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T1F4 2023 - Filosofia Contemporânea

Total questions: 15

Worksheet time: 30mins

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1.

A desconfiança na capacidade humana de conhecer a realidade objetiva e de ter acesso transparente a si mesmo, configura uma nova tendência da filosofia contemprânea, que ficou conhecida como:

a)

Crise da religião

b)

Crise da razão

c)

Crise da ciência

d)

Crise das artes

2.

A reação ao racionalismo iluminista isto é, a crença de que a razão seria capaz de alcançar a verdade, também se manifestou no séc. XIX, com o movimento que passou a valorizar a subjetividade, que foi o:

a)

Romântico

b)

Modernista

c)

Pós-modernista

d)

Iluminista

3.

No contexto histórico do século XX, o mundo foi marcado por vários conflitos, exceto:

a)

Duas grandes guerras

b)

Guerra fria

c)

Corridas armamentistas

d)

Fortalecimento de governos anarquistas

4.

Para Kierkegaard, a existência é permeada por contradições que a razão é:

a)

Capaz de solucionar

b)

Incapaz de solucionar

c)

Incompreendida

d)

Perfeita

5.

Kierkegaard é um filósofo dinamarquês, conhecido como o pai do (a):

a)

Cientificismo

b)

Racionalismo

c)

Existencialismo

d)

Fenomenologia

6.

A disposição do espírito diante da liberdade de escolhas pelo indivíduo, ocorre para Kierkegaard, através da:

a)

dor

b)

desespero

c)

esperança

d)

angústia

7.

O que caracteriza a Filosofia Contemporânea?

a)

Crítica aos modelos filosóficos desenvolvidos até a modernidade e critica ao padrão de racionalidade.

b)

Deus é o centro e a religião deve ser mais importante que a razão.

c)

A valorização da razão, a tentativa de estabelecer os limites do conhecimento humano.

d)

Investigação sobre os processos de conhecimento.

8.

Os filósofos Kierkegaard, Heidegger e Sartre são pensadores da existência humana e consideram como temas: a existência, a decisão, a angústia, a liberdade.

a)

certo

b)

errado

9.

(ENEM 2016)

Ser ou não ser — eis a questão.

Morrer — dormir — Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!

Os sonhos que hão de vir no sono da morte

Quando tivermos escapado ao tumulto vital

Que dá à desventura uma vida tão longa.

(SHAKESPEARE, W. Hamlet, Porto Alegre: L&PM, 2007)

Este solilóquio pode ser considerado um precursor do existencialismo ao enfatizar a tensão entre

a)

dependência paterna e impossibilidade de ação.

b)

racionalidade argumentativa e loucura iminente.

c)

tragicidade da personagem e ordem do mundo.

d)

consciência de si e angústia humana.

10.

As formas de vida contemporânea, segundo o sociólogo polonês [Zygmunt Bauman], se assemelham pela vulnerabilidade e fluidez, incapazes de manter a mesma identidade por muito tempo, o que reforça um estado temporário e frágil das relações sociais e dos laços humanos. Essas mudanças de perspectivas aconteceram em um ritmo intenso e vertiginoso a partir da segunda metade do século XX. Com as tecnologias, o tempo se sobrepõe ao espaço. Podemos nos movimentar sem sair do lugar. Disponível em: . Acesso em: 8 abr.2017.

No trecho acima, Zygmunt Bauman, considerado um dos principais filósofos da contemporaneidade, define o tempo presente como

a)

efemeridades

b)

pós-modernos

c)

hipermodernos

d)

modernidade líquida

11.

(Enem 2020) Em A morte de Ivan llitch, Tolstoi descreve com detalhes repulsivos o terror de encarar a morte iminente. Ilitch adoece depois de um pequeno acidente e logo compreende que se encaminha para o fim de modo impossível de parar. “Nas profundezas de seu coração, ele sabia estar morrendo, mas em vez de se acostumar com a ideia, simplesmente não o fazia e não conseguia compreendê-la”.

KAZEZ. J O peso das coisas filosofia para o bem-viver. Rio de Janeiro: Tinta Negra. 2004.

O texto descreve a experiência do personagem de Tolstoi diante de um aspecto incontornável de nossas vidas.

Esse aspecto foi um tema central na tradição filosófica

a)

Marxista, no contexto do materialismo histórico.

b)

Utilitarista, no sentido da racionalidade das ações.

c)

Pós-modernista, na discussão da fluidez das relações.

d)

Existencialista, na questão do reconhecimento de si.

12.

(Enem 2018) De certo modo o toxicômano diz a verdade sobre nossa condição social atual, quer dizer, temos a tendência de tornarmo-nos todos adictos em relação a determinados objetos, cuja presença se tornou para nós indispensável. Todas as nossas referências éticas ou morais não têm nada de sério diante do toxicômano, porque fundamentalmente somos viciados como ele.

MELMAN, C. Novas formas clínicas no início do terceiro milênio. Porto Alegre: CMC, 2003.

No trecho, o autor propõe uma analogia entre o vício individual e as práticas de consumo sustentada no argumento da

a)

Exposição da vida privada.

b)

Reinvenção dos valores tradicionais.

c)

Dependência das novas tecnologias.

d)

Banalização de substâncias psicotrópicas.

13.

(Enem Libra 2017) Galileu, que detinha uma verdade científica importante, abjurou-a com a maior facilidade, quando ela lhe pôs a vida em perigo. Em um certo sentido, ele fez bem. Essa verdade valia-lhe a fogueira. Se for a Terra ou o Sol que gira em torno um do outro é algo profundamente irrelevante. Resumindo as coisas, é um problema fútil. Em compensação, vejo que muitas pessoas morrem por achar que a vida não vale a pena ser vivida. Vejo outras que se fazem matar pelas ideias ou ilusões que lhes proporcionam uma razão de viver (o que se chama de razão de viver é, ao mesmo tempo, uma excelente razão de morrer). Julgo, portanto, que o sentido da vida é a questão mais decisiva de todas. E como responder a isso?

CAMUS, A. O mito de Sísifo: ensaio sobre o absurdo. Rio de Janeiro: Record, 2004 (adaptado).

O texto apresenta uma questão fundamental, na perspectiva da filosofia contemporânea, que consiste na reflexão sobre vínculos entre a realidade concreta e a

a)

Condição da existência no mundo.

b)

Abrangência dos valores religiosos.

c)

Percepção da experiência no tempo.

d)

Transitoriedade das paixões humanas.

14.

Na filosofia contemporânea...

a)

as correntes filosóficas desenvolvidas sobretudo entre os séculos XIX e XX passaram a se dedicar ao sentido ou à significação que o ser humano estabelece para as coisas.

b)

a atenção estava voltada para as possibilidades e os limites do conhecimento humano.

c)

se indagava sobre as coisas que existem, sobre o Ser e os princípios do existente.

d)

as teorias eram baseadas na justificação racional da fé cristã.

15.

Kierkegaard entende que, ainda que busquemos tomar as decisões mais acertadas, nunca podemos ter certeza de que as coisas se desenvolverão como planejamos. Diante de nós há sempre o imponderável, e aquele que nos parecia o melhor caminho pode nos conduzir à ruí­na.

a)

Verdadeiro

b)

Falso