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1ª Série - AAS 1 - Parte 1

Total questions: 20

Worksheet time: 40mins

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1.

Por volta de 3220 a.C., esses dois reinos foram unificados por Menés, que se tornou o primeiro faraó, o governante absoluto do Egito, considerado um verdadeiro Deus na Terra. O faraó usava uma coroa dupla para demonstrar que era o rei do Alto e Baixo Egito. Menés fundou, assim, a primeira dinastia de faraós, finalizando o Período Pré-Dinástico.

A posição do faraó enquanto partícipe da estrutura hierárquica da sociedade egípcia permite caracterizá-la como sendo de fundamento

a)

acrático

b)

talassocrático

c)

aristocrático

d)

teocrático

e)

tiranocrático


2.

Alguns guardavam, por anos, pequenos valores para garantirem a conservação de seu corpo após a morte pelo processo de mumificação. No entanto, o ritual diferenciava-se, pois, enquanto o faraó, membros da família real e das camadas sociais mais altas eram sepultados em mastabas, pirâmides e hipogeus, o sepultamento das pessoas de camadas sociais mais baixas acontecia em covas simples no meio do deserto. Considerando o texto, infere-se que a prática da mumificação de corpos significava que

a)

o acesso à estrutura sepulcral era igualitário para os diversos segmentos sociais.

b)

a conservação de corpos acontecia com diferentes objetivos nos segmentos sociais.

c)

os camponeses e artesãos se esforçavam apenas em imitar as classes altas, no aspecto pós-morte.


d)

a crença na vida após a morte era amplamente difundida na sociedade egípcia.

e)

os postulantes à vida pós-morte relegavam pouca importância ao plano material terreno.

3.

O dicionário de assírio – ao lado do babilônico, um dos dois dialetos da língua acádia, falada na Mesopotâmia Antiga – tem 21 volumes e é enciclopédico em seu alcance. O dicionário foi compilado por meio do estudo de textos escritos em tábuas de argila e pedra descobertas na área da Antiga Mesopotâmia. Para a editora do dicionário, Martha Roth, o mais impressionante no estudo não foram as diferenças, mas as semelhanças entre aquela época e hoje. “Em vez de encontrar um mundo estranho, encontramos um mundo muito familiar”, diz ela, sobre os textos de pessoas preocupadas com suas relações pessoais, com amor, emoções, poder e questões práticas, como irrigação e uso da terra. Vários grandes avanços teriam tido sua origem na Mesopotâmia, que é apontada como um dos três ou quatro lugares no mundo onde a escrita apareceu.

O texto relaciona o desenvolvimento da escrita na Mesopotâmia com o

a)

desenvolvimento de religiões antropozoomórficas.

b)

avanço do processo civilizacional e o registro do cotidiano.

c)

constante enfrentamento bélico dos povos que a compunham.

d)

interesse pela organização de manuais e dicionários.

e)

aprimoramento da língua acádia e a superioridade de sua cultura.

4.

Com a entrevista de Creso e Sólon, Heródoto antecipava a história de um conflito, onde as divergências de mentalidade, acima das diferenças objetivas de potencial militar, decidiram a sorte das armas. Dois momentos, de entre os muitos que poderíamos selecionar, permitem vislumbrar os pressupostos subjacentes a esta longa e penosa guerra, que, por vitória da clarividência sobre o obscurantismo humano, conduziu a um desfecho inesperado. Essa foi a grande prova a que Oriente e Ocidente se sujeitaram, num conflito onde se jogou uma cartada suprema.
A autora analisa o imaginário encontro de Creso e Sólon narrado por Heródoto como prenúncio do conflito entre persas e gregos. Esse conflito ficou conhecido como

a)

Guerras Gálicas.

b)

Guerras Médicas.

c)

Guerras Medo-Pérsicas.

d)

Guerras Púnicas.

e)

Guerra do Peloponeso.


5.

Em Esparta, as mulheres recebiam uma rigorosa educação física e psicológica. Além disso, elas participavam das reuniões públicas, disputavam competições esportivas e administravam o patrimônio familiar. Em contrapartida, a cultura ateniense restringia suas mulheres ao mundo doméstico. A docilidade e a submissão ao pai e ao marido eram valores repassados às mulheres atenienses. As instituições atenienses se preocupavam em desenvolver um equilíbrio entre mente e corpo. Dessa forma, a educação buscava conciliar a saúde física e o debate filosófico. Já em Esparta, dada sua intensa tradição militarista, privilegiava-se o treinamento do corpo. Os jovens espartanos aprendiam a escrever aquilo que era estritamente necessário. Dessa forma, o cidadão espartano deveria ser forte e resistente, um indivíduo apto para as batalhas militares.

O texto apresenta características de Esparta e Atenas. Analisando-o, percebe-se que o autor

a)

justifica a vitória de Esparta sobre Atenas pela centralização política da primeira.

b)

enfatiza a existência de uma homogeneidade cultural e política entre as cidades-Estado.

c)

apresenta diferenças culturais entre Esparta e Atenas, indicando a pluralidade do mundo grego.

d)

descreve a cultura ateniense como mais militarizada e sofisticada que a espartana.

e)

indica que Esparta e Atenas são simples antíteses, pois não possuem grandes diferenças.

6.

A nova análise de um calendário astronômico mecânico construído há mais de 2 mil anos, a máquina de Anticítera, mostra que o desenvolvimento tecnológico da Grécia Antiga era muito mais avançado do que se imaginava. [...] Já se sabia que suas mais de 30 engrenagens permitiam calcular a posição do Sol e da Lua no céu, mas a nova análise dos fragmentos remanescentes revelou que o dispositivo tinha precisão notável e funções bem mais complexas. Ao que tudo indica, ele era capaz de prever eclipses e até reconstituir as irregularidades da órbita elíptica da Lua. [...] Como séculos se passaram até que um dispositivo de complexidade similar fosse novamente desenvolvido, acredita-se que muito do desenvolvimento tecnológico da civilização grega não foi passado adiante e simplesmente se perdeu.

a)

gregos eram avessos ao questionamento.

b)

politeísmo grego impediu o progresso científico.

c)

gregos não consideravam o Sol e a Lua como deuses.

d)

gregos atingiram um elevado nível científico e matemático.

e)

avanço da tecnologia astronômica grega ainda não foi superado.

7.

Os plebeus não tinham nenhum direito político, viviam para trabalhar e pagar tributos a fim de manter a condição social dos patrícios. [...] Nesse contexto, os plebeus passaram a questionar todo o sistema de tributos, leis e servidão imposto a eles. Queriam direitos sociais e políticos, queriam acesso aos meios que pudessem melhorar a sua condição de vida. Estabeleceram, por consequência, as primeiras “greves”, refugiando-se no Monte Sagrado, e deixavam Roma à mercê de ataques e com a economia estagnada. Foi assim que os patrícios, ao sentirem os prejuízos, passaram a ceder em favor dos plebeus.

O texto descreve o contexto relacionado ao surgimento do(a)

a)

conjunto de leis conhecido como “Lex Genucia”.

b)

Constituição da República romana.

c)

instituição política “tribunato da plebe”.

d)

Assembleia das Centúrias Romanas.

e)

Império Romano.

8.

Ao contrário do que ocorria com os cidadãos romanos republicanos e do início do Império, mesmo quando pobres, protegidos então contra penas humilhantes como a flagelação, a tortura nos interrogatórios e o uso arbitrário da força pelas autoridades, de Adriano em diante só os honestiores contaram com tal proteção; os humiliores passaram a ser tratados pelas autoridades em forma cada vez mais similar àquela antes reservada aos escravos.

De acordo com o texto, entre a República e o Império, as proteções associadas à cidadania romana

a)

passaram por um processo de fragilização.

b)

deixaram de existir nas províncias ocidentais.

c)

possibilitaram a ampliação da participação política.

d)

contemplaram os prisioneiros de guerra e escravos.

e)

foram fortalecidas em termos de garantias individuais.

9.

A religião estava presente nas práticas cotidianas da maioria da população que habitava o Egito Antigo. Todos os aspectos da sociedade egípcia estavam impregnados de significação religiosa, desde a arte até a política. No que diz respeito à religião, os egípcios:

a)

realizavam os seus cultos em templos que possuíam um formato de pirâmide.

b)

praticavam também a zoolatria, cultuando o gato como um animal sagrado, além de serem politeístas.

c)

cultuavam elementos sobrenaturais e elementos da natureza como o Sol, a Lua e os rios, dentre eles o Eufrates.

d)

acreditavam que os deuses representavam o bem e o mal, e aqueles que não cumprissem as suas obrigações seriam castigados.

e)

desenvolveram a crença na vida após a morte, sendo permitida a mumificação apenas dos faraós, por serem estes considerados deuses.

10.

Esparta e Atenas, as duas principais cidades-Estado gregas, se desenvolveram de formas muito particulares, principalmente em relação às formas de governo. Em Esparta, defendia-se que era preferível estar sob o controle de poucos a abrir a política para decisões e perder tempo em um combate. Já Atenas, inicialmente, era governada por uma monarquia e, em seguida, foi criado o cargo de legislador, que tinha a função de dar condições de vida e de desenvolvimento à sociedade ateniense, o que significou "o pontapé" inicial para a participação social.

Dessa forma, um dos principais legados deixados por Atenas no campo político trata-se do:

a)

desenvolvimento das bases para a democracia.

b)

fim da escravidão por dívidas.

c)

pioneirismo na constituição do cargo de legislador.

d)

uso da opinião de anciões para democratizar a política.

e)

estabelecimento do primeiro programa militar para proteção das cidades-Estado.

11.

O passado é, por definição, um dado que nada mais modificará, mas o conhecimento do passado é uma coisa em progresso, que incessantemente se transforma e aperfeiçoa-se. Para quem duvidasse, bastaria lembrar o que, há pouco mais de um século, aconteceu sobre nossos olhos. Imensos contingentes da humanidade saíram das brumas. É que os exploradores do passado não são homens completamente livres. O passado é seu tirano. Proíbe-lhes conhecer de si qualquer coisa a não ser o que ele mesmo lhes fornece [conscientemente ou não]. Com base no texto, é possível compreender que o ofício dos(as) historiadores(as) consiste em


a)

estudar as transformações humanas ao longo do tempo.

b)

restringir os acontecimentos a períodos específicos.

c)

desprezar datas e fatos importantes da humanidade.

d)

buscar a valorização de uma percepção positivista.

e)

escrever o passado da maneira como ele ocorreu.

12.

Os estudos da arqueóloga Niède Guidon mostram que existem pinturas rupestres no Parque Nacional da Serra da Capivara com datação de 35 mil anos e dentes humanos de cerca de 15 mil anos atrás. Apesar de a equipe da arqueóloga já ter encontrado, há mais de uma década, restos de uma fogueira de 48 mil anos, a descoberta foi encarada com ceticismo por outros pesquisadores, que diziam que a fogueira poderia ter surgido de uma combustão espontânea. “A ideia de que o homem veio para a América há 13 mil anos é da década de 1950”, diz Niède. “De lá para cá, surgiram novas descobertas no Brasil e em outros lugares do continente.” As evidências mencionadas estão associadas à ideia de que os primeiros seres humanos


a)

começaram a chegar na América por meio da atual região sul brasileira.

b)

apresentavam traços genéticos iguais aos dos atuais povos europeus.

c)

chegaram ao continente americano antes do que as teorias mais aceitas determinam.


d)

adotaram um modo de vida com práticas naturalmente sedentárias

e)

vieram ao continente americano pelo Estreito de Bering, há cerca de 13 mil anos.

13.

A palavra "civilização" surgiu na França iluminista do século XVIII com um significado moral: ser civilizado era ser bom, urbano, culto e educado. Para os iluministas, a civilização era uma característica cultural que se contrapunha à ideia de barbárie, de violência, de selvageria. Além disso, ser civilizado era um ideal que todos os povos deveriam almejar, mas que poucos tinham alcançado. A palavra "civilização", como foi citada, é bastante utilizada pelo senso comum ocidental. Atualmente, os(as) historiadores(as) estudam esse conceito com o objetivo de

a)

harmonizar conflitos entre grupos sociais diversos.

b)

analisar os diferentes modos de organização social.

c)

enaltecer um estágio a ser atingido por um povo.

d)

revelar a ausência de políticas estatais de dominação.

e)

ocultar valores construídos pelas camadas populares.


14.

Já que não somos gregos no espírito, sejamos ao menos no vestuário. É sempre uma compensação; e quem sabe o vestuário não arrastará depois o espírito. O texto reflete sobre uma das principais consequências do processo de difusão da cultura grega, que ficou conhecido como


a)

helenismo.

b)

pluralismo.

c)

politeísmo.

d)

epicurismo

e)

estoicismo.

15.

Os ponteiros dos minutos e das horas, todavia, caminham sempre no mesmo ritmo inflexível, assinalando com precisão imparcial e neutra o escoar de um tempo homogêneo e igual para todos. Como isso é possível? E se não houvesse relógios, alguém poderia perguntar: como então poderíamos conhecer o tempo homogêneo e igual para todos? A invenção do relógio mecânico, como se sabe, é um acontecimento tardio na humanidade. No texto, menciona-se o desenvolvimento de um conceito de tempo conhecido na historiografia como


a)

A histórico, pois registra eventos e acontecimentos do passado.

b)

democrático, pois atinge as pessoas de maneira uniforme.

c)

passageiro, pois possui um período determinado.

d)

cronológico, pois envolve um sistema de contagem e controle.

e)

natural, pois indica as transformações do meio ambiente.

16.

Por volta de 18 mil anos atrás, uma mudança climática favoreceu uma gramínea na região do Oriente Médio. Era o trigo, mas não como o conhecemos hoje. As sementinhas eram ralas e pequenas. O vento conseguia espalhá-las – e, assim, a planta se multiplicava. Os ancestrais humanos daquela época viviam em bandos nômades. Eram caçadores-coletores. Em algum momento dessa história, os Homo sapiens perceberam que havia animais que se alimentavam de gramíneas. E decidiram experimentar. Sem entender nada de genética, nossos ancestrais acabaram interferindo na evolução do trigo. Os acampamentos daqueles nômades começaram a se fixar ao redor de locais onde havia mais trigo.O estabelecimento de acampamentos humanos próximos a plantações de trigo sugere que aqueles indivíduos

a)

perceberam o alto valor econômico dessas plantações.

b)

investigaram formas de alterar a composição do trigo.

c)

buscaram se afastar de regiões cercadas por muitos rios.

d)

utilizaram as gramíneas para se aproximar de suas caças.

e)

começaram a transição para o modelo de sedentarização.

17.

O proprietário de toda a terra e do gado era o deus local, cujo templo era o centro do Estado, aliás o próprio Estado. O templo era também o celeiro, o depósito de ferramentas, o banco, a escola, o centro de planejamento, e o grande mercado geral. Acima de tudo estava o patesi, que era como um sumo sacerdote, que interpretava a vontade divina. Na civilização suméria, o patesi era considerado poderoso por

a)

controlar a economia comercial da civilização.

b)

deter diversos tipos de conhecimentos humanos.

c)

possuir uma quantidade considerável de terras.

d)

criar animais que forneciam alimentos à população.

e)

conciliar as funções político-administrativas e religiosas.

18.

Os autores do primeiro alfabeto foram os semitas. Um bom exemplo de povo semita eram os fenícios. Eles estabeleceram uma próspera civilização em torno do comércio por via marítima no Mediterrâneo, e construíram cidades-estados similares às pólis gregas. Foram os fenícios que levaram sua versão aperfeiçoada do pioneiro alfabeto semítico, de navio, para a Grécia e Roma, onde a ideia se espalhou pelo que hoje chamamos de Ocidente. Todos os alfabetos que existem hoje derivam, em última instância, desse ancestral comum proto-semítico. As informações presentes no texto indicam que o desenvolvimento dos primeiros alfabetos está relacionado a uma função

a)

política, pois era uma ferramenta colonizadora de outras civilizações.

b)

econômica, pois servia para registrar as negociações entre os povos.

c)

religiosa, pois auxiliava na realização de cultos para as divindades.

d)

cultural, pois permitia a aproximação com civilizações orientais.

e)

social, pois buscava ensinar a população a se comunicar melhor.

19.

A pólis inaugura uma forma de viver junto que prioriza a cidadania, ou seja, o cuidado e a valorização da vida em comum. O poder político centralizador não fez parte da vivência dos gregos a partir da estruturação das pólis. Estas representam o quadro de referências básicas que articulam e dão sentido a todo o conjunto das realizações gregas. Havia uma organização espacial particular: a união de um núcleo central, urbano, e de uma área territorial destinada às atividades agrícolas, essenciais para a subsistência. Comparadas a outras sociedades da Antiguidade, as pólis gregas indicadas no texto são consideradas inovadoras por

a)

organizarem a criação de feiras comerciais para os povos vizinhos.

b)

centralizarem a sua área principal em torno de templos religiosos.

c)

estimularem a participação de um conjunto de cidadãos na tomada de decisões.

d)

separarem a região de produção agrícola das áreas urbanas habitadas.

e)

facilitarem o acesso a terras para pessoas originárias de outras regiões.

20.

A Guerra do Peloponeso foi uma complexa luta pelo poder. Um dos panos de fundo da guerra foi a disputa entre duas grandes cidades portuárias, Corinto e Atenas, com interesses em ambos os lados do Mediterrâneo. Outro foram os conflitos internos dentro de várias outras cidades que a guerra atiçou de maneira extrema.Uma das principais consequências da guerra mencionada anteriormente foi o(a)

a)

fragilização das cidades gregas envolvidas no conflito.

b)

diminuição do protagonismo ateniense na Liga de Delos.

c)

fortalecimento da aliança econômica de Atenas e Esparta

d)

concretização do monopólio espartano sobre outras pólis.

e)

aumento do território grego devido a conquistas militares.