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Farsa de Inês Pereira

Total questions: 26

Worksheet time: 14mins

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1.

Por que "partes" é dividida a peça?

a)

Inês Fantástica; Inês malcasada; Inês desfolhada

b)

Inês Fantasiosa; Inês malmaridada; Inês desforrada

c)

Inês a Crente; Inês divorciada; Inês vingada

d)

Inês Fantasma; Inês prisioneira; Inês fera

2.

No início da peça, surge Inês Pereira que, enquanto a mãe está na missa,

a)

encontra-se secretamente com um aldeão, seu namorado.

b)

lamenta-se de forma agastada da sua sorte e da sua vida de solteira.

c)

recebe Lianor Vaz, rogando-lhe que lhe arranje um marido.

d)

sai de casa para bailar com as amigas numa romaria.

3.

Quando a mãe chega da missa, esta

a)

lisonjeia Inês ao ver o bordado que esta terminou.

b)

recrimina a filha, por ela ter saído com as amigas.

c)

aconselha Inês a ser mais diligente, se quer arranjar marido.

d)

zanga-se por a jovem ter recebido em casa um pretendente.

4.

Podemos descrever Inês como uma personagem

a)

idealista, fantasiosa e preguiçosa.

b)

idealista, fantasiosa e trabalhadora.

c)

realista, prudente e preguiçosa.

d)

realista, prudente e trabalhadora.

5.

Na obra de Gil Vicente Farsa de Inês Pereira, a mãe da protagonista surge como:

a)

a voz da sabedoria e da razão, transmitindo à filha os melhores princípios e aconselhando-lhe um marido discreto e fiel, como o é Pero Marques.

b)

a personagem mais despreocupada da obra, aceitando totalmente o casamento desta com o escudeiro Brás da Mata.

c)

a confidente de Inês, amiga e conselheira, todavia persuasiva e determinada, impondo à filha o casamento com Pero Marques.

d)

a personagem que insiste no matrimónio da filha com Brás da Mata, recordando-a da melhoria das condições de vida para ambas que daí adviria.

6.

Lianor Vaz, a alcoviteira, entra em casa de Inês,

a)

assegurando que um clérigo se tentou aproveitar dela.

b)

bendizendo os frades por serem bons conselheiros e muito humanos.

c)

lamentando-se do caminho percorrido para dar notícias de um pretendente a Inês.

d)

apresentando-se muito cansada, uma vez que acabara de lavrar a sua vinha.

7.

O motivo da visita de Lianor Vaz é

a)

trazer a Inês informações sobre um escudeiro que se quer encontrar com a jovem.

b)

trazer uma carta de Pero Marques, um pequeno lavrador que pretende casar-se com a jovem.

c)

saber a opinião de Inês sobre o Escudeiro seu pretendente.

d)

concertar com a mãe da jovem os pormenores sobre o casamento da filha.

8.

Após a leitura da carta de Pero Marques, Inês

a)

decide aceitar a proposta de casamento.

b)

recusa a proposta de casamento do pretendente.

c)

interroga Lianor Vaz sobre os bens e a fortuna do aldeão.

d)

aceita encontrar-se com o aldeão, mesmo não gostando do teor da carta.

9.

A visita e o comportamento do filho do lavrador provocam em Inês

a)

agrado e simpatia, uma vez que se tratava de um jovem bem parecido.

b)

troça e desconsideração já que o lavrador era desajeitado e bastante saloio.

c)

pena e amizade,pois, embora sem modos, o jovem era muito discreto.

d)

alegria e afeição, porque se tratava de um jovem rico e bonito, ideal para marido.

10.

Pêro Marques é um pretendente que...

a)

é um contabilista abastado, ingénuo, ignorante e um pouco grosseiro.

b)

é um padre abastado, ingénuo, ignorante e um pouco grosseiro.

c)

é um lavrador abastado, ingénuo, ignorante e um pouco mal cheiroso.

d)

é um lavrador abastado, ingénuo, ignorante e um pouco grosseiro.

11.

Pero Marques é uma personagem-tipo, oriunda do mundo rural, que é ridicularizada sobretudo por

a)

mostrar ser muito preconceituoso e não ter dotes de eloquência.

b)

ser avarento e desastrado.

c)

desconhcer as regras da convivência, ser pouco eloquente e desastrado.

d)

ser muito ambicioso, ser avarento e desastrado.

12.

O marido ideal para Inês deve

a)

ter educação e finura, saber tanger viola, ainda que seja pobre.

b)

possuir as qualidades de um homem da corte e ser rico.

c)

possuir bens e ser um bom cavaleiro.

d)

ser pobre, mas honrado.

13.

O homem que a jovem pretende e aceita para marido

a)

é galego, chama-se Brás da Mata e foi-lhe apresentado por duas amigas.

b)

foi-lhe apresentado por dois judeus casamenteiros e chama-se Brás da Mata.

c)

foi encontrado pelos judeus casamenteiros e é o escudeiro Brás da Mata.

d)

é o fidalgo e músico de nome Brás da Mata.

14.

Inês pretende casar-se para...

a)

se libertar da sua vida; se unir ao homem ideal

b)

se libertar do seu pai; se unir ao homem liberal

c)

se libertar da prostituição; se unir ao homem liberal

d)

Porque é muito crente e quer fazer o que a religião manda

15.

O Escudeiro é um pretendente que...

a)

é fanfarrão, sério, bem intencionado, simpático, despótico, cruel e cobarde.

b)

é galão, mentiroso, interesseiro, autoritário, despótico, cruel e cobarde.

c)

é fanfarrão, mentiroso, galã, interesseiro, autoritário, despótico, cruel e cobarde.

d)

é rico, mentiroso, interesseiro, autoritário, despótico, cruel e cobarde.

16.

O casamento com o Escudeiro Brás da Mata não preenche o sonho de emancipação de Inês, pois este proíbe-a de ter convivência com o mundo,

a)

levando a protagonista a arquitetar um estratagema para fugir da atmosfera opressora que a rodeia.

b)

remetendo a protagonista para a mesma situação em que ela se encontrava no início da farsa.

c)

contribuindo para que a esposa se torne numa mulher resignada e oprimida.

d)

levando a protagonista a queixar-se, melancolicamente, a sua mãe.

17.

Depois de receber a notícia da morte do Escudeiro Brás da Mata, ocorrida no norte de África,

a)

Inês decide regressar a casa da mãe e viver de forma independente.

b)

Inês torna-se uma viúva casta e infeliz, que faz peregrinações e uma ermida.

c)

Inês está muito feliz e não deseja ficar de luto.

d)

Inês recebe a vista de Lianor Vaz, que lhe propõe um terceiro pretendente.

18.

Pero Marques mostra-se um marido tão diferente do Escudeiro,

a)

que a cerimónia do casamentp se transforma numa festa pomposa.

b)

que pede a Inês que vá com ele cantar e folgar.

c)

que fecha Inês em casa sem permitir o contacto com o exterior.

d)

que Inês o consegue iludir e cometer adultério.

19.

O moço...

a)

Funciona como apoio do Escudeiro (através

dos comentários do Moço, sabe-se a condição favorável

em que vive o Escudeiro)

b)

Funciona como contraponto do Escudeiro (através

dos comentários do Moço, sabe-se a condição miserável

em que vive o Escudeiro)

c)

Funciona como opositor do Escudeiro (através

dos comentários do Moço, sabe-se que ele manda

no Escudeiro)

d)

Funciona como amigo do Escudeiro (através

dos comentários do Moço, sabe-se as intenções sérias

em que vive o Escudeiro)

20.

Latão e Vidal,

a)

são os os judeus casamenteiros, astuciosos e eloquentes.

b)

são os os Jeovás casamenteiros, astuciosos e eloquentes.

c)

são os os judeus casamenteiros, forretas e analfabetos.

d)

são os os cristãos novos casamenteiros, astuciosos e eloquentes.

21.

O Ermitão,

a)

é sedutor, tem um comportamento moral, semelhante

ao do clérigo referido no início da farsa

b)

é sedutor, tem um comportamento imoral, semelhante

ao da Lianor Vaz referido no início da farsa

c)

é sedutor, tem um comportamento imoral, semelhante

ao do clérigo referido no início da farsa

d)

é sedutor, tem um comportamento imaterial, semelhante

ao do clérigo referido no início da farsa

22.

Toda a peça vicentina, Farsa de Inês Pereira, se constrói em torno do provérbio popular "Mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube". Este ditado vai ao encontro das peripécias narradas, na medida em que Inês

a)

acaba por conseguir encontrar o verdadeiro amor através do casamento com o escudeiro, libertando-se da vida rotineira que a vitimava.

b)

acaba por inferir que o excesso de riqueza e de liberdade do primeiro casamento não lhe conferiam a felicidade que aspirava, arrependendo-se da sua escolha.

c)

conclui que o casamento com o escudeiro (símbolo do cavalo) só lhe trouxe infelicidade; já com a ingenuidade de Pero Marques (símbolo do asno) encontra a liberdade.

d)

conclui que o casamento com o escudeiro (símbolo do asno) não lhe trouxe a felicidade; já na simplicidade de Pero Marques (símbolo do cavalo) encontra a liberdade.

23.

Há três tipos de cómicos presentes nesta obra:

a)

Cómico de situação, Cómico de caráter e Cómico de linhagem

b)

Cómico de ação, Cómico de caráter e Cómico de linguagem

c)

Cómico de situação, Cómico de caráter e Cómico de linguagem

d)

Cómico de situação, Cómico de personalidade e Cómico de linguagem

24.

Na peça Farsa de Inês Pereira deparamo-nos com a personagem de Lianor Vaz, a alcoviteira. Esta, tal como todas as personagens que na peça nos são apresentadas, é utilizada como um veículo de críticas às condutas imorais da sociedade. Qual (ais) destas críticas se associam a esta personagem em concreto?

a)

A crítica às mentiras dissimuladas e às histórias mal contadas.

b)

A crítica ao típico "ofício" das alcoviteiras em arranjar casamentos forçados.

c)

A crítica ao clero e à sua falta de valores morais.

d)

Todas as críticas referidas anteriormente.

25.

Em Farsa de Inês Pereira, Gil Vicente apresenta-nos um Pero Marques caracterizado pela sua ignorância e ingenuidade, servindo-se o dramaturgo da ironia e do cómico para criticar as condutas e práticas da sociedade. A personagem de Pero Marques pode ser associada:

a)

ao cómico de situação e de caráter.

b)

aos três tipos de cómico.

c)

ao cómico de linguagem e de situação.

d)

ao cómico de linguagem e de caráter.

26.

A Farsa de Inês Pereira pode ser considerada uma farsa,

a)

pois consiste num texto breve, de caráter profano.

b)

uma vez que se trata de uma peça curta, de caráter profano, cujo objetivo é criticar os comportamentos do Portugal quinhentista.

c)

pois consiste num texto breve, de caráter religioso, cujo objetivo é criticar a hipocrisia religiosa do Portugal quinhentista.

d)

uma vez que se trata de uma peça que descreve o ambiente popular e burguês da época.