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AVALIAÇÃO FORMAÇÃO

Total questions: 31

Worksheet time: 3hrs 52mins

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1.

Leia o texto a seguir, de Carlos Drummond de Andrade:


Quadrilha


João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.


(Reunião. 10. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980. p. 191.)


A que gênero textual ele pertence?

a)

Poema

b)

Crônica

c)

Conto

d)

Romance

2.

A visão sobre o amor que o poema apresenta é:

a)

Otimista, pois tudo isso faz parte da vida.

b)

Trágica, porém otimista, pois pelo menos alguém se casou.

c)

Crítica, mas bem humorada sobre os desencontros amorosos e os amores não correspondidos ao longo da vida.

d)

Não é possível identificar um posicionamento do autor em relação ao amor.

3.

Certamente você já escreveu um bilhete. Quais elementos esse gênero textual precisa apresentar?

a)

destinatário (a pessoa que receberá o bilhete), mensagem, nome legível do emissor e data.

b)

destinatário e mensagem

c)

Remetente, mensagem e código

d)

Emissor, remetente, destinatário, data e local

4.

A ideia principal do anúncio é:

a)

A) mostrar que é preferível deixar de olhar para baixo e acompanhar o filho

b)

B) comprovar que deixar de olhar para os filhos potencializa o excesso de conexão.

c)

C) confirmar que o excesso de vida online interfere no acompanhamento dos filhos.

d)

D) propor que é mais importante desconectar-se a passar uma vida sem acompanhar o filho.

e)

E) enfatizar que olhar para baixo faz a pessoa desconectar-se da realidade dos filhos em sua volta.

5.

Aviso Importante

O uso excessivo do telefone celular Frita o seu cérebro como uma fornalha. Não é verdade, mas espalha, espalha. (Da série “Poesia numa Hora dessas?!) VERÍSSIMO, Luís. Mais comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. A PARTIR DO TEXTO 1 PODEMOS INFERIR QUE

a)

A) a verdade sempre se espalha.

b)

B) o que é verdade pode se tornar mentira.

c)

C) a mentira contada muitas vezes pode ser falsa.

d)

D) o uso do celular pode acabar com o seu cérebro.

e)

E) a mentira pode se espalhar como se fosse verdade.

6.

Novas tecnologias


Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das novas tecnologias, principalmente aquelas ligadas às atividades de telecomunicações. Expressões frequentes como ―o futuro já chegou‖, ―maravilhas tecnológicas‖ e ―conexão total com o mundo‖ ―fetichi - zam‖ novos produtos, transformando-os em objetos do desejo, de consumo obrigatório. Por esse motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas e mochilas o ―futuro‖ tão festejado. Todavia, não podemos reduzir-nos a meras vítimas de um aparelho midiático perverso, ou de um aparelho capitalista controlador. Há perversão, certamente, e controle, sem sombra de dúvida. Entretanto, desenvolvemos uma relação simbiótica de dependência mútua com os veículos de comunicação, que se estreita a cada imagem compartilhada e a cada dossiê pessoal transformado em objeto público de entretenimento. Não mais como aqueles acorrentados na caverna de Platão, somos livres para nos aprisionar, por espontânea vontade, a esta relação sadomasoquista com as estruturas midiáticas, na qual tanto controlamos quanto somos controlados.


SAMPAIO A. S. A microfísica do espetáculo. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 1 mar 2013 (adaptado).


Ao escrever um artigo de opinião, o produtor precisa criar uma base de orientação linguística que permita alcançar os leitores e convencê-los com relação ao ponto de vista defendido. Diante disso, nesse texto, a escolha das formas verbais em destaque objetiva

a)

a) criar relação de subordinação entre leitor e autor, já que ambos usam as novas tecnologias.

b)

b) enfatizar a probabilidade de que toda população brasileira esteja aprisionada às novas tecnologias.

c)

c) indicar, de forma clara, o ponto de vista de que hoje as pessoas são controladas pelas novas tecnologias.

d)

d) tornar o leitor copartícipe do ponto de vista de que ele manipula as novas tecnologias e por elas é manipulado.

e)

e) demonstrar ao leitor sua parcela de responsabilidade por deixar que as novas tecnologias controlem as pessoas.

7.

Pelas características da linguagem visual e pelas escolhas vocabulares, pode-se entender que o texto possibilita a reflexão sobre uma problemática contemporânea ao

a)

a) criticar o transporte rodoviário brasileiro, em razão da grande quantidade de caminhões nas estradas

b)

b) ironizar a dificuldade de locomoção no trânsito urbano, devida ao grande fluxo de veículos.

c)

c) expor a questão do movimento como um problema existente desde tempos antigos, conforme frase citada.

d)

d) restringir os problemas de tráfego a veículos particulares, defendendo, como solução, o transporte público.

e)

e) propor a ampliação de vias nas estradas, detalhando o espaço exíguo ocupado pelos veículos nas ruas.

8.

Sobre o texto que aparece na imagem, podemos afirmar que se trata de uma:

a)

narração

b)

descrição

c)

dissertação

d)

prescrição

9.

Sobre o texto dissertativo, é correto afirmar que:

a)

texto que descreve o que se viu e se observou

b)

texto que conta uma história

c)

texto que defende um ponto de vista

d)

texto que indica procedimentos a serem realizados

10.

" Até fins da década passada, possuir um tapete oriental no Brasil era privilégio de alguns poucos colecionadores particulares. Com a abertura das importações e consequente diminuição das taxas, a oferta dessas peças aumentou significativamente nos anos 90, provocando uma crescente curiosidade sobre o assunto. Por isso, e também pelo quase total desconhecimento dos consumidores brasileiros sobre a matéria, nos sentimos compelidos a elaborar este trabalho".


Em que período o autor apresenta a explanação da

ideia central?

a)

1º Período

b)

2º Período

c)

3º Período

11.

Que tipo textual predomina no gênero Artigo científico?

a)

Descritivo

b)

Narrativo

c)

Narrativo-dissertativo

d)

Dissertativo

12.

Leia o texto com atenção e depois marque a alternativa correta:

Eu


Eu não era velho nem novo. Tinha a capa colorida, um pouco amassada, e uma das páginas rasgada na parte de baixo, naquele lugar que chamavam de pé de página. Vivia jogado no canto de um quarto, junto de velhos brinquedos. Todos os dias o menino entrava para brincar. O que eu mais queria era que ele me desse atenção, me segurasse, passasse as minhas páginas, lesse o que eu tenho para contar. Mas que nada! Brincava naquele quarto e nem me olhava. Ficava horas e horas com os toquinhos de madeira, carrinhos, quebra-cabeça e outros brinquedos. Eu me sentia um grande inútil.

Um dia não aguentei mais: chorei tanto, mas tanto, que minhas lágrimas molharam todas as minhas páginas e o chão. Parecia que eu tinha feito xixi no quarto. Levei um tempão para secar. Veio a noite, as lágrimas continuavam úmidas. Comecei a bater o queixo de frio e espirrar. Só não fiquei gripado porque fui dormir debaixo do ursinho de pelúcia.

No dia seguinte, quando os raios de sol entraram pela janela, me senti melhor, e minhas páginas secaram todas.

A minha sorte é que as letras não deslizaram pelas páginas e foram embora.


Pontes Neto


A história que você leu acontece:

a)

Numa rua

b)

Numa janela

c)

Num quarto

d)

Num baú

13.

O personagem principal do texto EU era:

a)

Um brinquedo

b)

Um livro

c)

Um caderno

d)

Um menino

14.

No trecho “Parecia que eu tinha feito xixi no quarto” a expressão grifada dá a ideia de:

a)

Tempo

b)

Causa

c)

Intensidade

d)

Lugar

15.

O desejo do personagem era:

a)

Que lhe desse atenção

b)

Que passasse suas páginas.

c)

Que lhe segurasse e lesse

d)

Todas às opções anteriores.

16.

“Eu me sentia um grande inútil”, a palavra grifada significa:

a)

Sem valor.

b)

Valorizado

c)

Agradável

d)

Útil

17.

Leia o texto


O que disse o passarinho

(...)

Um passarinho me contou

Que a ostra é muito fechada,

Que a cobra é muito enrolada

Que a arara é uma cabeça oca,

E que o leão-marinho e a foca...

Xô xô, passarinho, chega de fofoca!


PAES, José Paulo. O que disse o passarinho.

A pontuação usada no final do verso “e que o leão-marinho e a foca...” sugere que o passarinho:

a)

Está cansado.

b)

Está confuso.

c)

Não tem mais fofocas para contar.

d)

Ainda tem fofocas para contar.

18.

Leia o texto abaixo e, a seguir.

A Raposa e o Canção

Passara a manhã chovendo, e o cancão todo molhado, sem poder voar, estava tristemente pousado à beira da estrada. Veio a raposa e levou-o na boca para os filhinhos. Mas o caminho era longo e o sol ardente. Mestre cancão enxugou e começou a cuidar do meio de escapar à raposa. Passam perto de um povoado. Uns meninos que brincavam começam a dirigir desaforos à astuciosa caçadora. Vai o cancão e fala:

— Comadre raposa, isso é um desaforo! Eu se fosse você não agüentava! Passava uma decompostura!...

A raposa abre a boca num impropério terrível contra a criançada. O vaia o voa, pousa triunfalmente num galho e ajuda a vaia-la...

CASCUDO, Luís Câmara. Contos tradicionais do Brasil. 6ª ed. Rio de Janeiro. Ediouro, 2001.01


Para escapar da raposa, canção encontrou uma forma:

a)

inteligente

b)

bondosa

c)

ingênua

d)

corajosa

19.

Na frase “O canção voa, pousa triunfante num galho e ajuda a vaiá-la...”, a palavra “la” substitui:

a)

a estrada

b)

a manhã

c)

a criançada

d)

a raposa

20.

“Os felídeos são uma família de animais mamíferos e carnívoros, originários da Europa e que podem ser encontrados em todos os continentes do planeta. Um exemplo desse animal é o gato-maracajá, de nome científico Leopardus wiedii. Suas características mais marcantes são a longa cauda, olhos e patas grandes.


Qual é o gênero desse texto?

a)

conto

b)

informativo

c)

notícia

d)

poema

21.

(Enem - 2012) “Ele era o inimigo do rei”, nas palavras de seu biógrafo, Lira Neto. Ou, ainda, “um romancista que colecionava desafetos, azucrinava D. Pedro II e acabou inventando o Brasil”. Assim era José de Alencar (1829-1877), o conhecido autor de O guarani e Iracema, tido como o pai do romance no Brasil.

Além de criar clássicos da literatura brasileira com temas nativistas, indianistas e históricos, ele foi também folhetinista, diretor de jornal, autor de peças de teatro, advogado, deputado federal e até ministro da Justiça. Para ajudar na descoberta das múltiplas facetas desse personagem do século XIX, parte de seu acervo inédito será digitalizada.

História Viva, n.° 99, 2011.


Com base no texto, que trata do papel do escritor José de Alencar e da futura digitalização de sua obra, depreende-se que

a)

a digitalização dos textos é importante para que os leitores possam compreender seus romances.

b)

o conhecido autor de O guarani e Iracema foi importante porque deixou uma vasta obra literária com temática atemporal.

c)

a divulgação das obras de José de Alencar, por meio da digitalização, demonstra sua importância para a história do Brasil Imperial.

d)

a digitalização dos textos de José de Alencar terá importante papel na preservação da memória linguística e da identidade nacional.

e)

o grande romancista José de Alencar é importante porque se destacou por sua temática indianista.

22.

Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero [...].

Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver, mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.

ASSIS, M. A causa secreta. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 9 out. 2015.


(ENEM 2017) No fragmento, o narrador adota um ponto de vista que acompanha a perspectiva de Fortunato. O que singulariza esse procedimento narrativo é o registro do(a):

a)

indignação face à suspeita do adultério da esposa.

b)

tristeza compartilhada pela perda da mulher amada.

c)

espanto diante da demonstração de afeto de Garcia.

d)

prazer da personagem em relação ao sofrimento alheio.

e)

superação do ciúme pela comoção decorrente da morte.

23.

Nesse texto, busca-se convencer o leitor a mudar seu comportamento por meio da associação de verbos no modo imperativo à

a)

indicação de diversos canais de atendimento.

b)

divulgação do Centro de Defesa da Mulher.

c)

informação sobre a duração da campanha.

d)

apresentação dos diversos apoiadores.

e)

utilização da imagem das três mulheres.

24.

A última fala da tirinha causa um estranhamento, porque assinala a ausência de um elemento fundamental para a instalação de um tribunal: a existência de alguém que esteja sendo acusado.


Essa fala sugere o seguinte ponto de vista do autor em relação aos usuários da internet:

a)

proferem vereditos fictícios sem que haja legitimidade do processo

b)

configuram julgamentos vazios ainda que existam crimes comprovados

c)

emitem juízos sobre os outros mas não se veem na posição de acusados

d)

apressam-se em opiniões superficiais mesmo que possuam dados concretos

25.

Leia o texto para responder às próximas 5 questões.


Sobre os perigos da leitura


Nos tempos em que eu era professor da Unicamp, fui designado presidente da comissão encarregada da seleção dos candidatos ao doutoramento, o que é um sofrimento. Dizer esse entra, esse não entra é uma responsabilidade dolorida da qual não se sai sem sentimentos de culpa. Como, em 20 minutos de conversa, decidir sobre a vida de uma pessoa amedrontada? Mas não havia alternativas. Essa era a regra.

Os candidatos amontoavam-se no corredor recordando o que haviam lido da imensa lista de livros cuja leitura era exigida. Aí tive uma ideia que julguei brilhante. Combinei com os meus colegas que faríamos a todos os candidatos uma única pergunta, a mesma pergunta. Assim, quando o candidato entrava trêmulo e se esforçando por parecer confiante, eu lhe fazia a pergunta, a mais deliciosa de todas: “Fale-nos sobre aquilo que você gostaria de falar!”. [...]

A reação dos candidatos, no entanto, não foi a esperada. Aconteceu o oposto: pânico. Foi como se esse campo, aquilo sobre o que eles gostariam de falar, lhes fosse totalmente desconhecido, um vazio imenso. Papaguear os pensamentos dos outros, tudo bem. Para isso, eles haviam sido treinados durante toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas falar sobre os próprios pensamentos – ah, isso não lhes tinha sido ensinado!

Na verdade, nunca lhes havia passado pela cabeça que alguém pudesse se interessar por aquilo que estavam pensando. Nunca lhes havia passado pela cabeça que os seus pensamentos pudessem ser importantes.


(Rubem Alves, www.cuidardoser.com.br. Adaptado)


A palavra “a”, em –...no entanto, não foi a esperada.(3.º parágrafo), refere-se a

a)

Candidatos.

b)

Pergunta.

c)

Reação.

d)

Falar.

e)

Gostaria.

26.

A expressão “um vazio imenso” (3.º parágrafo) refere-se a

a)

Candidato.

b)

Pânico.

c)

Eles.

d)

Reação.

e)

Esse campo.

27.

No terceiro parágrafo do texto de Rubem Alves, alguns elementos substituem o termo “os candidatos”. São eles:

a)

Nunca, alguém, pensando.

b)

Eles, lhes, sua.

c)

Aquilo, eles, seus.

d)

Eles, isso, próprios.

e)

Eles, outros, próprios.

28.

Um anjo dorme aqui; na aurora apenas,

disse adeus ao brilhar das açucenas

em ter da vida alevantado o véu.

- Rosa tocada do cruel granizo Cedo

finou-se e no infantil sorriso passou do

berço pra brincar no céu!

(Casimiro de Abreu, in Primaveras)


O tema do texto é:

a)

a inocência de uma criança

b)

o nascimento de uma criança

c)

a morte de uma criança

d)

o sofrimento pela morte de uma criança

29.

Os tipos cheios de si

O difícil é encontrar quem nunca cruzou com (ou se passou por) um desses on-line.


De acordo com esse infográfico, as redes sociais estimulam diferentes comportamentos dos usuários que revelam:

a)

Exposição exagerada dos indivíduos.

b)

Comicidade ingênua dos usuários.

c)

Engajamento social das pessoas.

d)

Disfarce do sujeito por meio de avatares.

e)

Autocrítica dos internautas.

30.

Nesse cartaz, o uso da imagem do calçado aliada ao texto verbal tem o objetivo de:

a)

Criticar as difíceis condições de vida dos refugiados.

b)

Revelar a longa trajetória percorrida pelos refugiados.

c)

Incentivar a campanha de doações para os refugiados.

d)

Denunciar a situação de carência vivida pelos refugiados.

e)

Simbolizar a necessidade de adesão à causa dos refugiados.

31.

Campanhas publicitárias podem evidenciar problemas sociais. O Cartaz tem como finalidade:

a)

Alertar os homens agressores sobre as consequências de seus atos.

b)

Conscientizar a população sobre a necessidade de denunciar a violência doméstica.

c)

Instruir as mulheres sobre o que fazer em casos de agressão.

d)

Despertar nas crianças a capacidade de reconhecer atos de violência doméstica.

e)

Exigir das autoridades ações preventivas contra a Violência doméstica.