...

a)

Era dinâmica e empreendedora, investia os lucros do comércio em novas tecnologias e no comércio triangular.

b)

Era pouco dinâmica e empreendedora, investia os ganhos do comércio em terras e bens de luxo.

c)

Era pouco numerosa e ainda uma novidade, o que ultimamente causou o atraso económico de Portugal.

d)

Era constantemente obstruída pela Coroa, clero e a nobreza, com grandes impostos e penalizações, de que forma a que nunca ganhassem demasiado poder.

8.

O que é o mercantilismo?

a)

É uma doutrina económica que defende o aumento da produção e das exportações e a redução das importações, com vista ao aumento da riqueza em metais preciosos do Estado.

b)

É uma doutrina económica que suporta o crescimento da importação e das exportações e a diminuição dos impostos, com objetivo de aumentar a riqueza e flexibilidade do clero e da nobreza.

c)

É uma filosofia económica que defende o aumento da população e da produção e a redução das exportações, com a intenção de diminuir a dependência económica a outros países.

d)

É uma filosofia económica que favorece a burguesia e a deslocação da produção nacional para outros países, e também promove a intensificação das exportações, a fim de estabelecer fortes relações económicas com outros países.

9.

O que levou á aplicação de medidas mercantilistas em Portugal, durante o Antigo Regime?

a)

Motivação e pressão pelos burgueses e pelo povo para maior liberdade e diversidade na economia, pois o rei estava a impor medidas demasiado restritivas que benefeciavam apenas as classes privilegiadas.

b)

A crescente revolta entre os diversos grupos sociais que estavam fartos do fracasso económico no país naquela altura, devido a mas decisões políticas do rei.

c)

A crise populacional, devido á diminuição da taxa de natalidade, guerras, doença, bem como a falta de alimentos

ápos más condições climatéricas da decada anterior que diminuiram as colheitas e a produção.

d)

A crise comercial: as guerras da Restauração que causaram o aumento de impostos e o recurso a impréstimos, a concorrência no comércio do açucar e do tabaco do Brasil com os outros países colonizadores, e a diminuição das exportações de vinho e sal de Portugal.

10.

Quais foram as medidas mercantilistas tomadas por Portugal na segunda metade do século XVII?

a)

Criação de novas manufaturas, maioritariamente no setor têxtil, e reforço ao apoio às que já existiam.

b)

Publicação das leis Pragmáticas.

c)

Atribuição de empréstimos e privilégios a investidores estrangeiros que instalassem as suas fábricas em Portugal.

d)

Diminuição da regulação e dos impostos sobre os negócios e terrenos de burgueses e menor intervenção do estado, com um mercado mais livre.

11.

A política do mercantilismo em Portugal originou resultados...

a)

..melhores do que os previstos: a qualidade dos produtos manufaturados era competitiva, as leis Pragmáticas cumpriram bem a sua função de dissuadir as importações, a balança comercial ressaltou e voltou a estar positiva.

b)

..piores do que os previstos: a qualidade dos produtos produzidos era má, as leis Pragmáticas nem sempre se cumpriam e a balança comercial continuou negativa.

c)

..bons e maus: por um lado houve algum investimento estrangeiro significante mas as exportações não diminuíram muito e os produtos portugueses não estavam particularmente em alta demanda. A balança comercial oscilou entre negativa e positiva.

12.

Qual é a principal diferença entre o absolutismo e o despotismo esclarecido?

a)

No despotismo esclarecido o rei já não possui todos os poderes políticos, pelo que estes estão separados.

b)

No despotismo esclarecido o rei mostra abertura e interesse pelas ideas iluministas e leva a cabo reformas que visam melhorar as condições de vida dos seus súbditos.

c)

No absolutismo o rei governa a favor do povo e do desenvolvimento da nação, enquanto que no despotismo esclarecido isto já não acontece.

d)

No absolutismo o rei mostra abertura e interesse pelas ideas monárquicas, faz reformas para melhorar as condições de vida da população e é altruísta.

13.

Quais foram alguns exemplos de monarcas que seguiram o despotismo esclarecido?

a)

Frederico II, rei da Prússia; e D. José I, rei de Portugal; Luís XV, rei da França; Jorge II rei da Inglaterra;

b)

Luís XV, rei da França; Jorge II rei da Inglaterra; Maria Teresa, rainha da Áustria;

c)

Voltaire II, rei da França; Rousseau I, rei da Holanda; D. João V, rei de Portugal; e Diderot III, rei da Prússia

d)

Maria Teresa, rainha da Áustria; Frederico II, rei da Prússia; D. Catarina, imperatriz da Rússia; e D. José I, rei de Portugal.

14.

O iluminismo foi uma corrente filosófica que se desenvolveu na Europa do século XVII, como resultado da revolução científica. Quais os valores que defendia?

a)

Liberdade, igualdade e tolerância. A nação devia expressar livremente a sua vontade política através de eleições.

b)

Desigualdade e menor tolerância entre povos de diferentes religiões e raças, menor liberdade de expressão.

c)

Valorização da Razão e do progresso científico como meios para alcançar a felicidade humana.

d)

Separação dos poderes políticos e a soberania popular.

e)

Absolutismo para aumentar a velocidade na mudança da sociedade e obter progresso mais rápido da nação.

15.

Quais foram os principais pensadores iluministas?

a)

Voltaire

b)

Montesquieu

c)

Rousseau

d)

Marquês de Pombal

e)

John Methuen

16.

Como eram principalmente difundidas as obras dos autores e as ideias iluministas?

a)

Através da publicação de periódicos e da Enciclopédia, obra dirigida por Diderot e D'Alembert.

b)

Em enormes convenções anuais onde vários intelectuais de diferentes países e culturas se encontravam.

c)

Em reuniões secretas da maçonaria, academias, salões livrarias e cafés.

d)

Através dos monarcas que seguiam o despotismo esclarecido.

17.

Após a morte de D. João V sucedeu-lhe o seu filho, D. José que nomeou para seu ministro..

a)

Eugénio dos Santos

b)

O conde da Ericeira

c)

António Ribeiro Sanches

d)

Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal

18.

Marquês de Pombal seguia as linhas do pensamento..

a)

Absolutista.

b)

Do despotismo esclarecido.

c)

Classicista.

d)

Liberal.

19.

Nos finais do reinado de D. João V, a economia portuguesa estava a entrar de novo em crise. O ouro do Brasil já não era suficiente para pagar as importações, e o comércio do açúcar e tabaco também tinha sofrido.

O Marquês de Pombal desenvolveu então uma política económica de regresso às ideias m (a)   s, com o objetivo de recuperar a economia.

20.

A primeira medida que o Marquês pôs em prática foi controlar o comércio metropolitano e colonial, criando companhias comerciais monopolistas.

Como funcionavam estas companhias? E qual o seu objetivo?

a)

Eram financiadas com dinheiro de acionistas, a maior parte burgueses, que ficavam com o monopólio da venda dos produtos.

b)

Eram financiadas com dinheiro do estado e dos privilegiados, que ficavam mais ricos com o comércio dos produtos.

c)

O seu objetivo era fazer frente à concorrência de outras potências coloniais europeias.

d)

O seu objetivo era fazer frente à crescente independência dos produtos estrangeiros, vindos de monopólios estrangeiros.

e)

Eram financiadas com dinheiro do povo, que permaneciam com todo o dinheiro obtido nas suas vendas, sem impostos, com objetivo de aumentar a burguesia.

21.

Como o comércio colonial não estava a render os lucros necessários, o Marquês empreendeu, notadamente a partir de 1770, uma política de desenvolvimento da indústria:

a)

Reorganizou as fábricas reais de lanifícios e outras já existentes;

Fundou e renovou fábricas de vidros, louças, cutelarias, de fundição, entre outras.

b)

Fundou várias oficinas que tinham a habilidade de modificar o tipo de produto produziam, para satisfazer alterações abruptas nas demandas.

c)

Aumentou os impostos sobre as terras inutilizadas, incentivando o seu uso total e eficiente.

d)

Fundou a primeira fábrica de refinação de açúcar.

Reorganizou a Real Fábrica das Sedas.

e)

Contratou técnicos estrangeiros para melhorarem a produção.

22.

O Marquês de Pombal aplicou em Portugal algumas reformas com o objetivo de reforçar o poder do rei. Entre elas, destacam-se:

a)

A reorganização da administração central, com a criação do Etário Régio, que passou a controlar as finanças públicas.

b)

A garantia de que os altos burgueses estivessem sempre a favor do Estado, através de benefícios económicos.

c)

A criação da Intendência Geral da Polícia de Lisboa, que dividiu as funções judiciais das da polícia.

d)

Fundação da Investigação Real da Coroa, com função de investigar periodicamente as casas da alta nobreza e clero para verificar a existência de conspirações contra o rei.

e)

A criação da Real Mesa Censória para censurar livros e publicações contra o regime, limitando os poderes da Inquisição.

23.

"Em 1758, o rei D. José sofreu um atendado. Este acontecimento foi aproveitado para retirar poder aos grupos sociais privilegiados, o clero e a nobreza."

Esta afirmação é...

a)

Falsa

b)

Verdadeira

24.

Em meados do século XVII, muitos estrangeirados criticavam o atraso cultural científico de Portugal, propondo a modernização e laicização do ensino.

O Marquês de Pombal também pensava o mesmo, e pôs em prática reformas em todos os setores de ensino, destacando-se:

a)

A fundação do Colégio dos Nobres e da Aula do Comércio para formar os jovens da nobreza e da burguesia para os cargos do Estado.

b)

Uma campanha para reduzir o analfabetismo em Portugal e a aumentar o conhecimento económico da burguesia e do povo, de forma a criar novas industrias avançadas.

c)

A criação de uma série de livros pelo Estado sobre vários tópicos comuns, com o objetivo de educar a população sobre novas técnicas, e obter subsequentemente melhor produção.

d)

A reforma da Universidade de Coimbra, que foi dotada de um ensino mais prático e experimental.

25.

No dia 1 de novembro de 1755 um forte terramoto seguido por um maremoto e vários incêndios dizimaram uma grande parte da cidade de Lisboa. Após a catástrofe, o Marquês tomou medidas rápidas para recuperar a cidade.

Quais foram essas medidas?

a)

Mandou enterrar os mortos e socorrer os feridos.

b)

Mandou atirar os mortos no Tejo para salvar espaço e tempo, e ordenou socorrer apenas os feridos que tivessem mais probabilidades de viver.

c)

Ordenou que todos os palácios e igrejas fossem vigiados para evitar que as suas riquezas fossem roubadas.

d)

Planificou cuidadosamente a reconstrução da cidade, proibindo as pessoas de reconstruírem as suas casas sem respeitar esse plano.

e)

Planificou apressadamente a reconstrução da cidade, deixando as pessoas reconstruírem as suas casas, desde de que não houvesse demasiada interferência no plano.

26.

A reconstrução da cidade de Lisboa foi entregue ao engenheiro Manuel da Maia e aos arquitetos Carlos Mardel e Eugénio dos Santos. Orientados pelo Marquês, conceberam um plano revolucionário para aquela época.

Quais eram as principais características desse plano?

a)

Avenidas largas para facilitar a circulação de carros de cavalos, alternando com ruas mais peões;

construção de passeios para peões.

b)

Construção de canais de para facilitar a circulação de barcos carregando mercadoria; portos mais afastados para haver menos danos nas embarcações no caso de sismo.

c)

Construção de vários locais seguros no subsolo onde a população poderia abrigar-se em caso de sismo; distribuição de panfletos para informar a população de como agir no caso de um sismo.

d)

Distribuição dos ofícios por ruas para facilitar o comércio; construção de uma grande praça central

e)

Construção de casas com a mesma altura e com fachadas iguais; utilização de formas de construção mais resistentes aos sismos