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PREPARA SAEB/ENEM 2023

Total questions: 32

Worksheet time: 2hrs 36mins

Name
Class
Date
1.

A partir do texto e da imagem que a personagem aparenta ter de si mesma, podemos inferir que o gato

a)

Imagina que não precisa se apresentar porque Papai Noel já o conhece de outros anos.

b)

Sabe que Papai Noel deixará um presente para ele, mesmo não o conhecendo muito bem.

c)

Supõe que o Papai Noel entrega presentes a todos, independentemente do comportamento de cada um

d)

Acredita que o Papai Noel só entrega presentes para pessoas que agem corretamente durante o ano.

2.

O que levou Mafalda a pensar que o grito ouvido era do mundo?

a)

Ela acha que tudo causa dor

b)

O mundo para ela é um animal.

c)

As notícias drásticas que ela ouviu no rádio.

d)

Ela ouviu no rádio que o mundo ia gritar.

e)

Mafalda é bastante imatura.

3.

Observando a tira, o que significa a expressão “ ...tua bola acabou de conquistar a liberdade dela!”?

a)

A menina chutou a bola.

b)

O menino gosta de ter liberdade.

c)

A bola foi perdida pela menina.

d)

Os meninos querem ser livres.

e)

A menina escondeu a bola.

4.

A partir da leitura verbal e não verbal, conclui-se que:

a)

Os cadeirantes não podem usar banheiros públicos.

b)

existem locais que não são adaptados para cadeirantes.

c)

existem cadeiras de rodas que passam por portas estreitas.

d)

os bebedouros devem ser colocados próximos aos banheiros.

e)

os bebedouros de locais públicos são acessíveis a qualquer pessoa

5.

Pássaro em vertical

Cantava o pássaro e voava

Cantava para lá

Voava para cá

Voava o pássaro e cantava

De

Repente

Um

Tiro

Seco

Penas fofas

Leves plumas

Mole espuma

E um risco

Surdo

N

O

R

T

E

S

U

L

Fonte: NEVES. Libério. Pedra solidão. Belo Horizonte: Movimento Perspectiva, 1965.

15

Caderno de Atividades

3. Qual é o assunto do texto

a)

a) Um pássaro em vôo, que leva um tiro e cai em direção ao chão.

b)

b) Um pássaro que cantava o dia todo.

c)

c) Um pássaro que sonhava com a liberdade.

d)

d) A queda de um pássaro que não sabia voar.

6.

Como um filho querido

Tendo agradado ao marido nas primeiras semanas de casados, nunca quis ela se

separar da receita daquele bolo. Assim, durante 40 anos, a sobremesa louvada compôs

sobre a mesa o almoço de domingo, e celebrou toda data em que o júbilo se fizesse

necessário.

Por fim, achando ser chegada a hora, convocou ela o marido para o conciliábulo

apartado no quarto. E tendo decidido ambos, comovidos, pelo ato solene, foi a esposa

mais uma vez à cozinha assar a massa açucarada, confeitar a superfície.

Pronto o bolo, saíram juntos para levá-lo ao tabelião, a fim de que se lavrasse ato de

adoção, tornando-se ele legalmente incorporado à família, com direito ao prestigioso

sobrenome Silva, e nome Hermógenes, que havia sido do avô.

Fonte: COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. p.57.

5. No conto “Como um filho querido” a esposa e o esposo foram ao tabelião com

intuito de:

a)

a) Regularizar a situação de um parente registrando seu nome.

b)

b) Registrar o nome do filho querido que há 40 anos fazia parte da família, mas

não tinha registro.

c)

c) Lavrar o ato de adoção do bolo no tabelionato, e assim, incorporá-lo à família

como um filho querido com direito ao sobrenome da família Silva.

d)

d) Lavrar o ato de adoção do filho querido para que o mesmo recebesse o

nome do seu avô paterno, Hermógenes.

7.

Elegia

Ganhei (perdi) meu dia.

E baixa a coisa fria

Também chamada noite, e o frio ao frio

em bruma se entrelaça, num suspiro.

21

Caderno de Atividades

E me pergunto e me respiro

na fuga deste dia que era mil

para mim que esperava

os grandes sóis violentos, me sentia

tão rico deste dia

e lá se foi secreto, ao serro frio (...)

Carlos Drummond de Andrade

9. Dos versos, podemos entender que:

a)

a) O poeta sente medo e tristeza dentro da noite negra e fria. Ele ama o dia e

sua luz.

b)

b) O poeta exprime um suave sentimento de tranqüilidade, ao cair de uma noite

de inverno: ele merecera e ganhara mais um dia, aproveitando o descanso

da noite para meditar.

c)

c) O poeta sente-se triste ao fim de mais um dia de um longo inverno, e lembrase

com saudade dos dias quentes e alegres do verão.

d)

d) O poeta, sentindo próximo o fim da vida, faz um retrospecto melancólico,

confrontando o muito que espera e o nada que tem nas mãos.

8.

11. Com base na leitura do texto, assinale a alternativa que expressa a opinião do

autor e não um fato narrado:

a)

a) O Brasil tem 400 mil trabalhadores na segurança pública e 1,5 milhão na segurança

privada para uma população que supera 171 milhões de pessoas.

b)

b) No [ECA] estão previstas seis medidas diferentes para a responsabilização

de adolescentes que violaram a lei.

c)

c) Precisamos de inteligência, orçamento e, sobretudo, um projeto ético e político

de sociedade que valorize a vida em todas as suas formas.

d)

d) A brutalidade cometida contra dois jovens em São Paulo reacendeu a fogueira

da redução da idade penal.

9.

Quais alimentos foram trazidos ao Brasil pelos japoneses?

Pensou em um festival de sushis e sashimis? Pense maior. No total, os japoneses

trouxeram mais de 50 tipos de alimentos ao Brasil. Os primeiros provavelmente foram

as variedades de caqui doce e a tangerina poncã, que chegaram nos anos 20. Mas foi

a partir da década de 1930 que a maioria dos novos gêneros aportou por aqui.

O cenário era favorável aos agricultores japoneses: comprando ou arrendando lotes

de terras das fazendas cafeeiras falidas após a crise da Bolsa de Nova York, os pequenos

proprietários dedicaram-se a uma variedade de culturas que não eram populares

no Brasil. Muitos imigrantes traziam mudas junto com suas bagagens nos navios.

Foi o caso do morango e até mesmo de um tipo de fruta insuspeita: a uva-itália, que

apesar de ser italiana, como o nome entrega, pintou no Brasil por mãos japonesas, na

década de 1940. A coisa era mais fácil quando vinha por meios oficiais, via acordos de

cooperação entre os dois países. De tempos em tempos, o governo nipônico liberava

sementes para cultivo no Brasil, como as da maçã Fuji, em 1971. Junto com as comidas

“inéditas”, os japoneses trouxeram técnicas para ampliar a escala de produção de

gêneros alimentícios já presentes no país, mas ainda restritos ao esquema de fundo

de quintal, como o alface, o tomate, o chá preto, a batata e o emblemático exemplo da

produção de frangos e ovos.

A avicultura brasileira apenas ensaiava um vôo de galinha até a década de 1930.

A atividade só decolou de vez com a importação de aves-matrizes do Japão e com a

experiência dos imigrantes japoneses nas granjas.

Fonte: Revista Superinteressante. pág.59. Edição 246 – Dezembro. 2007

25

Caderno de Atividades

14. A idéia central do texto é:

a)

a) 315 milhões de africanos vivem com menos de um dólar.

b)

b) Um terço da população não sabe o que é água encanada.

c)

c) 84 milhões deles estão desnutridos.

d)

d) Pelo amor de Deus, parem de ajudar a África.

10.

Cerca de 315 milhões de africanos vivem com menos de um dólar por dia – 84 milhões

deles estão desnutridos. Um terço da população não sabe o que é água encanada

e mais da metade não tem acesso a hospitais. Sem garantias básicas, o continente

vira ninho de conflitos de terra, ditaduras e terroristas que podem agir na Europa ou nos

EUA. (...) Com tantos problemas, nada melhor que receber ajuda do resto do mundo,

certo? Pois é no meio dessa empolgação para fazer a pobreza virar história que o economista

queniano James Shikwati grita para o mundo: “Pelo amor de Deus, parem de

ajudar a África”.

Fonte: Revista Superinteressante, edição 240- junho;2007,p. 87.

A parte do texto que mostra opinião é:

a)

a) 315 milhões de africanos vivem com menos de um dólar.

b)

b) Um terço da população não sabe o que é água encanada.

c)

c) 84 milhões deles estão desnutridos.

d)

d) Pelo amor de Deus, parem de ajudar a África.

11.

Leia o texto abaixo:

Debussy

Para cá, para lá...

Para cá, para lá...

Um novelozinho de linha...

Para cá, para lá...

Para cá, para lá...

Oscila no ar pela mão de uma criança

(Vem e vai...)

Que delicadamente e quase a adormecer o balanço

Psio...-

Para cá, para lá...

Para cá e ...

- O novelozinho caiu.

Manuel Bandeira

1. O autor repete várias vezes “Para cá, para lá...”. Esse recurso foi utilizado

para:

a)

a) Acompanhar o movimento do novelo e criar o ritmo do balanço.

b)

b) Reproduzir exatameante os sons repetitivos do novelo.

c)

c) Provocar a sensação de agitação da criança.

d)

d) Sugerir que a rima é o único recurso utilizado na poesia.

12.

A informação principal desse texto está no trecho:

a)

A piscina de águas naturais da Ponta do Farol, no Morro do Moreno, em Vila Velha, virou atração...”. (l. 1-2)

b)

“Nem mesmo os moradores de Vila Velha e frequentadores antigos [...] conheciam o pequeno recanto.”. (l. 5-6)

c)

“É o caso do administrador Deverson Daltio, que costuma passear de bicicleta...”. (l. 6-7)

d)

“As estudantes Eduarda Furtado e Juliana Moreira saíram de Vitória para ir até a piscina.”. (l.12)

e)

“Enquanto a maré estiver alta, o local pode ser curtido para banhos.”. (l. 15)

13.

Nesse texto, o homem oferece um doce ao gato porque

a)

é considerado um herói pelo seu gato.

b)

espera que o gato escreva coisas boas sobre ele.

c)

não deseja que o gato sinta fome enquanto escreve.

d)

não gosta de chocolate.

e)

quer ser solidário.

14.

Nesse texto, no trecho “Se você tem brinquedos...”, o termo em destaque expressa uma relação de

a)

adição

b)

causa

c)

conclusão

d)

condição

e)

conclusão

15.

Qual é o assunto desse texto?

a)

As paisagens preferidas do fotógrafo Yuri Barichivich

b)

As belezas naturais da Ilha das Caieiras.

c)

A importância do Museu Histórico da Ilha das Caieiras.

d)

A importância da moqueca para a culinária capixaba.

e)

A exposição fotográfica de Yuri Barichivich.

16.

Nesse texto, sobre o relacionamento amoroso, o eu lírico

a)

ficou descontente com o anel.

b)

guarda mágoas da pessoa amada.

c)

mostra-se preso aos bens materiais.

d)

sente-se superior à pessoa amada.

e)

sofreu uma desilusão amorosa.

17.

A ideia defendida nesse texto está no trecho::

a)

“A língua é patrimônio de uma coletividade,...”. (l. 1)

b)

“... a língua constitui marca identitária da comunidade que a usa.”. (l. 3-4)

c)

“... nenhuma língua é cristalizada, sem variações, imutável.”. (l. 6-7)

d)

“Uma língua cumpre suas funções em uma comunidade...”. (l. 9)

e)

“... ela é moldável, para satisfação dos propósitos da fala;...”. (l. 9-10)

18.

Nesse texto, a construção do verso “Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.” (v. 6) tem o objetivo de

a)

caracterizar a chegada dos fidalgos.

b)

fazer uma crítica ao comportamento dos fidalgos.

c)

comparar o sentido das palavras utilizadas.

d)

reproduzir o som da cavalgada.

e)

sugerir o exagero de uma ação.

19.

Qual é o assunto tratado nesse texto?

a)

A formação escolar de Ziraldo.

b)

Aspectos biográficos de Ziraldo.

c)

A mudança para o Rio de Janeiro.

d)

A família de origem de Ziraldo.

e)

Aspectos da obra do Cartunista.

20.

No trecho “... desembocou o namoro de sete anos com Vilma Gontijo, num casamento...” (l. 12-13), a palavra destacada adquire, no contexto, sentido de

a)

assumiu.

b)

começou.

c)

decidiu.

d)

levou.

e)

transformou.

21.

De acordo com esse texto, o eu lírico

a)

arrepende-se das coisas que deixou de fazer.

b)

consegue viver feliz mesmo sozinho.

c)

espera a volta de sua amada.

d)

faz uma volta ao passado.

e)

lembra-se dos momentos felizes que viveu.

22.

Censura moralista

Há tempos que a leitura está em pauta. E, diz-se, em crise. Comenta-se esta crise, por exemplo, apontando a precariedade das práticas de leitura, lamentando a falta de familiaridade dos jovens com livros, reclamando da falta de bibliotecas em tantos municípios, do preço dos livros em livrarias, num nunca acabar de problemas e de carências. Mas, de um tempo para cá, pesquisas acadêmicas vêm dizendo que talvez não seja exatamente assim, que brasileiros leem, sim, só que leem livros que as pesquisas tradicionais não levam em conta. E, também de um tempo para cá, políticas educacionais têm tomado a peito investir em livros e em leitura.

LAJOLO, M. Disponível em: www.estadao.com.br. Acesso em: 2 dez. 2013 (fragmento).

Os falantes, nos textos que produzem, sejam orais ou escritos, posicionam-se frente a assuntos que geram consenso ou despertam polêmica. No texto, a autora

a)

a) ressalta a importância de os professores incentivarem os jovens às práticas de leitura.

b)

b) critica pesquisas tradicionais que atribuem a falta de leitura à precariedade de bibliotecas.

c)

c) rebate a ideia de que as políticas educacionais são eficazes no combate à crise de leitura.

d)

d) questiona a existência de uma crise de leitura com base nos dados de pesquisas acadêmicas.

e)

e) atribui a crise da leitura à falta de incentivos e ao desinteresse dos jovens por livros de qualidade.

23.

Antiode

Poesia, não será esse
o sentido em que
ainda te escrevo:
flor! (Te escrevo:
flor! Não uma
flor, nem aquela
flor-Virtude – em disfarçados urinóis).
Flor é a palavra
flor; verso inscrito
no verso, como as
manhãs no tempo.
Flor é o salto
da ave para o voo:
o saltofora do sono
quando seu tecido
se rompe; é uma explosão
posta a funcionar,
como uma máquina,
uma jarra de flores.

MELO NETO, J. C. Psicologia da composição Rio de Janeiro Nova Fronteira, 1997 (fragmento)

A poesia é marcada pela recriação do objeto por meio da linguagem, sem necessariamente explicá-lo. Nesse fragmento de João Cabral de Melo Neto, poeta da geração de 1945, o sujeito lírico propõe a recriação poética de

a)

a) uma palavra, a partir de imagens com as quais ela pode ser comparada, a fim de assumir novos significados.

b)

b) um urinol, em referência às artes visuais ligadas às vanguardas do início do século XX.

c)

c) uma ave, que compõe, com seus movimentos, uma imagem historicamente ligada à palavra poética.

d)

d) uma máquina, levando em consideração a relevância do discurso técnico-científico pós-Revolução Industrial.

e)

e) um tecido, visto que sua composição depende de elementos intrínsecos ao eu lírico.

24.

5. (Enem/2017) Essas moças tinham o vezo de afirmar o contrário do que desejavam. Notei a singularidade quando principiaram a elogiar o meu paletó cor de macaco. Examinavam-no sérias, achavam o pano e os aviamentos de qualidade superior, o feitio admirável. Envaideci-me: nunca havia reparado em tais vantagens. Mas os gabas se prolongaram, trouxeram-me desconfiança. Percebi afinal que elas zombavam e não me susceptibilizei. Longe disso: achei curiosa aquela maneira de falar pelo avesso, diferente das grosserias a que me habituara. Em geral me diziam com franqueza que a roupa não me assentava no corpo, sobrava nos sovacos.

RAMOS, G. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1994.

Por meio de recursos linguísticos, os textos mobilizam estratégias para introduzir e retomar ideias, promovendo a progressão do tema. No fragmento transcrito, um novo aspecto do tema é introduzido pela expressão

a)

"a singularidade

b)

"tais vantagens"

c)

c) "os gabos".

d)

"Longe disso".

e)

"Em geral".

25.

Repique tocou

O surdo escutou

E o meu corasamborim

Cuíca gemeu, será que era meu, quando ela passou por mim?

[...]

ANTUNES, A.; BROWN, C.; MONTE, M. Tribalistas, 2002 (fragmento).

No terceiro verso, o vocábulo “corasamborim”, que a junção coração + samba + tamborim, refere- se, ao mesmo tempo, a elementos que compõem uma escola de samba e à situação emocional em que se encontra o autor da mensagem, com o coração no ritmo da percussão. Essa palavra corresponde a um(a):

a)
  1. Estrangeirismo, uso de elementos linguísticos originados em outras línguas e representativos de outras culturas.

b)
  1. Neologismo, criação de novos itens linguísticos, pelos mecanismos que o sistema da língua disponibiliza.

c)
  1. Gíria, que compõe uma linguagem originada em determinado grupo social e que pode vir a se disseminar em uma comunidade mais ampla.

d)
  1. Regionalismo, por ser palavra característica de determinada área geográfica

e)
  1. Termo técnico, dado que designa elemento de área específica de atividade.

26.

Venho solicitar a clarividente atenção de Vossa Excelência para que seja conjurada uma calamidade que está prestes a desabar em cima da juventude feminina do Brasil. Refiro-me, senhor presidente, ao movimento entusiasta que está empolgando centenas de moças, atraindo- as para se transformarem em jogadoras de futebol, sem se levar em conta que a mulher não poderá praticar este esporte violento sem afetar, seriamente, o equilíbrio fisiológico das suas funções orgânicas, devido à natureza que dispôs a ser mãe. Ao que dizem os jornais, no Rio de Janeiro, já estão formados nada menos de dez quadros femininos. Em São Paulo e Belo Horizonte também já estão se constituindo outros. E, neste crescendo, dentro de um ano, é provável que em todo o Brasil estejam organizados uns 200 clubes femininos de futebol: ou seja: 200 núcleos destroçados da saúde de 2,2 mil futuras mães, que, além do mais, ficarão presas à mentalidade depressiva e propensa aos exibicionismos rudes e extravagantes.

Coluna Pênalti. Carta Capital. 28 abr. 2010.

O trecho é parte de uma carta de um cidadão brasileiro, José Fuzeira, encaminhada, em abril de 1940, ao então presidente da República Getúlio Vargas. As opções linguísticas de mostram que seu texto foi elaborado em linguagem:

a)
  1. Regional, adequada à troca de informações na situação apresentada.

b)
  1. Jurídica, exigida pelo tema relacionado ao domínio do futebol.

c)
  1. Coloquial, considerando-se que ele era um cidadão brasileiro comum.

d)
  1. Culta, adequando-se ao seu interlocutor e à situação de comunicação.

e)
  1. Informal, pressupondo o grau de escolaridade de seu interlocutor.

27.

Venho solicitar a clarividente atenção de Vossa Excelência para que seja conjurada uma calamidade que está prestes a desabar em cima da juventude feminina do Brasil. Refiro-me, senhor presidente, ao movimento entusiasta que está empolgando centenas de moças, atraindo- as para se transformarem em jogadoras de futebol, sem se levar em conta que a mulher não poderá praticar este esporte violento sem afetar, seriamente, o equilíbrio fisiológico das suas funções orgânicas, devido à natureza que dispôs a ser mãe. Ao que dizem os jornais, no Rio de Janeiro, já estão formados nada menos de dez quadros femininos. Em São Paulo e Belo Horizonte também já estão se constituindo outros. E, neste crescendo, dentro de um ano, é provável que em todo o Brasil estejam organizados uns 200 clubes femininos de futebol: ou seja: 200 núcleos destroçados da saúde de 2,2 mil futuras mães, que, além do mais, ficarão presas à mentalidade depressiva e propensa aos exibicionismos rudes e extravagantes.

Coluna Pênalti. Carta Capital. 28 abr. 2010.

O trecho é parte de uma carta de um cidadão brasileiro, José Fuzeira, encaminhada, em abril de 1940, ao então presidente da República Getúlio Vargas. As opções linguísticas de mostram que seu texto foi elaborado em linguagem:

a)
  1. Regional, adequada à troca de informações na situação apresentada.

b)
  1. Jurídica, exigida pelo tema relacionado ao domínio do futebol.

c)
  1. Coloquial, considerando-se que ele era um cidadão brasileiro comum.

d)
  1. Culta, adequando-se ao seu interlocutor e à situação de comunicação.

e)
  1. Informal, pressupondo o grau de escolaridade de seu interlocutor.

28.

Gerente – Boa tarde. Em que eu posso ajudá-lo?

Cliente – Estou interessado em financiamento para compra e veículo.

Gerente – Nós dispomos de várias modalidades de crédito. O senhor é nosso cliente?

Cliente – Sou Júlio César Fontoura, também sou funcionário do banco.

Gerente – Julinho, é você, cara? Aqui é a Helena! Cê tá em Brasília? Pensei que você inda tivesse na agência de Uberlândia! Passa aqui pra gente conversar com calma.

BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola, 2004 (adaptado).

Na representação escrita da conversa telefônica entre a gerente do banco e o cliente, observa-se que a maneira de falar da gerente foi alterada de repente devido:

a)
  1. À adequação de sua fala à conversa com um amigo, caracterizada pela informalidade.

b)
  1. À iniciativa do cliente em se apresentar como funcionário do banco.

c)
  1. Ao fato de ambos terem nascido em Uberlândia (Minas Gerais).

d)
  1. À intimidade forçada pelo cliente ao fornecer seu nome completo.

e)
  1. Ao seu interesse profissional em financiar o veículo de Júlio.

29.

Para o Mano Caetano

O que fazer do ouro de tolo

Quando um doce bardo brada a toda brida,

Em velas pandas, suas esquisitas rimas?

Geografia de verdades, Guanabaras postiças

Saudades banguelas, tropicais preguiças?

A boca cheia de dentes

De um implacável sorriso

Morre a cada instante

Que devora a voz do morto, e com isso,

Ressuscita vampira, sem o menor aviso

[...]

E eu soy lobo-bolo? lobo-bolo

Tipo pra rimar com ouro de tolo?

Oh, Narciso Peixe Ornamental!

Tease me, tease me outra vez 1

Ou em banto baiano

Ou em português de Portuga

De Natal

[...]

1 Tease me (caçoe de mim, importune-me).

LOBÃO. Disponível em: http://vagalume.uol.com.br. Acesso em: 14 ago. 2009 (adaptado).

Na letra da canção apresentada, o compositor Lobão explora vários recursos da língua portuguesa, a fim de conseguir efeitos estéticos ou de sentido. Nessa letra, o autor explora o extrato sonoro do idioma e o uso de termos coloquiais na seguinte passagem:

a)
  1. “Quando um doce bardo brada a toda brida” (v. 2)

b)
  1. “Em velas pandas, suas esquisitas rimas?” (v. 3)

c)
  1. “Que devora a voz do morto” (v. 9)

d)
  1. “Lobo-bolo//Tipo pra rimar com ouro de tolo? (v. 11-12)

e)
  1. “Tease me, tease me outra vez” (v. 14)

30.

Cuitelinho

Cheguei na bera do porto

Onde as onda se espaia.

As garça dá meia volta,

Senta na bera da praia.

E o cuitelinho não gosta

Que o botão da rosa caia.

Quando eu vim da minha terra,

Despedi da parentaia.

Eu entrei em Mato Grosso,

Dei em terras paraguaia.

Lá tinha revolução,

Enfrentei fortes bataia.

A tua saudade corta

Como o aço de navaia.

O coração fica aflito,

Bate uma e outra faia.

E os oio se enche d´água

Que até a vista se atrapaia.

Folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó.

BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola, 2004.

Transmitida por gerações, a canção Cuitelinho manifesta aspectos culturais de um povo, nos quais se inclui sua forma de falar, além de registrar um momento histórico.

Depreende-se disso que a importância em preservar a produção cultural de uma nação consiste no fato de que produções como a canção Cuitelinho evidenciam a

a)
  1. Recriação da realidade brasileira de forma ficcional.

b)
  1. Criação neológica na língua portuguesa.

c)
  1. Formação da identidade nacional por meio da tradição oral.

d)
  1. Incorreção da língua portuguesa que é falada por pessoas do interior do Brasil.

e)
  1. Padronização de palavras que variam regionalmente, mas possuem mesmo significado.

31.

Compare os textos I e II a seguir, que tratam de aspectos ligados a variedades da língua portuguesa no mundo e no Brasil.

Texto I

Acompanhando os navegadores, colonizadores e comerciantes portugueses em todas as suas incríveis viagens, a partir do século XV, o português se transformou na língua de um império. Nesse processo, entrou em contato — forçado, o mais das vezes; amigável, em alguns casos — com as mais diversas línguas, passando por processos de variação e de mudança linguística. Assim, contar a história do português do Brasil é mergulhar na sua história colonial e de país independente, já que as línguas não são mecanismos desgarrados dos povos que as utilizam. Nesse cenário, são muitos os aspectos da estrutura linguística que não só expressam a diferença entre Portugal e Brasil como também definem, no Brasil, diferenças regionais e sociais.

PAGOTTO, E. P. Línguas do Brasil. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br. Acesso em: 5 jul. 2009 (adaptado).

Texto II

Barbarismo é vício que se comete na escritura de cada uma das partes da construção ou na pronunciação. E em nenhuma parte da Terra se comete mais essa figura da pronunciação que nestes reinos, por causa das muitas nações que trouxemos ao jugo do nosso serviço. Porque bem como os Gregos e Romanos haviam por bárbaras todas as outras nações estranhas a eles, por não poderem formar sua linguagem, assim nós podemos dizer que as nações de África, Guiné, Ásia, Brasil barbarizam quando querem imitar a nossa.

BARROS, J. Gramática da língua portuguesa. Porto: Porto Editora, 1957 (adaptado).

Os textos abordam o contato da língua portuguesa com outras línguas e processos de variação e de mudança decorridos desse contato. Da comparação entre os textos, conclui-se que a posição de João de Barros (Texto II), em relação aos usos sociais da linguagem, revela:


a)

Atitude crítica do autor quanto à gramática que as nações a serviço de Portugal possuíam e, ao mesmo tempo, de benevolência quanto ao conhecimento que os povos tinham de suas línguas

b)
  1. Atitude preconceituosa relativa a vícios culturais das nações sob domínio português, dado o interesse dos falantes dessa línguas em copiar a língua do império, o que implicou a falência do idioma falado em Portugal.

c)

desejo de conservar, em Portugal, as estruturas da variante padrão da língua grega — em oposição às consideradas bárbaras —, em vista da necessidade de preservação do padrão de correção dessa língua à época.

d)
  1. Adesão à concepção de língua como entidade homogênea e invariável, e negação da ideia de que a língua portuguesa pertence a outros povos.

e)
  1. Atitude crítica, que se estende à própria língua portuguesa, por se tratar de sistema que não disporia de elementos necessários para a plena inserção sociocultural de falantes não nativos do português.

32.

Compare os textos I e II a seguir, que tratam de aspectos ligados a variedades da língua portuguesa no mundo e no Brasil.

Texto I

Acompanhando os navegadores, colonizadores e comerciantes portugueses em todas as suas incríveis viagens, a partir do século XV, o português se transformou na língua de um império. Nesse processo, entrou em contato — forçado, o mais das vezes; amigável, em alguns casos — com as mais diversas línguas, passando por processos de variação e de mudança linguística. Assim, contar a história do português do Brasil é mergulhar na sua história colonial e de país independente, já que as línguas não são mecanismos desgarrados dos povos que as utilizam. Nesse cenário, são muitos os aspectos da estrutura linguística que não só expressam a diferença entre Portugal e Brasil como também definem, no Brasil, diferenças regionais e sociais.

PAGOTTO, E. P. Línguas do Brasil. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br. Acesso em: 5 jul. 2009 (adaptado).

Texto II

Barbarismo é vício que se comete na escritura de cada uma das partes da construção ou na pronunciação. E em nenhuma parte da Terra se comete mais essa figura da pronunciação que nestes reinos, por causa das muitas nações que trouxemos ao jugo do nosso serviço. Porque bem como os Gregos e Romanos haviam por bárbaras todas as outras nações estranhas a eles, por não poderem formar sua linguagem, assim nós podemos dizer que as nações de África, Guiné, Ásia, Brasil barbarizam quando querem imitar a nossa.

BARROS, J. Gramática da língua portuguesa. Porto: Porto Editora, 1957 (adaptado).

Os textos abordam o contato da língua portuguesa com outras línguas e processos de variação e de mudança decorridos desse contato. Da comparação entre os textos, conclui-se que a posição de João de Barros (Texto II), em relação aos usos sociais da linguagem, revela:


a)

Atitude crítica do autor quanto à gramática que as nações a serviço de Portugal possuíam e, ao mesmo tempo, de benevolência quanto ao conhecimento que os povos tinham de suas línguas

b)
  1. Atitude preconceituosa relativa a vícios culturais das nações sob domínio português, dado o interesse dos falantes dessa línguas em copiar a língua do império, o que implicou a falência do idioma falado em Portugal.

c)

desejo de conservar, em Portugal, as estruturas da variante padrão da língua grega — em oposição às consideradas bárbaras —, em vista da necessidade de preservação do padrão de correção dessa língua à época.

d)
  1. Adesão à concepção de língua como entidade homogênea e invariável, e negação da ideia de que a língua portuguesa pertence a outros povos.

e)
  1. Atitude crítica, que se estende à própria língua portuguesa, por se tratar de sistema que não disporia de elementos necessários para a plena inserção sociocultural de falantes não nativos do português.