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WorksheetsQUIZ DOS DESCRITORES
Total questions: 15
Worksheet time: 8mins
Leia o texto abaixo.
História deliciosa
Nada mais gostoso que cheirinho de pão quente de manhã! Muita gente pensa assim, em vários países, há milhares de anos. O pão foi o primeiro alimento criado pelo homem, há cerca de 12 mil anos. Antes, todos dependiam da caça e da pesca para comer.
Quando os antigos aprenderam a plantar trigo, deram um grande passo para se desenvolver e conquistar novas terras. Descobriram que os cereais eram fáceis de plantar, resistentes e permitiam fazer pão. No começo, os grãos eram moídos e misturados à água e a massa, assada sobre cinzas. O resultado era um pão fino e duro, torrado e meio sem gosto. Mas era só o começo de uma longa história.
Primeiras delícias
Os antigos egípcios criaram o tipo de pão que conhecemos hoje. Um dia, esqueceram a massa no sol e ela fermentou. Eles assaram e perceberam que aquele fenômeno deixava o pão mais leve, cheio de furinhos e passaram a usar a massa fermentada. No Egito, o pão era tão importante que servia como pagamento para os trabalhadores. E os nobres também valorizavam esse alimento: na tumba de Ramsés III, há desenhos em relevo com o formato de pães, doces e bolos.
No Brasil, os pães chegaram trazidos pelos portugueses na época da colonização e por muito tempo eram consumidos pelos ricos, pois o trigo era muito caro. As primeiras padarias só surgiram por volta de 1950, tocadas por italianos e portugueses.
Recreio. São Paulo: Abril. n. 206. p. 18-19.
Esse texto informa que, na antiguidade, usavam-se como forma de pagamento aos trabalhadores os
bolos.
cereais.
doces.
grãos.
pães.
De acordo com o Texto 2, pode-se economizar seis litros de agua
eliminando vazamentos.
preferindo os chuveiros.
tomando banhos curtos
usando descarga econômica.
todas as respostas acima estão corretas.
Leia o texto abaixo.
Os namorados
Um pião e uma bola estavam numa gaveta em meio a um monte de brinquedos. Um dia o pião disse para a bola:
– Devíamos namorar, afinal, ficamos lado a lado na mesma gaveta.
Mas a bola, que era feita de marroquim, achava que era uma jovem dama muito refinada e nem se dignou a responder à proposta do pião.
No dia seguinte, o menino, a quem todos esses brinquedos pertenciam, pintou o pião de vermelho e branco e pregou uma tachinha de bronze no meio dele. Ficava maravilhoso ao rodar.
– Olhe para mim agora! – o pião disse para a bola. – O que você acha, não daríamos um belo casal? Você sabe pular e eu sei dançar! Como iríamos ser felizes juntos!
– Isso é o que você acha – a bola retrucou – Você por acaso sabia que minha mãe e meu pai eram um par de chinelos marroquim, e que eu tenho cortiça dentro de mim?
– Mas eu sou de mogno – gabou-se o pião. – E ninguém menos que o próprio prefeito quem me fez, num torno que tem no porão. – E foi um grande prazer para ele.
– Como vou saber se o que está dizendo é verdade? – perguntou a bola.
– Que nunca mais me soltem se eu estiver mentindo! – o pião respondeu.
– Você sabe falar muito bem de si – admitiu a bola. – Mas terei de recusar o convite porque estou quase noiva de uma andorinha. Toda vez que pulo no ar, ele põe sua cabeça para fora do ninho e pergunta “você vai, você vai?”. Embora eu ainda não tenha dito que sim, já pensei nisso; e é praticamente o mesmo que estar noiva. Mas prometo que nunca o esquecerei.
ANDERSEN, Hans Christian. Os mais belos contos de Andersen. São Paulo: Moderna, 2008, p. 74. Fragmento.
No trecho “Embora eu ainda não tenha dito que sim,...” (último parágrafo), o pronome em destaque
refere-se
ao pião.
à bola.
ao menino.
ao prefeito.
à andorinha.
A herança
Tenho muito carinho pelo meu telefone fixo. E isso desde os tempos em que ele não era chamado de telefone fixo, mas apenas de telefone. Embora eu perceba que ele não seja lá tão fixo assim, já que circula com desenvoltura pela casa toda.
Meu pai não foi homem de muitas posses [...] nunca comprou nada, com raras exceções, nada que pudesse ficar, por exemplo, como herança. Entre as exceções, havia um telefone. [...] Era isso que eu queria dizer. Ganhei de herança do meu pai um telefone. [...]
E é essa linha que eu vejo agora vivendo seus últimos dias. De pouco me serve aquele telefone fixo. Amigos, colegas, parentes, propostas de trabalho, chateações de telemarketing – tudo chega a mim pelo telefone celular.
XEXEO, Artur. Revista O Globo. n. 316, 15 ago. 2010.
No trecho “E isso desde os tempos em que...”, o pronome destacado retoma o trecho:
“Tenho muito carinho pelo meu telefone fixo.”.
“... os tempos em que ele não era chamado de telefone fixo,...”.
“Embora eu perceba que ele não seja lá tão fixo assim,...”.
“... já que circula com desenvoltura pela casa toda.”.
“Meu pai não foi homem de muitas posses...”.
Leia os textos abaixo.
Qual é o preço da Terra? (Sim, o preço da Terra.)
Sim, alguém calculou. Não que haja compradores em potencial para o planeta, é claro.
Mesmo assim, o astrofísico americano Greg Laughlin, da Universidade da Califórnia, criou uma fórmula matemática para chegar ao valor da Terra – e aos de outros planetas também.
O nosso, no caso, vale três mil trilhões de libras (é uma cifra tão fora da realidade que parece até besteira converter, mas, em todo caso, fica em torno de oito mil trilhões de reais).
Na fórmula (que o cientista não divulgou qual é, mas ok, porque certamente é bem complexa e a maioria de nós não a entenderia, de qualquer forma), entram a idade, o tamanho, a temperatura, a massa e outras informações pontuais sobre cada planeta.
O fim da conta não surpreende: a Terra é o mais valioso do universo. Já Marte, por exemplo, que vem ganhando o carinho da comunidade científica por ser, além do nosso, o planeta mais imediatamente habitável do Sistema Solar, vale apenas 10 mil libras.
Os cálculos não são perda de tempo (não completa, pelo menos): a ideia do pesquisador ao criar a fórmula não era apenas brincar [...]. Ela vem sendo usada por ele para avaliar as descobertas de novos exoplanetas (planetas localizados fora do nosso Sistema Solar) feitas pela Nasa. “É uma maneira de eu poder quantificar o quão empolgado devo ficar em relação a qualquer planeta em particular”, explica Laughlin.
Descoberto em 2007, o Gilese 581 C, por exemplo, entusiasmou os cientistas logo de cara por parecer o mais similar à Terra – mas a conta final do astrofísico americano deu a ele a etiqueta de apenas 100 libras (olha aí, exoplaneta em promoção!). Já outro, o KOI 326.01, encontrado mais recentemente, foi estimado por ele em cerca de 150 mil libras.
PERIN, Thiago. Disponível em: <http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/qual-e-o-preco-da-terra-sim-o-preco-da-terra/>.Acesso em: 2 mar. 2011. Fragmento.
No trecho “... Gilese 581 C, por exemplo, entusiasmou os cientistas logo de cara...” (último parágrafo), a expressão destacada indica que o entusiasmo dos cientistas foi
apressado.
completo.
contido.
imediato.
momentâneo.
Leia o texto abaixo.
Nesse texto, o termo “inteiro” foi escrito em tamanho maior para
apontar surpresa.
enfatizar crítica.
expressar irritação.
indicar gritaria.
mostrar desprezo.
Leia o texto abaixo.
Pela janela
Quando eu percebi que a Milena estava olhando para mim, lá do outro lado da classe, virei o rosto para a lousa, onde a professora acabava de escrever uma pergunta. Antes do recreio, a gente tinha assistido A guerra do fogo e agora estávamos em grupos de quatro, fazendo um trabalho sobre o filme.
A história se passava na Idade da Pedra, não tinha falas, só grunhidos saindo das bocas dos homens das cavernas. [...]
Em torno da minha mesa estavam Geandré, o Walter, o Duílio e eu. Estávamos sentados próximos à janela, de onde eu podia ver os menores correndo, lá embaixo. [...] Olhei para Milena, bem rápido, ela estava me olhando, de novo, mas virou o rosto, quando me viu.
No dia anterior, a Milena passou por mim, na saída e, sem me olhar, pôs um papel dobrado na minha mão. De um lado estava escrito “De Milena” e no outro “Para Rodrigo”.
Eu coloquei o papel no bolso e só tive coragem de ler quando cheguei em casa, depois de mais de uma hora na perua, com ele queimando no meu bolso.
PRATA, Antônio. Carta fundamental. Set. 2009. Fragmento.
Nesse texto, a expressão destacada em “... com ele queimando no meu bolso.” (Último parágrafo) tem o sentido de
causar desconfiança.
despertar curiosidade.
esquentar.
incomodar.
pesar.
Leia o texto abaixo.
CONFIDÊNCIA DO ITABIRANO
Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana.
De Itabira trouxe prendas que ora te ofereço:
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!
ANDRADE, Carlos Drummond. Reunião. 10. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980.
Na última estrofe desse poema, o autor exprime
desconfiança.
generosidade.
indiferença.
orgulho.
saudosismo.
Na conversa retratada na tirinha, Mafalda responde à pergunta de sua mãe com uma entonação de
ironia e elogio ao governo.
elogio e respeito aos colegas.
consideração e obediência à sua mãe.
ironia e crítica ao governo.
Sobre a tirinha, é correto afirmar que
a linguagem não verbal é visível somente no 1º e 2º quadrinho da tirinha.
é possível identificar o uso da linguagem verbal no terceiro quadrinho.
o uso simultâneo das linguagens verbal e não verbal colabora para o entendimento da tirinha.
a linguagem verbal é o elemento principal para o entendimento da tirinha.
Na frase: “…não consigo me concentrar pra estudar!”, a palavra destacada é um exemplo de linguagem
formal.
técnica.
regional.
informal.
científica
Leia o texto abaixo.
É preciso casar João,
é preciso suportar, Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO.
Carlos Drummond de Andrade. www.angelfire.com/celeb/olobo/necessidaded.html
Nesse texto, a repetição sugere
atenção.
destruição.
necessidade.
preocupação.
Leia o texto abaixo e responda.
Trem de ferro
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virge maria que foi isso maquinista?
Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede
Oô...
Vou mimbora
Vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô...
Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986.
A expressão “café com pão”, repetida por três vezes no início do poema, sugere
o barulho do trem.
a voz do maquinista.
a conversa dos passageiros.
a voz da menina bonita.
o linguajar do povo do sertão.
Leia os textos abaixo.
Texto 1
Estamos vendo a consolidação de um grande diretor. Estamos vendo DiCaprio em sua melhor atuação na carreira. Isso não é pouco! [...] Elenco inspirado, forte, físico. [...] Vá ao cinema e, enquanto admira o belo trabalho de fotografia, [...] entregue-se por inteiro. [...] “O Regresso” vai te dar a opção de escolher o que é o bem e o que é o mal. [...]
George F.
Texto 2
Muito chato! Filme sem emoção, monótono e sem nexo em muitas partes. [...] Não vale a pena assistir. Um dos piores filmes que já assisti. Me desculpem os experts em cinema, mas não passa sentimento nenhum na trama. A fotografia é linda, mas só isso!
Neide Santos
Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-182266/>. Acesso em: 25 fev. 2016. Fragmento. *Mantida a ortografia original dos textos.
Em relação ao filme “O Regresso”, os autores desses textos
defendem ideias complementares.
expõem argumentos confusos.
apresentam posições divergentes.
manifestam o mesmo ponto de vista.
possuem ideias irrelevantes.
Leio o texto abaixo.
Texto 1
Olhos Verdes
[...] Como se lê num espelho
Pude ler nos olhos seus!
Os olhos mostram a alma,
Que as ondas postas em calma
Também refletem os céus;
Mas, ai de mim!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi! [...]
DIAS, Gonçalves. Poemas. Rio de Janeiro: Ediouro. 1997.
Texto 2
A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não pode prescindir da continuidade da leitura daquele (A palavra que eu digo sai do mundo que estou lendo, mas a palavra que sai do mundo que eu estou lendo vai além dele). [...] Se for capaz de escrever minha palavra estarei, de certa forma, transformando o mundo. O ato de ler o mundo implica uma leitura dentro e fora de mim. Implica na relação que eu tenho com esse mundo.
FREIRE, Paulo. Abertura do Congresso Brasileiro de Leitura. Campinas. Nov. 1981. Fragmento.
Um aspecto comum a esses dois textos é
as transformações ocorridas no mundo.
as várias possibilidades de leitura.
a mudança da leitura com o tempo.
a importância dos olhos para a leitura.
a escolha da palavra na escrita.
