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WorksheetsPLATÃO
Total questions: 10
Worksheet time: 30mins
No centro da imagem, o filósofo Platão é retratado apontado para o alto. Esse gesto significa que o conhecimento se encontra em uma instância na qual o homem descobre a
suspensão do juízo como reveladora da verdade.
realidade inteligível por meio do método dialético.
salvação da condição mortal pelo poder de Deus.
essência das coisas sensíveis no intelecto divino.
ordem intrínseca ao mundo por meio da sensibilidade.
Leia o texto de Platão a seguir:
Logo, desde o nascimento, tanto os homens como os animais têm o poder de captar as impressões que atingem a alma por intermédio do corpo. Porém relacioná-las com a essência e considerar a sua utilidade, é o que só com tempo, trabalho e estudo conseguem os raros a quem é dada semelhante faculdade. Naquelas impressões, por conseguinte, não é que reside o conhecimento, mas no raciocínio a seu respeito; é o único caminho, ao que parece, para atingir a essência e a verdade; de outra forma é impossível.
(PLATÃO. Teeteto. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1973. p. 80.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria do conhecimento de Platão, considere as afirmativas a seguir:
I. Homens e animais podem confiar nas impressões que recebem do mundo sensível, e assim atingem a verdade.
II. As impressões são comuns a homens e animais, mas apenas os homens têm a capacidade de formar, a partir delas, o conhecimento.
III. As impressões não constituem o conhecimento sensível, mas são consideradas como núcleo do conhecimento inteligível.
IV. O raciocínio a respeito das impressões constitui a base para se chegar ao conhecimento verdadeiro.
Assinale a alternativa correta.
Somente as afirmativas I e II são corretas.
Somente as afirmativas II e IV são corretas.
Somente as afirmativas III e IV são corretas.
Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
Somente as afirmativas I, III e IV são corretas.
A opinião (doxa, em grego), no pensamento de Platão (427-347 a.C.) representa um saber sem fundamentação metódica. É um saber que possui sua origem
nos mitos religiosos, lendas e poemas da Grécia arcaica.
nas impressões ou sensações advindas da experiência sensível.
no discurso dos sofistas na época da democracia ateniense.
num saber eclético, proveniente de algumas idéias dos filósofos pré-socráticos
O trecho a seguir, do diálogo platônico Fédon, concerne ao modo de aquisição do conhecimento.
"É preciso, portanto, que tenhamos conhecido a igualdade antes do tempo em que, vendo pela primeira vez objetos iguais, observamos que todos eles se esforçavam por alcançá-la, porém lhe eram inferiores."
(PLATÃO. Fédon. Trad. de Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFPA, 2002, p. 275, 75a.)
A partir do fragmento apresentado, marque a alternativa que expressa corretamente o pensamento de Platão sobre o conhecimento.
Platão distingue uma realidade inteligível de outra sensível. O conhecimento de todas as coisas só é possível porque as percepções advindas dos sentidos desencadeiam a reminiscência das Formas inteligíveis, apreendidas pela razão antes do nascimento.
Platão não distingue a realidade inteligível de outra sensível. O conhecimento é o produto das sensações. O conhecimento nada mais é do que a reminiscência dessas sensações.
Platão distingue duas ordens de realidade: o mundo sensível e a alma. O conhecimento de todas as coisas só é possível porque as sensações informam a alma sobre o mundo sensível e, a partir disso, formam a reminiscência.
Platão distingue duas ordens de realidade: o mundo sensível e o mundo dos deuses. O conhecimento só é possível porque a alma recebe uma informação divina antes que tenha percebido os objetos sensíveis, pois todo conhecimento vem dos deuses.
“Quando é, pois, que a alma atinge a verdade? Temos de um lado que, que deseja investigar com a ajuda do corpo qualquer questão que seja, o corpo, é claro, a engana radicalmente.
- Dizes uma verdade.
- Não é, por conseguinte, no ato de raciocinar, e não de outro modo, que alma apreende, em parte, a realidade de um ser?
- Sim.
[...] – E é este então o pensamento que nos guia durante todo o tempo em que tivemos o corpo, e nossa alma estiver misturada com essa coisa má, jamais possuiremos completamente o objeto dos nossos desejos! Ora, esse objeto é, como dizíamos a verdade.”
(PLATÃO, Fédon. Trad. Jorge Paleikat a João Cruz Costa. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 66-67)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a concepção de verdade em Platão, é correto afirmar:
O conhecimento inteligível, compreendido como verdade, está contido nas ideias que a alma possui.
A verdade reside na contemplação sãs sombras, refletidas pela luz exterior e projetadas no mundo sensível.
A verdade consiste na fidelidade, e como Deus é o único verdadeiramente fiel, então a verdade reside em Deus.
A principal tarefa da filosofia está em aproximar o máximo possível a alma do corpo para, dessa forma, obter verdade
A verdade encontra-se na correspondência entre um enunciado e os fatos que ele aponta no mundo sensível.
Trasímaco estava impaciente porque Sócrates e os seus amigos presumiam que a justiça era algo real e importante. Trasímaco negava isso. Em seu entender, as pessoas acreditavam no certo e no errado apenas por terem sido ensinadas a obedecer às regras da sua sociedade. No entanto, essas regras não passavam de invenções humanas.
RACHELS, J. Problemas da Filosoia. Lisboa: Gradiva, 2009.
O sofista Trasímaco, personagem imortalizado no diálogo A República, de Platão, sustentava que a correlação entre justiça e ética é resultado de
determinações biológicas impregnadas na natureza humana.
verdades objetivas com fundamento anterior aosinteresses sociais.
mandamentos divinos inquestionáveis legados dastradições antigas.
convenções sociais resultantes de interesses humanos contingentes.
sentimentos experimentados diante de determinadasatitudes humanas.
“- Mas a cidade pareceu-nos justa, quando existiam dentro dela três espécies de naturezas, que executavam cada uma a tarefa que lhe era própria; e, por sua vez, temperante, corajosa e sábia, devido a outras disposições e qualidades dessas mesmas espécies.
- É verdade.
- Logo, meu amigo, entenderemos que o indivíduo, que tiver na sua alma estas mesmas espécies, merece bem, devido a essas mesmas qualidades, ser tratado pelos mesmos nomes que a cidade”. (PLATÃO. A república.Trad. de Maria Helena da Rocha Pereira. 7 ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1993. p. 190.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a justiça em Platão, é correto afirmar:
As pessoas justas agem movidas por interesses ou por benefícios pessoais, havendo a possibilidade de ficarem invisíveis aos olhos dos outros.
A justiça consiste em dar a cada indivíduo aquilo que lhe é de direito, conforme o princípio universal de igualdade entre todos os seres humanos, homens e mulheres.
A verdadeira justiça corresponde ao poder do mais forte, o qual, quando ocupa cargos políticos, faz as
leis de acordo com os seus interesses e pune a quem lhe desobedece.
A justiça deve ser vista como uma virtude que tem sua origem na alma, isto é, deve habitar o interior do homem, sendo independente das circunstâncias externas.
Ser justo equivale a pagar dívidas contraídas e restituir aos demais aquilo que se tomou emprestado, atitudes que garantem uma velhice feliz.
A Alegoria da Caverna de Platão, além de ser um texto de teoria do conhecimento, é também um texto político. No sentido político, é correto afirmar que Platão sustentava um modelo.
monárquico, cujo governo deveria ser exercido por um filósofo e cujo poder deveria ser absoluto, centralizador e hereditário.
aristocrático, baseado na riqueza e que representava os interesses dos comerciantes e nobres atenienses, por serem os mecenas das artes, das letras e da filosofia.
democrático, baseado, principalmente, na experiência política de governo da época de Péricles.
aristocrático, cujo governo deveria ser confiado aos melhores em inteligência e em conduta ética.
A política é, para Platão, a condição indispensável à realizaçãoda própria filosofia. Isto por que:
a finalidade da política não é o exercício do poder, mas a realização da justiça.
o filósofo, ao contemplar o bem, não sabe como retornar ao mundo da caverna.
dentre as formas de governo, a democracia degenera em anarquia.
a política é a arte de gerir os destinos da cidade.
a política é um jogo de ser e parecer, com uma lógica própria.
Considere a citação abaixo:
“Sócrates: Tomemos como princípio que todos os poetas, a começar por Homero, são simples imitadores das aparências da virtude e dos outros assuntos de que tratam, mas que não atingem a verdade. São semelhantes nisso ao pintor de que falávamos há instantes, que desenhará uma aparência de sapateiro, sem nada entender de sapataria, para pessoas que, não percebendo mais do que ele, julgam as coisas segundo a aparência?”
Glauco – “Sim”.
Fonte: PLATÃO. A República. Tradução de Enrico Corvisieri. São Paulo: Nova Cultural, 1997. p.328.
Com base no texto acima e nos conhecimentos sobre a mímesisem Platão, assinale a alternativa correta.
Platão critica a pintura e a poesia porque ambas são apenas imitações diretas da realidade.
Para Platão, os poetas e pintores têm um conhecimento válido dos objetos que representam.
Tanto os poetas quanto os pintores estão, segundo a teoria de Platão, afastados dois graus da verdade.
Platão critica os poetas e pintores porque estes, à medida que conhecem apenas as aparências, não têm nenhum conhecimento válido do que imitam ou representam.
A poesia e a pintura são criticadas por Platão porque são cópias imperfeitas do mundo das ideias.
