WorksheetsRENASCIMENTO
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“O Feudalismo europeu ocidental entrou num período de crise aguda no século XIV e daí por diante se desintegrou, com maior ou menor rapidez, em diferentes regiões”. (SWEEZY, Paul et al. A transição do feudalismo para o capitalismo – um debate.)
As razões fundamentais dessa crise foram, EXCETO,
a superexploração do trabalho dos servos pelos nobres, que exigiam deles um maior tempo de trabalho.
as revoltas camponesas e urbanas atribuídas à miséria que passou a caracterizar a vida de camponeses e trabalhadores.
o esgotamento das forças produtivas acentuado pela crise demográfica derivada da Peste Negra.
a descoberta de novas minas de ouro e prata em territórios alemães, gerando a disputa entre várias nações pelo seu domínio.
falência do modelo produtivo centrado no campo e nas grandes faixas de terras controladas por senhores feudais.
adaptado) Entre os séculos XI e XIII, a Europa passou por um processo de grande desenvolvimento econômico, graças ao aumento da produção agrícola e à expansão comercial e urbana. Entretanto, no final do século XIII, esse desenvolvimento desacelerou. Essa situação, chamada “crise do século XIV”, foi provocada por vários motivos, com destaque para:
a destruição das plantações por pragas e as Cruzadas.
a abertura do Mar Mediterrâneo e a troca de servos por trabalhadores assalariados.
a crise do açúcar e a Contrarreforma.
a Guerra dos Cem Anos e a peste negra.
as invasões normandas e a invenção da imprensa.
Entre os séculos XV e XVIII, a transição do feudalismo para o capitalismo, no mundo ocidental, engloba um conjunto de transformações econômicas e sociais, entre as quais identificamos corretamente a(o):
fragmentação da propriedade fundiária senhorial e monárquica.
substituição da produção das manufaturas pelo sistema de corporações de ofícios.
supremacia das rotas terrestres e mediterrâneas no comércio com o oriente.
fortalecimento dos laços de servidão e vassalagem.
desenvolvimento da vida urbana através das atividades comerciais.
Ainda hoje a palavra Renascimento evoca a ideia de uma época dourada e de homens libertos dos constrangimentos sociais, religiosos e políticos do período precedente. Nessa “época dourada”, o individualismo, o paganismo e os valores da Antiguidade Clássica seriam cultuados, dando margem ao florescimento das artes e à instalação do homem como centro do universo.
(Tereza Aline Pereira de Queiroz. O Renascimento, 1995. Adaptado.)
O texto refere-se a uma concepção acerca do Renascimento cultural dos séculos XV e XVI que:
projeta uma visão negativa da Idade Média e identifica o Renascimento como a origem de valores ainda hoje presentes.
estabelece a emergência do teocentrismo e reafirma o poder tutelar da Igreja Católica Romana.
caracteriza a história da arte e do pensamento como desprovida de rupturas e marcada pela continuidade nas propostas estéticas.
valoriza a produção artística anterior a esse período e identifica o Renascimento como um momento de declínio da criatividade humana.
afirma o vínculo direto das invenções e inovações tecnológicas do período com o pensamento mítico da Antiguidade.
foi um movimento artístico, cultural e científico que surgiu na Itália, no século XV e se expandiu para outras regiões da Europa, trazendo renovação nas áreas de filosofia, política, economia, cultura, artes, ciência, dentre outras.
(a)
Sobre o desenvolvimento do pensamento moderno no Ocidente, entre os séculos XIV e XVIII, é correto afirmar que:
os estudos empíricos sobre a natureza, realizados no Renascimento, contribuíram para o desenvolvimento da ciência europeia.
o abandono do dogma cristão pelo pensamento humanista motivou a criação dos tribunais do Santo Ofício para combater as heresias.
a filosofia foi marcada por uma completa ruptura em relação à visão de mundo, elaborada durante a antiguidade.
a Reforma Protestante caracterizou-se pela reafirmação dos valores institucionais da Igreja e pela defesa do papado.
a rígida separação social entre a elite letrada e a população camponesa impedia o desenvolvimento de práticas culturais populares.
é uma teoria filosófica que argumenta que todo o conhecimento humano deve ser adquirido de experiências sensoriais. Ou seja, a partir de suas vivências, e não instintos ou conhecimento nato, os indivíduos vão adquirindo saberes, consciência e aprendizado.
(a)
Os humanistas e artistas do Renascimento italiano apregoavam a “volta aos Antigos” como fundamento de suas ações no presente.
Assinale a alternativa que expressa o que era entendido por “volta aos Antigos”.
) Dar continuidade ao pensamento medieval, em particular aos preceitos da Escolástica que apregoava a conciliação da fé cristã com a razão fundada na tradição grega de Platão e Aristóteles.
Tomar como fundamento exclusivamente as Escrituras Sagradas – o Antigo e o Novo Testamento – na medida em que as formas culturais deveriam estar a serviço da religião.
Inspirar-se na arte e na cultura da civilização greco-romana que teria sido desvalorizada pelo pensamento medieval, o qual limitava a liberdade do indivíduo.
Imitar fielmente as atitudes dos homens da antiguidade, em seu modo de escrever, falar, esculpir, pintar, construir, se vestir, entre outras. Assim, sentiam-se alcançando as glórias do passado.
Reagir ao movimento que defendia a autoridade do presente em relação ao Antigo e exigia uma ruptura total com o passado.
é a filosofia moral que coloca os humanos como os principais numa escala de importância, no centro do mundo.
(a)
“Leonardo [da Vinci] analisou a anatomia humana durante toda sua vida; considerava que a natureza havia criado todas as coisas visíveis que poderiam tornar-se pintura. (...) Escrevendo sobre o horror de cadáveres esquartejados com os quais costumava passar as noites, Da Vinci diz que de nada lhe serviriam caso não soubesse também desenhar perfeitamente; a dissecção de corpos deveria ser acompanhada por um conhecimento da perspectiva, dos métodos de demonstração geométrica, do método do cálculo de força e de poder dos músculos. A pintura deveria levar em conta os fenômenos naturais, a estrutura das coisas, o mecanismo dos corpos.”
Teresa Aline Pereira de Queiroz. O renascimento. São Paulo: Edusp, 1995, p. 55.
O texto refere-se a três características centrais do Renascimento cultural dos séculos XV e XVI:
o naturalismo, a rusticidade das representações e o simbolismo.
o abstracionismo, o contraste entre claro e escuro e a despreocupação com as proporções na representação do corpo.
o experimentalismo, a pesquisa científica e a valorização do homem.
o reconhecimento da submissão absoluta do homem a Deus, o platonismo e a ausência de perspectiva.
a valorização do corpo e de tudo que ele expressa.
é um pensamento filosófico que coloca o homem como indivíduo central para o entendimento do mundo.
(a)
Leia atentamente os relatos a seguir:
"O pintor que trabalha rotineira e apressadamente, sem compreender as coisas, é como o espelho que absorve tudo o que encontra diante de si, sem tomar conhecimento".
“Experiência, mãe de toda a certeza”
“Só o pintor universal tem valor”
São trechos de Leonardo da Vinci, personagem destacada do Renascimento. Neles, o autor exalta compreensão, experiência, universalismo, valores que marcaram o:
Teocentrismo, como princípio básico do pensamento moderno.
Epicurismo, em alusão aos princípios dominantes na Idade Média.
Humanismo, como postura ideológica que configurou a transição para a Idade Moderna.
Confucionismo, por sua marcada oposição ao conjunto dos conhecimentos orientais.
Escolasticismo, dado que admitia a fé como única fonte de conhecimento.
A Renascença, aquele período histórico em que os valores deste mundo passaram a suplantar os do além-túmulo, floresceu na Itália aproximadamente à época em que Colombo descobriu a América. Sob seu impulso, o individuo percebeu ser o artífice e diretor do próprio destino, em vez de atribuir esse mérito a Deus. Suas necessidades, ambições e desejos, seus prazeres e posses, sua mente, sua arte, seu poder, sua glória eram o propósito da vida.
(Barbara W. Tuchman, A Marcha da Insensatez – de Troia ao Vietnã, Bestbolso, Rio de Janeiro, 2012, p. 73).
Tendo como base a leitura do texto, bem como seus conhecimentos, é possível afirmar que o movimento citado no texto tinha como fundamento
Consolidar a mentalidade religiosa medieval.
Definir um modo de vida com base no pensamento teocêntrico.
Questionar os valores burgueses.
Condenar as descobertas marítimas.
Difundir o humanismo e o antropocentrismo.
As transformações culturais ocorridas na Europa dos séculos XIV a XVI ficaram conhecidas como Renascimento.
Foram características deste movimento:
Misticismo e tentativas de reinterpretar o cristianismo.
Teocentrismo e recuperação de línguas clássicas (latim e grego).
Individualismo e utilização de novos recursos como a perspectiva no desenho e na pintura.
Racionalismo e críticas ao período conhecido como Antiguidade Clássica.
Antropocentrismo e rejeição de temas religiosas nas produções artísticas.
No dia 31 de Outubro de 1517, o monge e doutor em teologia Martinho Lutero publicou em Wittemberg as suas 95 teses sobre questões a serem debatidas com outros teólogos católicos.
Entre as posições defendidas, e que acabaram por levar ao rompimento de Lutero com a Igreja Católica, estavam
a afirmação de que todo cristão batizado poderia ser o seu próprio sacerdote, o questionamento do dogma da infalibilidade papal e o princípio da salvação pela fé.
o reconhecimento apenas do batismo, da eucaristia, do casamento e da extrema unção como sacramentos cristãos válidos.
a reafirmação do culto aos santos locais e da Virgem, e a validação do casamento de qualquer membro da Igreja.
o uso da Inquisição e do Index como instrumentos de combate aos desvios doutrinais e o reconhecimento da infalibilidade papal na orientação teológica da cristandade.
A Reforma Protestante, iniciada em 1517 com Lutero, espalhou-se pela Europa nas décadas seguintes, alimentando revoltas sociais e conflitos políticos. Entre os reformadores, Calvino mostrou-se mais radical em sua crítica ao catolicismo por que:
negava qualquer tipo de autoridade religiosa, pois afirmava a supremacia absoluta do indivíduo e da sua capacidade de, ao ler a Bíblia, atingir a graça do conhecimento como caminho para a salvação.
criticava as igrejas nacionais e as lideranças dos reis nos cultos, entendendo que os fiéis atingiriam a salvação por meio de boas obras como a conversão dos pecadores pela pregação da palavra de Deus.
afirmava a predestinação absoluta dos eleitos de Deus, reconhecíveis por sinais tais como uma vida simples e austera, a frequência ao culto, o trabalho árduo e honesto, e o cuidado com a família.
indicava que a salvação pela fé poderia ser conseguida também com o uso da razão, e que os fiéis que viveram uma vida santa e celibatária eram modelos a serem discutidos e ensinados nos seminários.
a indicação que os eleitos são aqueles que desenvolvem boas ções.
No início da Era Moderna, a Igreja Católica foi abalada por uma série de acontecimentos que levaram a significativas mudanças internas e ao surgimento de novas religiões na Europa.
Entre as ideias dos principais reformadores e contra - reformadores, podemos encontrar a(o):
I. Criação do Index.
II. Predestinação.
III. Criação da Companhia de Jesus.
IV. Uso da língua inglesa.
V. A Bíblia como fonte de fé e livre exame.
VI. Extinção da hierarquia eclesiástica.
Assinale, abaixo, a alternativa que apresenta ideias relacionadas com a Igreja Calvinista.
III, V e VI.
I, II e VI.
II, V e VI.
I, II e V.
II, IV e V.
O monarca Henrique VIII governou a Inglaterra entre 1509 e 1547. Durante esse turbulento período:
o catolicismo foi consolidado na Inglaterra, por ação direta do rei, que se manteve aliado a Roma contra os monarcas ibéricos.
a liberdade de culto foi implementada, favorecendo a constituição de diversos grupos religiosos após a Reforma Protestante.
o casamento civil, desvinculado da cerimônia religiosa, foi estabelecido como alternativa para os diversos matrimônios do rei.
uma nova religião se formou, marcada por uma estrutura sacerdotal ligada diretamente ao Estado inglês e aos interesses do rei.
medidas legais foram criadas para impedir as mulheres de participarem da linha sucessória na monarquia inglesa.
é uma tradição cristã ocidental que se desenvolveu a partir das práticas, liturgia e identidade da Igreja da Inglaterra após a Reforma Inglesa, no contexto da Reforma Protestante na Europa.
(a)
Reforma Protestante rompeu com a unidade cristã existente na Europa e deu origem a uma reforma religiosa na Igreja Católica, a chamada Contrarreforma.
A esse respeito marque a alternativa incorreta.
O combate ao lucro e à usura, bases da vida comercial e financeira que se dinamizava ao final da Idade Média, mostrava o descompasso da Igreja romana em relação às transformações ocorridas na sociedade.
A ideias de Lutero centravam-se na salvação pela fé e na leitura direta e interpretação pessoal do Evangelho, além de contestarem a supremacia da Igreja sobre o Estado.
Exaltando o trabalho e a poupança na conduta humana, Calvino consagrava valores morais e políticos defendidos pela burguesia mercantil.
A Contrarreforma significou a tentativa da Igreja Católica de reorganizar-se com base em princípios liberais: abrandamento da hierarquia clerical, e da autoridade papal, tolerância quanto aos hereges e abandono de censura.
A busca por equilíbrio entre os interesses das igrejas protestantes e os da igreja católica.
O Concílio de Trento foi a resposta institucional da Igreja Católica à Reforma Protestante. Duas instituições da Igreja Católica desempenharam papel crucial nesse contexto — o Tribunal do Santo Ofício e a Companhia de Jesus.
Essas instituições tinham o papel de, respectivamente:
Investigar reis e nobres e apropriar-se das riquezas dos estados absolutistas.
Recolher tributos para o clero e construir a nova sede da Igreja em Jerusalém.
Investigar casos de heresia e administrar as feitorias e capitanias em outros continentes.
Investigar casos de heresia e difundir a fé cristã em outros continentes.
Cobrar impostos dos protestantes e comercializar escravos na África.
Um dos principais aspectos da tradição católica que foram reafirmados pelo Concílio de Trento (1545-1563) foi:
a mediação interpretativa da verdade revelada pelos sacerdotes e doutores da tradição da Igreja.
a salvação exclusiva pela fé.
a dissolução da proibição do celibato clerical.
a defesa da tese da predestinação.
a refutação da ideia de Trindade.
ocorre quando alguém tem um pensamento diferente de um sistema ou de uma religião, sendo assim quem pratica heresia, é considerado um herege.
(a)
ÍNDEX LIBRORUM uma lista de publicações proibidas consideradas hereges pela Santa Sé.
(a)
é uma das esculturas mais famosas do artista renascentista Michelangelo
(a)
