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WorksheetsHistória da Língua Portuguesa, Norma Culta, Variação Linguística
Total questions: 10
Worksheet time: 39mins
Nos enunciados da narrativa a seguir, há o uso de palavras de línguas da família tupi-guarani
Disponível em: https://pt-static.z-dn.net/files/d9c/480906f075066cde5eda82dc16283ef3.jpg . Acesso em 21 set. 2023.
Sobre o uso de palavras de línguas indígenas na língua portuguesa, analise as afirmativas a seguir.
I. A língua usada no dia a dia do Brasil recebeu grande influência do idioma tupi.
II. A contribuição do tupi se deu principalmente no vocabulário com nomes de plantas e animais que não eram conhecidos pelos colonizadores.
III. A língua portuguesa do Brasil, mediante o contato com o tupi, se diferenciou muito do português falado em Portugal.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
Desde seu primeiro livro para crianças, A menina do narizinho arrebitado, Monteiro Lobato fixa o espaço e boa parte do elenco que vai ocupá-lo e ocupar-se em aventuras de todo tipo: é o Sítio do Picapau Amarelo, propriedade de Dona Benta, que vive originalmente acompanhada de sua neta Lúcia, conhecida por Narizinho, e de uma cozinheira antiga e fiel, Tia Nastácia. Trata-se de uma população pequena para preencher um cenário tão grande, mas as personagens multiplicam-se rapidamente.
São os laços familiares que garantem a união do grupo, mas o Sítio do Picapau Amarelo constitui sempre o ponto de entrada de todas as narrativas: as desempenhadas pelos netos de Dona Benta e as que alojam heróis provenientes do exterior e de outras histórias, introduzidos pela voz da velha senhora.
Assim, o sítio não é apenas o cenário onde a ação pode transcorrer. Ele representa igualmente uma concepção do mundo, da sociedade e do Brasil, bem como uma tomada de posição a propósito da criação de obras para a infância, como se vê no trecho de O irmão de Pinóquio:
A moda de Dona Benta ler era boa. Lia “diferente” dos livros. Como quase todos os livros para crianças que há no Brasil são muito sem graça, cheios de termos do tempo do Onça ou só usados em Portugal, a boa velha lia traduzindo aquele português de defunto em língua do Brasil de hoje. Onde estava, por exemplo, “lume”, lia “fogo”; onde estava “lareira”, lia “varanda”. E sempre que dava com um “botou-o” ou “comeu-o”, lia “botou ele”, “comeu ele” – e ficava o dobro mais interessante.
(Marisa Lajolo e Regina Zilberman. Literatura infantil brasileira – história & histórias. Editora Unesp. Adaptado)
De acordo com o texto de Lobato, Dona Benta lia de modo diferente os livros porque
valorizava a norma-padrão e a linguagem formal.
reproduzia os gestos das personagens e imitava suas vozes.
adaptava o texto à linguagem empregada no dia a dia pelos ouvintes.
preferia livros publicados no Brasil aos publicados em Portugal.
Os linguistas têm notado a expansão do tratamento informal. “Tenho 78 anos e devia ser tratado por senhor, mas meus alunos mais jovens me tratam por você”, diz o professor Ataliba Castilho, aparentemente sem se incomodar com a informalidade, inconcebível em seus tempos de estudante. O você, porém, não reinará sozinho. O tu predomina em Porto Alegre e convive com o você no Rio de Janeiro e em Recife, enquanto você é o tratamento predominante em São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador. O tu já era mais próximo e menos formal que você nas quase 500 cartas do acervo on-line de uma instituição universitária, quase todas de poetas, políticos e outras personalidades do final do século XIX e início do XX.
Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br. Acesso em: 21 abr. 2015 (adaptado).
No texto, constata-se que os usos de pronomes variaram ao longo do tempo e que atualmente têm empregos diversos pelas regiões do Brasil. Esse processo revela que
a escolha de “você” ou de “tu” está condicionada à idade da pessoa que usa o pronome.
a possibilidade de se usar tanto “tu” quanto “você” caracteriza a diversidade da língua.
o pronome “tu” tem sido empregado em situações informais por todo o país.
a ocorrência simultânea de “tu” e de “você” evidencia a inexistência da distinção entre níveis de formalidade.
Qual a origem da língua portuguesa?
Latim
Grego
Espanhol moderno
Sânscrito
Leia o seguinte trecho do conto de Valter Hugo Mães “O paraíso são os outros”
(...)
Os casais, de todo modo, não são fechados, têm amigos e outra família, alguns têm filhos. Filhos que eles próprios geraram ou que adotaram para criar. Os filhos, conseguidos de uma forma ou de outra, são invariavelmente valiosos. Mães e pais, juntos ou separados, são sempre mães e pais, e não perdem o amor. Apenas as doenças fazem mães e pais perder o amor. Cientistas de todo o mundo procuram urgentemente uma cura. Mas não parece nada fácil. Creio que só uma esperança qualquer pode curar. A esperança parece inventada pela espera. Eu não sei esperar. Todos os dias me assusto por não ter esperança. Quero muito ter. A minha mãe manda fazer um esforço. Ela diz: acredita sempre. Eu acredito, só não estou certa de saber ficar à espera. Quando for maior vou seguramente melhorar neste desafio.
(...)
Sobre o trecho, é correto afirmar:
que a caracterização da narradora do texto é percebida pela utilização da primeira pessoa “eu” e de adjetivos como “certa”.
que não se pode caracterizar a narradora do texto porque ele está construído apenas pela terceira pessoa (ela/ele).
que a utilização das primeiras pessoas e de adjetivos flexionados no feminino não dão pistas das características da narradora.
que não se pode inferir as características da narradora porque não há palavras que a definam como tal.
(...)
Os casais têm muitos processos para se consumarem. Alguns vestem-se de cores bonitas ou de branco muito limpo, assinam papéis, convidam gente para ver. Outros comem para engordar e também convidam gente para engordar com eles. Quem casa, normalmente, engorda de qualquer jeito. Há casais que se conhecem num transporte público, numa praça ou no trabalho e ficam. Ficam casais, quero dizer. Dão abraços, trocam número de telefone, assistem a filmes a preto e branco, comem doces, reluzem.
(...)
MÃE, Valter Hugo. O Paraíso são os outros.
Sobre o trecho acima é correto afirmar:
Ele está composto em uma variante padrão que permite o acesso por meio da leitura a pessoas que leem e compreendem a Língua Portuguesa pelo mundo.
Ele está composto em uma variante não-padrão que não permite o acesso por meio da leitura a pessoas que leem e compreendem a Língua Portuguesa pelo mundo.
Ele está composto em uma variante linguística inacessível, o que não permite o acesso a ele por meio da leitura a pessoas que leem e compreendem a Língua Portuguesa pelo mundo.
Ele está composto em uma variante regional que não permite o acesso por meio da leitura a pessoas que leem e compreendem a Língua Portuguesa pelo mundo.
Todas as formas variantes de uma língua são igualmente ricas e expressivas e atendem as necessidades dos falantes que a utilizam. Quando a variação não é respeitada chamamos de
preconceito linguístico
elaboração linguística
atividade linguística
rascunho linguístico
No ambiente acadêmico em que se objetiva conhecer, construir e divulgar conhecimento, as variantes linguísticas mais adequadas a situação de comunicação como: apresentação de palestra e escrita de artigo científico são:
norma culta e norma padrão.
variante social e regional.
variante situacional e regional.
variante social e situacional.
Sobre o início da formação da Língua Portuguesa, pode-se afirmar que:
os romances peninsulares são fruto do contato do latim vulgar com as línguas que já eram faladas na península ibérica.
os romances peninsulares são frutos do contato dos povos ibéricos com os povos germânicos.
o latim vulgar não está relacionado com a formação da Língua Portuguesa.
os romances peninsulares não são fruto do contato dos povos ibéricos com os romanos.
Sobre a necessidade de se conhecer a História das Línguas Portuguesas, pode-se afirmar que:
não é importante para a formação de um sujeito leitor e produtor de textos orais e escritos, tendo em vista que conhecer a história das línguas portuguesas não auxilia na compreensão de seu funcionamento.
é importante para a formação de um sujeito leitor e produtor de textos orais e escritos, tendo em vista que conhecer a história das línguas portuguesas auxilia na compreensão de seu funcionamento.
