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Fato ou opinião - Emir

Total questions: 10

Worksheet time: 20mins

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1.

Leia o texto abaixo e responda à questão.

O guarani

A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de

verdura banhando-se nas águas da corrente; as palmas que se abriam

formavam no centro um berço mimoso, onde os dois amigos, estreitando-se,

pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida. [...]

— [...] Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos. [...] Falou

com um tom solene:

“Foi longe, bem longe dos tempos de agora. As águas caíram, e começaram

a cobrir toda a terra. Os homens subiram ao alto dos montes; um só ficou na

várzea com sua esposa.

Era Tamandaré; forte entre os fortes; sabia mais que todos. [...]

Tamandaré tomou sua mulher nos braços e subiu com ela ao olho da

palmeira; aí esperou que a água viesse e passasse; a palmeira dava frutos

que os alimentavam.

A água veio, subiu e cresceu; o sol mergulhou e surgiu uma, duas e três

vezes. A terra desapareceu; a árvore desapareceu; a montanha desapareceu.

A água tocou o céu; e o Senhor mandou então que parasse. O sol

olhando só viu céu e água, e entre a água e o céu, a palmeira que boiava

levando Tamandaré e sua companheira. [...]

Quando veio o dia, Tamandaré viu que a palmeira estava plantada no meio

da várzea; e ouviu a avezinha do céu, o guanumbi, que batia as asas. [...]”

Cecília o ouvia sorrindo, e bebia uma a uma as suas palavras, como sefossem

as partículas do ar que respirava; parecia-lhe que a alma de seu amigo, [...]

desprendia do seu corpo, [...] e vinha embeber-se no seu coração, que se

abria para recebê-la.

A água subindo molhou as pontas das largas folhas da palmeira, e umagota,

resvalando pelo leque, foi embeber-se na alva cambraia das roupas deCecília.

[...]

Peri, alucinado, suspendeu-se aos cipós que se entrelaçavam pelos ramos

das árvores já cobertas de água, e com esforço desesperado, cingindoo tronco

da palmeira nos seus braços hirtos, abalou-o até as raízes. [...]

Ambos, árvore e homem, embalançaram-se no seio das águas: a haste

oscilou; as raízes desprenderam-se da terra já minada profundamente pela

torrente.

A cúpula da palmeira, embalançando-se graciosamente, resvalou pela flor da

água como um ninho de garças ou alguma ilha flutuante, formada pelas

vegetações aquáticas.

Peri estava de novo sentado junto de sua senhora quase inanimada e,

tomando-braços, disse-lhe com um acento de ventura suprema:

— Tu viverás!... [...]

A palmeira arrastada pela torrente impetuosa fugia...E sumiu-se no horizonte.

(ALENCAR, José de. O guarani. Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.

gov.br/arquivos/File/2010/literatura/ obras_completas_literatura_brasileira

eportuguesa/JOSE_ALENCAR/GUARANI /P4_C11.HTML>. Acesso em: 5 jun. 2012. Fragmento.)

Há uma opinião expressa no trecho:

a)

A) “... parecia uma ilha de verdura banhando-se nas águas da corrente; ...”.

(1° parágrafo)

b)

B) “... estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, ...”. (1°

parágrafo)

c)

C) “...Tamandaré viu que a palmeira estava plantada no meio da várzea; ...”.

(8° parágrafo)

d)

D) “... vinha embeber-se no seu coração, que se abria para recebê-la.”. (9°

parágrafo)

e)

E) “... tomando-a nos braços, disse-lhe com um acento de ventura...”. (15°

parágrafo)

2.

Leia o texto a seguir e responda à questão.

Senhora

Aurélia passava agora as noites solitárias. Raras vezes aparecia Fernando,

que arranjava uma desculpa qualquer para justificar sua ausência.A menina

que não pensava em interrogá-lo, também não contestava esses fúteis

inventos. Ao contrário buscava afastar da conversa o tema desagradável. [...]

Pensava ela que não tinha nenhum direito a ser amada por Seixas; e,pois,

toda a afeição que lhe tivesse, muita ou pouca, era graça que dele recebia.

Quando se lembrava que esse amor a poupara à degradação de um

casamento de conveniência, nome com que se decora o mercado

matrimonial, tinha impulsos de adorar a Seixas, como seu Deus e redentor.

Parecerá estranha essa paixão veemente, rica de heroica dedicação, que,

entretanto, assiste calma, quase impassível, ao declínio do afeto com que lhe

retribuía o homem amado, e se deixa abandonar, sem proferir um queixume,

nem fazer um esforço para reter a ventura que foge.

Esse fenômeno devia ter uma razão psicológica, de cuja investigação nos

abstemos; porque o coração, e ainda mais o da mulher que é toda ela,

representa o caos do mundo moral. Ninguém sabe que maravilhas ou que

monstros vão surgir nesses limbos.

(ALENCAR, José de. Capítulo VI. In: . Senhora. São Paulo: FTD, 1993. p. 107-8. Fragmento)

O narrador revela uma opinião no trecho:

a)

A) “Aurélia passava agora as noites solitárias.” (1° parágrafo)

b)

B) “...buscava afastar da conversa o tema desagradável.” (1° parágrafo)

c)

C) “...tinha impulsos de adorar a Seixas, como seu Deus...” (3° parágrafo)

d)

D) “...e se deixa abandonar, sem proferir um queixume, ...” (4° parágrafo)

e)

E) “Esse fenômeno devia ter uma razão psicológica, ...” (último parágrafo)

3.

Leia o texto abaixo e responda à questão.

Segunda-feira, 15 de junho de 1942

Minha festa de aniversário foi no domingo à tarde. O filme de Rin Tin Tin fez

o maior sucesso entre minhas colegas de escola. Ganhei dois broches, um

marcador de livros e dois livros.

Vou começar dizendo algumas coisas sobre minha escola e minha turma, a

começar pelos alunos. Betty Bloemendaal [...] mora numa rua quenão é

muito conhecida, no lado oeste de Amsterdã, e nenhuma de nós sabe onde

fica. Ela se dá muito bem na escola, mas é porque estuda muito [...]. Émuito

quieta.

Jacqueline van Maarsen é, talvez, minha melhor amiga, mas nunca tiveuma

amiga de verdade. No começo, achei que Jacque seria uma, mas estava

redondamente enganada.[...]

Henry Mets é uma garota legal, tem um jeito alegre, só que fala em voz alta

e parece mesmo uma criança quando estamos brincando no pátio. [...]

Hanneli Goslar [...] é meio estranha. Costuma ser tímida – expansiva em

casa, mas reservada quando está perto de outras pessoas. Conta para amãe

tudo que a gente diz a ela. Mas ela diz o que pensa, e ultimamente passei a

admirá-la bastante. [...]

Nannie van Praag-Sigaar é pequena, engraçada e sensível. Apesar desó ter

12 anos, é a própria lady. Age como se eu fosse um bebê. Além disso,é muito

atenciosa, e eu gosto dela. [...]

(FRANK, Anne. O diário de Anne Frank. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. Fragmento)

Nesse texto, há um fato no trecho:

a)

A) “Minha festa de aniversário foi no domingo à tarde.”. (2° parágrafo)

b)

B) “Jacqueline van Maarsen é, talvez, minha melhor amiga, ...”. (5°

parágrafo)

c)

C) “... achei que Jacque seria uma, mas estava [...] enganada.”. (5°

parágrafo)

d)

C) “... achei que Jacque seria uma, mas estava [...] enganada.”. (5°

parágrafo)

e)

E) “... é muito atenciosa, e eu gosto dela.”. (último parágrafo)

4.

Mal-estar de um anjo

Ao sair do edifício, o inesperado me tomou. O que antes fora apenas chuva

na vidraça, abafado de cortina e aconchego, era na rua a tempestade e a

noite. Tudo isso se fizera enquanto eu descera pelo elevador? Dilúvio carioca,

sem refúgio possível. Copacabana com água entrando pelas lojas rasas e

fechadas, águas grossas de lama até o meio da perna, o pé tateando para

encontrar calçadas invisíveis. Até movimento de maré já tinha, onde se

juntasse o bastante de água começava a atuar a secreta influência da Lua:

já havia fluxo e refluxo da maré. E o pior era o temor ancestral gravado na

carne: estou sem abrigo, o mundo me expulsou para o próprio mundo, e eu

que só caibo numa casa e nunca mais terei casa na vida, esse vestido

ensopado sou eu, os cabelos escorridos nunca secarão, e sei que não serei

dos escolhidos para a Arca, pois já selecionaram o melhor casal de minha

espécie.

(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo: Ática, 1984. p. 22. Fragmento)

Nesse texto, há uma opinião do narrador em:

a)

A) “Ao sair do edifício, o inesperado me tomou.”. (1° parágrafo)

b)

B) “O que antes fora apenas chuva na vidraça, ...” (1° parágrafo)

c)

C) “Copacabana com água entrando pelas lojas rasas...”. (1° parágrafo)

d)

D) “... águas grossas de lama até o meio da perna, ...”. (1° parágrafo)

e)

E) “E o pior era o temor ancestral gravado na carne: ...”. (2° parágrafo)

5.

Leia o texto abaixo e responda à questão.

Memórias Póstumas de Brás Cubas

“... Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada

menos. Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se

deveras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil.

— Dessa vez, disse ele, vais para a Europa, vais cursar uma Universidade,

provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e não para arruador ou

gatuno. E como eu fizesse um gesto de espanto:

— Gatuno, sim senhor, não é outra coisa um filho que me faz isto...

Sacou da algibeira os meus títulos de dívida, já resgatados por ele e sacudiu-

os na cara.

— Vês, peralta? É assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Pensas

que eu e meus avós ganhamos o dinheiro em casas de jogo ou a vadiar pelas

ruas? Pelintra! Desta vez ou tomas juízo, ou ficas sem coisa nenhuma.

Estava furioso, mas de um furor temperado e curto. Eu ouvi-o calado,e nada

opus à ordem da viagem, como de outras vezes fizera; ruminava a delevar

Marcela comigo. Fui ter com ela; expus-lhe a crise e fiz-lhe a proposta.Marcela

ouviu-me com os olhos no ar, sem responder logo; como insistisse, disse-me

que ficava, que não podia ir para a Europa. [...]”

(ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. 18. ed. São Paulo: Ática. 1992, p.

44. Fragmento)

Nesse texto, há a presença de ironia quando:

a)

A) a personagem diz que a mulher o amou apenas pelo dinheiro.

b)

B) a possibilidade de ir estudar fora passa a ameaçar a sua vida.

c)

C) a amada recusou-se em ir com ele para a cidade de Coimbra.

d)

D) o pai disse-lhe que não pagaria mais as suas dívidas de jogo.

e)

E) o rapaz ouve o pai e não contesta sua ordem.

6.

Leia o texto abaixo e responda à questão.

O primeiro dia do programa “Mais Médicos” foi marcado por faltas e

desistências por parte dos médicos brasileiros. Em algumas cidades de São

Paulo e do Rio de Janeiro, nenhum dos profissionais selecionados

compareceu às unidades de saúde a que foram alocados — entre os que

faltaram, uma parte nem sequer justificou sua ausência. Segundo as

secretarias de saúde, alguns profissionais chegaram a comunicar

oficialmente sua desistência do programa federal.

Na capital carioca, o número de faltosos foi maior do que o de presentes.

Eram esperados dezesseis profissionais, mas para o azar da população e

descrédito do programa, só seis se apresentaram.

Todos os que trabalharão na cidade são brasileiros e apenas uma passa pelo

curso de requalificação por ter se formado na Espanha — o que explica a

ausência.

(Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/mais-medicos-comeca-com-faltas-e-

desistencias)

Pode-se perceber uma opinião expressa em:

a)

A) “O primeiro dia do programa Mais Médicos foi marcado por faltas e

desistências...”

b)

B) “... alguns profissionais chegaram a comunicar oficialmente sua

desistência do programa federal.”.

c)

C) “..., mas para o azar da população e descrédito do programa, só seis se

apresentaram”.

d)

D) “Todos os que trabalharão na cidade são brasileiros e apenas uma passa

pelo curso de requalificação.”.

e)

E) “... e apenas uma passa pelo curso de requalificação por ter se formado

na Espanha — o que explica a ausência.”.

7.

Leia o texto abaixo e responda à questão.

E a viagem continua...

Depois de rezarmos e cantarmos muito, voltávamos todos para casa e logo

chegavam convidados para o almoço, que sempre era especial. Comidas

italianas que vovó, a nona, fazia.

E todos os adultos matavam saudade da Itália. Ela tinha vindo de lá, de

navio, no começo do século, quando meu pai tinha três anos. Mamãe chegou

um pouco mais tarde, com seus pais.

Depois de moços, conheceram-se no Brasil e se casaram.

Durante o almoço, falavam em italiano e tomavam vinho. Era engraçado!

Como na missa, não entendíamos nada...

(ZABOTO, L. H. Vovó já foi criança. Brasília: Casa Editora, 1996)

Qual é o trecho que apresenta uma opinião?

a)

A) “Depois de [...] cantarmos muito...”.

b)

B) “... voltávamos todos para casa...”.

c)

C) “... logo chegavam convidados...”.

d)

D) “... o almoço, que sempre era especial.”.

e)

E) “Mamãe chegou um pouco mais tarde...”.

8.

Leia o texto abaixo e responda à questão.

Das estrelas ao GPS

Atualmente, é muito mais fácil viajar do que era no passado. As viagens

foram facilitadas tanto pelo desenvolvimento de novas tecnologias como

pelo aumento do próprio número de viagens, o que levou a seu

barateamento e tornou-as mais acessíveis para grande parte da população.

Antes do advento dos aviões a jato, as viagens aéreas para grandes

distâncias eram algo penoso, principalmente por conta da pequena

autonomia das aeronaves. Em qualquer viagem, mesmo dentro do Brasil,

era preciso fazer várias escalas para abastecê-las. Hoje, os aviões de

passageiros são capazes de viajar mais de 10 mil km sem necessidade de

abastecimento.

Uma das coisas mais importantes em qualquer viagem é conhecer bem a

rota e saber se a está seguindo corretamente. Desde a antiguidade, o

homem criou várias formas de se orientar e encontrar os caminhos certos

em suas viagens, que antes de serem simplesmente para as férias de verão,

carregavam a missão de descoberta e exploração.

A melhor tecnologia disponível hoje para determinar a posição exata de um

ponto é o GPS – sigla de Global Positioning System. Em Português, Sistema

de Posicionamento Global. O sistema utiliza satélite com relógios atômicos

perfeitamente sincronizados, com precisão de um nanossegundo (uma

fração de um bilhão de um segundo), o que permite a localização de um

objeto com margem de erro de apenas 15 metros.

O GPS é amplamente utilizado em embarcações e aviões. Com o

barateamento dessa tecnologia, ficou acessível também para os motoristas

de automóveis – custa menos do que algumas centenas de reais. Com o

equipamento, é mais fácil navegar pelas ruas e estradas, pois ele permite

traçar as rotas mais rápidas ou mais curtas, o que é muito útil nas grandes

cidades.

Ao viajar, seja de avião ou automóvel, contando com as facilidades

tecnológicas hoje disponíveis, nem lembramos o quanto já foi difícil fazer

viagens e travessias. Mas o fato é que o homem, para encontrar o caminho

correto – ou o mais rápido – já utilizou as mais diversas estratégias e

aparatos, desde as mais simples, como a observação das estrelas, às mais

sofisticadas, como o GPS.

(OLIVEIRA, Adilson de. Departamento de Física Universidade Federal de São Carlos.

Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/ colunas/fisica-sem- misterio/das-estrelas-

ao-gps>. Acesso em: 16 dez. 2010. Fragmento)

Evidencia-se a opinião do autor em:

a)

A) “Em qualquer viagem, [...], era preciso fazer várias escalas para

abastecê-las.”. (2° Parágrafo)

b)

B) “Uma das coisas mais importantes em qualquer viagem é conhecer bem

a rota...”. (2° Parágrafo)

c)

C) “Em Português, Sistema de Posicionamento Global.”. (4° Parágrafo)

d)

D) “... é amplamente utilizado em embarcações e aviões.”. (5° Parágrafo)

e)

E) “... ele permite traçar as rotas mais rápidas ou mais curtas,...”. (5°

Parágrafo)

9.

Leia o texto abaixo e responda à questão.

A herança

Tenho muito carinho pelo meu telefone fixo. E isso desde os tempos em que

ele não era chamado de telefone fixo, mas apenas de telefone. Embora eu

perceba que ele não seja lá tão fixo assim, já que circula com desenvoltura

pela casa toda.

Meu pai não foi homem de muitas posses [...] nunca comprou nada, com

raras exceções, nada que pudesse ficar, por exemplo, como herança. Entre

as exceções, havia um telefone. [...] Era isso que eu queria dizer. Ganhei

de herança do meu pai um telefone. [...]

E é essa linha que eu vejo agora vivendo seus últimos dias. De pouco me

serve aquele telefone fixo. Amigos, colegas, parentes, propostas de

trabalho, chateações de telemarketing – tudo chega a mim pelo telefone

celular.

(XEXEO, Artur. Revista O Globo. n. 316, 15 ago. 2010)

Nesse texto, sobre a mobilidade do telefone, há uma opinião do narrador

em:

a)

A) “... ele não era chamado de telefone fixo...”.

b)

B) “Embora eu perceba que ele não seja lá tão fixo assim...”.

c)

C) “... nunca comprou nada, com raras exceções...”.

d)

D) “Entre as exceções, havia um telefone.”.

e)

E) “De pouco me serve aquele telefone fixo.”.

10.

Leia os trechos abaixo e responda à questão.

História deliciosa

Nada mais gostoso que cheirinho de pão quente de manhã! Muita gente

pensa assim, em vários países, há milhares de anos. O pão foi o primeiro

alimento criado pelo homem, há cerca de 12 mil anos. Antes, todos

dependiam da caça e da pesca para comer.

Quando os antigos aprenderam a plantar trigo, deram um grande passo para

se desenvolver e conquistar novas terras. Descobriram que os cereais eram

fáceis de plantar, resistentes e permitiam fazer pão. No começo, os grãos

eram moídos e misturados à água e a massa, assada sobre cinzas. O

resultado era um pão fino e duro, torrado e meio sem gosto. Mas era só o

começo de uma longa história.

Primeiras delícias

Os antigos egípcios criaram o tipo de pão que conhecemos hoje. Um dia,

esqueceram a massa no sol e ela fermentou. Eles assaram e perceberam

que aquele fenômeno deixava o pão mais leve, cheio de furinhos e passaram

a usar a massa fermentada. No Egito, o pão era tão importante que servia

como pagamento para os trabalhadores. E os nobres também valorizavam

esse alimento: na tumba de Ramsés III, há desenhos em relevo com o

formato de pães, doces e bolos.

No Brasil, os pães chegaram trazidos pelos portugueses na época da

colonização e por muito tempo eram consumidos pelos ricos, pois o trigo

era muito caro. As primeiras padarias só surgiram por volta de 1950,

tocadas por italianos e portugueses.

(Recreio. São Paulo: Abril. n. 206. p. 18-19)

Em relação à história do pão, há uma opinião em:

a)

A) “Nada mais gostoso que cheirinho de pão quente de manhã!”. (1°

parágrafo)

b)

B) “O pão foi o primeiro alimento criado pelo homem...”. (1° parágrafo)

c)

C) “No começo, os grãos eram moídos e misturados à água...”. (2°

parágrafo)

d)

D) “Os antigos egípcios criaram o tipo de pão que conhecemos hoje.”. (3°

parágrafo)

e)

E) “No Brasil, os pães chegaram trazidos pelos portugueses...”. (4°

parágrafo)