WorksheetsRF - FILOSOFIA - 2 ANO
Total questions: 10
Worksheet time: 20mins
“Nas primeiras linhas das Meditações Metafísicas, Descartes declara que “recebera muitas falsas opiniões por verdadeiras” e que “aquilo que fundou sobre princípios mal assegurados devia ser muito duvidoso e incerto” (DESCARTES, R. Meditações Metafísicas, In: MARÇAL, J. CABARRÃO, M.; FANTIN, M. E. (org.) Antologia de textos filosóficos, Curitiba: SEED-PR, 2009, p. 153.). A fim de dar bom fundamento ao conhecimento científico, Descartes entende que é preciso:
confiar nas próprias opiniões.
partir de princípios seguros e proceder com método.
certificar-se de que os outros pensam como nós.
seguir as opiniões dos mais sábios.
Corrente filosófica que enfatiza o papel da razão como fundamento do modo de conhecer a realidade. Nesta perspectiva, a razão vai possibilitar a apreensão e a justificação do conhecimento sem o recurso sensorial interferindo no processo do conhecimento. Tal conceito refere-se à(ao):
Fenamenismo
Ceticismo.
Dogmatismo.
Racionalismo.
“A dúvida é uma atitude que contribui para o surgimento do pensamento filosófico moderno. Neste comportamento, a verdade é atingida através da supressão provisória de todo conhecimento, que passa a ser considerado como mera opinião. A dúvida metódica aguça o espírito crítico próprio da Filosofia” (Adaptado de Gerd A. Bornheim, Introdução ao filosofar. Porto Alegre: Editora Globo, 1970, p. 11.). A partir do texto, é correto afirmar que:
A Filosofia estabelece que opinião, conhecimento e verdade são conceitos equivalentes.
A dúvida, o questionamento rigoroso e o espírito crítico são fundamentos do pensamento filosófico moderno.
A dúvida é necessária para o pensamento filosófico, por ser espontânea e dispensar o rigor metodológico.
O espírito crítico é uma característica da Filosofia e surge quando opiniões e verdades são coincidentes.
“A maneira pela qual adquirimos qualquer conhecimento constitui suficiente prova de que não é inato” (LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p.13). O empirismo, corrente filosófica da qual Locke fazia parte,
é uma forma de ceticismo, pois nega que os conhecimentos possam ser obtidos.
aproxima-se do modelo científico cartesiano, ao negar a existência de ideias inatas.
defende que as ideias estão presentes na razão desde o nascimento.
afirma que o conhecimento não é inato, pois sua aquisição deriva da experiência.
Nesta concepção de aprendizagem, o homem é considerado desde o seu nascimento como sendo uma “tábula rasa”, uma folha de papel em branco. A aprendizagem decorre de estímulos do mundo externo, é uma “descoberta” por ser uma novidade para o sujeito, no entanto, este conhecimento já se encontrava presente na realidade exterior. Assinale a alternativa Correta que define a concepção de aprendizagem em questão:
Associacionismo
Empirismo
Inatismo
Interacionismo
“A natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito, que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é suficientemente considerável para que um deles possa com base nela reclamar algum benefício a que outro não possa igualmente aspirar” (HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Martins Fontes, 2003). Para Hobbes, antes da constituição da sociedade civil, quando dois homens desejavam o mesmo objeto, eles
Recorriam aos clérigos.
Consultavam os anciãos.
Apelavam aos governantes.
Entravam em conflito.
“É como se cada homem dissesse a cada homem: autorizo e transfiro o meu direito de me governar a mim mesmo a este homem, ou a esta assembleia de homens, com a condição de transferires para ele o teu direito, autorizando de uma maneira semelhante todas as suas ações. Feito isso, à multidão assim unida numa só pessoa se chama Estado” (Thomas Hobbes. Leviatã, 2003. Adaptado). No texto, o autor expressa sua teoria sobre a origem do Estado. Nessa teoria, o Estado tem sua origem na (A) Criação de leis aplicáveis ao povo e ao governante. (B) C (C) Instituição de um governo pelos mais sábios. (D) Manipulação do povo pelos chefes de Estado.
Criação de leis aplicáveis ao povo e ao governante.
Atribuição de um poder absoluto ao soberano.
Instituição de um governo pelos mais sábios.
Manipulação do povo pelos chefes de Estado.
A filosofia política, de Hobbes a Rousseau, sempre tematizou a questão da passagem do estado de natureza para o estado civil. No entanto, esses pensadores produziram distintas concepções sobre esse processo. A partir dessas elaborações dos filósofos políticos, verifica-se que:
O estado de natureza nunca existiu, pois o Homem é um ser social e, como tal, sempre esteve unido numa ordem moral e ética benéfica para todos, tal como colocou Hobbes.
O estado civil cumpre um papel histórico de extrema importância ao proporcionar uma maior liberdade individual com a instituição da propriedade privada, como afirmou Locke.
O estado de natureza se caracterizava pela harmonia universal, mas foi substituído pela competição a partir da criação da propriedade privada, tal como disse Maquiavel.
O estado de natureza era marcado pela luta pela sobrevivência, na qual todos lutavam contra todos e foi isso que fez emergir um estado absolutista, de acordo com Rousseau.
O contratualismo é uma escola de pensamento a partir da qual várias interpretações sobre a natureza humana e o surgimento das sociedades civis foram concebidas. Para os contratualistas, o ser humano:
era como uma tábula rasa, pois nascia completamente desprovido de qualquer tipo de ideia ou consciência.
vivia em um estado de natureza anterior às organizações sociais ou políticas que temos hoje.
era um animal desprovido de qualquer tipo de capacidade de relação social.
era o único ser vivo do planeta capaz de manter relações sociais.
“Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma das duas. Porque dos homens se pode dizer, duma maneira geral, que são ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ávidos de lucro, e enquanto lhes fazes bem são inteiramente teus, oferecem-te o sangue, os bens, a vida e os filhos, quando, como acima disse, o perigo está longe; mas quando ele chega, revoltam-se” (MAQUIAVEL, N. O príncipe. Rio de Janeiro: Bertrand, 1991). A partir da análise histórica do comportamento humano em suas relações sociais e políticas. Maquiavel define o homem como um ser
munido de virtude, com disposição nata a praticar o bem a si e aos outros.
guiado por interesses, de modo que suas ações são imprevisíveis e inconstantes.
sociável por natureza, mantendo relações pacíficas com seus pares.
possuidor de fortuna, valendo-se de riquezas para alcançar êxito na política.
