WorksheetsTERCEIRO ANO - REVISÃO PARA O SIMULADO
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Worksheet time: 58mins
(UPM - SP) A regência verbal está errada em:
Esqueceu-se do endereço.
Não simpatizei com ele.
O filme a que assistimos foi ótimo.
Faltou-me completar aquela página.
Aspiro um alto cargo político.
(FEI-1997) Assinale a alternativa em que haja erro de regência verbal:
Deu-lhe um belo presente de aniversário.
Levei-o para o médico esta manhã.
Gostamos deste novo filme.
Fui no cinema ontem.
O lenço caiu no chão.
Assinale a alternativa correta!
Ele aspira a um cargo de chefia.
Prefiro mais trabalhar do que estudar.
Iremos para o Rio de Janeiro nas próximas férias.
Ele está curioso em saber a resposta.
Fomos ao cinema e assistimos um filme.
Indique a alternativa correta:
Prefiro correr do que nadar.
Prefiro mais correr que nadar.
Prefiro mais correr a nadar.
Prefiro correr a nadar.
Prefiro correr à nadar.
(Ibmec) Assinale a alternativa que preenche de forma adequada e correta as lacunas nas frases abaixo, respectivamente.
I - Seguem _____ às cartas minhas poesias para você.
II - Polvo e lula _____ serão servidos no jantar.
III - Para a matrícula, é _____ a documentação pedida.
anexa - frescos - necessária
anexas - fresca - necessária
anexos - frescos - necessários
anexas - frescas - necessária
anexas - fresco - necessária
(ITA) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do texto a seguir:
"Todas as amigas estavam _____ ansiosas _____ ler os jornais, pois foram informadas de que as críticas foram _____ indulgentes _____ rapaz, o qual, embora tivesse mais aptidão _____ ciências exatas, demonstrava uma certa propensão _____ arte."
meio - para - bastante - para com o - para - para a
muito - em - bastante - com o - nas - em
bastante - por - meias - ao - a - à
meias - para - muito - pelo - em - por
bem - por - meio - para o - pelas – na
(PUC-Campinas) "Não foi ________ a pesada suspensão que lhe deram, porque você foi o que ________ falhas apresentou; podiam ter pensado em outras penalidades mais ________ ."
justo - menas - cabível
justa - menos - cabível
justa - menos - cabíveis
justo - menos - cabível
justo - menas - cabíveis
Elas _____ providenciaram os atestados, que enviaram _____ às procurações, como instrumentos _____ para os fins colimados.
mesmas, anexos, bastantes
mesmo, anexo, bastante
mesmas, anexo, bastante
mesmo, anexos, bastante
mesmas, anexos, bastante
“Noites pesadas de cheiros e calores amontoados…”
Aponte a opção em que, substituídos os substantivos destacados acima, fica incorreta a concordância de “amontoado”.
a) odores e brisas amontoadas
b) brisas e odores amontoadas
c) nuvens e brisas amontoadas
d) nuvens e morros amontoados
e) morros e nuvens amontoados
Os escritores modernistas, quanto à linguagem, preferiam, exceto:
Ruptura com o tradicional, busca pela coloquialidade.
Liberdade de padrões estéticos rígidos.
Pontuação relativa (supressão de vírgulas, por exemplo).
Vocabulário extremamente rebuscado.
Valorização da língua brasileira
Uma das principais escritoras em prosa da 2ª geração modernista, abordando, em suas obras, principalmente a condição humana.
Anita Malfatti
Cecília Meireles
Tarsila do Amaral
Rachel de Queiroz
Clarice Lispector
“Vidas Secas”, “S. Bernardo” e “Angústias” são três de suas principais obras e destacam, sobretudo, a condição de vida nordestina. Quem é o autor?
Jorge Amado
Graciliano Ramos
Manuel Bandeira
Oswald de Andrade
Mário de Andrade
Considere o seguinte trecho do romance Vidas secas, de Graciliano Ramos: As vacas vinham abrigar-se junto à parede da casa, pegada ao curral, e a chuva fustigava-as, os chocalhos batiam. Iriam engordar com o pasto novo, dar crias. O pasto cresceria no campo, as árvores se enfeitariam, o gado se multiplicaria. Engordariam todos, ele Fabiano, a mulher, os dois filhos e a cachorra Baleia. Talvez Sinhá Vitória adquirisse uma cama de lastro de couro. Realmente o jirau de varas onde se espichavam era incômodo. Nesse trecho, fica claro que:
o narrador imagina uma cena que nada tem a ver com o cenário real em que se encontram suas personagens.
Sinhá Vitória gostava de imaginar coisas, com a chegada das chuvas e a prosperidade da família.
Fabiano, em certos momentos, tinha consciência de que a situação em que viviam era irreversível.
Fabiano não deixava de alimentar esperanças de um melhor destino para sua família.
Sinhá Vitória, em certos momentos, deixava de alimentar qualquer esperança quanto ao futuro da família.
(Cespe – 2017)
Texto:
O nosso Modernismo importa, essencialmente, na libertação de uma série de recalques históricos, sociais, étnicos, que são trazidos triunfalmente à tona da consciência literária. Esse sentimento de triunfo, que assinala o fim da posição de inferioridade no diálogo secular com Portugal e já nem o leva mais em conta, define a originalidade própria do Modernismo na dialética do geral e do particular.
Na nossa cultura há uma ambiguidade fundamental: a de sermos um povo latino, de herança cultural europeia, mas etnicamente mestiço, situado no trópico, influenciado por culturas primitivas, ameríndias e africanas. Essa ambiguidade deu sempre às afirmações particularistas um tom de constrangimento, que geralmente se resolvia pela idealização.
O Modernismo rompe com esse estado de coisas. As nossas deficiências, supostas ou reais, são reinterpretadas como superioridades, através das vanguardas. A filosofia cósmica e superficial, que alguns adotaram certo momento nas pegadas de Graça Aranha, atribui um significado construtivo, heroico, ao cadinho de raças e culturas localizado numa natureza áspera. O mulato e o negro são definitivamente incorporados como temas de estudo, inspiração, exemplo. O primitivismo é agora fonte de beleza e não mais empecilho à elaboração da cultura. Isso, na literatura, na pintura, na música, nas ciências do homem.
Antonio Candido. Literatura e cultura de 1900 a 1945. In: Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2006, p. 126-7 (com adaptações)
De acordo com o texto, o Modernismo renova a estética literária brasileira porque:
acentua a crítica às deficiências nacionais.
valoriza esteticamente elementos anteriormente rebaixados.
produz uma estética desvinculada da realidade brasileira.
idealiza a natureza brasileira e os seus habitantes.
rebaixa criticamente grupos sociais marginalizados.
O romance regionalista nordestino que surge e se desenvolve a partir de 1930, aproximadamente, pode ser chamado de neorrealista. Isso se deve ao fato de que esse romance:
retoma o filão da temática regionalista, descoberto e explorado inicialmente pelos realistas do século XIX.
apresenta, através do discurso narrativo, uma visão realista e crítica das relações entre as classes que estruturaram a sociedade do Nordeste.
tenta explicar o comportamento do homem nordestino pelos fatores raça, meio e momento com base numa postura estritamente científica.
abandona de todo os pressupostos teóricos do Realismo do século passado, buscando as causas do comportamento humano mais no individual do que no social.
procura fazer do romance a anotação fiel e minuciosa da nova realidade urbana do Nordeste.
(Enem - Inep - 2009) No decênio de 1870, Franklin Távora defendeu a tese de que no Brasil havia duas literaturas independentes dentro da mesma língua: uma do Norte e outra do Sul, regiões segundo ele muito diferentes por formação histórica, composição étnica, costumes, modismos linguísticos etc. Por isso, deu aos romances regionais que publicou o título geral de Literatura do Norte. Em nossos dias, um escritor gaúcho, Viana Moog, procurou mostrar com bastante engenho que no Brasil há, em verdade, literaturas setoriais diversas, refletindo as características locais.
CANDIDO, A. A nova narrativa. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 2003.
Com relação à valorização, no romance regionalista brasileiro, do homem e da paisagem de determinadas regiões nacionais, sabe-se que:
o romance do Sul do Brasil caracteriza-se pela temática essencialmente urbana, colocando em relevo a formação do homem por meio da mescla de características locais e dos aspectos culturais trazidos de fora pela imigração europeia.
José de Alencar, representante, sobretudo, do romance urbano, retrata a temática da urbanização das cidades brasileiras e das relações conflituosas entre as raças.
o romance do Nordeste caracteriza-se pelo acentuado realismo no uso do vocabulário, pelo temário local, expressando a vida do homem em face da natureza agreste, e assume frequentemente o ponto de vista dos menos favorecidos.
a literatura urbana brasileira, da qual um dos expoentes é Machado de Assis, põe em relevo a formação do homem brasileiro, o sincretismo religioso, as raízes africanas e indígenas que caracterizam o nosso povo.
Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, Simões Lopes Neto e Jorge Amado são romancistas das décadas de 30 e 40 do século XX, cuja obra retrata a problemática do homem urbano em confronto com a modernização do país promovida pelo Estado Novo.
(Cespe – 2017)
Texto:
O nosso Modernismo importa, essencialmente, na libertação de uma série de recalques históricos, sociais, étnicos, que são trazidos triunfalmente à tona da consciência literária. Esse sentimento de triunfo, que assinala o fim da posição de inferioridade no diálogo secular com Portugal e já nem o leva mais em conta, define a originalidade própria do Modernismo na dialética do geral e do particular.
Na nossa cultura há uma ambiguidade fundamental: a de sermos um povo latino, de herança cultural europeia, mas etnicamente mestiço, situado no trópico, influenciado por culturas primitivas, ameríndias e africanas. Essa ambiguidade deu sempre às afirmações particularistas um tom de constrangimento, que geralmente se resolvia pela idealização.
O Modernismo rompe com esse estado de coisas. As nossas deficiências, supostas ou reais, são reinterpretadas como superioridades, através das vanguardas. A filosofia cósmica e superficial, que alguns adotaram certo momento nas pegadas de Graça Aranha, atribui um significado construtivo, heroico, ao cadinho de raças e culturas localizado numa natureza áspera. O mulato e o negro são definitivamente incorporados como temas de estudo, inspiração, exemplo. O primitivismo é agora fonte de beleza e não mais empecilho à elaboração da cultura. Isso, na literatura, na pintura, na música, nas ciências do homem.
Antonio Candido. Literatura e cultura de 1900 a 1945. In: Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2006, p. 126-7 (com adaptações)
De acordo com o texto, o Modernismo renova a estética literária brasileira porque:
acentua a crítica às deficiências nacionais.
valoriza esteticamente elementos anteriormente rebaixados.
produz uma estética desvinculada da realidade brasileira.
idealiza a natureza brasileira e os seus habitantes.
rebaixa criticamente grupos sociais marginalizados.
O romance regionalista nordestino que surge e se desenvolve a partir de 1930, aproximadamente, pode ser chamado de neorrealista. Isso se deve ao fato de que esse romance:
retoma o filão da temática regionalista, descoberto e explorado inicialmente pelos realistas do século XIX.
apresenta, através do discurso narrativo, uma visão realista e crítica das relações entre as classes que estruturaram a sociedade do Nordeste.
tenta explicar o comportamento do homem nordestino pelos fatores raça, meio e momento com base numa postura estritamente científica.
abandona de todo os pressupostos teóricos do Realismo do século passado, buscando as causas do comportamento humano mais no individual do que no social.
procura fazer do romance a anotação fiel e minuciosa da nova realidade urbana do Nordeste.
O tema é o regionalismo do Nordeste, a miséria, a seca e o descaso dos políticos com esse estado.
Estamos falando da Fase Heroica do Modernismo.
Trata-se da busca da arte com as palavras.
Obras compostas por linguagem mais requintada, pela busca da perfeição, poemas rima e métrica.
Prosa de 30. Preocupados com os problemas sociais, a prosa dessa fase se aproximou da linguagem coloquial e regional.
Prosa regionalista
Cultivada desde o Romantismo, essa prosa focalizava o homem da cidade e seus conflitos sociais, aprofundando a relação entre ser humano e meio e ser humano e sociedade.
Essa prosa é uma das inovações propostas pela Geração de 30. A influência da psicanálise de Freud despertava o desejo por temas que investigavam e sondavam o mundo interior, os motivos individuais de cada um e suas origens.
Tendência com raízes no Romantismo e adotada por vários escritores naturalistas e pré-modernistas, renasceu com força total na segunda fase do Modernismo brasileiro, trazendo inovações tanto na temática quanto na linguagem. O ciclo nordestino é um dos principais da prosa dessa geração. São abordados inúmeros problemas, como a miséria, a seca, as relações do homem com o povo, com o poder e com o poderosos, a hostilidade, etc.
