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WorksheetsGênero textual, espaço discursivo e intertextualidade
Total questions: 10
Worksheet time: 15mins
Para que as relações intertextuais entre textos seja percebida, o leitor
não precisa ser informado da origem dos textos.
precisa de informação sobre as origens dos textos.
não é capaz de perceber as relações intertextuais, mesmo com informações de citação.
não deve inferir que um texto dialoga com outro mesmo quando é dito que um discurso pertence a outro autor.
Definindo-se Intertextualidade, tem-se que:
ela ocorre mediante a fusão de alguns textos que abordem a mesma temática.
é a relação que se estabelece entre dois textos, quando um deles faz referência a elementos existentes no outro.
a sua existência está atrelada a elementos que se repetem em situações diversas, não importando a natureza do texto nem a sua finalidade.
ela independe de fatores que justifiquem a mesma temática, contemplando realidades diversas em uma multiplicidade de cenários.
é a relação existente entre textos de mesmo gênero que contemplem temáticas similares e abordem cenários idênticos.
Analise as seguintes proposições e marque a que considerar verdadeira
O texto não pode ser identificado como um cartum que utiliza linguagem mista, ou seja, verbal e não verbal.
A intertextualidade pode ser observada na retomada da obra de arte clássica “O pensador” de August Rodin (1840-1917), atualizando a expressão do homem atual imerso em um mundo digitalizado.
O texto representa de maneira LITERAL a imagem do “clicador” como uma negação da imagem do expectador passivo diante da programação da televisão considerando que em suas mãos há um controle remoto.
Texto 1
Meus oito anos
“Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!”
(Casimiro de Abreu, “Meus oito anos”)
Texto 2
Meus oito anos
“Oh que saudades que eu tenho
Da aurora de minha vida
Das horas
De minha infância
Que os anos não trazem mais
Naquele quintal de terra!
Da rua de Santo Antônio
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais”
(Oswald de Andrade)
Sobre intertextualidade nos poemas podemos dizer que:
Ocorreu uma alusão.
Ocorreu uma paródia.
Ocorreu uma paráfrase.
Ocorreu uma citação.
Ocorreu uma epígrafe.
Mandamentos do consumismo II
Adorar o mercado sobre todas as coisas. Tudo se vende ou se troca: objetos, cargos públicos, influências, ideias, etc. Em economias arcaicas, ainda presentes em regiões da América Latina, a partilha dos bens materiais e simbólicos assegurava a sobrevivência humana. Agora, ao valor do uso se sobrepõe o valor de troca. É preferível deixar apodrecer alimentos cujos preços exigidos pelos produtores deixam de oferecer a mesma margem de lucro. Segundo o mercado, tombam os seres humanos, mas seguram-se os preços.
Um trecho deste texto aponta traços de intertextualidade com o discurso:
político
científico
poético
religioso
econômico
Texto I
Peixinho sem água, floresta sem mata
É o planeta assim sem você
Rios poluídos, indústria do inimigo
É o planeta assim sem você
http://mataatlantica-pangea.blogspot.com. br/2009/10/parodia-meio-ambiente_02.html
Texto II
Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim, sem você
Futebol sem bola
Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim, sem você
(Claudinho e Buchecha)
Os textos I e II apresentam intertextualidade, que, para Julia Kristeva, é um conjunto de enunciados, tomados de outros textos, que se cruzam e se relacionam. Dessa forma, pode-se dizer que o tipo de intertextualidade do texto I em relação ao texto II é
paráfrase, porque apesar das mudanças das palavras no texto I, a ideia do texto II é confirmada pelo novo texto.
epígrafe, pois o texto I recorre a trecho do texto II para introduzir o seu texto.
citação, porque há transcrição de um trecho do texto II ao longo do texto I.
alusão, porque faz referência, de modo implícito, ao texto II para servir de termo de comparação.
paródia, pois a voz do texto II é retomada no texto I para transformar seu sentido, levando a uma reflexão crítica.
"Os gêneros textuais são reflexos do modo como organizamos as nossas relações sociais". A afirmação anterior
é verdadeira porque a forma e o conteúdo do texto são frutos das nossas necessidades comunicativas e interacionais.
é falsa porque os textos não são relacionados ao modo como organizamos os discursos na existência.
é verdadeira porque não podemos encontrar no texto estruturas de composição que os liguem às atividades sociais às quais eles estão relacionados.
é falsa porque os textos não se manifestam como gêneros textuais em nossas relações sociais.
Versos Íntimos
Autor: Augusto dos Anjos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de sua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
O gênero textual / composicional desse poema é:
soneto, porque é formado por 14 versos que, embora não apareçam nessa configuração, se dividem em dois quartetos e dois tercetos e possui musicalidade bem definida.
soneto, porque possui quatro estrofes que não possuem correspondência rítmica.
ode, porque trata-se de um poema com conteúdo narrativo que exalta os feitos de um homem.
poema de cordel, tendo em vista o seu conteúdo narrativo e seu alto grau de musicalidade.
Texto I
Versos Íntimos
Autor: Augusto dos Anjos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de sua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Texto II
Eu tava em casa
deitado na minha cama
lá chegou uns camaradas
pra cantar coco em Goiana
A caninana
correu no campo assanhada
não sou eu o causador
de você roer, chorona
Onde risca a caninana
toda certeza se engana
o amor cai a cabana
e a raiva monta uma igreja
Onde o ciúme sobeja
toda amizade se acaba
porque a mão que afaga
é a mesma que apedreja
Da caninana a mordida
ninguém nem vê a ferida
e pra salvar-se esta vida
precisa um sopro contrário
O ciúme é ordinário
só faz o que lhe convém
pois quando o diabo não vem
sempre manda um secretário
Caninana bate um prego
injeta um veneno cego
e eu por saber me nego
a rezar na sua prece
Eu sei que ninguém merece
padecer desta doença
mas se a cabeça não pensa
é o corpo quem padece.
Entre os dois textos se percebe uma relação de
intertextualidade, já que no texto II podemos perceber a presença de versos que fazem parte do texto I.
de crítica, já que se percebe no texto II uma crítica direta ao tema do texto I.
amorosa, tendo em vista que ambos tratam dessa temática.
O espaço de produção de discurso
não atravessa a composição dos gêneros textuais tendo em vista que eles não se relacionam com as práticas de comunicação e interação social.,
atravessa a composição dos gêneros textuais, levando em consideração que os espaços de produção de discurso apontam as necessidades comunicacionais e de interação social.
não é importante para a composição dos gêneros textuais já que eles não são frutos das interações sociais.
se caracteriza como um lugar em que as relações de produção de discurso não atravessam a composição dos gêneros textuais que por lá circulam.
