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Quiz dos Descritores - EACG

Total questions: 20

Worksheet time: 30mins

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Date
1.

O cachorro

As crianças sabiam que a presença daquele cachorro vira-lata em seu apartamento seria alvo da mais rigorosa censura de sua mãe. Não tinha qualquer cabimento: um apartamento tão pequeno que mal acolhia Álvaro, Alberto e Anita, além de seus pais, ainda tinha de dar abrigo a um cãozinho! Os meninos esconderam o animal em um armário próximo ao corredor e ficaram sentados na sala à espera dos acontecimentos. No fim da tarde a mãe chegou do trabalho. Não tardou em descobrir o intruso e a expulsá-lo, sob os olhares aflitos de seus filhos.

No texto, fica claro que haverá um conflito entre as crianças e a mãe, quando as crianças:

a)

Resolvem levar um cachorro para casa, mesmo sabendo que a mãe seria contra.

b)

Levam para casa um cachorro vira-lata, e não um cachorro de raça.

c)

Decidem esconder o animal dentro de um armário.

d)

Não deixam o animal ficar na sala

2.

No texto, as letras inclinadas, as nuvenzinhas rompidas, as asas e os traços usados na representação do sábado e do domingo sugerem

a)

Serenidade.

b)

Tempestade

c)

Tranquilidade

d)

Velocidade

3.

Dedé reconhece erro no clássico

Zagueiro vascaíno pede desculpas a Willians e aos torcedores pela expulsão

 

O zagueiro Dedé, do Vasco, pediu desculpas ontem ao volante Willians, do Flamengo, pela entrada violenta que deu no adversário no empate em 1 a 1 no clássico de domingo, no Engenhão, pelo Campeonato Brasileiro.

– (...) Peço desculpas ao companheiro de profissão e ao torcedor do Vasco, pois não queria ter deixado o time (...).

Mas o zagueiro seguiu a linha do técnico Paulo César Gusmão de culpar o juiz (...):

– Deixando de lado minha expulsão, o árbitro estava visivelmente nervoso e atrapalhado. Inverteu muitas faltas, irritando nosso time, me deu um cartão amarelo após eu ter levado o vermelho.

O trecho do texto que expressa uma opinião é

a)

“Peço desculpas ao companheiro de profissão...”. (. 7)

b)

“... o árbitro estava visivelmente nervoso e atrapalhado.” (.12 – 13 - 14)

c)

“Deixando de lado minha expulsão...”.(.12)

d)

“... me deu um cartão amarelo...” (. 15)

4.

A repetição, pelo eu poético, da expressão “TE AMO!” , que ecoou dentro da caverna, reforça

a)

A intensidade da paixão do eu poético.

b)

A ingenuidade do eu poético.

c)

A beleza do primeiro amor.

d)

O eco dentro da caverna.

5.

Podemos concluir que o anúncio:

a)

Promove uma marca de sapato.

b)

Divulga uma marca de objetos masculinos.

c)

Atinge o público de um modo geral.

d)

É voltado para o público feminino.

6.

Minha Namorada

Vinicius de Moraes / Carlos Lyra

 

Meu poeta eu hoje estou contente

Todo mundo de repente ficou lindo

Ficou lindo de morrer

Eu hoje estou me rindo

Nem eu mesmo sei de que

Porque eu recebi

Uma cartinhazinha de você

Se você quer ser minha namorada

Ai que linda namorada

Você poderia ser

Se quiser ser somente minha

Exatamente essa coisinha

Essa coisa toda minha

Que ninguém mais pode ter

Você tem que me fazer

Um juramento

De só ter um pensamento

Ser só minha até morrer

E também de não perder esse jeitinho

De falar devagarinho

Essas histórias de você

E de repente me fazer muito carinho

E chorar bem de mansinho

Sem ninguém saber porquê.”

[...]

A repetição dos diminutivos “cartinhazinha , coisinha , jeitinho e devagarinho” reforça a ideia

a)

Do afeto do eu poético pela sua amada.

b)

Da grande solidão vivida pelo eu poético.

c)

Da beleza especial da mulher amada.

d)

Da tristeza do eu poético por não ser amado.

7.

No trecho “Deixe a gripe pra lá”, a expressão “pra lá” é um exemplo de linguagem

a)

Informal, porque é uma expressão popular, utilizada nas conversas do dia a dia.

b)

Formal, pois é utilizada em textos escritos que exigem o uso desse tipo de linguagem.

c)

Formal, já que expressões populares e gírias fazem parte desse tipo de linguagem.

d)

Informal, haja vista essa expressão ser exigida nos textos escritos que requerem o uso desse tipo de linguagem.

8.

Minha Sombra

De manhã a minha sombra

com meu papagaio e o meu macaco

começam a me arremedar.

E quando eu saio

a minha sombra vai comigo

fazendo o que eu faço

seguindo os meus passos.

Depois é meio-dia.

E a minha sombra fica do tamaninho

de quando eu era menino.

Depois é tardinha.

E a minha sombra tão comprida

brinca de pernas de pau.

Minha sombra, eu só queria

ter o humor que você tem,

ter a sua meninice,

ser igualzinho a você.

E de noite quando, escrevo,

fazer como você faz,

como eu fazia em criança:

Minha sombra

você põe a sua mão

por baixo da minha mão,

vai cobrindo o rascunho dos meus poemas

sem saber ler e escrever.

LIMA, Jorge de. Minha Sombra. Rio de Janeiro: José Aguillar Ltda, 1958.

De acordo com o texto, a sombra imita o menino:

a)

de manhã.

b)

ao meio-dia.

c)

à tardinha.

d)

à noite.

9.

O que torna a tirinha engraçada é:

a)

A promessa feita quando casaram.

b)

O casal preferir ficar acordado, em vez de fazer as pazes.

c)

O fato de estarem cansados, por não terem dormido a noite toda.

d)

O casal ter brigado e estarem casados.

10.

O SAPO

Era uma vez um lindo príncipe por quem todas as moças se apaixonavam. Por ele também se apaixonou a bruxa horrenda que o pediu em casamento. O príncipe nem ligou e a bruxa ficou muito brava. ―Se não vai casar comigo não vai se casar com ninguém mais! Olhou fundo nos olhos dele e disse: ―Você vai virar um sapo! Ao ouvir esta palavra o príncipe sentiu estremeção. Teve medo. Acreditou. E ele virou aquilo que a palavra feitiço tinha dito. Sapo. Virou um sapo.

(ALVES, Rubem. A alegria de ensinar. Ars Poética, 1994.)

No trecho ― O príncipe NEM LIGOU e a bruxa ficou muito brava – a expressão destacada significa que

a)

não deu atenção ao pedido de casamento.

b)

não entendeu o pedido de casamento.

c)

não respondeu à bruxa.

d)

não acreditou na bruxa.

11.

Os textos publicitários são produzidos para cumprir determinadas funções comunicativas. Os objetivos desse cartaz estão voltados para a conscientização dos brasileiros sobre a necessidade de

a)

as crianças frequentarem a escola regularmente.

b)

a formação leitora começar na infância.

c)

a alfabetização acontecer na idade certa.

d)

a literatura ter o seu mercado consumidor ampliado.

e)

as escolas desenvolverem campanhas a favor da leitura.

12.

O drama das paixões platônicas na adolescência

Bruno foi aprovado por três dos sentidos de Camila: visão, olfato e audição. Por isso, ela precisa conquistá-lo de qualquer maneira. Matriculada na 8ª série, a garota está determinada a ganhar o gato do 3º ano do Ensino Médio e, para isso, conta com os conselhos de Tati, uma especialista na arte da azaração. A tarefa não é simples, pois o moço só tem olhos para Lúcia – justo a maior ―crânio da escola. E agora, o que fazer? Camila entra em dieta espartana e segue as leis da conquista elaboradas pela amiga.

REVISTA ESCOLA, março 2004, p. 63

Pode-se deduzir do texto que Bruno

a)

chama a atenção das meninas.

b)

é mestre na arte de conquistar.

c)

pode ser conquistado facilmente.

d)

tem muitos dotes intelectuais.

13.

Examine o cartum:


O efeito de humor presente no cartum decorre, principalmente, da

a)

semelhança entre a língua de origem e a local

b)

falha de comunicação causada pelo uso do aparelho eletrônico

c)

falta de habilidade da personagem em operar o localizador geográfico

d)

discrepância entre situar-se geograficamente e dominar o idioma local

e)

incerteza sobre o nome do ponto turístico onde as personagens se encontram

14.

A última fala da tirinha causa um estranhamento, porque assinala a ausência de um elemento fundamental para a instalação de um tribunal: a existência de alguém que esteja sendo acusado.


Essa fala sugere o seguinte ponto de vista do autor em relação aos usuários da internet:

a)

proferem vereditos fictícios sem que haja legitimidade do processo

b)

configuram julgamentos vazios ainda que existam crimes comprovados

c)

emitem juízos sobre os outros mas não se veem na posição de acusados

d)

apressam-se em opiniões superficiais mesmo que possuam dados concretos

15.

Leia o quadrinho acima:

“Bem, você conseguiu ferir meus sentimentos, mas eu aceito suas desculpas. Obrigada”.

Nessa fala, expressa no segundo quadrinho, a palavra destacada refere-se:

a)

À menina

b)

Ao menino

c)

Às duas crianças

d)

Aos sentimentos

16.

A função da arte

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que desco­brisse o mar.

Viajaram para o Sul.

Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.

Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:

– Me ajuda a olhar!

GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Trad. Eric Nepomuceno 5ª ed. Porto Alegre: Editora L & PM, 1997

O menino ficou tremendo, gaguejando porque

a)

a viagem foi longa.

b)

as dunas eram muito altas.

c)

o mar era imenso e belo.

d)

o pai não o ajudou a ver o mar.

17.

PRINCESA NENÚFAR ELFO-ELFA

Nasceu já bem pálida, de olhos claros e cabelos loiros, quase brancos. Foi se tornando invisível já na infância e viveu o resto da vida num castelo mal assombrado, com fantasmas amigos da família. Dizem que é muito bonita, mas é bem difícil de se saber se é verdade.

A opinião das pessoas sobre a princesa é de que ela

a)

é muito bonita.

b)

é pálida, de olhos claros.

c)

tem cabelos quase brancos.

d)

vive num castelo.

18.

Para causar o humor no texto, seu produtor se utiliza de um jogo de sentidos no uso da expressão “PETRÓLEO REFINADO”. Um dos sentidos possíveis para a palavra destacada é petróleo

a)

estruturado.

b)

mal humorado.

c)

diversificado.

d)

bem educado.

19.

Brincadeira retrô

Me lembro bem de quando era pequena e do quanto minha imaginação era fértil. Eu fui daquelas crianças que davam arrepios nos pais por conta das brincadeiras mirabolantes: a cama de casal que virava navio pirata, o sofá da sala que virava palco de teatro com direito a cortina de lençol e tudo mais... Toda vez que começava a me animar minha avó dizia: “Lá vem essa menina inventando moda”. Hoje vejo que esse era o jeito de brincar das crianças de antigamente. Não havia toda essa parafernália eletrônica, que toca música, anda, fala e não deixa nenhum espaço para a imaginação. Precisávamos inventar as nossas brincadeiras. Criança moderna não sabe brincar sozinha, tem sempre a babá, o computador, o DVD... Hoje tento incentivar meu filho a brincar assim também. Não é que eu vá jogar todos os brinquedos dele fora, mas com certeza ele vai aprender a se divertir com muito menos. Dá mais trabalho, faz mais bagunça, mas é infinitamente mais divertido.

POMÁRICO, Veri. Revista Gol, Editora Trip: s/l. s/d.

A autora desse texto defende que:

a)

as brincadeiras das crianças de antigamente eram divertidas.

b)

as brincadeiras de antigamente eram mais criativas que as atuais.

c)

as maneiras de as crianças de hoje brincarem devem ser aceitas.

d)

as crianças devem brincar com parafernálias eletrônicas.

20.

Observe a charge retirada da Folha de São Paulo:


Na charge, o autor quer chamar atenção para:

a)

A possibilidade de ser feito consórcio para a venda de pães.

b)

O aumento na venda de pães.

c)

O alto preço cobrado na venda de pães.

d)

A baixa venda de pães através de consórcio.