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WorksheetsD23 - Identificar os níveis de linguagem
Total questions: 10
Worksheet time: 20mins
(SAETHE). Leia o texto abaixo.
A linguagem utilizada no trecho “Num fica aí parado!” é
ciêntifica
coloquial
formal
técnica
(Prova Brasil). Leia o texto abaixo:
O homem que entrou pelo cano
Abriu a torneira e entrou pelo cano. A princípio incomodava-o a estreiteza do tubo. Depois se acostumou. E, com a água, foi seguindo. Andou quilômetros. Aqui e ali ouvia barulhos familiares. Vez ou outra um desvio, era uma seção que terminava em torneira.
Vários dias foi rodando, até que tudo se tornou monótono. O cano por dentro não era interessante.
No primeiro desvio, entrou. Vozes de mulher. Uma criança brincava.
Então percebeu que as engrenagens giravam e caiu numa pia. À sua volta era um branco imenso, uma água límpida. E a cara da menina aparecia redonda e grande, a olhá-lo interessada. Ela gritou: “Mamãe, tem um homem dentro da pia”.
Não obteve resposta. Esperou, tudo quieto. A menina se cansou, abriu o tampão e ele desceu pelo esgoto.
BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Cadeiras Proibidas. São Paulo: Global, 1988, p. 89.
Na frase “Mamãe, tem um homem dentro da pia.” (4° parágrafo), o verbo empregado representa, no contexto, uma marca de:
registro oral formal.
registro oral informal.
falar regional.
falar caipira.
Leia o texto abaixo.
Três de Julho – 1957
Agradeço a Deus a alegria de estar à frente do governo de Montes Claros na passagem do primeiro centenário da criação desta cidade. Nestes dias de festas, o meu pensamento se volta para aqueles que plantaram nos chapadões sertanejos a semente da cidade querida — que é, hoje, motivo de orgulho para todos nós. Saudemos com emoção os pioneiros do progresso de Montes Claros. A sombra tutelar daqueles que vieram antes de nós — que lutaram e sofreram sob os nossos céus lavados e límpidos — Montes Claros cresce. É através da lição dos batalhadores de ontem, que recolhemos o exemplo e o estimulo que nos dão coragem e fé para o prosseguimento da jornada. Na comemoração do centenário da cidade, queremos abraçar todos os filhos desta terra. O nosso abraço é também para aqueles que vieram de longe e vivem entre nós, amando e servindo a cidade generosa e hospitaleira, que os acolheu com carinho. Aos visitantes ora entre nós e que prestigiam, com a sua presença, a celebração de centenário de Montes Claros o nosso agradecimento e a nossa saudação afetuosa. Cem anos. Rejuvenescida, palpitante de seiva e de vigor, cheia de vida, atinge a cidade de Montes Claros o seu primeiro centenário.
Nesta oportunidade, renovemos o compromisso de bem servi-la.
Geraldo Athayde – Prefeito Municipal de Montes Claros.
Observando a linguagem do texto, podemos dizer que:
é a mais adequada para ser usada por todos os brasileiros.
a língua sofre variações nos grupos sociais, no tempo e no espaço.
é muito usada no cotidiano dos professores das escolas brasileiras.
normalmente é empregada por jornalistas em jornais impressos.
Leia o texto abaixo e responda a questão.
Domingão
Domingo, eu passei o dia todo de bode. Mas, no começo da noite, melhorei e resolvei bater um fio para o Zeca.
— E ai, cara? Vamos ao cinema?
— Sei lá, Marcos. Estou meio pra baixo....
— Eu também tava, cara. Mas já estou melhor!
E lá fomos nós. O ônibus atrasou, e nós pagamos o maior mico, porque, quando chegamos, o filme já tinha começado. Teve até um mane que perguntou se a gente tinha chegado para a próxima sessão.
Saímos de lá, comentando:
— Que filme massa!
— Maneiro mesmo!
Mas já era tarde, e nem deu para contar os últimos babados pro Zeca. Afinal, segunda-feira é de trampo e eu detesto queimar o filme com o patrão. Não vejo a hora de chegar de novo para eu agitar um pouco mais.
CAVÉQUIA. Márcia Paganini. In: http://ensinocomalegria.blogspot.com
Os dois personagens que conversam nesse texto são
adultos
crianças
idosos
jovens
Leia o texto para responder a questão abaixo:
Nada Tanto Assim
Leoni / Bruno Fortunato
Só tenho tempo
pras manchetes no metrô
E o que acontece na novela
Alguém me conta no corredor
Escolho os filmes
que eu não vejo no elevador
Pelas estrelas
que eu encontro
Na crítica do leitor
Eu tenho pressa
E tanta coisa me interessa
Mas nada tanto assim
Só me concentro em apostilas
coisa tão normal
Leio os roteiros de viagem
Enquanto rola o comercial
Conheço quase o mundo inteiro
por cartão postal
Eu sei de quase tudo um pouco
e quase tudo mal.
O trecho que aponta uma consequência da falta de tempo do eu do texto é
“Só tenho tempo pras manchetes no metrô”
“Só me concentro em apostilas coisa tão normal”
“Eu sei de quase tudo um pouco e quase tudo mal"
“E tanta coisa me interessa”
(SAEPE). Leia o texto abaixo.
Pela janela
Quando eu percebi que a Milena estava olhando para mim, lá do outro lado da classe, virei o rosto para a lousa, onde a professora acabava de escrever uma pergunta. Antes do recreio, a gente tinha assistido A guerra do fogo e agora estávamos em grupos de quatro, fazendo um trabalho sobre o filme.
A história se passava na Idade da Pedra, não tinha falas, só grunhidos saindo das bocas dos homens das cavernas. [...]
Em torno da minha mesa estavam Geandré, o Walter, o Duílio e eu. Estávamos sentados próximos à janela, de onde eu podia ver os menores correndo, lá embaixo. [...] Olhei para Milena, bem rápido, ela estava me olhando, de novo, mas virou o rosto, quando me viu.
No dia anterior, a Milena passou por mim, na saída e, sem me olhar, pôs um papel dobrado na minha mão. De um lado estava escrito “De Milena” e no outro “Para Rodrigo”.
Eu coloquei o papel no bolso e só tive coragem de ler quando cheguei em casa, depois de mais de uma hora na perua, com ele queimando no meu bolso.
PRATA, Antônio. Carta fundamental. Set. 2009. Fragmento.
No trecho “Antes do recreio, a gente tinha assistido...” (1° parágrafo), a expressão destacada é característica da linguagem:
coloquial.
culta
científica.
técnica.
(SAEPE). Leia o texto abaixo e responda.
Mundo grande
Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo.
Por isso me grito,
por isso frequento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Mundo Grande. Disponível em: <http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_
comentarios/m/mundo_grande_poema_drummond>. Acesso em: 9 nov. 2011.
A tipologia textual predominante nesse texto é
argumentativa.
descritiva.
dialogal.
poética.
(SAEPE). Leia o texto abaixo e responda.
“Esta planta é mui tenra e não muito alta, não tem ramos senão umas fôlhas que serão seis ou sete palmos de comprido. A fruita se chama banana. Parecem-se na feição com pepinos e criam-se em cachos. [...] Esta fruita é mui saborosa, e das boas, que há na terra: tem uma pele como de figo (ainda que mais dura) a qual lhe lançam fora quando a querem comer: mas faz dano à saúde e causa fevre a quem se demanda dela”
GÂNDAVO, Pero Magalhães de. História da Província Santa Cruz. Disponível em: <http://www.graudez.com.br/literatura/quinhentismo.html>.
Acesso em: 22 set. 2011. Fragmento.
Nesse texto, o autor faz uso da linguagem
técnica.
jornalística.
informal.
arcaica.
(SPAECE). Leia o texto abaixo.
Vim em 1960 e fui dar aula no Colégio Seleciano de Recife. Logo na primeira semana, fui chamado pela direção: um pai se queixara de que eu ofendera sua filha. É que eu dissera “Cale-se, rapariga”, sem saber que, no Nordeste, rapariga significa prostituta.
Revista Diálogo Médico
No trecho “...um pai se queixara...”, a palavra destacada é um exemplo de
expressão regional.
linguagem coloquial.
linguagem formal.
linguagem técnica.
(SPAECE). Leia o texto abaixo.
O estresse faz bem
A prestação do carro está vencendo, a crise roeu suas economias, o computador travou de vez e o mala do chefe insiste em pegar no seu pé. O resultado disso é clássico: estresse. Ninguém gosta de ter fumaça saindo pelas orelhas – mas, acredite, essa pressão faz muito bem para você. Pelo menos é o que diz Bruce McEwen, o estresse é fundamental para a nossa sobrevivência.
Quando sentimos o mundo cair sobre a cabeça, o cérebro nos prepara para reagir ao desastre. Ficamos prontos para tomar decisões com mais rapidez, guardar informações que podem ser decisivas e encarar desafios e perigos. Ou seja, pessoas estressadas potencializam sua capacidade de superar um problema, na visão do professor (funciona quase como o espinafre para o Popeye). Mas há um porém, se nos estressarmos demais, os efeitos benéficos acabam revertidos. Nosso cérebro falha, e funções como a memória acabam prejudicadas. É por isso que precisamos aprender a apreciar o estresse com moderação. O segredo estaria em levar uma vida saudável e buscar atividades que deem prazer, como diz McEwen – autor do livro O Fim do Estresse como Nós o Conhecemos – na entrevista que concedeu à SUPER.
WESTPHAL, Cristina. Super interessante. Abril, 2009. Adaptado: Reforma ortográfica. Fragmento.
O autor desse texto faz uso da linguagem coloquial no trecho:
“Ninguém gosta de ter fumaça saindo pelas orelhas...” (1° parágrafo).
“... o estresse é fundamental para a nossa sobrevivência.”. (final do 1° parágrafo).
“Ficamos prontos para tomar decisões com mais rapidez, ...”(2° parágrafo).
“... funções como a memória acabam prejudicadas.”. (2° parágrafo).
