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WorksheetsSAEB - MISSÃO IMPOSSÍVEL
Total questions: 25
Worksheet time: 4hrs 10mins
Texto:
A física quântica é um dos ramos mais desafiadores da ciência, repleto de fenômenos estranhos e conceitos complexos. Ela revoluciona nossa compreensão do mundo em escalas subatômicas. Uma das teorias mais famosas da física quântica é o Princípio da Incerteza de Heisenberg, enunciado por Werner Heisenberg em 1927. Esse princípio estabelece que é impossível conhecer simultaneamente a posição e a velocidade de uma partícula com precisão infinita. Ele introduz um elemento fundamental de incerteza em nosso entendimento do universo.
D1 - Qual é a principal ideia do Princípio da Incerteza de Heisenberg?
Toda partícula tem uma posição e velocidade fixas.
É possível conhecer a posição e velocidade de uma partícula com precisão infinita.
A incerteza é um conceito irrelevante na física quântica.
É impossível conhecer simultaneamente a posição e a velocidade de uma partícula com precisão infinita.
Texto:
Juliana sempre gostou de aventuras. Quando era criança, costumava explorar a floresta atrás de sua casa, onde encontrava animais selvagens e plantas exóticas. Agora, como adulta, viajar se tornou sua maior paixão. Ela já visitou vários países, experimentou comidas locais e conheceu pessoas incríveis. No entanto, há uma coisa que ela ainda não fez: escalar uma montanha. Juliana sempre sonhou em conquistar o cume de uma montanha majestosa, onde pudesse sentir a sensação de estar no topo do mundo.
D2 - Qual é a função da palavra "no entanto" na frase "No entanto, há uma coisa que ela ainda não fez: escalar uma montanha."?
Adição.
Contraste.
Causa e efeito.
Comparação.
Texto:
A exposição de arte contemporânea estava repleta de obras inovadoras e provocadoras. Os artistas usaram uma variedade de materiais, incluindo sucata, plástico e objetos comuns, para criar suas peças. Os visitantes da exposição ficaram perplexos diante das obras, tentando decifrar os significados ocultos por trás das formas abstratas e das cores vibrantes. As interpretações variavam amplamente, e algumas obras desafiavam os espectadores a explorar os limites da imaginação.
D3 - Qual é o significado implícito da palavra "provocadoras" no contexto do texto?
Bonitas
Vibrantes
Informativas
Desafiadoras
UMA TROPA DE KAMIKAZES DO BEM
180 técnicos voltam à usina
FUKUSHIMA, Japão. Eles eram 50, foram removidos às pressas e ontem voltaram num grupo ainda maior, 180, ao que pode ser considerado um dos lugares mais perigosos do planeta: o complexo nuclear de Fukushima I. Enquanto o mundo tenta desvendar a identidade dos bravos técnicos da Tokyo Eletric Power Company (Tepco), o grupo enfrenta os riscos de explosões, incêndios e, sobretudo, a letal exposição prolongada à radiação para tentar resfriar os reatores avariados. Desafiando a morte, sua coragem lembra a dos kamikazes: os pilotos japoneses suicidas que, na Segunda Guerra, arremessavam suas aeronaves contra navios inimigos, numa tentativa de salvar o Japão da invasão.
D4 - O que justifica o título do texto acima é
A diferença da finalidade do sacrifício entre os japoneses de hoje e da Segunda Guerra.
O fato de ainda existirem kamikazes que praticam o mal.
O anonimato dos japoneses que se sacrificam em prol de outras pessoas.
A ação de japoneses suicidas que arremessavam suas aeronaves contra os navios inimigos.
D5 - A expressão da mãe de Magali, no segundo quadrinho da tira, se justifica porque, para ela,
Ela está com sono e não quer mais ler histórias.
É pouco comum os pais lerem histórias infantis para os filhos.
O livro de receitas não é o texto literário adequado para o momento.
O livro de receitas é um texto não literário, portanto inadequado para o momento.
A PRINCESA E A RÃ
Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico... Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre... Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
Eu, hein?... nem morta!
Luis Fernando Veríssimo
D6 - Com base na leitura do texto pode-se concluir que o tema central do texto é
Uma princesa moderna.
uma princesa de contos de fadas.
a amizade entre a rã e a princesa.
o jantar da princesa.
D7 - Em relação à charge abaixo, infere-se que a tese do filho em relação ao casamento é:
O casamento é uma instituição sólida e duradoura.
As pessoas devem casar-se na adolescência.
Casar-se cedo é cometer um ato plausível.
O casamento é passageiro.
E se... o dinheiro deixasse de existir?
Se o mundo decidisse que dinheiro é a causa de todos os males da humanidade e tentasse eliminar a moeda da nossa vida, veria rapidamente que o mundo iria ser bem mais difícil sem ele.
É que o dinheiro surgiu justamente para facilitar a troca entre as pessoas. O escambo, a forma mais rudimentar de comércio, baseada na troca de mercadorias por mercadorias, é um meio trabalhoso e demorado, já que pressupõe uma dupla coincidência de desejos. Imagine que você fabrique remédios e precise comprar arroz. Para que a troca dê certo de primeira, será necessário achar um agricultor de arroz doente precisando da sua mercadoria. Complicado. Foi por isso que, ao longo da história, mercadorias muito usadas, fáceis de transportar e de dividir se tornaram um meio de pagamento comum. Você poderia, por exemplo, trocar seus remédios por sal e comprar arroz com parte do arrecadado.
Acabar com a moeda seria voltar no tempo. "Passaríamos mais tempo tentando satisfazer a dupla coincidência de desejos do que produzindo. Dessa forma, o PIB da economia seria drasticamente reduzido", diz Alexandre Schwartsman, do grupo Santander Brasil. Em um mundo onde é preciso ocupar-se com trocas que garantam a sobrevivência, não há tempo para produzir bens sofisticados, como ciência ou cultura. As profissões especializadas acabariam e toda a infraestrutura existente, como estradas, portos e ferrovias, seria inutilizada, já que só faz sentido em uma estrutura de comércio ágil e intenso.
Se a população se mantivesse firme no propósito de não voltar a usar nenhuma moeda comum de troca, o comércio entraria em colapso. As cidades, que são os centros mais intensos de troca na economia, seriam abandonadas e as pessoas migrariam para o campo, para viver em pequenos grupos autossuficientes. Aos poucos, a civilização que conhecemos deixaria de existir e viveríamos uma nova versão da alta Idade Média - sem cidades, sem comércio e sem muita gente: naquela época, entre os séculos 5 e 10, a economia era capaz de suportar uma população de 300 milhões de pessoas, um vigésimo da que temos hoje.
PEGURIER,Eduardo.Superinteressante,11dez.2009
D8 - Nesse texto, o principal argumento utilizado pelo autor para defender sua tese está relacionado com o
colapso do comércio.
desaparecimento da civilização atual.
fim das profissões especializadas.
tempo consumido.
Cabral divide a ocupação holandesa em três períodos. O primeiro vai de 1630 a 1637, quando a resistência local é obrigada a abandonar Pernambuco e os holandeses passam a controlar os territórios que vão do Ceará à foz do São Francisco (na divisa entre Alagoas e Sergipe). O segundo compreende os anos de 1637 a 1645, englobando principalmente o governo de João Maurício de Nassau e o começo da revolta luso-brasileira (em 1640, Portugal voltou a ser independente da Espanha). O terceiro vai de 1645 a 1654 e marca a chamada Guerra de Restauração. Esta termina com a expulsão total dos holandeses. Foi exatamente nesse período que se deram as batalhas de Guararapes.
(CAVALCANTE, Rodrigo, Aventuras na História, ed. 57, abr. 2008).
D9 - O trecho que apresenta a informação principal do parágrafo é
“O segundo compreende os anos de 1637 a 1645, englobando principalmente o governo de João Maurício
de Nassau e o começo da revolta luso-brasileira...”.
“O primeiro vai de 1630 a 1637, quando a resistência local é obrigada a abandonar Pernambuco e os holandeses passam a controlar os territórios que vão do Ceará à foz do São Francisco...”.
“Cabral divide a ocupação holandesa em três períodos”.
“O terceiro vai de 1645 a 1654 e marca a chamada Guerra de Restauração. Esta termina com a expulsão total dos holandeses. É nesse período que ocorrem as batalhas de Guararapes”.
O piolho viajante
Antônio Manuel Policarpo da Silva
Eu nasci lá para a Ásia. Nasci fora de tempo. Minha mãe esteve em perigo de vida, mas, mesmo assim, nasci, ainda que piolho, bastante grande e largo, tanto que muitas vezes me confundiam com um percevejo. Saí todo à minha mãe, principalmente nos olhos. A minha cor é cinzento-escura.
A primeira cabeça onde pus o pé e o dente foi a de um teimoso, mas um homem bom, ele tinha a maior vaidade em dizer que tinha piolhos.
Passados dias, o teimoso decidiu tentar criar cabelo, para isso untava a cabeça com banha. Não é que deu certo o remédio? Porém originou a desgraça de eu ter de passar a outra cabeça.
Acontece que o teimoso vivia com uma teimosa e foi na cabeça dela que eu fui parar. A mulher, porém, resolveu que precisava ir ao cabeleireiro. Quando acordei me vi preso no pente e me pus na cabeça do amigo cabeleireiro. Também não passei mal na cabeça do amigo cabeleireiro. A cabeça parecia uma moita. Era verdadeiramente um mato bravo, cheio de muita bicharia. Aos domingos, ele saía para dançar. Estando numa contradança, esbarrou com uma senhora e deram tão grande cabeçada que caí para a cabeça da Dama. Eu fiz minhas tentativas de saltar ao chão, para voltar à antiga cabeça, mas como estava tudo em desordem, receei ser pisado e fui parar na cabeça da nova senhora (...).
Revista CHC das crianças, Ano 2, p.12, mai. 2008. Adaptado. (P050139A9_SUP)
D10 - O narrador desse texto é
uma mãe.
uma criança.
um percevejo.
um piolho.
A coruja e a águia
A coruja e a águia, depois de muita briga resolveram fazer as pazes.
– Basta de guerra – disse a coruja. – O mundo é grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
–Perfeitamente – respondeu a águia. – Também eu não quero outra coisa.
– Neste caso combinamos isto: de ora em diante não comerás nunca os meus filhotes.
– Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
– Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem- feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
– Está feito! – concluiu a águia.
Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico aberto.
– Horríveis bichos! – disse ela. – Vê-se logo que não são os filhos da coruja. E comeu-os.
Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca, a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar contas com a rainha das aves.
– Quê? – disse esta, admirada. – Eram teus filhos aqueles monstrengos? Pois, olha, não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste... Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai.
Lá diz o ditado: quem o feio ama, bonito lhe parece.
MonteiroLobato.Ciênciahojedascrianças,MEC/FNDE,ano10,nº66,p.08
D11 - A coruja e a águia, depois de muitas brigas resolveram fazer as pazes porque
achavam tolice comer os filhotes uma da outra.
detestavam encontrar ninhos com aves pequenas.
comiam todos os bichos que encontravam.
gostavam de comer aves bastante crescidas.
As condições de bem-estar e de comodidade nos grandes centros urbanos como São Paulo são reconhecidamente precárias por causa, sobretudo, da densa concentração de habitantes num espaço que não foi planejado para alojá-los. Com isso, praticamente todos os pólos da estrutura urbana ficam afetados: o trânsito é lento; os transportes coletivos, insuficientes; os estabelecimentos de prestação de serviço, ineficazes.
D12 - O texto acima é
dissertativo
descritivo
narrativo
jornalístico
D13 - Uma das marcas linguísticas que se refere à linguagem oral informal usada entre o avô e neto neste texto é
a opção pelo emprego da forma verbal “era” em lugar de “foi".
a ausência de artigo antes da palavra “arvore”.
o emprego da redução “tá” em lugar da forma verbal “está”.
a utilização do pronome “que” em início de frase exclamativa.
O evento esportivo de ontem foi um sucesso. Centenas de pessoas compareceram ao estádio para assistir à competição. O clima estava perfeito, e os atletas demonstraram um desempenho excepcional. Muitos espectadores afirmaram que foi o melhor evento esportivo que já presenciaram. No entanto, algumas pessoas não gostaram da escolha do local do evento e acharam que a comida vendida estava muito cara.
D14 - Uma opinião no texto é
Centenas de pessoas compareceram ao estádio para assistir à competição.
Muitos espectadores afirmaram que foi o melhor evento esportivo que já presenciaram.
Algumas pessoas não gostaram da escolha do local do evento.
O clima estava perfeito.
O JARDINEIRO (Marcelo R. L. Oliveira)
Orquídeas, girassóis e margaridas, perpétuas, amarílise, hortênsias são flores bem cuidadas, coloridas,
tratadas com a maior das paciências. De traços belos, raros e precisos,
é um quadro perfumado esse jardim. Há lírios, rosas, dálias e narcisos, begônias, buganvílias e um jasmim. Na lida sai janeiro, entra janeiro, trabalha com prazer e sem atalho, faz bem o seu dever, o jardineiro.
As flores são os frutos do trabalho. São elas tão vistosas e agradáveis que todos querem ver as suas cores.
- Quem é o jardineiro? – Indagam, amáveis.
- Olindo Jardim das Flores!
(Revista Ciência Hoje das Crianças, número 200, contracapa)
D15 - O verso do poema “O jardineiro” que indica a passagem do tempo é:
“Na lida sai janeiro, entra janeiro.”
“trabalha com prazer e sem atalho.”
“faz bem o seu dever, o jardineiro.”
“As flores são os frutos do trabalho.”
D16 - Na tirinha, há traço de humor em
“Que olhar é esse Dalila?”
“Olhar de tristeza, mágoa, desilusão...”
“Olhar de apatia, tédio, solidão...”
“Sorte! Pensei que fosse conjuntivite!”
Segredo de Mulher (fragmento)
Como a Fidência se gabasse de discreta, seu marido resolveu tirar a prova. E para isso, uma noite acordou-a com ar assustado, dizendo:
– Que estranho fenômeno, Fidência. Pois não é que acabo de botar um ovo?
– Um ovo?! – exclamou a mulher, arregalando os olhos.
_ É, mas mantenha segredo absoluto entre nós. Você bem sabe como é o mundo. Se a notícia corre, começam todos a troçar de mim e acabam pondo me apelido. Segure, pois, a língua. Nunca diga nada a ninguém.
LOBATO,Monteiro.ObraInfantilCompleta.Segredodemulher.450.SãoPaulo:Brasiliense
D17 - Na expressão “Um ovo?!”, a pontuação indica
alegria.
espanto.
medo.
raiva.
D18 - A palavra que poderia resumir esse texto é
amor.
sofrimento.
bondade.
falsidade.
Magia das Árvores
— Eu já lhe disse que as árvores fazem frutos do nada e isso é a mais pura magia. Pense agora como as árvores são grandes e fortes, velhas e generosas e só pedem em troca um pouquinho de luz, água, ar e terra. É tanto por tão pouco! Quase toda a magia da árvore vem da raiz. Sob a terra, todas as árvores se unem. É como se estivessem de mãos dadas.
Você pode aprender muito sobre paciência estudando as raízes. Elas vão penetrando no solo devagarinho, vencendo a resistência mesmo dos solos mais duros. Aos poucos vão crescendo até acharem água. Não erram nunca a direção. Pedi uma vez a um velho pinheiro que me explicasse por que as raízes nunca se enganam quando procuram água e ele me disse que as outras árvores que já acharam água ajudam as que ainda estão procurando.
— E se a árvore estiver plantada sozinha num prado?
— As árvores se comunicam entre si, não importa a distância. Na verdade, nenhuma árvore está sozinha. Ninguém está sozinho. Jamais. Lembre-se disso.
D19 - No trecho "Ninguém está sozinho. Jamais. Lembre-se disso" , as frases curtas produzem o efeito de
continuidade.
dúvida.
ênfase.
hesitação.
Urubus e Sabiás
Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram do-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam por Vossa Excelência.
Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos, tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito. “Onde estão os documentos de seus concursos?” E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvesse. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam, simplesmente... Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás.
MORAL: EM TERRA DE URUBUS DIPLOMADOS NÃO SE OUVE CANTO DE SABIÁ.
ALVES, Rubem. Estórias de Quem gosta de Ensinar. São Paulo: Ars Poética, 1985, p.81- 2.
D10 - No contexto, o que gera o conflito é
a competição para eleger o melhor urubu.
a escola para formar aves cantoras.
o concurso de canto para conferir diplomas.
o desejo dos urubus de aprender a cantar.
TEXTO I – Abertura
Era uma vez um homem que contava histórias, Falando das maravilhas de um mundo encantado Que só as crianças podiam ver.
Mas esse homem, que falava às crianças, Conseguiu descrever tão bem essas maravilhas, Que fez todas as pessoas acreditarem nelas.
Pelo menos as pessoas que cresceram por fora, Mas continuaram sendo crianças em seus corações.
Ele aprendeu tudo isso com a natureza, Em lugares como esse sítio
Onde ele viveu. [...]
Pirlimpimpim. LP Som Livre.Wilson Rocha,1982. Fragmento.
TEXTO II – Lobato
No Sítio do Picapau Amarelo, cenário mágico das histórias de Monteiro Lobato, surgiu à literatura brasileira para crianças. Da legião de pequenos leitores que a partir dos anos 20 devoraram as aventuras da boneca Emília e dos outros personagens do Sítio, nasceram novas gerações de escritores infantis dos pais.
Embora Lobato tenha ficado conhecido por sua obra literária, não se limitou a ela. Foi um dos homens mais influentes do Brasil na primeira metade do século e encabeçou campanhas importantes, como a do desenvolvimento da produção nacional do petróleo.
Além do promotor público, empresário, jornalista e fazendeiro, foi editor de livros. Em 1918 fundou, em São Paulo, a Monteiro Lobato & Cia, editora que trouxe ao país grandes novidades gráficas e comerciais. Até morrer, em 1948, foi o grande agitador do mercado de livros no Brasil. [...]
NovaEscola,AnoXIII,nº100,mar.1997.
D20 - Os textos I (poema) e II (ensaio biográfico) têm em comum o fato de
contarem sobre a vida de alguém.
narrarem feitos maravilhosos.
noticiarem um acontecimento.
possuírem a mesma estrutura.
TEXTO I
Sem-proteção
Jovens enfrentam mal a acne, mostra pesquisa
Transtorno presente na vida da grande maioria dos adolescentes e jovens, a acne ainda gera muita confusão entre eles, principalmente no que diz respeito ao melhor modo de se livrar dela. E o que mostra uma pesquisa realizada pelo projeto Companheiros Unidos contra a Acne (Cucas), uma parceria do laboratório Roche e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD): Foram entrevistados 9273 estudantes, entre 11 e 19 anos, em colégios particulares de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Pará, Paraná, Alagoas,
Ceará e Sergipe, dentre os quais 7623 (82%) disseram ter espinhas. O levantamento evidenciou que 64% desses entrevistados nunca foram ao médico em busca de tratamento para espinhas. "Apesar de não ser uma doença grave, a acne compromete a aparência e pode gerar muitas dificuldades ligadas à auto-estima e à sociabilidade", diz o dermatologista Samuel Henrique Mandelbaum, presidente da SBD de São Paulo. Outros 43% dos entrevistados disseram ter comprado produtos para a acne sem consultar o dermatologista - as pomadas, automedicação mais freqüente, além de não resolverem o problema, podem agravá-lo, já que possuem componentes oleosos que entopem os poros. (...)
TEXTO II
Perda de Tempo - Fernanda Colavitti
Os métodos mais usados por adolescentes e jovens brasileiros não resolvem os problemas mais sérios de acne.
23% lavam o rosto várias vezes ao dia.
21% usam pomadas e cremes convencionais. 5% fazem limpeza de pele.
3% usam hidratante.
2% evitam simplesmente tocar no local. 2% usam sabonete neutro.
(COLAVITTI, Fernanda – Revista Veja Outubro / 2001 – p. 138.)
D20 - Comparando os dois textos, percebe-se que eles são
semelhantes.
divergentes.
contrários.
complementares
Texto I
Cinquenta camundongos, alguns dos quais clones de clones, derrubaram os obstáculos técnicos à clonagem. Eles foram produzidos por dois cientistas da Universidade do Havaí num estudo considerado revolucionário pela revista britânica “Nature”, uma das mais importantes do mundo. [...]
A notícia de que cientistas da Universidade do Havaí desenvolveram uma técnica eficiente de clonagem fez muitos pesquisadores temerem o uso do método para clonar seres humanos.
O GLOBO. Caderno Ciências e Vida. 23 jul. 1998, p. 36.
Texto II
Cientistas dos EUA anunciaram a clonagem de 50 ratos a partir de células de animais adultos, inclusive de alguns já clonados. Seriam os primeiros clones de clones, segundo estudos publicados na edição de hoje da revista “Nature”.
A técnica empregada na pesquisa teria um aproveitamento de embriões — da fertilização ao nascimento — três vezes maior que a técnica utilizada por pesquisadores britânicos para gerar a ovelha Dolly.
Folha De S. Paulo. 1º caderno – Mundo. 03 jul. 1998, p.16.
D21 - Os dois textos tratam de clonagem. Qual aspecto dessa questão é tratado apenas no texto I?
A divulgação da clonagem de 50 ratos.
A referência à eficácia da nova
O temor de que seres humanos sejam clonados.
A informação acerca dos pesquisadores envolvidos no experimento.
Texto 1
Uma professora, colega nossa de faculdade, intrigava um vizinho, porque estava sempre lendo. Um dia, ele não resistiu e lhe perguntou:
– Vera, por que está sempre com um romance debaixo do braço?
– Porque não posso pagar um analista... – justificou ela.
Texto 2
Aula inaugural dos cursos de pós-graduação da Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque. A titular de Filosofia começa a falar sobre a importância da sua área. Em certo ponto, afirma:
– Quanto a mim, considero que o melhor curso de filosofia é a leitura dos grandes clássicos da literatura mundial.
D21 - Com relação aos dois textos podemos afirmar que
nos textos 1 e 2, fica evidente que os dois interlocutores apreciam a leitura.
no texto 1, fica evidente que um dos interlocutores não aprecia a leitura.
nos textos 1 e 2, fica evidente que os dois interlocutores não apreciam a leitura.
os textos 1 e 2, tratam de assuntos diferentes.
TEXTO I
Mapa Da Devastação
A organização não-governamental SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais terminaram mais uma etapa do mapeamento da Mata Atlântica (www.sosmataatlantica.org.br). O estudo iniciado em 1990 usa imagens de satélite para apontar o que restou da floresta que já ocupou 1,3 milhão de km2, ou 15% do território brasileiro.
O atlas mostra que o Rio de Janeiro continua o campeão da motosserra. Nos últimos 15 anos, sua média anual de desmatamento mais do que dobrou.
Revista Isto É – nº 1648 – 02-05-2001 São Paulo – Ed. Três.
TEXTO II
Há qualquer coisa no ar do Rio, além de favelas
Nem só as favelas brotam nos morros cariocas. As encostas cada vez mais povoadas no Rio de Janeiro disfarçam o avanço do reflorestamento na crista das serras, que espalha cerca de 2 milhões de mudas nativas da Mata Atlântica em espaço equivalente a 1.800 gramados do Maracanã. O replantio começou há 13 anos, para conter vertentes ameaçadas de desmoronamento. Fez mais do que isso. Mudou a paisagem. Vista do alto, ângulo que não faz parte do cotidiano de seus habitantes, a cidade aninha-se agora em colinas coroadas por labirintos verdes, formando desenhos em curva de nível, como cafezais.
Revista Época – nº 83. 20-12-1999. Rio de Janeiro – Ed. Globo. p. 9.
D21 - Uma declaração do segundo texto que CONTRADIZ o primeiro é
a mata atlântica está sendo recuperada no Rio de Janeiro.
as encostas cariocas estão cada vez mais povoadas.
as favelas continuam surgindo nos morros cariocas.
o replantio segura encostas ameaçadas de desabamento.
