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Av. Diag 3º EM

Total questions: 13

Worksheet time: 20mins

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1.

Apesar de

Não lembro quem disse que a gente gosta de uma pessoa não por causa de, mas apesar de. Gostar daquilo que é gostável é fácil: gentileza, bom humor, inteligência, simpatia, tudo isso a gente tem em estoque na hora em que conhece uma pessoa e resolve conquistá-la. Os defeitos ficam guardadinhos nos primeiros dias e só então, com a convivência, vão saindo do esconderijo e revelando-se no dia a dia. Você então descobre que ele não é apenas gentil e doce, mas também um tremendo casca-grossa quando trata os próprios funcionários. E ela não é apenas segura e determinada, mas uma chorona que passa 20 dias por mês com TPM. E que ele ronca, e que ela diz palavrão demais, e que ele é supersticioso por bobagens, e que ela enjoa na estrada, e que ele não gosta de criança, e que ela não gosta de cachorro, e agora? Agora, convoquem o amor para resolver essa encrenca.

MEDEIROS, M. Revista O Globo, n. 790, 12 jun. 2011 (adaptado).

Há elementos de coesão textual que retomam informações no texto e outros que as antecipam. Nos trechos, o elemento de coesão sublinhado que antecipa uma informação do texto é

a)

“Gostar daquilo que é gostável é fácil [...]”.

b)

“[...] tudo isso a gente tem em estoque [...]”.

c)

“[...] na hora em que conhece uma pessoa [...]”.

d)

“[...] resolve conquistá-la.

e)

“[...] para resolver essa encrenca.”

2.

Aumento do efeito estufa ameaça plantas, diz estudo.

O aumento de dióxido de carbono na atmosfera, resultante do uso de combustíveis fósseis e das queimadas, pode ter consequências calamitosas para o clima mundial, mas também pode afetar diretamente o crescimento das plantas. Cientistas da Universidade de Basel, na Suíça, mostraram que, embora o dióxido de carbono seja essencial para o crescimento dos vegetais, quantidades excessivas desse gás prejudicam a saúde das plantas e têm efeitos incalculáveis na agricultura de vários países.

O Estado de São Paulo, 20 set. 1992, p.32.


O texto acima possui elementos coesivos que promovem sua manutenção temática. A partir dessa perspectiva, conclui-se que

a)

a palavra “mas”, na linha 2, contradiz a afirmação inicial do texto: linhas 1 e 2.

b)

a palavra “embora”, na linha 4, introduz uma explicação que não encontra complemento no restante do texto.

c)

as expressões: “consequências calamitosas”, na linha 2, e “efeitos incalculáveis”, na linha 6, reforçam a ideia que perpassa o texto sobre o perigo do efeito estufa.

d)

o uso da palavra “cientistas”, na linha 3, é desnecessário para dar credibilidade ao texto, uma vez que se fala em “estudo” no título do texto.

e)

a palavra “gás”, na linha 5, refere-se a “combustíveis fósseis” e “queimadas”, nas linhas 1 e 2, reforçando a ideia de catástrofe.

3.

Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para diminuir o risco de infarto, mas também de problemas como morte súbita e derrame. Significa que manter uma alimentação saudável e praticar atividade física regularmente já reduz, por si só, as chances de desenvolver vários problemas. Além disso, é importante para o controle da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de glicose no sangue. Também ajuda a diminuir o estresse e aumentar a capacidade física, fatores que, somados, reduzem as chances de infarto. Exercitar-se, nesses casos, com acompanhamento médico e moderação, é altamente recomendável.

ATALIA, M. Nossa vida. Época . 23 mar. 2009.

As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que atuam na construção do sentido. A esse respeito, identifica-se, no fragmento, que

a)

a expressão “Além disso” marca uma sequenciação de ideias.

b)

o conectivo “mas também” inicia oração que exprime ideia de contraste.

c)

o termo “como”, em “como morte súbita e derrame”, introduz uma generalização.

d)

o termo “Também” exprime uma justificativa.

e)

o termo “fatores” retoma coesivamente “níveis de colesterol e de glicose no sangue”.

4.

Os filhos de Anna eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas.

LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.


A autora emprega por duas vezes o conectivo mas no fragmento apresentado. Observando aspectos da organização, estruturação e funcionalidade dos elementos que articulam o texto, o conectivo mas

a)

expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto.

b)

quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase.

c)

ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase.

d)

contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor.

e)

assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.

5.

O senso comum é que só os seres humanos são capazes de rir. Isso não é verdade? Não. O riso básico – o da brincadeira, da diversão, da expressão física do riso, do movimento da face e da vocalização – nós compartilhamos com diversos animais. Em ratos, já foram observadas vocalizações ultrassônicas – que nós não somos capazes de perceber – e que eles emitem quando estão brincando de “rolar no chão”. Acontecendo de o cientista provocar um dano em um local específico no cérebro, o rato deixa de fazer essa vocalização e a brincadeira vira briga séria. Sem o riso, o outro pensa que está sendo atacado. O que nos diferencia dos animais é que não temos apenas esse mecanismo básico. Temos um outro mais evoluído. Os animais têm o senso de brincadeira, como nós, mas não têm senso de humor. O córtex, a parte superficial do cérebro deles, não é tão evoluído como o nosso. Temos mecanismos corticais que nos permitem, por exemplo, interpretar uma piada.

Disponível em: http://globonews.globo.com. Acesso em: 31 maio 2012 (adaptado).

A coesão textual é responsável por estabelecer relações entre as partes do texto. Analisando o trecho “Acontecendo de o cientista provocar um dano em um local específico no cérebro”, verifica-se que ele estabelece com a oração seguinte uma relação de

a)

finalidade, porque os danos causados ao cérebro têm por finalidade provocar a falta de vocalização dos ratos.

b)

oposição, visto que o dano causado em um local específico no cérebro é contrário à vocalização dos ratos.

c)

condição, pois é preciso que se tenha lesão específica no cérebro para que não haja vocalização dos ratos.

d)

consequência, uma vez que o motivo de não haver mais vocalização dos ratos é o dano causado no cérebro.

e)

proporção, já que à medida que se lesiona o cérebro não é mais possível que haja vocalização dos ratos.

6.

Em: “… ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas…” a partícula como expressa uma ideia de:

a)

comparação

b)

causa

c)

explicação

d)

conclusão

e)

proporção

7.

Ponho os meus olhos em você se você está

Dona dos meus olhos é você, avião no ar

Um dia pra esses olhos sem te ver é como o chão do mar

Liga o rádio à pilha e a TV só pra você escutar...

A nova música que eu fiz agora

Lá fora a rua vazia chora

[...]

“Luz dos olhos”, de Nando Reis.

Analisando o trecho da canção, percebe-se que as duas expressões destacadas denotam o sentido, respectivamente, de

a)

ressalva e adição.

b)

condição e ressalva.

c)

adição e concessão.

d)

concessão e imposição.

e)

condição e comparação.

8.

Considere a sentença abaixo:

Marcos enfrentou congestionamento no trânsito e perdeu o início da reunião.


As duas orações do período estão unidas pela conjunção “e”, que, nesse caso, além de indicar ideia de adição, também indica ideia de:

a)

condição

b)

oposição

c)

consequência

d)

adversidade

e)

união

9.

“Não me aguardem, porque não poderei chegar a tempo.” Neste período a conjunção em destaque estabelece uma relação de:

a)

adição

b)

oposição

c)

alternância

d)

explicação

e)

conclusão

10.

Onde há ideia de finalidade?

a)

Você joga para que seja o vencedor.

b)

Ou você joga ou estuda.

c)

Embora seja um bom jogador, perdeu!

d)

A minha professora preferida é esta!

11.
Assinale a alternativa que contém uma CONJUNÇÃO QUE DÁ A IDEIA DE CONCLUSÃO:
a)
Os meninos ora brigavam, ora brincavam.
b)
Os cães mordem, não por maldade, mas por precisarem viver.
c)
Jaime trabalha depressa, contudo produz pouco
d)
Sérgio foi bom filho; logo será um bom pai.
e)
Adão comeu a maçã, e nossos dentes até hoje doem
12.

O uso da norma-padrão na letra do Hino Nacional do Brasil é justificado por tratar-se de um(a)

a)

Artefato cultural respeitado por todo o povo brasileiro.

b)

Escrita de uma fase mais antiga da língua portuguesa

c)

Canção concebida sem interferência da oralidade.

d)

Gênero solene de característica protocolar.

e)

Reverência de um povo a seu país.

13.

Nos versos de um menino de 12 anos, o emprego da palavra “Gerimum” grafada com a letra “g” tem por objetivo

a)

Valorizar usos informais caracterizadores da norma nacional.

b)

Reafirmar discursivamente a forte relação do falante com seu lugar de origem.

c)

Registrar a diversidade étnica e linguística presente no território brasileiro.

d)

Enfatizar um processo recorrente na transformação da língua portuguesa.

e)

Confirmar o uso da norma-padrão em contexto da língua poética.