Font size
WorksheetsFilosofia II 2
Total questions: 10
Worksheet time: 50mins
(Unesp) Posto que as qualidades que impressionam nossos sentidos estão nas próprias coisas, é claro que as ideias produzidas na mente entram pelos sentidos. O entendimento não tem o poder de inventar ou formar uma única ideia simples na mente que não tenha sido recebida pelos sentidos. Gostaria que alguém tentasse imaginar um gosto que jamais impressionou seu paladar, ou tentasse formar a ideia de um aroma que nunca cheirou. Quando puder fazer isso, concluirei também que um cego tem ideias das cores, e um surdo, noções reais dos diversos sons.
(John Locke. Ensaio acerca do entendimento humano, 1991. Adaptado.)
De acordo com o filósofo, todo conhecimento origina-se
da reminiscência de ideias originalmente transcendentes.
da combinação de ideias metafísicas e empíricas.
de categorias a priori existentes na mente humana.
da experiência com os objetos reais e empíricos.
de uma relação dialética do espírito humano com o mundo
(UFPR – 2007) A palavra empirismo vem do grego empeiria, que significa experiência. Os empiristas, ao contrário dos racionalistas, enfatizam o papel da experiência no processo do conhecimento. Francis Bacon (1561-1626), influenciado pelo espírito da nova ciência, procurava não um saber contemplativo ou desinteressado, que não tivesse um fim em si, mas sim um saber instrumental, que possibilitasse a dominação da natureza. Seu lema era:
Querer é conhecer.
Tem que se ver para se crer.
Perceber é dominar.
Saber é poder.
Educar é observar.
Este mapa mental fala sobre:
empirismo
observação
conhecimento
ideias de Francis Bacon
matéria
(ENEM 2018) A primeira fase da dominação da economia sobre a vida social acarretou, no modo de definir toda realização humana, uma evidente degradação do ser para o ter. A fase atual, em que a vida social está totalmente tomada pelos resultados da economia, leva a um deslizamento generalizado do ter para o parecer, do qual todo ter efetivo deve extrair seu prestígio imediato e sua função última. Ao mesmo tempo, toda realidade individual tornou-se social, diretamente dependente da força social, moldada por ela. DEBORD, G. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 2015.
Uma manifestação contemporânea do fenômeno descrito no texto é o(a)
valorização dos conhecimentos acumulados.
exposição nos meios de comunicação.
aprofundamento da vivência espiritual.
fortalecimento das relações interpessoais.
reconhecimento na esfera artística.
MPE-GO - 2015 - MPE-GO - “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa” (George Orwell, 1903-1950).
Sobre a sociedade de consumo, considere as seguintes afirmativas:
I – É o designativo para o tipo de sociedade do mundo desenvolvido que se caracteriza pelo consumo massivo de bens e serviços.
II – Na sociedade de consumo, a oferta geralmente excede a procura, os produtos são normalizados e os padrões de consumo estão massificados.
III – Seu surgimento está diretamente ligado ao desenvolvimento industrial.
IV – Na sociedade de consumo as técnicas e estratégias de marketing e a atuação da mídia não são importantes, assumindo papel secundário.
Todas as afirmativas estão corretas.
Todas as afirmativas estão incorretas.
Somente as afirmativas I e III estão corretas.
Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.
Somente as afirmativas II e IV estão corretas.
Qual a diferença entre consumo e consumismo?
O que o consumismo pode causar para o planeta em relação ao meio ambiente. Explique.
Grande parte das pessoas que vivem no mundo hoje tem um desejo incessante por novidade. Esta é uma das conclusões da jornalista e escritora de comportamento americana Winifred Gallagher em seu recente livro New: Understanding Our Need for Novelty and Change (Novo, Entendendo Nossa Necessidade de Novidade e Mudança, sem edição brasileira). Winifred recorre a disciplinas como neurociência, biologia evolutiva e psicologia para explicar por que temos essa quedinha natural por tudo o que é diferente. Segundo a autora, esse comportamento se baseia no que ela chama de emoções do conhecimento: a surpresa, a curiosidade e o interesse pelas coisas do mundo. “Assim como o pensamento, elas nos impulsionam a aprender”, diz. Essa vontade de conhecer o desconhecido tem seu lado positivo. Atualmente essa curiosidade pode colocar você à frente no mercado de trabalho e tornar sua vida, no mínimo, menos tediosa. Porém, como tudo em excesso, ela também faz mal. Em uma era de velocidade da informação — temos hoje 4 vezes mais dados em e-mails, tweets, música, vídeos e mídia tradicional do que há 30 anos — temos de controlar nosso instinto novidadeiro, antes que ele nos controle. “É preciso filtrar as coisas, senão nem as 24 horas do dia serão suficientes para tantas novidades”, afirma a autora. Ela acredita que devemos continuar a ser atraídos e surpreendidos pelo mundo, sempre. Mas que é preciso se focar naqueles novos pensamentos, sons, cheiros e sentimentos que, de alguma maneira, realmente importam para cada um. “Deixe de ser um mero buscador do novo para se tornar conhecedor dele”, afirma. Ou seja: filtre sua sede por novidade e beba somente o que há de melhor.Disponível em:<http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI299866-17933,00-ESCRITORA+INVESTIGA+A+NEOFILIA+NOSSO+DESEJO+PELO+DESCONHECIDO.html> (com adaptações)Vivemos em uma sociedade de consumo, em que os apelos pelas novidades de consumo tem tornado os indivíduos cada vez mais vorazes em consumir coisas novas. Essa necessidade em adquirir coisas novas, atitude típica da atual sociedade de consumo, recebe o nome de:
Fato social
Neofilia
Distúrbio social
Transtorno compulsivo comportamental
Alienação
Qual a diferença entre cultura de massa e cultura popular?
(ENEM 2017) Uma sociedade é uma associação mais ou menos autossuficiente de pessoas que em suas relações mútuas reconhecem certas regras de conduta como obrigatórias e que, na maioria das vezes, agem de acordo com elas. Uma sociedade é bem ordenada não apenas quando está planejada para promover o bem de seus membros, mas quando é também efetivamente regulada por uma concepção pública de justiça. Isto é, trata-se de uma sociedade na qual todos aceitam, e sabem que os outros aceitam, o mesmo princípio de justiça. RAWLS, J. Uma teoria da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 1997 (adaptado).
A visão expressa nesse texto do século XX remete a qual aspecto do pensamento moderno?
A relação entre liberdade e autonomia do Liberalismo.
A independência entre poder e moral do Racionalismo.
A convenção entre cidadãos e soberano do Absolutismo.
A dialética entre indivíduo e governo autocrata do Idealismo.
A contraposição entre bondade e condição selvagem do Naturalismo.
