WorksheetsRomance Moderno - Macunaíma
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Assista ao trailler do filme Macunaíma, baseado no livro de Mario de Andrade. Em seguida, marque a alternativa CORRETA sobre esse romance, o mais importante do início do Modernismo no Brasil:
A. Macunaíma foi publicado antes do século XX, ainda no período de transição, chamado de Pré-Modernismo.
B. A história possui um caráter épico, e é considerada uma rapsódia ou seja, uma obra literária que absorve todas as tradições orais e folclóricas de um povo.
C. Macunaíma era um personagem feminino, uma indígena que foi viver na cidade grande.
D. Essa obra não é representante do Modernismo brasileiro, pois seu autor era parnasiano.
Marque a única alternativa que não contém características do período literário do Modernismo:
Linguagem coloquial (popular)
Narrativa inovadora e experimental, com recortes e adequação à fala
Personagem como anti-herói, cheio de defeitos
Há apenas elementos da cultura indígena nesta obra
A obra reúne lendas, provérbios, mitos indígenas e sertanejos, fragmentos da cultura sul-americana
“Chamado de rapsódia por Mário de Andrade, o livro "Macunaíma" é construído a partir de uma série de lendas a que se misturam superstições, provérbios e anedotas. O tempo e o espaço não obedecem a regras de verossimilhança, e o fantástico se confunde com o real durante toda a narrativa.
Verdadeiro
Falso
Relacione:
Macunaíma
Significa "O grande mau"
"Si" o incitavam a falar exclamava: - Ai que preguiça!
Reprodução da fala na escrita.
Herói sem nenhum caráter
Anti-herói, mentiroso, manhoso, preguiçoso.
Mário de Andrade
Um dos principais autores da Primeira Geração Modernista, autor de Macunaíma.
Osvald de Andrade
Um dos principais autores da Primeira Geração Modernista, autor do Manifesto Antropofágico.
O herói depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava branco loiro e olhos azuizinhos, água lavara o pretume dele. E ninguém seria capaz mais de indicar nele um filho da tribo retinta dos Tapanhumas. Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se atirou na marca do pezão. Porém a água já estava muito suja da negrura do herói e por mais que Jiguê esfregasse feito maluco atirando água para todos os lados só conseguiu ficar da cor do bronze novo. Macunaíma teve dó e consolou: – Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, porém pretume foi-se e antes fanhoso que sem nariz. Maanape então é que foi se lavar, mas Jiguê esborrifara toda água encantada para fora da cova. Tinha só um bocado lá no fundo e Maanape conseguiu molhar só a palma dos pés e das mãos. Por isso ficou negro bem filho da tribo dos Tapanhumas. Só que as palmas das mãos e dos pés dele são vermelhas por terem se limpado na água santa. Macunaíma teve dó e consolou: – Não se avexe, mano Maanape, não se avexe não, mais sofreu nosso tio Judas!2
Este trecho aborda a miscigenação da população brasileira.
Pode-se observar uma crítica racial na qual o próprio Macunaíma deprecia as outras raças.
O texto escrito é muito mais complexo do que o trecho adaptado para o cinema.
Iriqui, a companheira de Jiguê, representa o empoderamento feminino na cena estudada.
