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WorksheetsÉtica e Moral
Total questions: 15
Worksheet time: 8mins
O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e morais adequados, mas vive sob o espectro da corrupção, revela pesquisa. Se o país fosse resultado dos padrões morais que as pessoas dizem aprovar, pareceria mais com a Escandinávia do que com Bruzundanga (corrompida nação fictícia de Lima Barreto).
O distanciamento entre “reconhecer” e “cumprir” efetivamente o que é moral constitui uma ambiguidade inerente ao humano, porque as normas morais são:
decorrentes da vontade divina e, por esse motivo, utópicas.
parâmetros idealizados, cujo cumprimento é destituído de obrigação.
amplas e vão além da capacidade de o indivíduo conseguir cumpri-las integralmente.
criadas pelo homem, que concede a si mesmo a lei à qual deve se submeter.
cumpridas por aqueles que se dedicam inteiramente a observar as normas jurídicas.
O que é ética? O que é moral? No encaminhamento dessas questões, precisamos voltar ao sentido originário da ética e da moralidade. Todas as morais, por mais diversas, nascem de um transfundo comum, que é a ética. A Ética somente existe no singular, pois pertence à natureza humana, presente em cada
pessoa, enquanto a moral está sempre no plural, porque são as distintas formas de expressão cultural da ética (BOFF, Leonardo, Ethos Mundial, 2003, p. 27-28. Adaptado.).
Acerca desse assunto, analise os itens seguintes:
I – A ética se constitui como ciência da moral. A ética é teoria, parte do fato da existência da história da moral.
II – A esfera da ética é o campo de investigação da moral, área da filosofia que fundamenta as questões dos valores.
III – A moral é a área da filosofia que procura investigar todos os problemas apresentados pelo agir humano, relacionados com os valores éticos.
IV – Um dos grandes problemas da ética diz respeito à polêmica entre o relativismo moral e ética objetiva. Ou seja, os que defendem que os valores éticos são objetivos e universais e os que enfatizam que toda moral é relativa à determinada cultura.
V – A filosofia moral, mesmo sendo uma só em princípio, constituída de preceitos concretos, que orientam o comportamento humano e lhe dão forma, há de mudar conforme vai mudando o material histórico.
Estão CORRETOS:
I, II e V
II, III e V
I, IV e V
II, III e IV
I, III e V
No pensamento ético-político de Platão, a organização no Estado Ideal reflete a justiça concebida como a disposição das faculdades da alma que faz com que cada uma delas cumpra a função que lhe é própria. No Livro V de A República, Platão apresenta o Estado Ideal como governo dos melhores selecionados. Para garantir que a raça dos guardiões se mantivesse pura, o filósofo escreveu:
É preciso que os homens superiores se encontrem com as mulheres superiores o maior número de vezes possível, e inversamente, os inferiores com as inferiores, e que se crie a descendência daqueles, e a destes não, se queremos que o rebanho se eleve às alturas. (Adaptado de: PLATÃO. A República. 7. ed. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1993, p. 227-228.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento ético-político de Platão é correto afirmar:
No Estado Ideal, a escolha dos mais aptos para governar a sociedade expressa uma exigência que está de acordo com a natureza.
O reconhecimento da honra como fundamento da organização do Estado Ideal torna legítima a supremacia dos melhores sobre as classes inferiores.
O Estado Ideal apresenta-se como a tentativa de organizar a sociedade dos melhores fundada na riqueza como valor supremo.
O Estado Ideal prospera melhor com uma massa humana difusamente misturada, em que os homens e mulheres livremente se escolhem.
Platão: “A massa popular é assimilável por natureza a um animal escravo de suas paixões e de seus interesses passageiros, sensível à lisonja, inconstante em seus amores e seus ódios; confiar-lhe o poder é aceitar a tirania de um ser incapaz da menor reflexão e do menor rigor. Quanto às pretensas discussões na Assembleia, são apenas disputas contrapondo opiniões subjetivas, inconsistentes, cujas contradições e lacunas traduzem bastante bem o seu caráter insuficiente” (Citado por: CHATELET, F. História das Ideias Políticas. Rio de Janeiro: Zahar, 1997, p. 17).
Os argumentos de Platão, filósofo grego da antiguidade, evidenciam uma forte crítica à:
Oligarquia
República
Democracia
Monarquia
“Platão distingue o mundo sensível, o dos fenômenos, do mundo inteligível, o das idéias. O mundo sensível, percebido pelos sentidos, é o local da multiplicidade, do movimento; é ilusório, pura sombra do verdadeiro mundo. O mundo inteligível é alcançado pela dialética ascendente, que fará a alma elevar-se das coisas múltiplas e mutáveis às idéias unas e imutáveis” (ARANHA, Maria Lúcia de Ar-ruda. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2013, p. 119. Adaptado).
Interpretando o texto acima, a relação da verdade com o mundo sensível e com o mundo inteligível é:
A verdade está exclusivamente nas ideias do mundo inteligível e ela não depende do mundo sensível.
A verdade está exclusivamente no mundo sensível e o mundo inteligível é o mundo dos ideais da imaginação.
A verdade está fora do mundo sensível e do mundo inteligível e só é alcançada pela alma depois da morte.
A verdade está nas ideias do mundo inteligível e é obtida através das experiências no mundo sensível.
A verdade está nas ideias do mundo inteligível e o mundo inteligível é uma cópia do mundo sensível.
No centro da imagem, o filósofo Platão é retratado apontando para o alto. Esse gesto significa que o conhecimento se encontra em uma instância na qual o homem descobre a
Suspensão do juízo como reveladora da verdade.
Realidade inteligível por meio do método dialético.
Salvação da condição mortal pelo poder de Deus.
Essência das coisas sensíveis no intelecto divino.
Ordem intrínseca ao mundo por meio da sensibilidade.
A felicidade é portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade. ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010. Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a identifica como
Busca por bens materiais e títulos de nobreza.
Plenitude espiritual a ascese pessoal.
Finalidade das ações e condutas humanas.
Conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.
Expressão do sucesso individual e reconhecimento público.
Na obra de Aristóteles, a Ética é uma ciência prática, concepção distinta da de Platão, referida a um tipo de saber voltado à ação. Na Ética a Nicômaco, Aristóteles destaca uma excelência moral determinante para a constituição de uma vida virtuosa. Esta excelência moral tão importante é a:
Coragem.
Retórica.
Verdade.
Prudência ou moderação.
Para Platão, o mundo sensível, que se percebe pelos sentidos, é o mundo da multiplicidade, do movimento, do ilusório, sombra do verdadeiro mundo, isto é, o mundo inteligível das ideias. Sobre a filosofia de Platão, assinale o que for incorreto.
É com a teoria da reminiscência que Platão explica como é possível ultrapassar o mundo das aparências; essa teoria permite explicar como os sentidos servem apenas para despertar na alma as lembranças adormecidas do mundo das ideias.
Para Platão, um homem só é um homem enquanto participa da ideia de homem.
Platão distingue quatro graus de conhecimentos: crença, opinião, raciocínio e intuição intelectual. O raciocínio, que se realiza de maneira perfeita na matemática, purifica o pensamento das crenças e opiniões e o conduz à intuição intelectual, ao verdadeiro conhecimento, isto é, às essências das coisas – às ideias.
A teoria cosmológica do primeiro motor imóvel e a teoria estética da mimeses, de Aristóteles, fundamentam-se na teoria platônica da participação entre o mundo fenomênico e o mundo das ideias.
Tendo o fragmento do texto de Platão como referência inicial, julgue o item a seguir, acerca da teoria da reminiscência platônica.
Conforme a teoria da reminiscência platônica, os sentidos são as ferramentas que despertam na alma as lembranças latentes.
Certo
Errado
Considerando a história contada por Platão no livro VII da República, mais conhecida como Mito da Caverna, podemos deduzir que:
O homem, apesar de nascer bom, puro e de posse da verdade, pode desviar-se e passar a acreditar em outro mais perfeito de puras ideias.
A caverna, na alegoria platônica, representa tudo aquilo que impede o surgimento da consciência filosófica, que possibilitaria uma ascensão para o mundo inteligível.
O homens devem se libertar da crença na existência em outro mundo e buscar resolver seus conflitos aprofundando-se em sua interioridade.
Não podemos confiar apenas na razão, pois somente guiados pelos sentimentos e testemunhos dos sentidos poderemos alcançar a verdade.
Para Aristóteles, as ações humanas voluntárias são livres, pois a escolha entre a virtude e o vício depende da vontade do indivíduo como um princípio de agir por si mesmo.
Falso
Verdadeira
A virtude, para Aristóteles, é a equidistância entre dois vícios, um por excesso, outro por falta.
Certo
Errado
Para Aristóteles, o homem virtuoso será o bom cidadão, ou seja, aquele que vive sob as normas da justiça.
Verdadeiro
Falso
A alegoria da caverna, escrita por Platão, é uma representação, uma metáfora sobre o mundo, concebida por ele para explicar o modelo de um mundo dual: um racional, verdadeiro, e outro sensível, falso.
Certíssimo
Errado
