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VARIAÇÃO LIGUÍSTICA COM ROBISMAR ALENCAR

Total questions: 15

Worksheet time: 53mins

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1.

Ano: 2022 Banca: UFMA Órgão: UFMA Prova: UFMA - 2022 - UFMA - Historiador

No trecho a seguir, é possível identificar palavras e construções características da linguagem coloquial oral. Reescreva-o de forma a adequá-lo à modalidade escrita culta.


“Então, quando eu tive o segundo filho, aí eu tava lá, né?... passando mal pra burro [...]”
(RAMOS, C de M. de A. et al. Estudos Sociodialetais do Estado do Maranhão. São Luís: EDUFMA, 2019, p. 187)

a)

A- Quando eu tive o segundo filho, aí eu tava lá, não é... passando mal [...].

b)

B- Então, quando eu tive o segundo filho, eu tava lá, passando muito mal [...]. 

c)

C- Quando eu tive o segundo filho, aí eu estava passando mal para burro [...]. 

d)

D- Então, quando eu tive o segundo filho, estava lá, passando mal pra burro [...]. 

e)

E- Então, quando eu tive o segundo filho, estava lá, passando muito mal [...]. 

2.

Nos enunciados da narrativa a seguir, há o uso de palavras de línguas da família tupi-guarani

Disponível em: <https://www.mundinhodacrianca.net/wpcontent/uploads/2018/06/mImageHandlerA-4.png>. Acesso em 10 mar. 2023.

Sobre o uso de palavras de línguas indígenas na língua portuguesa, analise as afirmativas a seguir.

I. A língua usada no dia a dia do Brasil recebeu grande influência do idioma tupi.

II. A contribuição do tupi se deu principalmente no vocabulário com nomes de plantas e animais que não eram conhecidos pelos colonizadores.

III. A língua portuguesa do Brasil, mediante o contato com o tupi, se diferenciou muito do português falado em Portugal.

Está correto o que se afirma em

a)

A- I, apenas.

b)

B- II, apenas.

c)

C- III, apenas. 

d)

D- I e II, apenas. 

e)

E- I, II e III. 

3.

Disponível em:  <https://br.pinterest.com/pin/851180398319112523/>. Acesso em 10 mar. 2023.

Nesta charge, assinale a opção que indica o elemento identificador da variante linguística regional.


a)

A- Solecismo.

b)

B- Barbarismo.

c)

C- Coloquialismo.

d)

D- Sotaque.

e)

E- Pleonasmo.

4.

Desde seu primeiro livro para crianças, A menina do narizinho arrebitado, Monteiro Lobato fixa o espaço e boa parte do elenco que vai ocupá-lo e ocupar-se em aventuras de todo tipo: é o Sítio do Picapau Amarelo, propriedade de Dona Benta, que vive originalmente acompanhada de sua neta Lúcia, conhecida por Narizinho, e de uma cozinheira antiga e fiel, Tia Nastácia. Trata-se de uma população pequena para preencher um cenário tão grande, mas as personagens multiplicam-se rapidamente.

    São os laços familiares que garantem a união do grupo, mas o Sítio do Picapau Amarelo constitui sempre o ponto de entrada de todas as narrativas: as desempenhadas pelos netos de Dona Benta e as que alojam heróis provenientes do exterior e de outras histórias, introduzidos pela voz da velha senhora.

   Assim, o sítio não é apenas o cenário onde a ação pode transcorrer. Ele representa igualmente uma concepção do mundo, da sociedade e do Brasil, bem como uma tomada de posição a propósito da criação de obras para a infância, como se vê no trecho de O irmão de Pinóquio:

    A moda de Dona Benta ler era boa. Lia “diferente” dos livros. Como quase todos os livros para crianças que há no Brasil são muito sem graça, cheios de termos do tempo do Onça ou só usados em Portugal, a boa velha lia traduzindo aquele português de defunto em língua do Brasil de hoje. Onde estava, por exemplo, “lume”, lia “fogo”; onde estava “lareira”, lia “varanda”. E sempre que dava com um “botou-o” ou “comeu-o”, lia “botou ele”, “comeu ele” – e ficava o dobro mais interessante.

(Marisa Lajolo e Regina Zilberman. Literatura infantil brasileira – história & histórias. Editora Unesp. Adaptado)

De acordo com o texto de Lobato, Dona Benta lia de modo diferente os livros porque

a)

A- valorizava a norma-padrão e a linguagem formal.

b)

B-
explicava aos ouvintes o porquê de suas intervenções na história.

c)

C- reproduzia os gestos das personagens e imitava suas vozes.

d)

D- adaptava o texto à linguagem empregada no dia a dia pelos ouvintes.

e)

E- preferia livros publicados no Brasil aos publicados em Portugal.

5.

A seguir, observe o texto abaixo para responder a questão:

Tubarões preferem banhistas que usam preto e branco

Vem ni mim, tubarão!

    Está todo mundo lá na praia, nadando feliz e contente, quando vem um tubarão. Como é que ele escolhe qual pessoa morder? Uni-duni-tê?

    De acordo com a pesquisa do especialista em tubarões da Universidade da Flórida (EUA), George Burgess, a escolha fashion do banhista é um dos fatores que o bicho leva em consideração: quem usa trajes que combinem preto e branco tem mais chances de levar uma bela mordida.

    Burgess analisou dados de ataques de tubarão registrados nos últimos 50 anos no município de Volusia, uma região costeira da Flórida conhecida pela alta incidência de ataques (no período analisado, foram 231). Nessa análise, percebeu que a maioria das pessoas mordidas estava usando branco e preto.

   Mas por que o tubarão gosta dessa combinação? O cara ainda não sabe ao certo. Mas, segundo ele, é provável que o fenômeno esteja ligado à habilidade dos tubarões em enxergarem contrastes. Não por menos, a combinação de preto e amarelo também não se mostrou segura.

   Além disso, Burgess constatou outras coisas interessantes (e outras nem tanto): a maioria dos ataques acontece aos domingos (provavelmente porque é o dia em que a praia está mais cheia), a menos de 2 metros de profundidade (porque é onde a maioria das pessoas geralmente fica) e (isso sim é legal) durante a Lua nova. “Isso porque as marés, afetadas pela Lua, trazem os peixes preferidos dos tubarões para mais perto da costa”, diz o especialista.

Disponível em:https://super.abril.com.br/coluna/cienciamaluca/tubarões-preferem-banhistas-que-usam-preto-e-branco/ . Acesso em: 13 jul. 2011

Identifique a opção que demonstra a variação linguística mais informal: 

a)

A- “Burgess analisou dados de ataques de tubarão registrados nos últimos 50 anos no município de Volusia”.

b)

B- “Como é que ele escolhe qual pessoa morder?”

c)

C- “Mas por que o tubarão gosta dessa combinação? O cara ainda não sabe ao certo.” 

d)

D- “quem usa trajes que combinem preto e branco tem mais chances de levar uma bela mordida.” 

6.

Considere a crônica “Vende a casa”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020) 

Observa-se expressão própria da linguagem coloquial no seguinte trecho: 

a)

A- Será demolida, como todas as casas que restam serão demolidas. (9º parágrafo)

b)

B- Eu é que entreguei os pontos. (10º parágrafo)

c)

C- Mal assinei a escritura e voltei, começo a sentir-me estranho na casa. (10º parágrafo)

d)

D- Rompeu-se um laço, mais do que isso, uma fibra. (10º parágrafo)

e)

E- Eu não sabia ao certo o que é uma casa. (10º parágrafo)  

7.

Ano: 2021 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2021 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - PPL

Texto associado

    Os linguistas têm notado a expansão do tratamento informal. “Tenho 78 anos e devia ser tratado por senhor, mas meusalunosmaisjovensmetratam por você”,dizoprofessor Ataliba Castilho, aparentemente sem se incomodar com a informalidade, inconcebível em seus tempos de estudante. O você, porém, não reinará sozinho. O tu predomina em Porto Alegre e convive com o você no Rio de Janeiro e em Recife, enquanto você é o tratamento predominante em São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador. O tu já era mais próximo e menos formal que você nas quase 500 cartas do acervo on-line de uma instituição universitária, quase todas de poetas, políticos e outras personalidades do final do século XIX e início do XX.

Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br. Acesso em: 21 abr. 2015 (adaptado).

No texto, constata-se que os usos de pronomes variaram ao longo do tempo e que atualmente têm empregos diversos pelas regiões do Brasil. Esse processo revela que

a)

A- a escolha de “você” ou de “tu” está condicionada à idade da pessoa que usa o pronome.

b)

B- a possibilidade de se usar tanto “tu” quanto “você” caracteriza a diversidade da língua.

c)

C- o pronome “tu” tem sido empregado em situações informais por todo o país.

d)

D- a ocorrência simultânea de “tu” e de “você” evidencia a inexistência da distinção entre níveis de formalidade.

e)

E- o empregode“você”em documentosescritosdemonstra que a língua tende a se manter inalterada.

8.

Ano: 2022 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2022 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - PPL - Reaplicação

Gírias das redes sociais caem na boca do povo

Nem adianta fazer a egípcia! Entendeu? Veja o glossário

com as principais expressões da internet

            Lacrou, biscoiteiro, crush. Quem nunca se deparou com ao menos uma dessas palavras não passa muito tempo nas redes sociais. Do dia para a noite, palavras e frases começaram a definir sentimentos e acontecimentos, e o sucesso desse tour foi parar no vocabulário de muita gente. O dialeto já não se restringe só à web. O contato constante com palavras do ambiente on-line acaba rompendo a barreira entre o mundo virtual e o mundo real. Quando menos se espera, começamos a repetir, em conversas do dia a dia, o que aprendemos na internet. A partir daí, juntamos palavras já conhecidas do nosso idioma às novas expressões.


Glossário de expressões

Biscoiteiro: alguém que faz de tudo para ter atenção o tempo inteiro, para ter curtidas.

Chamar no probleminha: conversar no privado.

Crush: alguém que desperta interesse.

Divou: estar muito produzida, sair bem em uma foto, assim como uma diva.

Fazer a egípcia: ignorar algo.

Lacrou/sambou: ganhar uma discussão com bons argumentos a ponto de não haver possibilidade de resposta.

Stalkear : investigar sobre a vida de alguém nas redes sociais.

Disponível em: https://odia.ig.com.br. Acesso em: 19 jun. 2019 (adaptado).

Embora migrando do ambiente on-line para o vocabulário das pessoas fora da rede, essas expressões não são consideradas como características do uso padrão da língua porque

a)

A- definem sentimentos e acontecimentos corriqueiros na web.

b)

B- constituem marcas específicas de uma determinada variedade.

c)

C- passam a integrar a fala das pessoas em conversas cotidianas. 

d)

D- são empregadas por quem passa muito tempo nas redes sociais.

e)

E- complementam palavras e expressões já conhecidas do português. 

Responder


9.

Ano: 2021 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2021 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia e Segundo Dia - Digital -Edital 2021

Texto associado

Falso moralista

Você condena o que a moçada anda fazendo

e não aceita o teatro de revista

arte moderna pra você não vale nada

e até vedete você diz não ser artista

Você se julga um tanto bom e até perfeito

Por qualquer coisa deita logo falação

Mas eu conheço bem o seu defeito

e não vou fazer segredo não

Você é visto toda sexta no Joá

e não é só no Carnaval que vai pros bailes se acabar

Fim de semana você deixa a companheira

e no bar com os amigos bebe bem a noite inteira

Segunda-feira chega na repartição

pede dispensa para ir ao oculista

e vai curar sua ressaca simplesmente

Você não passa de um falso moralista

NELSON SARGENTO. Sonho de um sambista. São Paulo: Eldorado, 1979.

As letras de samba normalmente se caracterizam por apresentarem marcas informais do uso da língua. Nessa letra de Nelson Sargento, são exemplos dessas marcas

a)

A- “falação” e “pros bailes”.

b)

B- “você” e “teatro de revista”. 

c)

C- “perfeito” e “Carnaval”.

d)

D- “bebe bem” e “oculista”.

e)

E- “curar” e “falso moralista”.

10.

Ano: 2021 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2021 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia -Edital 2021

Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 18 jun. 2019 (adaptado).

No texto, os recursos verbais e não verbais empregados têm por objetivo

a)

A- divulgar informações científicas sobre o uso indiscriminado de aparelhos celulares.

b)

B- influenciar o leitor a mudar atitudes e hábitos considerados prejudiciais às crianças.

c)

C- relacionar o uso da tecnologia aos efeitos decorrentes da falta de exercícios físicos.

d)

D-
indicar medidas eficazes para desestimular a utilização de telefones pelo público infantil.

e)

E- sugerir aos pais e responsáveis a substituição de dispositivos móveis por atividades lúdicas.

11.

Ano: 2021 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2021 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia - PPL - Edital 2020


O Globo, 12 fev. 2012 (adaptado).

Considerando-se os contextos de uso de “Todas chora”, essa expressão é um exemplo de variante linguística

a)

A- típica de pessoas despreocupadas em seguir as regras de escrita.

b)

B- usada como recurso para atrair a atenção de interlocutores e consumidores.

c)

C- transposta de situações de interação típicas de ambientes rurais do interior do Brasil.

d)

D- incompatível com ambientes frequentados por usuários da norma-padrão da língua.

e)

E- condenável em produtos voltados para uma clientela exigente e interessada em novidades.

12.

Ano: 2020 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2020 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia e Segundo Dia - Edital 2020

    Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que, dentro do nosso pais, os autores e os escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma — usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.  BARRETO. L Triste fim de Policarpo Quaresma. Disponível em www.dominiopúblico.gov.br   Acesso em 26 jun. 2012
Nessa petição da pitoresca personagem do romance de Lima Barreto, o uso da norma-padrão justifica-se pela

a)

A- situação social de enunciação representada.

b)

B- divergência teórica entre gramáticos e literatos.

c)

C- pouca representatividade das línguas indígenas.

d)

D- atitude irônica diante da língua dos colonizadores.

e)

E- tentativa de solicitação do documento demandado.

13.

Ano: 2019 Banca: INEP Órgão: ENEM Provas: INEP - 2019 - ENEM - Vestibular - PPL

Prezada senhorita,    Tenho a honra de comunicar a V. S. que resolvi, de acordo com o que foi conversado com seu ilustre progenitor, o tabelião juramentado Francisco Guedes, estabelecido à Rua da Praia, número 632, dar por encerrados nossos entendimentos de noivado. Como passei a ser o contabilista-chefe dos Armazéns Penalva, conceituada firma desta praça, não me restará, em face dos novos e pesados encargos, tempo útil para os deveres conjugais.    Outrossim, participo que vou continuar trabalhando no varejo da mancebia, como vinha fazendo desde que me formei em contabilidade em 17 de maio de 1932, em solenidade presidida pelo Exmo. Sr. Presidente do Estado e outras autoridades civis e militares, bem assim como representantes da Associação dos Varejistas e da Sociedade Cultural e Recreativa José de Alencar.    Sem mais, creia-me de V. S. patrício e admirador,     Sabugosa de Castro
CARVALHO, J. C. Amor de contabilista. In: Porque Lulu Bergatim não atravessou o Rubicon. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971.
A exploração da variação linguística é um elemento que pode provocar situações cômicas. Nesse texto, o tom de humor decorre da incompatibilidade entre

a)

A-
o objetivo de informar e a escolha do gênero textual.

b)

B- o emprego de expressões antigas e a temática desenvolvida no texto.

c)

C- a linguagem empregada e os papéis sociais dos interlocutores.

d)

D- as formas de tratamento utilizadas e as exigências estruturais da carta.

e)

E- o rigor quanto aos aspectos formais do texto e a profissão do remetente.

14.

Ano: 2010 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2010 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia - PPL

Quando vou a São Paulo, ando na rua ou vou ao mercado, apuro o ouvido; não espero só o sotaque geral dos nordestinos, onipresentes, mas para conferir a pronúncia de cada um; os paulistas pensam que todo nordestino fala igual; contudo as variações são mais numerosas que as notas de uma escala musical. Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí têm no falar de seus nativos muito mais variantes do que se imagina. E a gente se goza uns dos outros, imita o vizinho, e todo mundo ri, porque parece impossível que um praiano de beira-mar não chegue sequer perto de um sertanejo de Quixeramobim. O pessoal do Cariri, então, até se orgulha do falar deles. Têm uns tês doces, quase um the; já nós, ásperos sertanejos, fazemos um duro au ou eu de todos os terminais em al ou el - carnavau, Raqueu... Já os paraibanos trocam o l pelo r. José Américo só me chamava, afetuosamente, de Raquer.
Queiroz, R. O Estado de São Paulo. 09 maio 1998 (fragmento adaptado).
Raquel de Queiroz comenta, em seu texto, um tipo de variação linguística que se percebe no falar de pessoas de diferentes regiões. As características regionais exploradas no texto manifestam-se

a)

A- na fonologia.

b)

B- no uso do léxico.

c)

C- no grau de formalidade.

d)

D- na organização sintática.

e)

E- na estruturação morfológica.

15.

Ano: 2013 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2013 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia - PPL

O cordelista por ele mesmo

Aos doze anos eu era

forte, esperto e nutrido.

Vinha do Sítio de Piroca

muito alegre e divertido

vender cestos e balaios

que eu mesmo havia tecido.

Passava o dia na feira

e à tarde regressava

levando umas panelas

que minha mãe comprava

e bebendo água salgada

nas cacimbas onde passava.

BORGES, J. F. Dicionário dos sonhos e outras histórias de cordel. Porto Alegre: LP&M, 2003 (fragmento).

Literatura de cordel é uma criação popular em verso, cuja linguagem privilegia, tematicamente, histórias de cunho regional, lendas, fatos ocorridos para firmar certas crenças e ações destacadas nas sociedades locais. A respeito do uso das formas variantes da linguagem no Brasil, o verso do fragmento que permite reconhecer uma região brasileira é

a)

A-
“muito alegre e divertido”.

b)

B- “Passava o dia na feira”.

c)

C- “levando umas panelas”

d)

D- “que minha mãe comprava”

e)

E- “nas cacimbas onde passava”.