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WorksheetsEVOLUÇÃO ENEM
Total questions: 12
Worksheet time: 6mins
Embora seja um conceito fundamental da Biologia, o termo “evolução” pode adquirir significados diferentes no senso comum. A ideia de que a espécie humana é o ápice do processo evolutivo é amplamente difundida, mas não é compartilhada por muitos cientistas.
Para esses cientistas, a compreensão do processo citado baseia-se na ideia de que os seres vivos, ao longo do tempo, passam por
modificação de características.
incremento no tamanho corporal.
complexificação de seus sistemas.
melhoria de processos e estruturas.
especialização para uma determinada finalidade.
Segundo a teoria evolutiva mais aceita hoje, as mitocôndrias, organelas celulares responsáveis pela produção de ATP em células eucariotas, assim como os cloroplastos, teriam sido originados de procariontes ancestrais que foram incorporados por células mais complexas.
Uma característica da mitocôndria que sustenta essa teoria é a
capacidade de produzir moléculas de ATP.
presença de parede celular semelhante à de procariontes.
presença de membranas envolvendo e separando a matriz mitocondrial do citoplasma.
capacidade de autoduplicação dada por DNA circular próprio semelhante ao bacteriano.
presença de um sistema enzimático eficiente às reações químicas do metabolismo aeróbio.
Tanto a febre amarela quanto a dengue são doenças causadas por vírus do grupo dos arbovírus, pertencentes ao gênero Flavivirus, existindo quatro sorotipos para o vírus causador da dengue. A transmissão de ambas acontece por meio da picada de mosquitos, como o Aedes aegypti. Entretanto, embora compartilhem essas características, hoje somente existe vacina, no Brasil, para a febre amarela e nenhuma vacina efetiva para a dengue.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Fundação Nacional de Saúde. Dengue: Instruções para pessoal de combate ao vetor. Manual de Normas Técnicas. Disponível em: http://portal.saude.gov.br. Acesso em: 7 ago. 2012 (adaptado).
Esse fato pode ser atribuído à
maior taxa de mutação do vírus da febre amarela do que do vírus da dengue.
alta variabilidade antigênica do vírus da dengue em relação ao vírus da febre amarela.
menor adaptação do vírus da dengue à população humana do que do vírus da febre amarela.
presença de dois tipos de ácidos nucleicos no vírus da dengue e somente um tipo no vírus da febre amarela.
baixa capacidade de indução da resposta imunológica pelo vírus da dengue em relação ao da febre amarela.
Algumas raças de cães domésticos não conseguem copular entre si devido à grande diferença em seus tamanhos corporais. Ainda assim, tal dificuldade reprodutiva não ocasiona a formação de novas espécies (especiação).
Essa especiação não ocorre devido ao(à)
oscilação genética das raças.
convergência adaptativa das raças.
isolamento geógrafico entre as raças.
seleção natural que ocorre entre as raças.
manutenção do fluxo gênico entre as raças.
Apesar da grande diversidade biológica, a hipótese de que a vida na Terra tenha tido uma única origem comum é aceita pela comunidade científica. Uma evidência que apoia essa hipótese é a observação de processos biológicos comuns a todos os seres vivos atualmente existentes.
Um exemplo de tal processo é o(a)
desenvolvimento embrionário.
reprodução sexuada.
respiração aeróbica.
excreção urinária.
síntese proteica.
A classificação biológica proposta por Whittaker permite distinguir cinco grandes linhas evolutivas utilizando, como critérios de classificação, a organização celular e o modo de nutrição. Woese e seus colaboradores, com base na comparação das sequências que codificam o RNA ribossômico dos seres vivos, estabeleceram relações de ancestralidade entre os grupos e concluíram que os procariontes do reino Monera não eram um grupo coeso do ponto de vista evolutivo.
A diferença básica nas classificações citadas é que a mais recente se baseia fundamentalmente em
tipos de células.
aspectos ecológicos.
relações filogenéticas.
propriedades fisiológicas.
características morfológicas.
O processo de formação de novas espécies é lento e repleto de nuances e estágios intermediários, havendo uma diminuição da viabilidade entre cruzamentos. Assim, plantas originalmente de uma mesma espécie que não cruzam mais entre si podem ser consideradas como uma espécie se diferenciando. Um pesquisador realizou cruzamentos entre nove populações — denominadas de acordo com a localização onde são encontradas — de uma espécie de orquídea (Epidendrum denticulatum). No diagrama estão os resultados dos cruzamentos entre as populações.
Considere que o doador fornece o pólen para o receptor
FIORAVANTI, C. Os primeiros passos de novas espécies: plantas e animais se diferenciam por meio de mecanismos surpreendentes. Pesquisa Fapesp, out. 2013 (adaptado).
Em populações de quais localidades se observa um processo de especiação evidente?
Bertioga e Marambaia; Alcobaça e Olivença.
Itirapina e Itapeva; Marambaia e Massambaba.
Itirapina e Marambaia; Alcobaça e Itirapina.
Itirapina e Peti; Alcobaça e Marambaia.
Itirapina e Olivença; Marambaia e Peti.
Durante sua evolução, as plantas apresentaram grande diversidade de características, as quais permitiram sua sobrevivência em diferentes ambientes. Na imagem, cinco dessas características estão indicadas por números.
A aquisição evolutiva que permitiu a conquista definitiva do ambiente terrestre pelas plantas está indicada pelo número:
1
2
3
4
5
Uma população (momento A) sofre isolamento em duas subpopulações (momento B) por um fator de isolamento (I). Passado um tempo, essas subpopulações apresentam características fenotípicas e genotípicas que as distinguem (momento C), representadas na figura pelas tonalidades de cor. O posterior desaparecimento do fator de isolamento I pode levar, no momento D, às situações Dl e D2.
A representação indica que, no momento D, na situação
Dl ocorre um novo fator de isolamento geográfico.
Dl existe uma única população distribuída em gradiente.
Dl ocorrem duas populações separadas por isolamento reprodutivo.
D2 coexistem duas populações com características fenotípicas distintas.
D2 foram preservadas as mesmas características fenotípicas da população original A.
O polvo mimético apresenta padrões cromáticos e comportamentos muito curiosos. Frequentemente, muda a orientação de seus tentáculos, assemelhando-se a alguns animais. As imagens 1, 3, e 5 apresentam polvos mimetizando, respectivamente, um peixe-linguado (2), um peixe-leão (4) e uma serpente-marinha (6).
NORMAN, M. D.; FINN, J.; TREGENZA, T. Dynamic mimicry in an Indo-Malayan octopus. In: Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, n. 268, out. 2021.
Disponível em: www.researchgate.net. Acesso em: 15 mar. 2014 (adaptado).
Do ponto de vista evolutivo, a capacidade apresentada se estabeleceu porque os polvos
originaram-se do mesmo ancestral que esses animais.
passaram por mutações similares a esses organismos.
observaram esses animais em seus nichos ecológicos.
resultaram de convergência adaptativa com essas espécies.
sobrevivem às pressões seletivas com esses comportamentos
Entre 2014 e 2016, as regiões central e oeste da África sofreram um grave epidemia de febre hemorrágica causada pelo vírus ebola, que se manifesta em até 21 dias após a infecção e cuja taxa de letalidade (enfermos que vão a óbito) pode chegar a 90%. Em regiões de clima tropical e subtropical, um outro vírus também pode causar febre hemorrágica: o vírus da dengue, que, embora tenha período de incubação menor (até 10 dias), apresenta taxa de letalidade abaixo de 1%.
Disponível em: www.who.int. Acesso em: 1 fev. 2017 (adaptado).
Segundo as informações do texto e aplicando princípios de evolução biológica às relações do tipo patógeno-hospedeiro, qual dos dois vírus infecta seres humanos há mais tempo?
Ebola, pois o maior período de incubação reflete duração mais longa do processo de coevolução patógeno-hospedeiro.
Dengue, pois o menor período de incubação reflete duração mais longa do processo de coevolução patógeno-hospedeiro.
Ebola, cuja alta letalidade indica maior eficiência do vírus em parasitar seus hospedeiros, estabelecida ao longo de sua evolução.
Ebola, cujos surtos epidêmicos concentram-se no continente africano, reconhecido como berço da origem evolutiva dos seres humanos.
Dengue, cuja baixa letalidade indica maior eficiência do vírus em parasitar seus hospedeiros, estabelecida ao longo da coevolução patógeno-hospedeiro.
Desde a proposição da teoria de seleção natural por Darwin, os seres vivos nunca mais foram olhados da mesma forma. No que diz respeito à reprodução de
anfíbios anuros, os cientistas já descreveram diferentes padrões reprodutivos, como os exemplificados a seguir:
Espécie 1 – As fêmeas produzem cerca de 5 000 gametas, que são fecundados na água, em lagoas temporárias de estação chuvosa. Todo o desenvolvimento embrionário, do ovo à metamorfose, ocorre, nesse ambiente, independente dos pais.
Espécie 2 – As fêmeas produzem aproximadamente 200 gametas, que são depositados em poças próximas a corpos-d’água. Os embriões são vigiados pelos machos durante boa parte do seu desenvolvimento.
Espécie 3 – As fêmeas produzem por volta de 20 gametas, que são fecundados sobre a superfície das folhas de plantas cujos galhos estão dispostos acima da
superfície de corpos-d’água e aí se desenvolvem até a eclosão.
Espécie 4 – As fêmeas produzem poucos gametas que, quando fecundados, são “abocanhados” pelos machos. Os embriões se desenvolvem no interior do
saco vocal do macho até a metamorfose, quando saem através da boca do pai.
Os padrões descritos evidenciam que
as fêmeas influenciam o comportamento dos machos.
o cuidado parental é necessário para o desenvolvimento.
o grau de evolução determina o comportamento reprodutivo.
o sucesso reprodutivo pode ser garantido por estratégias diferentes.
o ambiente induz modificação na produção do número de gametas femininos.
