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WorksheetsIDADE ANTIGA
Total questions: 20
Worksheet time: 2hrs 40mins
(Enem 2001) O texto a seguir reproduz parte de um diálogo entre dois personagens de um romance.
- Quer dizer que a Idade Média durou dez horas? Perguntou Sofia.
- Se cada hora valer cem anos, então sua conta está certa. Podemos imaginar que Jesus nasceu à meia-noite, que Paulo saiu em peregrinação missionária pouco antes da meia-noite e meia e morreu quinze minutos depois, em Roma. Até as três da manhã a fé cristã foi mais ou menos proibida. (...) Até as dez horas as escolas dos mosteiros detiveram o monopólio da educação. Entre dez e onze horas são fundadas as primeiras universidades.
Adaptado de GAARDER, Jostein. O Mundo de Sofia, Romance da História da Filosofia. São Paulo, Cia. das Letras, 1997.
O ano de 476 d.C., época da queda do Império Romano do Ocidente, tem sido usado como marco para o início da Idade Média. De acordo com a escala de tempo apresentada no texto, que considera como ponto de partida o início da Era Cristã, pode-se afirmar que:
As Grandes Navegações tiveram início por volta das quinze horas.
A Idade Moderna teve início um pouco antes das dez horas.
O Cristianismo começou a ser propagado na Europa no início da Idade Média.
As peregrinações do apóstolo Paulo ocorreram após os primeiros 150 anos da Era Cristã.
Os mosteiros perderam o monopólio da educação no final da Idade Média. os mosteiros perderam o monopólio da educação no final da Idade Média.
(Enem 2002) Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592) compara, nos trechos, as guerras das sociedades Tupinambá com as chamadas "guerras de religião" dos franceses que, na segunda metade do século XVI, opunham católicos e protestantes.
"(...) não vejo nada de bárbaro ou selvagem no que dizem daqueles povos; e, na verdade, cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra. (...) Não me parece excessivo julgar bárbaros tais atos de crueldade [o canibalismo], mas que o fato de condenar tais defeitos não nos leve à cegueira acerca dos nossos. Estimo que é mais bárbaro comer um homem vivo do que o comer depois de morto; e é pior esquartejar um homem entre suplícios e tormentos e o queimar aos poucos, ou entregá-lo a cães e porcos, a pretexto de devoção e fé, como não somente o lemos mas vimos ocorrer entre vizinhos nossos conterrâneos; e isso em verdade é bem mais grave do que assar e comer um homem previamente executado. (...) Podemos portanto qualificar esses povos como bárbaros em dando apenas ouvidos à inteligência, mas nunca se compararmos a nós mesmos, que os excedemos em toda sorte de barbaridades."
(MONTAIGNE, Michel Eyquem de. Ensaios. São Paulo: Nova Cultural, 1984.)
De acordo com o texto, pode-se afirmar que, para Montaigne:
A ideia de relativismo cultural baseia-se na hipótese da origem única do gênero humano e da sua religião.
A diferença de costumes não constitui um critério válido para julgar as diferentes sociedades.
Os indígenas são mais bárbaros do que os europeus, pois não conhecem a virtude cristã da piedade.
A barbárie é um comportamento social que pressupõe a ausência de uma cultura civilizada e racional.
A ingenuidade dos indígenas equivale à racionalidade dos europeus, o que explica que os seus costumes são similares.
(Enem 2009) Para Caio Prado Jr., a formação brasileira se completaria no momento em que fosse superada a nossa herança de inorganicidade social ― o oposto da interligação com objetivos internos ― trazida da colônia.
Este momento alto estaria, ou esteve, no futuro. Se passarmos a Sérgio Buarque de Holanda, encontraremos algo análogo. O país será moderno e estará formado quando superar a sua herança portuguesa, rural e autoritária, quando então teríamos um país democrático.
Também aqui o ponto de chegada está mais adiante, na dependência das decisões do presente. Celso Furtado, por seu turno, dirá que a nação não se completa enquanto as alavancas do comando, principalmente do econômico, não passarem para dentro do país. Como para os outros dois, a conclusão do processo encontra-se no futuro, que agora parece remoto.
SCHWARZ, R. Os sete fôlegos de um livro. Sequências brasileiras. São Paulo: Cia. das Letras,1999 (adaptado).
Acerca das expectativas quanto à formação do Brasil, a sentença que sintetiza os pontos de vista apresentados no texto é:
Brasil, um país que vai pra frente.
Brasil, a eterna esperança.
Brasil, glória no passado, grandeza no presente.
Brasil, terra bela, pátria grande.
Brasil, gigante pela própria natureza.
(Enem 2010) Substitui-se então uma história crítica, profunda, por uma crônica de detalhes onde o patriotismo e a bravura dos nossos soldados encobrem a vilania dos motivos que levaram a Inglaterra a armar brasileiros e argentinos para a destruição da mais gloriosa república que já se viu na América Latina, a do Paraguai.
CHIAVENATTO, J. J. Genocídio americano: A Guerra do Paraguai. São Paulo: Brasiliense, 1979 (adaptado).
O imperialismo inglês, "destruindo o Paraguai, mantém o status o na América Meridional, impedindo a ascensão do seu único Estado economicamente livre".
Essa teoria conspiratória vai contra a realidade dos fatos e não tem provas documentais. Contudo essa teoria tem alguma repercussão.
(DORATIOTO. F. Maldita guerra: nova historia da Guerra do Paraguai. São Paulo: Cia. das Letras, 2002 (adaptado).
Uma leitura dessas narrativas divergentes demonstra que ambas estão refletindo sobre:
A carência de fontes para a pesquisa sobre os reais motivos dessa Guerra.
O caráter positivista das diferentes versões sobre essa Guerra.
O resultado das intervenções britânicas nos cenários de batalha.
A dificuldade de elaborar explicações convincentes sobre os motivos dessa Guerra
O nível de crueldade das ações do exército brasileiro e argentino durante o conflito.
(Enem 2020) A reabilitação da biografia histórica integrou as aquisições da história social e cultural, oferecendo aos diferentes atores históricos uma importância diferenciada, distinta, individual. Mas não se tratava mais de fazer, simplesmente, a história dos grandes nomes, em formato hagiográfico – quase uma vida de santo –, sem problemas, nem máculas. Mas de examinar os atores (ou o ator) célebres ou não, como testemunhas, como reflexos, como reveladores de uma época.”
DEL PRIORE, M. Biografia: quando o indivíduo encontra a história. Topoi, n. 19 jul.-dez. 2009.
De acordo com o texto, novos estudos têm valorizado a história do indivíduo por se constituir como possibilidade de:
Adesão ao método positivista.
Expressão do papel das elites.
Resgate das narrativas heroicas.
Acesso ao cotidiano das comunidades.
Interpretação das manifestações do divino.
(Enem 2021) TEXTO I
Portadoras de mensagem espiritual do passado, as obras monumentais de cada povo perduram no presente como o testemunho vivo de suas tradições seculares. A humanidade, cada vez mais consciente da unidade dos valores humanos, as considera um bem comum e, perante as gerações futuras, se reconhece solidariamente responsável por preservá-las, impondo a si mesma o dever de transmiti-las na plenitude de sua autenticidade.
Carta de Veneza. 31 de maio de 1964. Disponível em: www.iphan.gov.br. Acesso em: 7 out. 2019.
TEXTO II
Os sistemas tradicionais de proteção se mostram cada vez menos eficientes diante do processo acelerado de urbanização e transformação de nossa sociedade. A legislação de proteção peca por considerar o monumento, até certo ponto, desvinculado da realidade socioeconômica. O tombamento, ao decretar a imutabilidade do monumento, provoca a redução de seu valor venal e o abandono, o que é uma causa, ainda que lenta, de destruição inevitável.
TELLES, L. S. Manual do patrimônio histórico. Porto Alegre; Caxias do Sul: Escola Superior do Teologia São Lourenço de Brindes. 1977 (adaptado).
Escritos em temporalidade histórica aproximada, os textos se distanciam ao apresentarem pontos de vista diferentes sobre a(s):
Ampliação do comércio de imagens sacras.
Substituição de materiais de valor artístico.
Políticas de conservação de bens culturais.
Defesa da privatização de sítios arqueológicos.
Medidas de salvaguarda de peças museológicas.
(Enem 2020) Na Grécia, o conceito de povo abrange tão somente aqueles indivíduos considerados cidadãos. Assim é possível perceber que o conceito de povo era muito restritivo. Mesmo tendo isso em conta, a forma democrática vivenciada e experimentada pelos gregos atenienses nos séculos IV e V a.C. pode ser caracterizada, fundamentalmente, como direta.
MANDUCO, A. Ciência política. São Paulo: Saraiva. 2011.
Naquele contexto, a emergência do sistema de governo mencionado no excerto promoveu o(a):
Competição para a escolha de representantes.
Campanha pela revitalização das oligarquias.
Estabelecimento de mandatos temporários.
Declínio da sociedade civil organizada.
Participação no exercício do poder.
(Enem 2020) Com efeito, até a destruição de Cartago, o povo e o Senado romano governavam a República em harmonia e sem paixão, e não havia entre os cidadãos luta por glória ou dominação; o medo do inimigo mantinha a cidade no cumprimento do dever. Mas, assim que o medo desapareceu dos espíritos, introduziram-se os males pelos quais a prosperidade tem predileção, isto é, a libertinagem e o orgulho.
SALÚSTIO. A conjuração de Catilina/A guerra de Jugurta. Petrópolis: Vozes, 1990 (adaptado).
O acontecimento histórico mencionado no texto de Salústio, datado de I a.C., manteve correspondência com o processo de:
Demarcação de terras públicas.
Imposição da escravidão por dividas.
Restrição da cidadania por parentesco.
Restauração de instituições ancestrais.
Expansão das fronteiras extrapeninsulares.
(Enem 2020) Ao abrigo do teto, sua jornada de fé começava na sala de jantar. Na pequena célula cristã, dividia-se a refeição e durante elas os crentes conversavam, rezavam e liam cartas de correligionários residentes em locais diferentes do Império Romano (século II da Era Cristã). Esse ambiente garantia peculiar apoio emocional às experiências intensamente individuais que abrigava.
SENNET, R. Carne e Pedra. Rio de Janeiro: Record, 2008.
Um motivo que explica a ambientação da prática descrita no texto encontra-se no(a):
Regra judaica, que pregava a superioridade espiritual dos cultos das sinagogas.
Moralismo da legislação, que dificultava as reuniões abertas da juventude livre.
Adesão do patriciado, que subvertia o conceito original dos valores estrangeiros.
Decisão política, que censurava as manifestações públicas da doutrina dissidente.
Violência senhorial, que impunha a desestruturação forçada das famílias escravas.
(Enem 2019) A soberania dos cidadãos dotados de plenos direitos era imprescindível para a existência da cidade-estado. Segundo os regimes políticos, a proporção desses cidadãos em relação à população total dos homens livres podia variar muito, sendo bastante pequena nas aristocracias e oligarquias e maior nas democracias.
CARDOSO, C. F. A cidade-estado clássica. São Paulo: Ática, 1985.
Nas cidades-estado da Antiguidade Clássica, a proporção de cidadãos descrita no texto é explicada pela adoção do seguinte critério para a participação política:
Controle da terra.
Liberdade de culto.
Igualdade de gênero.
Exclusão dos militares.
Exigência da alfabetização.
(Enem 2017) TEXTO I
Sólon é o primeiro nome grego que nos vem à mente quando terra e dívida são mencionadas juntas. Logo depois de 600 a.C., ele foi designado “legislador” em Atenas, com poderes sem precedentes, porque a exigência de redistribuição de terras e o cancelamento das dívidas não podiam continuar bloqueados pela oligarquia dos proprietários de terra por meio da força ou de pequenas concessões.
FINLEY, M. Economia e sociedade na Grécia antiga. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013 (adaptado).
TEXTO II
A “Lei das Doze Tábuas” se tornou um dos textos fundamentais do direito romano, uma das principais heranças romanas que chegaram até nos. A publicação dessas leis, por volta de 450 a.C., foi importante pois o conhecimento das “regras do jogo” da vida em sociedade é um instrumento favorável ao homem comum e potencialmente limitador da hegemonia e arbítrio dos poderosos.
FUNARI, P. P. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011 (adaptado).
O ponto de convergência entre as realidades sociopolíticas indicadas nos textos consiste na ideia de que a:
Discussão de preceitos formais estabeleceu a democracia.
Invenção de códigos jurídicos desarticulou as aristocracias
Formulação de regulamentos oficiais instituiu as sociedades.
Definição de princípios morais encerrou os conflitos de interesses.
Criação de normas coletivas diminuiu as desigualdades de tratamento.
(Enem 2016) Pois quem seria tão inútil ou indolente a ponto de não desejar saber como e sob que espécie de constituição os romanos conseguiram em menos de cinquenta e três anos submeter quase todo o mundo habitado ao seu governo exclusivo – fato nunca antes ocorrido? Ou, em outras palavras, quem seria tão apaixonadamente devotado a outros espetáculos ou estudos a ponto de considerar qualquer outro objetivo mais importante que a aquisição desse conhecimento?
POLÍBIO. História. Brasília: Editora UnB, 1985.
A experiência a que se refere o historiador Políbio, nesse texto escrito no século II a.C., é a:
Ampliação do contingente de camponeses livres.
Consolidação do poder das falanges hoplitas.
Concretização do desígnio imperialista.
Adoção do monoteísmo cristão.
Libertação do domínio etrusco.
(Enem 2015) O que implica o sistema da pólis é uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos do poder. A palavra constitui o debate contraditório, a discussão, a argumentação e a polêmica. Torna-se a regra do jogo intelectual, assim como do jogo político.
VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand, 1992 (adaptado).
Na configuração política da democracia grega, em especial a ateniense, a ágora tinha por função:
Agregar os cidadãos em torno de reis que governavam em prol da cidade.
Permitir aos homens livres o acesso às decisões do Estado expostas por seus magistrados.
Constituir o lugar onde o corpo de cidadãos se reunia para deliberar sobre as questões da comunidade.
Reunir os exercícios para decidir em assembleias fechadas os rumos a serem tomados em caso de guerra.
Congregar a comunidade para eleger representantes com direito a pronunciar-se em assembleias.
(Enem 2014) TEXTO l
Olhamos o homem alheio às atividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inútil; nós, cidadãos atenienses, decidimos as questões públicas por nós mesmos na crença de que não é o debate que é empecilho à ação, e sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ação.
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: UnB, 1987 (adaptado).
TEXTO II
Um cidadão integral pode ser definido por nada mais nada menos que pelo direito de administrar justiça e exercer funções públicas; algumas destas, todavia, são limitadas quanto ao tempo de exercício, de tal modo que não podem de forma alguma ser exercidas duas vezes pela mesma pessoa, ou somente podem sê-lo depois de certos intervalos de tempo prefixados.
ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1985.
Comparando os textos l e II, tanto para Tucídides (no século V a.C.) quanto para Aristóteles (no século IV a.C.), a cidadania era definida pelo(a):
Prestígio social.
Acúmulo de riqueza.
Participação política.
Local de nascimento.
Grupo de parentesco.
(Enem 2013) Durante a realeza, e nos primeiros anos republicanos, as leis eram transmitidas oralmente de uma geração para outra. A ausência de uma legislação escrita permitia aos patrícios manipular a justiça conforme seus interesses. Em 451 a.C., porém, os plebeus conseguiram eleger uma comissão de dez pessoas – os decênviros – para escrever as leis. Dois deles viajaram a Atenas, na Grécia, para estudar a legislação de Sólon.
COULANGES, F. A cidade antiga. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
A superação da tradição jurídica oral no mundo antigo, descrita no texto, esteve relacionada à:
Adoção do sufrágio universal masculino.
Extensão da cidadania aos homens livres.
Afirmação de instituições democráticas.
Implantação de direitos sociais.
Tripartição dos poderes políticos.
(Enem 2009) Hoje em dia, nas grandes cidades, enterrar os mortos é uma prática quase íntima, que diz respeito apenas à família. A menos, é claro, que se trate de uma personalidade conhecida. Entretanto, isso nem sempre foi assim. Para um historiador, os sepultamentos são uma fonte de informações importantes para que se compreenda, por exemplo, a vida política das sociedades. No que se refere às práticas sociais ligadas aos sepultamentos:
Na Grécia Antiga, as cerimônias fúnebres eram desvalorizadas, porque o mais importante era a democracia experimentada pelos vivos.
Na Idade Média, a Igreja tinha pouca influência sobre os rituais fúnebres, preocupando-se mais com a salvação da alma.
No Brasil colônia, o sepultamento dos mortos nas igrejas era regido pela observância da hierarquia social.
Na época da Reforma, o catolicismo condenou os excessos de gastos que a burguesia fazia para sepultar seus mortos.
No período posterior à Revolução Francesa, devido as grandes perturbações sociais, abandona-se a prática do luto.
(Enem 2009) Segundo Aristóteles, “na cidade com o melhor conjunto de normas e naquela dotada de homens absolutamente justos, os cidadãos não devem viver uma vida de trabalho trivial ou de negócios — esses tipos de vida são desprezíveis e incompatíveis com as qualidades morais —, tampouco devem ser agricultores os aspirantes à cidadania, pois o lazer é indispensável ao desenvolvimento das qualidades morais e à prática das atividades políticas”.
VAN ACKER, T. Grécia. A vida cotidiana na cidade-Estado. São Paulo: Atual, 1994.
O trecho, retirado da obra Política, de Aristóteles, permite compreender que a cidadania:
Possui uma dimensão histórica que deve ser criticada, pois é condenável que os políticos de qualquer época fiquem entregues à ociosidade, enquanto o resto dos cidadãos tem de trabalhar.
Era entendida como uma dignidade própria dos grupos sociais superiores, fruto de uma concepção política profundamente hierarquizada da sociedade.
Estava vinculada, na Grécia Antiga, a uma percepção política democrática, que levava todos os habitantes da pólis a participarem da vida cívica.
Tinha profundas conexões com a justiça, razão pela qual o tempo livre dos cidadãos deveria ser dedicado às atividades vinculadas aos tribunais.
Vivida pelos atenienses era, de fato, restrita àqueles que se dedicavam à política e que tinham tempo para resolver os problemas da cidade.
Há cerca de 4 milhões de anos, um ramo dos primatas que vivia em árvores começou a experimentar um novo meio de vida, ao aventurar-se em extensas pradarias, e alguns deles passaram a dominar a arte de caminhar sobre duas patas. Seus cérebros se avolumaram com a experiência de usar as mãos, que estavam livres para produzir ferramentas que os ajudassem a sobreviver nas condições hostis causadas pelas mudanças climáticas. Chimpanzés de duas patas evoluíram rapidamente para criaturas como você e eu — primatas que aprenderam a conversar, cantar, acender fogueiras e até a desenhar.
Christopher Lloyd. O que aconteceu na Terra? A história do planeta, da vida e das civilizações, do big bang até hoje. Rio de Janeiro: Intrínseca, p. 81.
Acerca da pré-história e da história antiga do continente africano, assinale a opção correta.
O povoamento da África foi iniciado, há mais de 100.000 anos, por ondas migratórias originadas da América do Sul.
No Egito Antigo, o sistema político se caracterizou pela divisão de poderes entre o faraó e o parlamento, sendo este constituído de representantes eleitos pelos cidadãos livres.
As antigas civilizações africanas não conheciam a metalurgia até que colonos romanos introduzissem técnicas de produção de artefatos de ferro por volta do século I d.C.
Após terem sido mantidos, por séculos, sob dominação egípcia, os núbios invadiram o sul do Egito e fundaram uma dinastia de faraós, que dominou a região do Nilo por cerca de 100 anos.
Alguns historiadores afirmam que a História iniciou quando a humanidade inventou a escrita. Nessa perspectiva, o período anterior à criação da escrita é denominado Pré-História. Sobre esse assunto assinale a alternativa correta.
A história e a Pré-História só podem se diferenciar pelo critério da escrita. Logo, aqueles historiadores que não concordam com esse critério estão presos a uma visão teológica da História.
Esta afirmação não encontra qualquer contestação dos verdadeiros historiadores, pois ela é uma prova irrefutável de que todas as culturas evoluem para a escrita.
Os historiadores que defendem a escrita como único critério que diferencia a História da Pré-História reafirmam a tradição positivista da História.
A escrita não pode ser vista como critério para distinguir a História da Pré-História, pois o aspecto econômico é considerado um critério muito mais importante.
Os únicos historiadores que defendem a escrita como critério são os franceses, em razão da influência da filosofia iluminista.
Há cerca de 2000 anos, os sítios superficiais e sem cerâmica dos caçadores antigos foram substituídos por conjuntos que evidenciam uma forte mudança na tecnologia e nos hábitos. Ao mesmo tempo que aparecem a cerâmica chamada itararé (no Paraná) ou taquara (no Rio Grande do Sul) e o consumo de vegetais cultivados, encontram-se novas estruturas de habitações.
André Prous. O Brasil antes dos brasileiros. A pré-história do nosso país. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 49. Adaptado.
O texto associa o desenvolvimento da agricultura com o da cerâmica entre os habitantes do atual território do Brasil, há 2000 anos. Isso se deve ao fato de que a agricultura:
Favoreceu a ampliação das trocas comerciais com povos andinos, que dominavam as técnicas de produção de cerâmica e as transmitiram aos povos guarani.
Possibilitou que os povos que a praticavam se tornassem sedentários e pudessem armazenar alimentos, criando a necessidade de fabricação de recipientes para guardá-los.
Proliferou, sobretudo, entre os povos dos sambaquis, que conciliaram a produção de objetos de cerâmica com a utilização de conchas e ossos na elaboração de armas e ferramentas.
Difundiu-se, originalmente, na ilha de Fernando de Noronha, região de caça e coleta restritas, o que forçava as populações locais a desenvolver o cultivo de alimentos.
Era praticada, prioritariamente, por grupos que viviam nas áreas litorâneas e que estavam, portanto, mais sujeitos a influências culturais de povos residentes fora da América.
