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Filosofia 2 Anos

Total questions: 13

Worksheet time: 3hrs 15mins

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1.
Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino. BEAUVOIR, S. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980
a)

pressão do Poder Legislativo para impedir a dupla jornada de trabalho.

b)

estabelecimento de políticas governamentais para promover ações afirmativas.

c)

ação do Poder Judiciário para criminalizar a violência sexual.

d)

oposição de grupos religiosos para impedir os casamento homoafetivos.

e)

organização de protestos púbicos para garantir a igualdade de gênero.

2.
“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino.” Essa é uma frase de Simone de Beauvoir. Marque qual das afirmações abaixo é uma consequência lógica de seu pensamento sobre a mulher:
a)

se nenhum destino biológico, psíquico e econômico definem o que é ser mulher, então a mulher deve seguir aquilo que deseja seu marido.

b)

uma das consequências de dizer que a mulher “não nasce mulher” é romper com a ideia de que a mulher tem um papel predefinido a ocupar na sociedade, para o qual ela nasceu.

c)

ninguém nasce mulher, portanto todos e todas nascem homens e só depois de um tempo é que vão assumindo papéis de mulheres.

d)

Até os doze anos a menina é tão robusta quanto os irmãos e manifesta as mesmas capacidades intelectuais; não há terreno em que lhe seja proibido rivalizar com eles. Se, bem antes da puberdade e, às vezes, mesmo desde a primeira infância, ela já se apresenta como sexualmente especificada, não é porque misteriosos instintos a destinem imediatamente à passividade, ao coquetismo, à maternidade: é porque a intervenção de outrem na vida da criança é quase original e desde seus primeiros anos sua vocação lhe é imperiosamente insuflada.

3.
Até os doze anos a menina é tão robusta quanto os irmãos e manifesta as mesmas capacidades intelectuais; não há terreno em que lhe seja proibido rivalizar com eles. Se, bem antes da puberdade e, às vezes, mesmo desde a primeira infância, ela já se apresenta como sexualmente especificada, não é porque misteriosos instintos a destinem imediatamente à passividade, ao coquetismo, à maternidade: é porque a intervenção de outrem na vida da criança é quase original e desde seus primeiros anos sua vocação lhe é imperiosamente insuflada. (BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo (Vol. 2). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980, p. 9-10.) Os estudos de Simone de Beauvoir (1908-1986) contribuíram incontestavelmente para os debates acerca da situação da mulher e a luta para a igualdade de gênero. A partir do trecho acima, assinale a opção que melhor demonstra o problema apresentado pela filósofa.
a)

A ideia de que “ninguém nasce mulher: torna-se mulher” representa o ápice da filosofia feminista presente em O segundo sexo, afirmando que, por natureza, qualquer um pode-se tornar mulher socialmente.

b)

Beauvoir afirma a distinção entre os sexos e inaugura o pensamento de uma feminilidade que faz parte da condição humana da mulher. A natureza feminina é que compõe seu ser enquanto mulher.

c)

Não há, para Beauvoir, qualidades, valores, modos de vida especificamente femininos. Esse é um mito inventado pelos homens para prender as mulheres na sua condição de oprimidas.

d)

Beauvoir discute a consolidação da posição social da mulher, pois, biológica e psiquicamente suas distinções se apresentam de forma clara para um tratamento diferenciado em relação aos homens.

4.
O que é ser mulher? Filósofa francesa, existencialista e feminista, Simone de Beauvoir escreveu O segundo Sexo em 1949 a fim de investigar respostas populares para essa questão. No livro, Beauvoir argumenta que a mulher não nasce com uma essência definida, ela se torna o que é a partir de sua educação e de suas escolhas. Ela não é por natureza incapaz de cuidar de assuntos políticos ou se dedicar a atividades fora de casa, por exemplo. Ao contrário pode fazer isso desde que não seja tolhida pela educação. No entanto, ainda hoje persistem ideias de que mulheres possuem uma essência ou natureza definida, expressas em várias afirmações cotidianas. Assinale a alternativa que seja compatível com o raciocínio de Beauvoir.
a)

As mulheres são mais aptas ao contato humano, ao cuidado interpessoal. Por isso vemos tantas enfermeiras mulheres, e não homens.

b)

As mulheres são o sexo frágil e por isso precisam ser protegidas pelos homens. Homens são mais fortes física e emocionalmente.

c)

Cuidar dos filhos é tarefa primordial das mulheres. Elas ficam grávidas, os homens não.

d)

Ao incentivarmos meninos pequenos a brincar de carrinho e de luta, e meninas a brincar de boneca e de cozinha, estamos educando para comportamentos diferentes na vida adulta.

5.
A mulher tem progesterona; estrogênio. A questão é afirmar que a produção desses hormônios definem e determinam o comportamento da mulher. Ou, em relação ao homem, dizer: a testosterona faz com que o homem seja mais aguerrido, um líder. Logo, uma mulher pode pensar: “eu não tenho testosterona, então não faz parte da minha natureza ser líder”. Comparando o pensamento de Beauvoir ao expresso na frase anterior, marque qual das afirmações abaixo está correta:
a)

O pensamento de Beauvoir e o expresso acima não tem qualquer relação.

b)

Beauvoir concordaria com o autor ao reconhecer que a biologia humana define os papéis que a mulher poderá assumir na sociedade.

c)

Beauvoir diria que a mulher e os papéis que irá assumir na sociedade não são determinados por sua biologia.

d)

Beauvoir não poderia aceitar as ideias relatadas acima caso não quisesse mudar de ideia.

6.
No livro VII da República, Platão apresenta o célebre mito (ou alegoria) da caverna. Pode-se afirmar que com esse mito ele pretendia:
a)

esclarecer algumas questões sobre a importância da educação dos filósofos, que viriam a ser no futuro, os governantes da cidade justa.

b)

mostrar que os cidadãos são geralmente injustos com aqueles que querem ser justos.

c)

apresentar os princípios da teoria do conhecimento de Platão.

d)

demonstrar que a democracia não é um bom sistema de governo.

7.
O texto é parte do livro VII da República, obra na qual Platão desenvolve o célebre Mito da Caverna. Sobre o Mito da Caverna, é correto afirmar. I. A caverna iluminada pelo Sol, cuja luz se projeta dentro dela, corresponde ao mundo inteligível, o do conhecimento do verdadeiro ser. II. Explicita como Platão concebe e estrutura o conhecimento. III. Manifesta a forma como Platão pensa a política, na medida em que, ao voltar à caverna, aquele que contemplou o bem quer libertar da contemplação das sombras os antigos companheiros. IV. Apresenta uma concepção de conhecimento estruturada unicamente em fatores circunstanciais e relativistas. Assinale a alternativa correta.
a)

Somente as afirmativas I e IV são corretas.

b)

Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.

c)

Somente as afirmativas II e III são corretas.

d)

Somente as afirmativas III e IV são corretas.

e)

Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

8.
No livro VII da República, Platão apresenta o célebre mito (ou alegoria) da caverna. Pode-se afirmar que com esse mito ele pretendia:
a)

esclarecer algumas questões sobre a importância da educação dos filósofos, que viriam a ser no futuro, os governantes da cidade justa.

b)

mostrar que os cidadãos são geralmente injustos com aqueles que querem ser justos.

c)

apresentar os princípios da teoria do conhecimento de Platão.

d)

demonstrar que a democracia não é um bom sistema de governo.

9.
O texto é parte do livro VII da República, obra na qual Platão desenvolve o célebre Mito da Caverna. Sobre o Mito da Caverna, é correto afirmar. I. A caverna iluminada pelo Sol, cuja luz se projeta dentro dela, corresponde ao mundo inteligível, o do conhecimento do verdadeiro ser. II. Explicita como Platão concebe e estrutura o conhecimento. III. Manifesta a forma como Platão pensa a política, na medida em que, ao voltar à caverna, aquele que contemplou o bem quer libertar da contemplação das sombras os antigos companheiros. IV. Apresenta uma concepção de conhecimento estruturada unicamente em fatores circunstanciais e relativistas. Assinale a alternativa correta.
a)

Somente as afirmativas I e IV são corretas.

b)

Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.

c)

Somente as afirmativas II e III são corretas.

d)

Somente as afirmativas III e IV são corretas.

e)

Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

10.
Aristóteles foi um dos pensadores mais importantes da história da filosofia no Ocidente, tanto por sua contribuição para a própria filosofia quanto para as ciências, que partiram de muitas questões apresentadas pelo filósofo para desenvolver suas investigações. Ele deixou duas obras dedicadas aos problemas das ciências práticas: Ética a Nicômaco e A Política. É de conhecimento de todos que, mesmo tendo sido aluno de Platão, Aristóteles construiu seu próprio pensamento e que, muitas vezes, apresentou ideias contrárias às de seu mestre. Um exemplo disso é sua Ética a Nicômaco. Marque a alternativa que melhor caracteriza a obra aristotélica.
a)

Trata-se de uma ética experimental e, portanto, resultante das experiências que o homem faz, enquanto animal político.

b)

Trata-se de uma ética fundamentada nos valores aristocráticos da sociedade grega da época;

c)

Trata-se de uma ética pautada nas virtudes que o homem tem por natureza e naquelas que ele desenvolve ao longo da sua vida;

d)

Trata-se de uma ética baseada na lógica e, portanto, defende que as ações são consequências do pensamento;

e)

Trata-se de uma ética baseada no comportamento dos animais;

11.
Um dos textos mais importantes da história da filosofia que trata do tema da moral e da ética é a Ética a Nicômaco, de Aristóteles. Nesta obra, o pensador analisa a natureza e o caráter das ações humanas e, ao final, sugere que há um bem supremo, que é a finalidade última das ações humanas. Este bem supremo é:
a)

A virtude;

b)

A justiça;

c)

A felicidade;

d)

A liberdade;

e)

O meio termo.

12.
1. A sabedoria de Sócrates, filósofo ateniense que viveu no século V a. C., encontra o seu ponto de partida na afirmação "sei que nada sei, registrada na obra Apologia de Sócrates. A frase foi uma resposta aos que afirmavam que ele era o mais sábio dos homens. Após interrogar artesãos, políticos e poetas, Sócrates chegou à conclusão de que ele se diferenciava dos demais por reconhecer a sua própria ignorância. O "sei que nada sei" é um ponto de partida para a filosofia, pois
a)

aquele que se reconhece como ignorante torna-se mais sábio por querer adquirir conhecimentos.

b)

é um exercício de humildade diante da cultura dos sábios do passado, uma vez que a função da Filosofia era reproduzir os ensinamentos dos filósofos gregos.

c)

a dúvida é uma condição para o aprendizado e a Filosofia é o saber que estabelece verdades dogmáticas a partir de métodos rigorosos.

d)

é uma forma de declarar ignorância e permanecer distante dos problemas concretos, preocupando-se apenas com causas abstratas.

13.
Leia os enunciados abaixo a respeito do pensamento filosófico de Sócrates. I. O texto Apologia de Sócrates, cujo autor é Platão, apresenta a defesa de Sócrates diante das acusações dos atenienses, especialmente, os sofistas, entre os quais está Meleto. II. Sócrates dispensa a ironia como método para refutar as acusações e calúnias sofridas no processo de seu julgamento. III. Sócrates é acusado de corromper a juventude. IV. Sócrates é acusado de ensinar as coisas celestes e terrenas, a não acreditar nos deuses e a tornar mais forte a razão mais débil. V. Sócrates nega que seus acusadores são ambiciosos e resolutos e, em grande número, falam de forma persuasiva e persistente contra ele. Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas CORRETAS.
a)

II, IV e V.

b)

I, III e IV

c)

I, III e V

d)

II, III e V.

e)

I, II e III