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Prova Saúde Pública Goiânia

Total questions: 13

Worksheet time: 39mins

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1.

Em meio a uma crise econômica, em que as ações governamentais visavam tirar o país da hiperinflação e fomentaro crescimento econômico, teve início, em 1985, o processo de redemocratização do Brasil. Nesse contexto, buscou-se fortalecer o setor público de saúde, expandir a cobertura de assistência a todos os cidadãos, e integrar amedicina previdenciária à saúde pública. Constituiu-se,assim, um sistema único e a sociedade brasileira se mobilizou em torno de um movimento que teve como marco a

a)

realização da oitava Conferência Nacional de Saúde(8ª CNS).

b)

criação do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde(Cebes).

c)

instituição do Programa de Interiorização de Açõesde Saúde e Saneamento (Piass).

d)

implantação da Associação Brasileira de Pósgraduação em Saúde Coletiva (Abrasco).

2.

De acordo com a política nacional de atenção básica, os estabelecimentos de saúde que prestam ações e serviços no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) são considerados potenciais espaços de educação, inovação e avaliação tecnológica para a rede de atenção à saúde,

a)

de integração social, de coordenação de atividades de educação permanente e de formação de preceptores.

b)

de prática de ações de ensino em serviço, de formação de preceptores e de realização de pesquisas.

c)

de formação de recursos humanos, de realização de pesquisas e de prática de ações de ensino em serviço.

d)

de coordenação de atividades de educação permanente, de formação de recursos humanos e de integração social.

3.

De acordo com a Portaria MS n. 1559/2008, as ações de regulação do atendimento no SUS estão organizadas em três dimensões de atuação integradas entre si, quais sejam: a regulação

a)

do atendimento integral, de sistemas de saúde e da participação da comunidade.

b)

de sistemas de saúde, da atenção à saúde e do acesso à assistência.

c)

da participação da comunidade, do atendimento integral e da qualidade dos serviços.

d)

da atenção à saúde, da qualidade dos serviços e do acesso à assistência.

4.

Para garantir o acesso e o atendimento ao usuário em todos os níveis de atenção à saúde, é imprescindível estabelecer um sistema que promova a articulação entre esses níveis. Nesse sentido, a referência compreende:

a)

o fluxo de encaminhamento do usuário do nível menor para o de maior complexidade.

b)

o referenciamento do usuário do nível secundário para o nível terciário.

c)

o fluxo de encaminhamento do usuário do nível maior para o de menor complexidade.

d)

o referenciamento do usuário do nível secundário para o nível primário.

5.

O sistema de vigilância epidemiológica, por sua importância para a análise da situação de saúde e para o planejamento das ações necessárias, precisa manter-se eficiente. Para tanto, seu funcionamento deve ser regularmente aferido e avaliado por meio de medidas quantitativas e qualitativas. Dentre as medidas quantitativas de avaliação desse sistema, tem-se a sensibilidade e a oportunidade, que significam, respectivamente, a capacidade do sistema de

a)

operacionalizar as ações com baixo custo e a facilidade para alcançar seus objetivos.

b)

excluir os “não-casos” e a possibilidade de identificar todos os subgrupos da população onde ocorrem os casos.

c)

adaptar-se a novas situações epidemiológicas e a aceitabilidade dos profissionais ou organizações de utilizarem o sistema.

d)

detectar casos e a agilidade do fluxo do sistema de informação.

6.

A multiprofissionalidade nas ações de saúde é uma modalidade de trabalho coletivo que

a)

é construída por meio das relações de reciprocidade entre os profissionais de saúde e suas intervenções técnicas das mais diferentes áreas do saber.

b)

prioriza a verticalização e a compartimentalização dos processos de trabalho.

c)

transcende o saber individual de cada profissional, permitindo que um aja em lugar do outro.

d)

é caracterizada pela sobreposição das ações dos profissionais da equipe de trabalho em busca de soluções para os problemas de saúde identificados.

7.

Com a ampliação do escopo da saúde pública, ocorrida entre os anos de 1970 e 1980, ampliou-se, também, o entendimento quanto às causas dos processos saúde doença, sendo adotado o modelo multicausal como o modelo explicativo da história natural da doença e da determinação social destes processos. Nesse contexto, história natural da doença é o nome dado ao conjunto de processos interativos que compreendem as inter-relações

a)

da doença, do agente etiológico e dos determinantes sociais.

b)

do agente etiológico, do suscetível e do meio ambiente.

c)

dos determinantes sociais, da doença e das medidas de prevenção e controle.

d)

do suscetível, das medidas de prevenção e controle e do meio ambiente.

8.

As ações e serviços públicos e privados de saúde que integram o SUS devem ser desenvolvidos obedecendo as diretrizes e os princípios previstos na legislação disponível sobre o tema. Dentre esses, tem-se o princípio da integralidade, que pode ser entendido como um conjunto articulado e contínuo das ações e serviços

a)

destinados à promoção da assistência à saúde da população, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie

b)

direcionados à promoção do acesso populacional aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência.

c)

responsáveis pela integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e saneamento básico.

d)

preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso, em todos os níveis de complexidade do sistema.

9.

Aos usuários do SUS, será assegurada a continuidade do cuidado em saúde, em todas as suas modalidades, nos serviços, hospitais e em outras unidades integrantes da rede de atenção à saúde. Nesse contexto, as regras do acesso aos serviços para a continuidade da assistência são pactuadas

a)

nas comissões intergestores.

b)

nos conselhos de secretários de saúde.

c)

nos conselhos de saúde.

d)

nas conferências de saúde.

10.

A articulação dos saberes, processos e práticas relacionados à vigilância em saúde ambiental alinha-se ao conjunto de políticas de saúde no âmbito do SUS, considerando a transversalidade das ações sobre a determinação do processo saúde-doença. Nesse contexto, o processo de trabalho da vigilância em saúde ambiental integrada, a partir do território, pode ocorrer em três etapas, como:

a)

reconhecimento do território, identificação dos riscos relacionados aos determinantes ambientais de saúde e elaboração de plano de ação.

b)

levantamento populacional, identificação de problemas ambientais e execução de ações emergenciais.

c)

identificação dos riscos relacionados aos determinantes ambientais de saúde, levantamento populacional e elaboração de plano de ação.

d)

identificação de problemas ambientais, reconhecimento do território e execução de ações emergenciais.

11.

A gestão participativa é uma estratégia transversal, presente nos processos cotidianos da gestão do Sistema Único de Saúde, e requer a adoção de práticas e mecanismos que efetivem a participação

a)

dos profissionais de saúde e da comunidade.

b)

da comunidade e das comissões intergestores.

c)

dos conselhos de secretários de saúde e dosprofissionais de saúde.

d)

das comissões intergestores e dos conselhos desecretários de saúde.

12.

“A grande maioria das doenças advém de uma combinação de fatores que interagem entre si e acabam desempenhando importante papel na determinação das mesmas”. Estamos nos referindo à Teoria da:

a)

Multicausalidade

b)

Plausibilidade

c)

Temporalidade

d)

Determinalidade

13.

1.         A história clínica de muitas pessoas atendidas nos serviços de saúde revela condições de vida que afetam o bem-estar e a saúde. Considerando essa informação e com base nos determinantes sociais da saúde, assinale a alternativa CORRETA.

a)

O processo saúde-doença deve ser entendido como a relação entre as condições biológicas e as psicológicas e exclui a necessidade de abordar o contexto social.

b)

As condições de trabalho, a estrutura das redes sociais e comunitárias, o estilo de vida dos indivíduos, a idade, o sexo e aspectos hereditários são alguns dos fatores que exemplificam determinantes sociais da saúde.

c)

Diminuir a exposição a riscos é a forma mais eficaz para alterar os determinantes sociais da saúde.

d)

Políticas públicas de abrangência populacional, que promovem mudanças de hábitos, interferem apenas na saúde do indivíduo, sem qualquer importância para alterações nos determinantes sociais da saúde.