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Revisão para Edros 9°Ano

Total questions: 20

Worksheet time: 20mins

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1.

Leia o trecho abaixo:

“Os batalhões de negros que partiam para a Guerra do Paraguai “se diziam voluntários, mas eram quase sempre de recrutados à força”. Em certos círculos da elite – sobretudo da elite que não participou da campanha – esteve em moda referir-se a esses soldados, não vendo neles nenhum valor, como “voluntários de corda” ou “voluntários a pau e corda”. [...] Depois da guerra, a nova dignidade de soldado vitorioso e cidadão brasileiro levou o povo negro a demandas até então inimagináveis ou adormecidas. Demanda, por exemplo, por abolição, cidadania e participação política”

SILVA, Eduardo. O negro e a conquista da abolição. São Paulo: Rev. USP, nº 58, 2003. Disponível em: . Acesso em: 2 fev. 2019.

O trecho chama atenção para o fato de que:

a)

após a guerra os donos de escravos entraram na justiça pedindo indenizações pela morte dos combatentes que lhes pertenciam.

b)

após o conflito os escravos passaram a questionar seu papel na sociedade, visto que foram fundamentais na batalha.

c)

o governo brasileiro ganhou muito dinheiro com o fim da guerra graças as indenizações milionárias que o Paraguai foi forçado a pagar.

d)

o território do Brasil foi reduzido após o conflito, resultado das negociações de paz e das imposições do Tratado de Rio Branco.

e)

houve um aumento na demanda de negros vindos da África em razão da alta mortalidade dos escravos no campo de batalha.

2.

Leia o trecho abaixo:

“Também eram comuns as chamadas “eleições a bico de pena”, em que fraudes eram praticadas em todas as etapas do processo: no alistamento dos eleitores, na composição das mesas de votação e apuração, nas transcrições das atas e nos diplomas dos eleitos. O processo eleitoral era tratado como uma formalidade, e a vontade dos eleitores, como questão secundária. Munidos de cacife eleitoral, os “coronéis” se articulavam aos grupos oligárquicos que mantinham a hegemonia no plano estadual. Assim, estabeleciam uma ampla rede de alianças, por meio da troca de votos por favores, bens, nomeações para cargos públicos, obras, total impunidade e outros privilégios, que aumentavam seu poder local.”

DIAS, Carlos Alberto Ungaretti. Política dos governadores. Dicionário da Elite Política Republicana. São Paulo: FGV, 2011. Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/POL%C3%8DTICA%20DOS%20GOVERNADORES.pdf. Acesso em: 06/07/21.

O excerto acima refere-se:

a)

ao Convênio de Taubaté, no qual os coronéis se reuniram para definir o futuro político do país.

b)

a Revolução de 32, que lutou contra as fraudes no sistema eleitoral e a manutenção do parlamentarismo no país.

c)

a criação da Justiça Eleitoral, em 1920, para evitar as fraudes no sistema de votação.

d)

ao voto de cabresto, no qual os eleitores eram coagidos a votar em um determinado candidato.

e)

ao sistema de votação no Império, marcado por fraudes e pelo uso de ameaças para eleger deputados do Partido Conservador.

3.

Assinale a alternativa que define corretamente o motivo do estopim para a Revolta Armada.

a)

O assassinato do presidente Deodoro da Fonseca por rebeldes separatistas que buscavam a independência do Rio Grande do Sul e do Paraná.

b)

O fechamento do Congresso por Deodoro da Fonseca, o que culminou na sua renúncia e a recusa em se fazer cumprir a constituição de 1891 que previa eleições gerais caso a presidência ou a vice ficassem vagas antes de 2 anos de mandato.

c)

A repressão aos tenentes do Movimento Tenentista, gerando uma enorme reação por parte da imprensa e da sociedade civil, causando passeatas e manifestações contra o governo e a tomada do Forte de Copacabana.

d)

A Guerra de Canudos aumentou a influência do exército dentro do governo, um golpe, que falhou em sua execução, foi tramado pela insatisfação dos soldados com a carreira militar.

e)

A expulsão dos estrangeiros do Brasil e a desistência na política de imigração europeia, fizeram com que os imigrantes fossem às ruas lutar contra a sua deportação para seus países de origem.

4.

Leia o trecho abaixo:

“Em que pesem alguns episódios específicos, a base fundamental da campanha abolicionista movida por setores da elite econômica dos anos 1880 estava longe de ser um humanitarismo solidário aos negros, ou a busca de reformas sociais democratizantes. Isso tornou-se evidente com o passar dos anos, apesar de um discurso contraditório de setores das classes dominantes, simpáticos à libertação. Havia, por exemplo, o caso do projeto abolicionista de Joaquim Nabuco. Rejeitado pela Câmara dos Deputados, em fins de 1880, o texto manifestava alguma preocupação social. Seu artigo 49 definia:     
“Serão estabelecidas nas cidades e vilas aulas primárias para os escravos. Os senhores de fazendas e engenhos são obrigados a mandar ensinar a ler, escrever, e os princípios de moralidade aos escravos”.”

MARIGONI, Gilberto. História - O destino dos negros após a Abolição. São Paulo: IPEA, 2011. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&id=2673%3Acatid%3D28&Itemid=23. Acesso: 19/07/2021.

O texto acima reforça a ideia de que:

a)

a abolição deveria acontecer de maneira ágil e com toques revolucionários, utilizando como inspiração o movimento que explodiu no Haiti no início do século XIX.

b)

o processo foi pensado de modo a garantir que os negros tivessem acesso a educação, para garantir o desenvolvimento de país e a inserção do ex escravos na sociedade.

c)

os abolicionistas tinham as mesmas ideias e havia poucas divergências dentro do movimento, que era guiado pelos princípios humanitários e democratização do país.

d)

o movimento acreditava que a abolição da escravidão seria o primeiro passo para a Proclamação da República e a construção de uma sociedade democrática com base no pensamento Iluminista e na Constituição dos Estados Unidos.

e)

parte dos setores envolvidos não estavam realmente preocupados com a inserção do negro na sociedade, apenas queriam resolver essa questão e abrir caminho para o branqueamento da população com o incentivo à vinda de imigrantes.

5.

Leia o texto a seguir.

A República da Espada iniciou-se após a Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889. Nesse dia, o governo monárquico brasileiro foi substituído pelo modelo republicano.

Disponível em: <https://www.historiadomundo.com.br>. Acesso em: 6 dez. 2019.

O primeiro momento republicano brasileiro (1889-1894) caracterizou-se

a)

por governos democráticos e descentralizados.

b)

pela concentração de poder nas mãos dos industriais.

c)

pela participação de todos os brasileiros em eleições diretas.

d)

pela influência da Belle Époque e da ideia de progresso positivista

e)

pela política de alianças para eleger representantes do Executivo nacional.

6.

Sobre a cronologia apresentada, é correto afirmar que o(a)

a)

Estado passou a oferecer educação aos filhos de escravizados após os oito anos de idade a partir da Lei do Ventre Livre.

b)

Lei Eusébio de Queirós aboliu o tráfico negreiro de outros continentes para o Brasil, permitindo apenas a entrada de africanos.

c)

abolição da escravatura ocorreu de maneira lenta e gradual, já que, durante anos, diversas leis foram assinadas para que ela se concretizasse.

d)

Lei dos Sexagenários foi importante para garantir liberdade aos inúmeros idosos negros, além de um auxílio financeiro como compensação pelos anos de cativeiro.

e)

Lei Áurea resultou do árduo trabalho feito pela princesa Isabel, grande defensora dos direitos dos negros no Brasil, para convencer os latifundiários.

7.

Leia o fragmento a seguir:

Ao fim da Guerra do Paraguai, “o número de negros no Brasil sofreu uma grande queda, uma vez que havia um branco para cada 45 negros nas forças brasileiras. A navegação brasileira dos rios Paraná e Paraguai foi garantida. O Império, de acordo com Eduardo Galeano (1985), ganhou mais de 60 mil km² de território e levou muitos prisioneiros paraguaios como mão de obra escrava. O exército brasileiro ficou mais unido e ganhou importância política. Ele tornou-se um centro de contestação à escravidão e ao Império, e aderiu às campanhas abolicionista e republicana. A guerra do Paraguai foi uma das causas da queda do Império brasileiro.”

(MILANESI, Dálcio Aurélio. Sobre a Guerra do Paraguai. Maringá-PR: Rev. Urutágua, Nº 05, dez. a mar. 2004)

O texto acima faz referência a um grupo que ganhou importância política a partir da Guerra do Paraguai e que acabou contribuindo para a queda do Império Brasileiro.

Assinale a alternativa que apresenta o grupo acima citado e como eles colaboraram com o fim do império:

a)

Os negros, pois, o grande número de mortos gerou comoção social na população e o fim do império;

b)

Os militares, pois após a Guerra do Paraguai, eles se tornaram mais unidos e aderiram às campanhas abolicionistas e republicanas.

c)

Os militares, pois com o fim da Guerra do Paraguai, eles se tornaram mais unidos à elite imperial antirrepublicana.

d)

Os negros, pois, o pequeno número de mortos na Guerra do Paraguai deu a esse grupo a noção de força política.

e)

Os negros e os militares, que passaram a lutar juntos pelo fim do governo imperial.

8.

Leia o texto a seguir.

"A proclamação da República no Brasil foi, em grande parte, resultado da aliança do café com a espada, isto é, dos cafeicultores paulistas com os militares do Exército. (...) essa aliança ocorreu por motivos, antes de tudo, táticos, pois ambos os grupos, ainda que por razões diferentes, tinham um inimigo comum: o Império. Decretado o seu fim, as divergências entre os cafeicultores e militares acabaram vindo à tona, uma vez que as duas forças eram portadoras de projetos políticos republicanos distintos."

Cláudio Vicentino. História do Brasil. Pág 264.

Em relação às características dos projetos políticos republicanos, analise as afirmativas abaixo.

  1. O projeto político defendido pelos cafeicultores paulistas e pelo PRP (Partido Republicano Paulista), com o apoio de vários grupos oligárquicos de outros estados, defendia a autonomia dos estados nos moldes de uma República Liberal, descartando o princípio do federalismo, que defendia a subordinação dos estados ao poder central.

  2. O projeto republicano positivista tinha aceitação no Exército, pois condenava a monarquia, vista como um impedimento à evolução da humanidade. Defendia que o progresso deveria ser alcançado a partir da ordem, daí o papel do Estado como seu promotor.

  3. O projeto republicano jacobino, em alusão ao radicalismo jacobino da Revolução Francesa, era defendido por setores da população urbana. Rejeitava a monarquia, por seu imobilismo, e preconizava a defesa da liberdade pública e a valorização da intervenção direta do povo no governo republicano.

  4. O projeto político denominado "Política das Salvações" do marechal Deodoro da Fonseca defendia o centralismo político como forma de conter o poder das oligarquias estatais, através de uma política intervencionista.

Assinale a opção correta.

a)

Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.

b)

Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras.

c)

Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras.

d)

Apenas as afirmativas III e IV são verdadeiras.

e)

Apenas as afirmativas II e IV são verdadeiras.

9.

De que modo a política do café com leite obtinha apoio da maior parte das oligarquias estaduais?

a)

A Política dos governadores garantia apoio entre as forças do governo federal e dos governos estaduais. Logo, o predomínio de São Paulo e Minas Gerais no governo federal era sustentado pelas oligarquias estaduais que, por sua vez, recebiam benesses e autonomia.

b)

A política do café com leite foi imposta pelos paulistas e gaúchos aos outros estados, já que São Paulo era um estado muito rico e, por isso, pode sustentar a força armada do Rio Grande do Sul contra todos os outros estados.

c)

Por ter dado apoio do golpe de Estado de 1889 (Proclamação de República), os paulistas ganharam apoio dos Exércitos de todos os estados, representados pela figura dos “coronéis”, militares de alta patente que governavam as diversas capitais estaduais do país.

d)

O Rio de Janeiro, além de ser a capital federal do país, era também o maior centro de formação de militares da época; desse modo, militares e fazendeiros fluminenses escolhiam quem deveria governar o país, impondo pela força seus escolhidos.

e)

Apesar de São Paulo e Minas Gerais indicarem quem seriam os presidentes da república, tal privilégio não era aceito pela maioria dos outros estados, o que ocasionou diversos conflitos armados entre os coronéis no período da República Velha.

10.

Leia o texto a seguir e assinale a alternativa correta:

Em 1870, surgiu no Rio o jornal “A República”, fruto da aproximação entre os pequenos grupos contrários à monarquia que começavam a se agitar na capital e em Minas Gerais. No seu primeiro número, publica o “Manifesto Republicano”, provavelmente redigido por Quintino Bocaiúva, que representava o pensamento de advogados, jornalistas, médicos e outros setores profissionais das classes médias que não se sentiam representados no jogo político tradicional entre conservadores e liberais. Embora moderado - o manifesto pregava a luta de ideias contra a monarquia e a revolução moral do país e punha grande ênfase no conceito do federalismo — o documento teve impacto importante na vida política do país. Nos anos seguintes, outras iniciativas de caráter republicano, como a Convenção de Itu, em São Paulo, mostrariam que a monarquia perdia adeptos também entre os proprietários de terras. Na década de 80, as novas ideias contaminariam boa parte da oficialidade do Exército.

Disponível em: <http://brasilindependente.weebly.com/uploads/1/7/7/1/17711783/manifesto_republicano_-_1870.pdf>. Acesso em: 02. dez. 2017.

Assinale a alternativa que define o que é federalismo e explique por que a elite cafeicultora paulista passou a apoiar tal proposta política:

a)

Federalismo Apoio dos cafeicultores paulistas Sistema político que reconhece um rei hereditário como chefe do Estado, mas submetido a uma Constituição. Necessidade em se manter o crescimento da economia cafeeira.

b)

Federalismo Apoio dos cafeicultores paulistas Sistema político em que os cidadãos podem eleger os seus dirigentes por meio de eleições. Concessão do direito ao voto, já que durante a monarquia poucos o tinham.

c)

Federalismo Apoio dos cafeicultores paulistas Forma de organização política em que os entes federados (estados ou províncias) possuem autonomia administrativa, política, tributária e financeira perante o Estado. Autonomia diante do poder central e manutenção dos impostos gerados com a riqueza do café no estado de São Paulo.

d)

Federalismo Apoio dos cafeicultores paulistas Estado autoritário no qual o Poder Executivo atua sobre os outros dois poderes, restringindo os direitos civis e políticos da sociedade. Afastamento da elite do Rio de Janeiro do poder, já que a mesma era composta de nobres portugueses que não se interessavam pelo desenvolvimento do Brasil.

e)

Federalismo Apoio dos cafeicultores paulistas

Forma de organização do Estado em que os poderes político e administrativo são concentrados nos órgãos centrais, ou seja, naqueles que são responsáveis pela administração de todo o país.

Manutenção do regime presidencialista, mas com um líder possuindo afinidade com os interesses paulistas.

11.

Leia o texto a seguir.

Foi durante a Belle Époque que ocorreu a Feira Mundial de Paris (em 1889) e a Torre Eiffel foi erguida, como entrada para a feira. Por volta dessa época, Paris foi considerada o centro do desenvolvimento intelectual, científico e médico, assumindo a liderança na Europa e em todo o mundo, uma vez que a América ainda estava se recuperando da crise de 1873.

Disponível em: <http://www.eurochannel.com/pt>. Acesso em: 10 dez. 2019.

O contexto europeu na passagem do século XIX para o século XX ficou conhecido pelo(a)

a)

grande apoio ao operariado crescente.

b)

superação completa de regimes monárquicos.

c)

grande otimismo diante dos avanços do capitalismo.

d)

euforia burguesa diante de sua tomada do poder político.

e)

deflagração da Primeira Grande Guerra, de caráter mundial.

12.

A concentração de artilharia é literalmente estarrecedora, todo tipo de armas que se possa imaginar, desde o gigantesco canhão Howitzer de 15 polegadas aos morteiros de trincheira Stikes de fogo rápido, vertendo avalanches de trovões por sobre as posições do inimigo [...] o impacto das explosões era na escala de mais de 500 por minuto.

Daily Mirror, boletim do correspondente de guerra. Londres, julho de 1916.

Segundo o texto acima, um dos maiores impactos que a Belle Époque causou na Primeira Guerra foi

a)

a beleza das artes militares.

b)

o desenvolvimento tecnológico.

c)

o aumento de empregos nas cidades.

d)

a crença na melhoria da civilização.

e)

o uso da ciência como forma de melhoria para a humanidade.

13.

Acerca da Belle Époque, o literato Maurício Silva afirma:

Trata-se, sem dúvida, de um período marcado por uma espécie de pacificação da vida cotidiana [...] de uma época de infrene desenvolvimento [...] enfim, de um período, como o próprio nome sugere, caracterizado por uma extrema joie de vivre*, na medida exata em que tudo parecia confluir para o definitivo estabelecimento de um mundo civilizado e pacífico, o que na realidade não se verificou posteriormente.

Maurício Pedro Silva. A Hélade e o subúrbio: confrontos literários na Belle Époque carioca, São Paulo: EDUSP, 2006, p.15-16
*Do francês, “alegria de viver”.

A partir das informações apresentadas no texto acima, assinale a resposta INCORRETA:

a)

O final do século XIX e o início do século XX foram marcados pela grande prosperidade dos países industrializados europeus.

b)

Toda a riqueza europeia beneficiava, predominantemente, a elite capitalista, enquanto os trabalhadores ainda lutavam por seus direitos.

c)

Podemos afirmar que a Belle Époque dura até os dias de hoje, já que os países europeus nunca perderam seus lugares como potências mundiais.

d)

Essa época foi marcada pelo forte cientificismo, ou seja, pela crença de que a ciência resolveria todos os problemas da sociedade.

e)

Belle Époque é um termo em francês que nomeia o período anterior à Primeira Guerra Mundial.

14.

As vésperas da Primeira Guerra Mundial, a Europa viveu algo chamado (a)   . A Europa vivia a esplendorosa Belle Époque, todavia algo de estranho pairava no ar. Os países não estavam em guerra, fato, mas cada vez mais se armavam, encomendando armas dos empresários da fabricação armamentista e alistavam milhares de jovens.

Assinale a alternativa que melhor preenche a lacuna:

15.

Durante o estudo da República Velha, deparamo-nos com a palavra coronelismo. Os personagens que melhor representam este termo são:

a)

chefes políticos regionais, representantes das oligarquias agrárias que obtinham apoio do governo estadual por sua habilidade em garantir os resultados eleitorais por meio de práticas como o clientelismo e o voto de cabresto.

b)

militares remanescentes da Guerra do Paraguai e contratados pelo governo brasileiro como delegados de polícia para as vilas e cidades brasileiras. A disciplina e a obediência desses militares ao governo federal garantiram a implantação do Estado de Direito no Brasil.

c)

militares contratados como capatazes pelos grandes fazendeiros brasileiros e que exerciam a função de comandantes de milícias particulares que protegiam com armas a invasão de fazendas promovidas por trabalhadores rurais que não possuíam terras.

d)

chefes militares revoltosos no interior do Brasil que se organizavam para roubar os grandes fazendeiros e atacar postos militares ou de polícia do governo. Ficaram conhecidos como cangaceiros e seu mais famoso representante foi Lampião.

e)

chefes políticos populares que defendiam questões como reforma agrária e construção de açudes (grandes reservatórios de água) em terrenos públicos no interior do Nordeste como forma de garantir a sobrevivência das camadas populares do sertão brasileiro.

16.

Durante o Governo Provisório, muitas mudanças na economia obrigaram o governo a interferir de forma que aumentasse o capital dos bancos e garantisse uma maior circulação da moeda para as transações nacionais e internacionais. Tal ação governamental, conduzida por Rui Barbosa, foi denominada pela imprensa da época como encilhamento. Qual a razão desse nome?

a)

O termo encilhamento significava maior transparência e, consequentemente, melhor divulgação das medidas econômicas tomadas pelo Governo Provisório.

b)

Como o Governo Provisório acabara de ser instituído, o termo encilhamento trazia a ideia de maior controle das finanças do país.

c)

O termo representava uma crítica à forma como foram elaboradas as medidas econômicas (em segredo).

d)

O termo representava uma crítica direta a Rui Barbosa, desafeto da imprensa por não ser natural do Rio de Janeiro.

e)

O termo crítico significava desídia governamental e demonstrava claramente a união de inimigos do Governo Provisório, quais sejam: antigos membros da monarquia, imprensa e latifundiários.

17.

Apesar da prosperidade inicial, as atividades empresariais de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, nos setores de comunicação, de transporte e bancário, além dos empreendimentos na área dos serviços públicos e em melhoramentos urbanos, não conseguiram perdurar, nem tampouco alteraram os quadros de dependência que caracterizaram nossa economia na segunda metade do século XIX. Sobre o fracasso da industrialização empreendida por Mauá, no Segundo Reinado, é correto afirmar:

a)

  1. A proliferação em todo o Brasil de estabelecimentos industriais e bancários, similares aos da região Centro-Sul, levou a uma diminuição do capital disponível para novos empreendimentos no Oeste paulista.

b)

  1. Apoiadas por setores governamentais e, sobretudo, pelo próprio Imperador, as realizações de Mauá naufragaram em decorrência da competição dos produtos nacionais no mercado interno.

c)

  1. O novo momento que se inaugurou para o capitalismo internacional favoreceu a penetração e concorrência de capitais norte-americanos no setor de serviços e nas atividades bancárias do Império brasileiro.

d)

  1. Os investimentos de Mauá no sistema ferroviário para escoamento da produção cafeeira foram boicotados pelos seus adversários, os ricos proprietários de terras.

e)

  1. Mauá encontrou dificuldades em vencer o espírito tradicional, avesso à mentalidade empresarial, ao risco e às formas de lucro implícitas no desenvolvimento do capitalismo industrial.

18.

Ao longo do Segundo Reinado no Brasil, dentre as inúmeras transformações socioeconômicas, destacam-se os investimentos na instalação de indústrias de bens de consumo, ferrovias, bancos, etc. Surgem empresários capitalistas que se destacam no período, dentre eles Irineu Evangelista (Barão de Mauá). Fazem parte da biografia e das atividades econômicas do Barão de Mauá, EXCETO:

a)

  1. A afinidade de Mauá com as principais ideias do liberalismo inglês, sendo leitor dos teóricos Adam Smith e David Ricardo.

b)

  1. A disposição do Barão de Mauá em investir em diferentes áreas de serviços necessários ao processo de urbanização.

c)

  1. A instalação de empresas em diversos países através da associação com empresários estrangeiros.

d)

  1. O apoio de D. Pedro II que favoreceu o desenvolvimento dos negócios de Mauá, protegendo-o da concorrência dos capitais estrangeiros.

e)

  1. Os capitais ingleses substituíram as empresas de Mauá na organização de bancos, bondes, ferrovias, telégrafos, etc.

19.

“Mauá inaugurou a primeira estrada de ferro do Brasil e investiu em outras ferrovias, como a São Paulo Railway. Entre 1850 e 1860, investiu em companhia de navegação, no Amazonas, instalou a companhia de gás e criou a companhia de Carris do Jardim Botânico (Bondes sobre trilhos puxados por animais), no Rio de Janeiro. Não é por acaso que os anos 1850‐1860 ficaram conhecidos como ‘Era Mauá’.”

(Vainfas, 2010.)

A afirmativa anterior faz uma breve referência a algumas ações empreendedoras de Irineu Evangelista de Souza, o “Barão de Mauá”, responsável, em primeira instância,

a)

  1. Pelo advento da industrialização no Brasil, que se transformaria a partir daí e até o período republicano, no sustentáculo da economia brasileira.

b)

  1. Por coordenar a substituição do trabalho escravo pela mão‐de‐obra livre no Brasil, a partir da utilização do capital antes utilizado pelo tráfico de escravos.

c)

  1. Pela fundação e privatização do Banco do Brasil, que passou a financiar os investimentos industriais no Brasil, acelerando o crescimento econômico do país.

d)

  1. Por um surto industrial no Brasil Imperial, que apesar de muito promissor, foi visto como uma ameaça por grande parte da elite agrária e por investidores ingleses.

e)

  1. Pelo estabelecimento de acordos financeiros muito lucrativos com a Inglaterra, que permitiram ao Brasil finalmente, saldar a dívida externa assumida na época da Independência.

20.

"Fizemos a Itália, agora temos que fazer os italianos". "Ao invés da Prússia se fundir na Alemanha, a Alemanha se fundiu na Prússia".

Estas frases, sobre as unificações italiana e alemã:

a)

aludem às diferenças que as marcaram, pois, enquanto a alemã foi feita em benefício da Prússia, a italiana, como demonstra a escolha de Roma para capital, contemplou todas as regiões.

b)

apontam para as suas semelhanças, isto é, para o caráter autoritário e incompleto de ambas, decorrentes do passado fascista, no caso italiano, e nazista, no alemão.

c)

chamam a atenção para o caráter unilateral e autoritário das duas unificações, imposta pelo Piemonte, na Itália, e pela Prússia, na Alemanha.

d)

escondem suas naturezas contrastantes, pois a alemã foi autoritária e aristocrática e a italiana foi democrática e popular.

e)

tratam da unificação da Itália e da Alemanha, mas nada sugerem quanto ao caráter impositivo de processo liderado por Cavour, na Itália, e por Bismarck, na Alemanha.