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3H FILOSOFIA

Total questions: 10

Worksheet time: 16mins

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1.

A finalidade da política não é, como diziam os pensadores gregos, romanos e cristãos, a justiça e o bem comum, mas, como sempre souberam os políticos, a tomada e manutenção do poder. O verdadeiro príncipe é aquele que sabe tomar e conservar o poder […].

a)

   O príncipe precisa ter fé, ser solidário e caridoso, almejando a realização da virtude cristã

b)

   O príncipe deve ser flexível às circunstâncias, mudando com elas para dominar a sorte ou fortuna.

c)

O príncipe precisa unificar, em todas as suas ações, as virtudes clássicas, como a moderação, a temperança e a justiça.

d)

O príncipe deve ser bondoso e gentil, angariando exclusivamente o amor e, jamais, o temor do seu povo.

2.

Maquiavel define o homem como um ser

a)

 munido de virtude, com disposição nata a praticar o bem a si e aos outros.

b)

 possuidor de fortuna, valendo-se de riquezas para alcançar êxito na política.

c)

guiado por interesses, de modo que suas ações são imprevisíveis e inconstantes.

d)

 naturalmente racional, vivendo em um estado pré-social e portando seus direitos naturais

3.

Analise o texto político, que apresenta uma visão muito próxima de importantes reflexões do filósofo italiano Maquiavel, um dos primeiros a apontar que os domínios da ética e da política são práticas distintas. “A política arruína o caráter”, disse Otto von Bismarck (1815-1898), o “chanceler de ferro” da Alemanha, para quem mentir era dever do estadista. Os ditadores que agora enojam o mundo ao reprimir ferozmente seus próprios povos nas praças árabes foram colocados e mantidos no poder por nações que se enxergam como faróis da democracia e dos direitos humanos: Estados Unidos, Inglaterra e França. Isso é condenável? Os ditadores eram a única esperança do Ocidente de continuar tendo acesso ao petróleo árabe e de manter um mínimo de informação sobre as organizações terroristas islâmicas. Antes de condenar, reflita sobre a frase do mais extraordinário diplomata americano do século passado, George Kennan, morto aos 101 anos em 2005: “As sociedades não vivem para conduzir sua política externa: seria mais exato dizer que elas conduzem sua política externa para viver”.

A associação entre o texto e as ideias de Maquiavel pode ser feita, pois o filósofo:

a)

    considerava a ditadura o modelo mais apropriado de governo, sendo simpático à repressão militar sobre populações civis.

b)

   foi um dos teóricos da democracia liberal, demonstrando-se avesso a qualquer tipo de manifestação de autoritarismo por parte dos governantes.

c)

    foi um dos teóricos do socialismo científico, respaldando as ideias de Marx e Engels.

d)

   refletiu sobre a política através de aspectos prioritariamente pragmáticos.

4.

Em seus estudos sobre o Estado, Maquiavel busca decifrar o que diz ser uma verità effettuale, a “verdade efetiva” das coisas que permeiam os movimentos da multifacetada história humana/política através dos tempos. Segundo ele, há certos traços humanos comuns e imutáveis no decorrer daquela história. Afirma, por exemplo, que os homens são “ingratos, volúveis, simuladores, covardes ante os perigos, ávidos de lucro”.

(O Príncipe, cap. XVII) Para Maquiavel:

a)

A “verdade efetiva” das coisas encontra-se em plano especulativo e, portanto, no “dever-ser”.

b)

Fazer política só é possível por meio de um moralismo piedoso, que redime o homem em âmbito estatal.

c)

Fortuna é poder cego, inabalável, fechado a qualquer influência, que distribui bens de forma indiscriminada.

d)

A Virtù possibilita o domínio sobre a Fortuna. Esta é atraída pela coragem do homem que possui Virtù.

5.

Em si mesmo, o homem não é bom nem mau, mas, de fato, tende a ser mau. Consequentemente, o político não deve confiar no aspecto positivo do homem, mas, sim, constatar o seu aspecto negativo e agir em consequência disso. Assim, não hesitará em ser temido e a tomar as medidas necessárias para tornar-se temível. Claro, o ideal seria o de ser ao mesmo tempo amado e temido. Mas essas duas coisas são muito difíceis de ser conciliadas e, assim, deve fazer a escolha mais funcional para o governo eficaz do Estado.” Considerando a filosofia renascentista, o pensamento descrito anteriormente deve-se a:

a)

Erasmo de Roterdã

b)

Nicolau Maquiavel.

c)

TARCIO

d)

Michel de Montaigne

6.

O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente de outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levam ao assassinato e ao roubo. No século XVI, Maquiavel escreveu “O Príncipe”, reflexão sobre a Monarquia e a função do governante

A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na

a)

inércia do julgamento de crimes polêmicos.

b)

bondade em relação ao comportamento dos mercenários.

c)

conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe

d)

neutralidade diante da condenação dos servos.

7.

Com base nos conhecimentos sobre o pensamento de Maquiavel acerca da relação entre poder e moral, é correto afirmar.

a)

Maquiavel se preocupa em analisar a ação política considerando tão somente as qualidades morais do Governante que determinam a ordem objetiva do Estado.

b)

O sentido da ação política, segundo Maquiavel, tem por fundamento originário e, portanto, anterior, a ordem divina, refletida na harmonia da Cidade.

c)

Para Maquiavel, a busca da ordem e da harmonia, em face do desequilíbrio e do caos, só se realiza com a conquista da justiça e do bem comum

d)

Na reflexão política de Maquiavel, o fim que deve orientar as ações de um Governante é a ordem e a manutenção do poder.

8.

"Necessitando, portanto, um principe saber usar bem o animal, desse deve tomar como modelos a raposa e oleão, porque o leão não sabe se defender das armadilhas e a raposa não tem defendido contra os lobos Epreciso, portanto, ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para aterrorizar os lobos. Aqueles que usamapenas os modos do leão, nada entendem dessa arte" Desse modo:

|. Para Maquiavel, a noção de lobo representa o uso da força e, nesse sentido, deve demonstrar coragem eacima de tudo, poder para aniquilar os lobos.

Il. Raposa e, no sentido apresentado na assertiva, uma figura metafórica que representa astúcia, sutileza eesperteza para lidar com os adversários,

III. A arte politica e, no sentido apresentado por Maquiavel, uma forma ética de lidar com os adversários, poispara esse autor, o homem é um animal político e por isso se traduz como um ser comunitario

a)

Apenas a alternativa l e III está correta

b)

As alternativas l e ll estão corretas

c)

Apenas a alternativa III está correta

d)

Todas as alternativas estão corretas

9.

eia o texto a seguir.A República de Veneza e o Ducado de Milão ao norte, o reino de Nápoles ao sul, os Estados papais e a república de Florença no centro formavam ao final do século XV o que se pode chamar de mosaico da Itália sujeita a constantes invasões estrangeiras e conflitos internos. Nesse cenário, o florentino Maquiavel desenvolveu reflexões sobre como aplacar o caos e instaurar a ordem necessária para a unificação e a regeneração da Itália.

a)

A anarquia e a desordem no Estado são aplacadas com a existência de um Príncipe que age segundo a moralidade convencional e cristã.

b)

A estabilidade do Estado resulta de ações humanas concretas que pretendem evitar a barbárie, mesmo que a realidade seja móvel e a ordem possa ser desfeita.

c)

A história é compreendida como retilínea, portanto a ordem é resultado necessário do desenvolvimento e aprimoramento humano, sendo impossível que o caos se repita.

d)

A ordem na política é inevitável, uma vez que o âmbito dos assuntos humanos é resultante da materialização de uma vontade superior e divina.

10.

ENEM 2012) Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.

Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra:

a)

o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidores do seu tempo

b)

rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos.

c)

afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana.

d)

romper com a tradição que valorizava o passado como fonte de aprendizagem.