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Gênero: Resenha

Total questions: 10

Worksheet time: 50mins

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1.

​ A (a)   ​ é um gênero textual que consiste na ​ (b)   de um objeto ​ (c)   , podendo haver também, por parte do ​ (d)   , uma ​ (e)   sobre o objeto resenhado.

Choose from the below words
Resenha
descrição
cultural
resenhista
opinião
resumo
2.

Sobre a estrutura do gênero textual resenha, ordene na ordem correta:

a)

Título

b)

Apresentação da obra

c)

Avaliação Crítica da obra

d)

Recomendação

1)
2)
3)
4)
3.

A principal diferença entre a resenha e o resumo é que a resenha apresenta ​ (a)   sobre a obra resenhada, enquanto no resumo predomina a ​ (b)   .

Choose from the below words
opinião
descrição
ideias principais
ideia
4.

A RESENHA CRÍTICA é um texto...

a)

Dissertativo-argumentativo

b)

Expositivo-argumentativo

c)

Descritivo-argumentativo

d)

Nenhuma das alternativas

5.

Geralmente, a RESENHA CRÍTICA tem como objeto...

a)

Livros e Filmes

b)

Peça Teatral

c)

Documentos

d)

Receita de bolo

e)

Discursos

6.

Em Touro indomável, que a cinemateca lança esta semana nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a dor maior e a violência verdadeira vêm dos demônios de La Motta – que fizeram dele tanto um astro no ringue como um homem fadado à destruição. Dirigida como um senso vertiginoso do destino de seu personagem, essa obra-prima de Martin Scorsese é daqueles filmes que falam à perfeição de seu tema (o boxe) para então transcendê-lo e tratar do que importa: aquilo que faz dos seres humanos apenas isso mesmo, humanos e tremendamente imperfeitos.

VEJA, 18 fev. 2009. (Adaptação).


Ao escolher esse gênero textual, o produtor do texto objetivou:

a)

construir uma apreciação irônica do filme.

b)

evidenciar argumentos contrários ao filme de Scorsese.

c)

elaborar uma narrativa com descrição de tipos literários.

d)

apresentar ao leitor um painel da obra e se posicionar criticamente.

e)

afirmar que o filme transcende o seu objetivo inicial e, por isso, perde sua qualidade.

7.

O texto oferece ao leitor informações sobre o filme filtradas pelo autor e somadas às suas avaliações pessoais. Esse recurso linguístico, próprio das resenhas, está mais bem exemplificado em:

a)

O remake O dia em que a Terra parou, filme estrelado por Keanu Reeves e com um orçamento de US$ 80 milhões, é um prato cheio para os aficionados da ficção científica. (l. 1-2)

b)

O que muitos não sabem é que o filme foi baseado no conto Farewell to the Master, do escritor Harry Bates. (l. 4-5)

c)

Mas, como apaixonado por FC [ficção científica], sou suspeito pra falar deste gênero. (l. 9-10)

d)

O universo pode ter milhões de outros planetas habitados, segundo o consagrado doutor em cosmologia e físico teórico Stephen Hawking. (l. 12-13)

8.

A ação sob um novo olhar


O cineasta Luc Besson é catalogado como o diretor francês que mais se parece com um profissional americano de Hollywood, por seus longas serem carregados de ação explosiva, além de quase sempre protagonizados por anti-heróis típicos de produções da terra do Tio Sam. A presença de astros consagrados reforça essa definição — basta lembrar filmes icônicos como “Nikita” (que virou até seriado nos EUA), “O profissional”, “O quinto elemento” e as franquias “Carga explosiva” e “Busca implacável”. A diferença de Besson está no modo inteligente como ele insere, num peculiar cinema comercial, arte e reflexão sem parecer picaretagem, conseguindo atrair a simpatia de diferentes públicos.

“Lucy” é o mais novo projeto com essa sua marca: a estrela Scarlett Johansson surge numa história que, num primeiro momento, lembra um filme de super-herói. Scarlett faz uma mulher acidentalmente envolvida na negociação de uma droga experimental, que, ao entrar em sua circulação, faz com que ela aumente a utilização de seu cérebro em 100%. A turbinada resolve então procurar um pesquisador (Morgan Freeman) do assunto, ao mesmo tempo em que um traficante está à sua procura.

Com o filme colocado dessa forma, Lucy parece uma prima próxima da personagem Viúva Negra, também interpretada por Scarlett na série de filmes com super-heróis da Marvel — igualmente com cenas eletrizantes de luta. Mas “Lucy” (no original) também faz uma reflexão em torno de questões como evolução, metafísica e tempo. Percebe-se que Besson se diverte pelo jeito como desenvolve a narrativa: a cada estágio de transformação de Lucy, o diretor intercala as explicações científicas do tal pesquisador. Tudo de maneira a sustentar o conceito por trás da trama, desenvolvido com extrema habilidade e num ritmo propositalmente acelerado com objetivo de dar credibilidade ao improvável.

A AÇÃO sob um novo olhar. Disponível em: <http://rioshow.oglobo.globo.com/cinema/eventos/criticas-profissionais/lucy-11057.aspx>. Acesso em: 16 de agosto de 2014.


O texto acima é um exemplo do gênero textual:

a)

resenha.

b)

ensaio.

c)

biografia.

d)

resumo.

e)

editorial.

9.

Texto II – Vencedor de Cannes, “Entre os muros da escola”, retrata cotidiano de estudantes franceses

Em uma escola francesa, na periferia de Paris, reúnem-se jovens de origens, etnias, religiões e hábitos muito diferentes. Como Wei, imigrante chinês estudioso e fã de games; Souleymane, filho de imigrantes malineses desinteressado nas aulas, mas com um talento secreto para a fotografia; e Esmeralda, a garota rebelde que só usa gírias durante a classe, mas lê Platão nas horas vagas. Com o giz na mão e a árdua tarefa de atrair a atenção e ensinar francês aos garotos está o professor François Marin, dedicado e apaixonado pelo ofício, mas visivelmente frustrado com a dificuldade de lidar com a falta de interesse da turma. É em torno da relação conflituosa criada na sala de aula que gira o filme de Laurent Cantet.

Os alunos de Marin são uma espécie de síntese da França atual. Filhos de imigrantes asiáticos, árabes e africanos, não se reconhecem nem como franceses nem como estrangeiros e transitam numa espécie de limbo de identidade. Do outro lado, os professores também não sabem como reagir à apatia e à falta de disciplina dos alunos. E enquanto o assunto é discutido exaustivamente em reuniões a portas fechadas, a escalada da violência na sala de aula aumenta.

Vencedor da Palma de Ouro em Cannes no ano passado, o filme é baseado no livro homônimo de François Bégaudeau – que também vive o protagonista do filme e assina o roteiro – sobre sua experiência como professor em Paris.

Apesar de ser uma ficção, a fita tem um tom documental. Com fotografia discreta e sem trilha sonora, toda a ação se passa dentro da escola.

Os personagens são interpretados por alunos e professores da escola onde foi feita a filmagem.

Para ter mais agilidade, Cantet optou pelo uso de câmeras digitais, que registraram minuciosamente gestos e expressões dos garotos.

Partindo de um roteiro inicial genérico, as cenas e os diálogos foram ganhando forma ao longo desse processo, com a participação dos adolescentes e dos professores.

FOLHA DE S. PAULO, São Paulo, 9 mar. 2009, p. 3. Folhateen. Cinema. (Adaptado).


Por se tratar de uma resenha jornalística, o autor do texto II avalia o filme recorrendo ao uso de

a)

ironia a respeito da crise política vivenciada pelo sistema educacional francês.

b)

dados que evidenciam o abismo sociocultural existente na sociedade francesa atual.

c)

informações acerca do conflito de gêneros e do papel do professor.

d)

notícias sobre a estreia do filme no festival de Cannes no ano de 2009.

e)

espaços diferentes que marcam a ambientação das cenas do filme.

10.

Vencedor de Cannes, “Entre os muros da escola”, retrata cotidiano de estudantes franceses

Em uma escola francesa, na periferia de Paris, reúnem-se jovens de origens, etnias, religiões e hábitos muito diferentes. Como Wei, imigrante chinês estudioso e fã de games; Souleymane, filho de imigrantes malineses desinteressado nas aulas, mas com um talento secreto para a fotografia; e Esmeralda, a garota rebelde que só usa gírias durante a classe, mas lê Platão nas horas vagas. Com o giz na mão e a árdua tarefa de atrair a atenção e ensinar francês aos garotos está o professor François Marin, dedicado e apaixonado pelo ofício, mas visivelmente frustrado com a dificuldade de lidar com a falta de interesse da turma. É em torno da relação conflituosa criada na sala de aula que gira o filme de Laurent Cantet.

Os alunos de Marin são uma espécie de síntese da França atual. Filhos de imigrantes asiáticos, árabes e africanos, não se reconhecem nem como franceses nem como estrangeiros e transitam numa espécie de limbo de identidade. Do outro lado, os professores também não sabem como reagir à apatia e à falta de disciplina dos alunos. E enquanto o assunto é discutido exaustivamente em reuniões a portas fechadas, a escalada da violência na sala de aula aumenta.

Vencedor da Palma de Ouro em Cannes no ano passado, o filme é baseado no livro homônimo de François Bégaudeau – que também vive o protagonista do filme e assina o roteiro – sobre sua experiência como professor em Paris.

Apesar de ser uma ficção, a fita tem um tom documental. Com fotografia discreta e sem trilha sonora, toda a ação se passa dentro da escola.

Os personagens são interpretados por alunos e professores da escola onde foi feita a filmagem.

Para ter mais agilidade, Cantet optou pelo uso de câmeras digitais, que registraram minuciosamente gestos e expressões dos garotos.

Partindo de um roteiro inicial genérico, as cenas e os diálogos foram ganhando forma ao longo desse processo, com a participação dos adolescentes e dos professores.

FOLHA DE S. PAULO, São Paulo, 9 mar. 2009, p. 3. Folhateen. Cinema. (Adaptado).


Segundo a resenha (texto I), a principal ideia defendida pelo filme Entre os muros da escola parte do argumento de que:

a)

a existência de conflitos interculturais abala os alicerces da identidade francesa.

b)

o professor promove a igualdade social em sala de aula ao romper com o abuso de poder.

c)

a diversidade multiétnica intensifica a integração sociopolítica dos indivíduos de um país.

d)

o debate ideológico entre professor e alunos favorece o amadurecimento social dos adolescentes.

e)

a comunidade francesa aceita as diferenças culturais advindas da constante imigração afro-asiática.