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WorksheetsAtividade Fixação Bimestral 3º ano
Total questions: 27
Worksheet time: 14mins
Itamar Franco foi o 33° presidente do Brasil, tendo governado o país de 1992 a 1994, ocupando o posto de seu antecessor, Fernando Collor de Mello, A respeito da sua chegada ao poder e do seu governo, é correto afirmar:
A) venceu Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno das eleições disputadas em 1991, graças ao sucesso do Plano Real, implementado no governo de Fernando Collor de Mello.
B) venceu Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 1991 e organizou um governo de coalizão nacional, do qual participaram todos os demais partidos políticos brasileiros, inclusive o PT.
C) foi eleito em 1991 devido ao sucesso do Plano Real implementado no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, do qual participou como ministro da Fazenda.
D) assumiu a presidência após o processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello e, com seu ministro Fernando Henrique Cardoso, implementou o Plano Real.
E) foi eleito em 1991, em eleição indireta pelo colégio eleitoral, e organizou um governo de reformas políticas e econômicas que permitiram sua reeleição em 1994.
As ações trabalhistas estão em primeiro lugar no ranking dos processos em trâmite no Brasil, que somam mais de 71 milhões. E mesmo com uma estrutura judiciária que custa R$ 70 bilhões por ano, apenas 14% das ações costumam ser resolvidas. “As demais seguem sem solução, congestionadas”. [...] Além de não atender minimamente aos interesses do País, principalmente do setor produtivo, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) [...] cria ameaças sérias a empresas dos mais diversos portes e atividades. (BRASIL TEVE... 2016).
O discurso do gigantismo do Estado brasileiro e o processo de desmonte, resultante das privatizações, ocorreram de forma mais intensa no governo de
A) Jânio Quadros.
C) Emílio Garrastazu Médici.
D) José Sarney.
E) Fernando Henrique Cardoso.
B) João Goulart.
Na década de 1990, durante seu mandato como ministro da fazenda e posteriormente presidente da república em dois pleitos consecutivos até 1º de janeiro de 2003, Fernando Henrique Cardoso implantou uma política que buscava, além da estabilidade econômica, uma maior aproximação do Brasil com o comércio internacional. Para muitos analistas, o alicerce dessa política foi edificado sobre as ideias do neoliberalismo.
Pode ser considerado como uma das estratégias dessa política no Brasil
A) a ampliação da participação do Estado no setor terciário.
B) a privatização de empresas estatais pelo governo.
C) o investimento maciço em infraestrutura de produção.
D) a recuperação salarial da classe trabalhadora.
E) a ampliação da participação do Estado no setor primário.
Sobre o processo de industrialização no Brasil, analise o diagrama a seguir:
Os fatos representados no diagrama acima apresentam características do seguinte período industrial brasileiro:
A) Do governo de Juscelino Kubitschek que implantou um programa de modernização da economia nacional, denominado de plano de metas, com a finalidade promover investimentos em setores essenciais para o desenvolvimento industrial.
B) Do período colonial, entre os séculos XVI e XIX, que proporcionou um amplo desenvolvimento na indústria de base com investimentos ingleses.
C) Do regime militar (1964-1985) que marcou a entrada de filiais de multinacionais que encontraram facilidades e incentivos do governo para se instalarem no país.
D) Da Era Vargas, entre 1930-1945 e 1951-1954, com investimentos nos setores de bens de produção e na criação de empresas estatais para fornecer matérias-primas para outros setores industriais.
E) Do início da década 1990 em que teve início o processo de descontração industrial. Nesse período, as indústrias migraram das áreas tradicionais para novos espaços em busca de melhores condições produtivas.
A carteira de trabalho é o documento em que fica registrado o contrato de trabalho no Brasil.
Analise a charge a seguir publicada recentemente sobre as novas relações de trabalho.
A cena da charge apresenta uma crítica à
A) terceirização do trabalho que garante autonomia aos trabalhadores contratados.
B) reestruturação produtiva que transfere para os sindicatos os custos com os trabalhadores.
C) informalidade do emprego que aumenta a insegurança do trabalhador frente ao capital.
D) individualidade do trabalho, com a qual o trabalhador desenvolve uma atividade específica.
E) concentração do processo produtivo em um único espaço, o que possibilita um rígido controle das tarefas.
No Brasil, segundo o IBGE, entre os anos 2001 e 2011, o nível de emprego formal cresceu em todas as regiões do país e em vários setores. São características do emprego formal:
A) A jornada de trabalho flexível e a informalidade das atividades.
B) O trabalho autônomo e a falta de oferta de vagas de emprego.
C) O registro em carteira de trabalho e a contribuição para um sistema de seguridade social.
D) O desemprego e a ociosidade involuntária.
E) O trabalho compulsório e a inexistência de um sistema de seguridade social.
As relações de trabalho no Brasil registram diferentes formas e graus de participação no mercado, de acordo com o grau de dinamismo econômico apresentado. Uma dessas formas é o subemprego, comum nas grandes metrópoles, caracterizado como
A) Trabalho especializado no atendimento de demandas temporárias, com registro autônomo; recolhe impostos e possui garantias trabalhistas.
B) Trabalho ou prestação de serviço não remunerado para entidades sem fins lucrativos, com foco na assistência social; não recolhe impostos e não possui garantias trabalhistas.
C) Trabalho forçado sem o recebimento de pagamento, com restrição de liberdade; não recolhe impostos e não possui garantias trabalhistas.
E) Trabalho ou prestação de serviço remunerado que compõe a economia informal, sem vínculo empregatício; não recolhe impostos e não possui garantias trabalhistas.
D) Trabalho assalariado que compõe a economia formal, com registro em carteira; recolhe impostos e possui garantias trabalhistas.
No Brasil, “a realidade do mundo do trabalho revela que os homens, de modo geral, continuam ganhando mais do que as mulheres (R$1.831 contra R$1.288, em 2014). Os homens brancos representam o topo da pirâmide social e econômica do país com rendimento médio de R$2.393. Eles também ocupam os lugares de maiores prestígios no trabalho formal e assalariado, bem como na política. Na outra ponta, encontram-se as mulheres negras, que seguem representando a base da pirâmide de rendimentos econômicos (R$946 reais, em 2014), além de serem fortemente atingidas pelo desemprego e frequentemente alocadas nos trabalhos precários do país (Ipea, 2016)”.
Fonte: http://www.onumulheres.org.br/wpcontent/uploads/2016/04/proequidade_para-site.pdf, p.20)
Conforme os dados apresentados pelo texto, é correto afirmar que
A) as desigualdades salariais e sociais no Brasil não se explicam apenas pelas diferenças de classes sociais, mas, também, pela combinação das relações de poder, de gênero e de raça.
B) para resolver as desigualdades salariais no Brasil, bastam políticas de aumento dos salários independentemente de políticas contra as desigualdades raciais e de gênero.
C) as diferenças salariais entre brancos e negros e entre homens e mulheres, no Brasil, se explicam pelas diferenças de estudos e capacidades profissionais dessas pessoas.
D) o trabalho masculino, por ser desenvolvido a partir de qualidades superiores às do trabalho feminino, é relativamente mais valorizado em função de sua vocação para o trabalho não doméstico.
E) Pela ocorrência da economia subterrânea, originando uma renda que aparece como alternativa à fragilidade da economia de países que ainda sofrem com contingente alto de desempregados.
Ao mesmo tempo que as novas tecnologias inseridas no universo do trabalho estão provocando profundas transformações nos modos de produção, tornam cada vez mais plausível a possibilidade de liberação do homem do trabalho mecânico e repetitivo.
JORGE, M. T. S. Será o ensino escolar supérfluo no mundo das novas tecnologias?
Educação e Sociedade, v. 19, n. 65, dez. 1998 (adaptado).
O paradoxo da relação entre as novas tecnologias e o mundo do trabalho, demonstrado no texto, pode ser exemplificado pelo(a)
A) utilização das redes sociais como ferramenta de recrutamento e seleção.
B) transferência de fábricas para locais onde estas desfrutem de benefícios fiscais.
C) necessidade de trabalhadores flexíveis para se adequarem ao mercado de trabalho.
D) fenômeno do desemprego que aflige milhões de pessoas no mundo contemporâneo.
E) conflito entre trabalhadores e empresários por conta da exigência de qualificação profissional.
No final do século XX e em razão dos avanços da ciência, produziu-se um sistema presidido pelas técnicas da informação, que passaram a exercer um papel de elo entre as demais, unindo-as e assegurando ao novo sistema uma presença planetária. Um mercado que utiliza esse sistema de técnicas avançadas resulta nessa globalização perversa.
SANTOS, M. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2008 (adaptado).
Uma consequência para o setor produtivo e outra para o mundo do trabalho advindas das transformações citadas no texto estão presentes, respectivamente, em:
A) Eliminação das vantagens locacionais e ampliação da legislação laboral.
B) Limitação dos fluxos logísticos e fortalecimento de associações sindicais.
C) Diminuição dos investimentos industriais e desvalorização dos postos qualificados.
D) Concentração das áreas manufatureiras e redução da jornada semanal.
E) Automatização dos processos fabris e aumento dos níveis de desemprego.
O uso de novas tecnologias envolve a assimilação de uma cultura empresarial na qual haja a integração entre as propostas de modernização tecnológica e a racionalização. Nem sempre o uso de novas tecnologias é apenas um processo técnico na medida em que pressupõe uma nova orientação no controle do capital, no processo produtivo e na qualificação da mão de obra. Dos diversos efeitos que derivaram dessa orientação, a terceirização, a precarização e a flexibilização aparecem com constância como características do paradigma flexível, em substituição a modelo taylorista-fordista.
HERÉDIA, V. Novas tecnologias nos processos de trabalho: efeitos da
reestruturação produtiva. Scripta Nova, n. 170, ago. 2004 (adaptado).
O uso de novas tecnologias relacionado a controle empresarial é criticado no texto em razão da
A) operacionalização da tarefa laboral.
B) capacitação de profissionais liberais.
C) fragilização das relações de trabalho.
D) hierarquização dos cargos executivos.
E) aplicação dos conhecimentos da ciência.
Nos últimos anos, tem-se observado o crescimento de um tipo de ocupação: o trabalho por aplicativo. Conhecido também como “uberização do trabalho”, as alterações nas relações de trabalho provocadas por esse fenômeno é sintetizado pela pesquisadora Ludmila Abílio:
“Ser um trabalhador-perfil em um cadastro da multidão significa na prática ser um trabalhador por conta própria, que assume os riscos e custos de seu trabalho, que define sua própria jornada, que decide sobre sua dedicação ao trabalho e, também, que cria estratégias para lidar com uma concorrência de dimensões gigantescas que paira permanentemente sobre sua cabeça”.
Abílio, Ludmila C. Uberização do trabalho: subsunção real da viração. Disponível em: http://passapalavra.info/2017/02/110685. Acesso em: 03 fev. 2020.
Com base nessas informações, as alterações nas relações de trabalho na atualidade têm sido definidas pelo(a)
A) precarização do vínculo empregatício, com a desregulamentação das leis trabalhistas.
B) valorização do empreendedorismo, seguida pela ampliação dos direitos sociais.
C) vínculo de emprego duradouro, garantido por maior autonomia nas rotinas de trabalho.
D) fortalecimento do movimento sindical como estratégia de mobilização na luta por direitos trabalhistas.
E) valorização do trabalho e do movimento sindical com a ampliação das leis trabalhistas.
Até fins da década de 1980, a industrialização brasileira estava baseada em uma política de importações sustentada por tarifas aduaneiras elevadas, controles discricionários, entre outros. Essa política viabilizou um parque industrial relativamente amplo e diversificado, mas acomodado ao protecionismo exagerado. Em 1990, o governo anunciou medidas que alteravam profundamente a condução da política de comércio exterior do país. Simultaneamente a uma flexibilização do regime cambial, foi deslanchado um programa de liberalização das importações. A nova política de importação buscava promover uma reestruturação produtiva.
(Honorio Kume et al. “A política brasileira de importação no período 1987-1998”. In: Carlos Henrique Corseuil e Honorio Kume (coords.). A abertura comercial brasileira nos anos 1990, 2003. Adaptado.)
O programa de liberalização das importações adotado no Brasil a partir da década de 1990 teve como consequências
A) a falência de indústrias nacionais e o aumento do desemprego estrutural.
B) a queda da qualidade dos produtos importados e o aumento da geração de lixo eletrônico.
C) o crescimento da variedade dos produtos disponíveis e o superávit da balança comercial.
D) o aumento dos preços dos produtos nacionais e a ampliação da oferta de mercadorias falsificadas.
E) o acirramento da concorrência entre empresas e a interrupção de acordos comerciais com blocos econômicos.
O desenvolvimento industrial brasileiro, que teve início no final do século XIX, ocorreu de forma desigual nas diferentes regiões do Brasil, pois houve uma concentração da atividade industrial, particularmente, nos Municípios de São Paulo e Rio de Janeiro. Dentre outras razões, explicam esse fato:
A) a formação de um mercado externo na região Sudeste e a criação de casas de importação por emigrantes estrangeiros.
B) o domínio da cafeicultura no Sudeste, a consequente acumulação de capital e a imigração estrangeira que se dirigiu para essa região.
C) o domínio da mineração em São Paulo e a fundação de casas de exportação que tinham como objetivo abastecer o mercado brasileiro de produtos nacionais.
D) o desenvolvimento de empresas de extração mineral em São Paulo, que permitiu a acumulação de capital, e o conseqüente fluxo de emigrantes que para lá se dirigiu.
E) a abolição da escravidão e a concentração da população na região Sudeste, fato que estimulou a criação de casas de importação.
Enquanto a atividade agrícola ocupa grandes extensões do planeta, a atividade industrial se concentra em pontos do espaço. Todavia essa pequena concentração tem o poder de articular e integrar, através do mercado e da divisão espacial e internacional do trabalho, todo o universo. Isso significa que a indústria é a atividade capaz de produzir e desenvolver a integração de vastas áreas.
(CARLOS, 2000, p. 20).
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o espaço industrial, sua organização, sistematização e importância, pode-se afirmar:
A) A indústria, do ponto de vista histórico, se localizou, primeiramente, no vale do Ruhr, na Alemanha, onde encontrou as condições necessárias ao seu surgimento.
B) A Revolução Industrial, além de se apresentar como um fenômeno técnico, significou, também, a solidificação das relações sociais entre a burguesia e o clero.
C) As indústrias, nas primeiras décadas do século XIX, se instalaram nas beiras dos rios, devido à necessidade de abastecimento de energia elétrica.
D) A atividade industrial é altamente descentralizada, do ponto de vista espacial, já que é uma atividade que se autossustenta.
E) A localização industrial evolui ao longo do tempo, exigindo-se muita atenção a esse fenômeno, sendo importante a análise da questão locacional em sua dinâmica.
Leia as informações a seguir.
Em meados do século XVIII, James Watt patenteou na Inglaterra seu invento, sobre o qual escreveu a seu pai: “O negócio a que me dedico agora se tornou um grande sucesso. A máquina de fogo que eu inventei está funcionando e obtendo uma resposta muito melhor do que qualquer outra que tenha sido inventada até agora”.
Disponível em: <http://www.ampltd.co.uk/digital_guides/ind-rev-series-3- parts-1-to-3/detailed-listing-part-1.aspx>. Acesso em: 29 out. 2012. (Adaptado).
A revolução histórica relacionada ao texto, a fonte primária de energia utilizada em tal máquina e a consequência ambiental de seu uso são, respectivamente,
A) puritana, gás natural e aumento na ocorrência de inversão térmica.
B) gloriosa, petróleo e destruição da camada de ozônio.
C) industrial, carvão mineral e aumento da poluição atmosférica.
D) industrial, gás natural e redução da umidade atmosférica.
E) gloriosa, carvão mineral e aumento do processo de desgelo das calotas polares.
Juiz — Entre, Edmund, falei com o seu senhor.
Edmund — Não com o meu senhor, Vossa Excelência, espero ser o meu próprio senhor.
Juiz — Bem, com o seu empregador, o Sr. E..., o fabricante de roupas. Serve a palavra empregador?
Edmund — Sim, sim, Vossa Excelência, qualquer coisa que não seja senhor.
DEFOE, D. apud THOMPSON, E. P. Costumes em comum. São Paulo:
Cia. das Letras, 1998.
Qual alteração nas relações sociais na Inglaterra é registrada no diálogo extraído da obra escrita em 1724?
A) Melhoria das condições laborais no ambiente fabril.
B) Superação do caráter servil nas relações trabalhistas.
C) Extinção dos conflitos hierárquicos no contexto industrial.
D) Abrandamento dos ideais burgueses nos centros urbanos.
E) Desaparecimento das distinções sociais no ordenamento jurídico.
Ao opor operários sob vigilância e operários a domicílio, a fábrica reduziu os seus custos sem se ver necessariamente obrigada a adotar uma tecnologia mais eficaz. O argumento da superioridade tecnológica não é, portanto, nem necessário nem suficiente para explicar o advento e o êxito da fábrica. Stephen Marglin. “Origens e funções do parcelamento das tarefas”. Revista de Administração de Empresas, v.18, nº4. Rio de Janeiro, 1978, p.14. Adaptado.
De acordo com o economista norte-americano, o triunfo da organização econômica fabril deve ser compreendido
A) pela capacidade de controlar e padronizar as diferentes etapas do processo produtivo por meio da disciplina.
B) por meio do maciço investimento na tecnologia das grandes máquinas, diminuindo os custos da produção.
C) pelo processo de concentração de operários, que estimulou a disputa por vagas e a diminuição dos salários.
D) através da substituição das formas artesanais das oficinas domésticas pela estrutura de guildas e corporações.
E) por meio de estratégias de gestão que incidiam na divisão do trabalho e na introdução de bônus por produtividade.
Atente para o seguinte excerto: “Nas fábricas onde a disciplina do operariado era mais urgente, descobriu-se que era mais conveniente empregar as dóceis (e mais baratas) mulheres e crianças: de todos os trabalhadores nos engenhos de algodão ingleses em 1834-47, cerca de um-quarto eram homens adultos, mais da metade era de mulheres e meninas, e o restante de rapazes abaixo dos 18 anos”.
HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revoluções 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003, p. 58.
A descrição da organização do trabalho, citada no excerto acima, reflete
A) a democracia burguesa, para a qual importava a idade e o gênero do trabalhador da indústria, independente do fato de esse trabalhador ser produtivo.
B) o avanço na luta das mulheres por igualdade, já que antes da Revolução Industrial as mulheres eram proibidas de trabalhar.
C) o nível de exploração do trabalho do proletariado, o que resultou na organização desses trabalhadores em sindicatos.
D) a justiça social praticada pelo capitalismo industrial que oportuniza emprego para todos os tipos de indivíduos.
E) tecnopolos, adotando o compartilhamento de patentes em inovações produtivas.
A Segunda Revolução Industrial, ao longo da segunda metade do século XIX, apresentou um marco que determinou os novos paradigmas do sistema socioeconômico capitalista. Esse marco foi
A) a difusão do meio técnico-científico-informacional.
B) a acumulação primitiva de capitais.
C) a disseminação do trabalho assalariado.
D) a utilização do petróleo e da eletricidade.
E) a expansão das multinacionais e dos monopólios.
A condição essencial da existência e da supremacia da classe burguesa é a acumulação de riquezas nas mãos dos particulares. O progresso da indústria substitui o isolamento dos operários por sua união revolucionária mediante a associação. A burguesia produz, sobretudo, seus próprios coveiros.
(Karl Marx e Friedrich Engels. “O manifesto do Partido Comunista”.
In: Textos, vol. III, 1977. Adaptado.)
O Manifesto foi publicado em 1848, período de agitações populares em vários países europeus. Os autores argumentam que, com a Revolução Industrial,
A) tornou-se nítida a contradição entre trabalho coletivo e apropriação privada dos benefícios econômicos.
B) extinguiram-se as ideologias políticas em nome dos interesses econômicos das nações.
C) surgiram setores de produção de mercadorias controlados pela mão de obra assalariada.
D) ocorreu um processo de melhoria econômica e de nivelamento social em escala mundial.
E) rompeu-se, pela primeira vez na história, a solidariedade entre camponeses assalariados e operários.
As péssimas condições de vida e de trabalho provocaram revoltas e manifestações de descontentamento dos trabalhadores desde o começo da Revolução Industrial. Uma delas foi a quebra de máquinas.
(FIGUEIRA, Divalte, G. História. São Paulo: Ática, 2003).
O texto refere-se:
A) à Formação da Primeira Internacional Comunista.
B) à Formação da Liga dos Justos.
C) à Formação do Movimento Cartista.
D) ao Movimento Ludista.
E) ao Movimento Anarquista.
Para preparar uma caixa de telefone celular com carregador de bateria, fone de ouvido e dois manuais de instrução, o empregado da fábrica dispõe de apenas seis segundos. Finalizada essa etapa, a embalagem é repassada ao funcionário seguinte da linha de montagem, o qual tem a missão de escanear o pacote em dois pontos diferentes e, em seguida, colar uma etiqueta. Em um único dia, a tarefa chega a ser repetida até 6 800 vezes pelo mesmo trabalhador.
(blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/08/12/ Acesso em: 12.08.2013. Adaptado)
Refletindo sobre a situação exposta no texto, é correto afirmar que essa fábrica se organiza pelo sistema de produção conhecido como
A) toyotismo, no qual a mecanização do trabalho leva à divisão equitativa dos lucros entre os operários.
B) toyotismo, no qual os trabalhadores controlam os meios de produção e produzem no seu próprio ritmo.
C) fordismo, no qual cada um dos trabalhadores realiza todas as etapas do processo produtivo nas fábricas.
D) fordismo, no qual a livre iniciativa do trabalhador determina o ritmo das fábricas e o volume da produção.
E) fordismo, no qual há uma divisão do trabalho, e a mecanização da produção leva à repetição de tarefas.
O toyotismo, a partir dos anos 1970, teve grande impacto no mundo ocidental, quando se mostrou para os países avançados como uma opção possível para a superação de uma crise de acumulação.
ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho.
São Paulo, Botempo. 2009 (adaptado)
A característica organizacional do modelo em questão, requerida no contexto de crise, foi o(a)
A) expansão dos grandes estoques.
B) incremento da fabricação em massa.
C) adequação da produção à demanda.
D) aumento da mecanização do trabalho.
E) centralização das etapas de planejamento.
Um dos eventos que mais influenciaram a história da humanidade nos últimos séculos foi a revolução industrial. Esse acontecimento impulsionou a economia, a exploração do trabalho, o domínio de algumas nações sobre vastas regiões do mundo e acentuou a divisão entre os países dominantes e os que eram dominados. Assim, a revolução industrial movimentou não apenas a economia, mas também a sociedade, a produção artística e cultural e a política de toda uma época. Assinale a alternativa que caracteriza corretamente os primeiros momentos da revolução industrial e que tornaram a Inglaterra pioneira no desenvolvimento de indústrias durante o século XVIII.
A) A Inglaterra, importante metrópole do século XVIII, possuía colônias na América do Norte, África e Ásia que favoreceram a exploração de matérias-primas e mão de obra, impulsionando o desenvolvimento de seu setor industrial.
B) A Inglaterra contava com um grande contingente de trabalhadores disponíveis, visto que a lei de cercamentos de terras desapropriou inúmeros camponeses, que passaram a atuar nas fábricas como trabalhadores e influenciaram decisivamente na divisão dos lucros e dos meios de produção, fatores que tornaram a Inglaterra uma grande potência industrial.
C) Caracterizada pela exploração do trabalho assalariado, a revolução industrial oferecia benefícios e estímulos para a população mais pobre (como ambiente salubre, jornadas de trabalho justas e salários que estimulavam a competitividade entre os trabalhadores fabris), e a burguesia industrial retroalimentava o sistema com o consumo interno, fortalecendo-o primeiro na Inglaterra para mais tarde estender suas redes de comércio com os demais países da Europa.
D) A mecanização do sistema de produção foi um fator determinante para que o sistema fabril de produção superasse o sistema de manufaturas, aliado ao fato de que a Inglaterra contava com grandes reservas de carvão mineral e ferro para alimentar e produzir novas máquinas para a produção.
E) A organização da produção manufatureira inglesa foi fundamental para o desenvolvimento da revolução industrial, visto que essa produção de manufaturas passou a contar com máquinas e motores que substituíram a divisão do trabalho e colaboraram para o acúmulo de lucro pelo detentor dos meios de produção.
Último filme mudo de Chaplin, “Tempos Modernos” focalizava a vida urbana nos Estados Unidos imediatamente após a crise de 1929, quando a depressão atingiu toda a sociedade norte-americana. A ênfase da película é a vida na sociedade industrial caracterizada pela produção com base no sistema de linha de montagem e especialização do trabalho.
Sobre a discussão sociológica acerca das concepções das relações de trabalho, assinale a alternativa pertinente:
A) O Taylorismo, concepção produtivista desenvolvida por Frederick Taylor nos EUA, sustentou-se com base na linha de montagem, valendo-se das premissas do cooperativismo e do socialismo utópico do século XIX.
B) O Fordismo, desenvolvido por Henry Ford, seguiu a trilha aberta por Taylor ao utilizar a linha de montagem na fabricação em massa de automóveis, ao fixar o operário em um mesmo posto, subordinando-o à máquina.
C) No mundo contemporâneo, a chamada “desindustrialização” - processo de utilização da microeletrônica para a criação de novos postos de trabalho – substituiu os antigos robôs, provocando a diminuição do desemprego, melhorando a distribuição de renda em países emergentes como o Brasil, e criando novas oportunidades de lazer aos trabalhadores.
D) Com o aumento expressivo da produção, o chamado sistema taylor de produção proporcionou aos trabalhadores maior agilidade nos processos de execução das tarefas produtivas e, consequentemente, melhores salários e maior tempo livre.
E) O fordismo e o taylorismo estabeleceram uma separação clara entre, de um lado, as fases de planejamento, concepção e direção do processo produtivo e, de outro, as tarefas de execução, flexibilizando a produção com uma oferta ampla de bens que atendem às demandas dos consumidores.
No mundo atual, permeado pela lógica capitalista, a capacidade de adaptação às demandas impostas pelo cenário vigente é de extrema importância para aqueles que se empenham em crescer no trabalho. Os trabalhadores precisam garantir sua sobrevivência e dessa maneira estão adoecendo com o novo ritmo de produção. Sintomas como estresse, ansiedade, fobias e outros, vêm surgindo cada vez mais rápido nas pessoas que sofrem grandes pressões no trabalho.
[....]
Na Revolução Industrial, além das mudanças no setor comercial e agrícola, tivemos acima de tudo as transformações sociais, ou seja, a passagem da sociedade rural para a sociedade urbana.
<https://tinyurl.com/y86wcuhe> Acesso em: 09.03.2017. Adaptado.
Assinale a alternativa que elenca corretamente as principais características da Primeira Revolução Industrial
A) Valorização do trabalho artesanal; utilização de tração animal; eliminação da divisão do trabalho e surgimento da classe média.
B) Valorização do trabalho qualificado; utilização de petróleo como fonte de energia; aprofundamento do uso das tecnologias da informação e surgimento dos profissionais liberais.
C) Valorização do trabalho feminino; utilização de biocombustíveis; eliminação do trabalho braçal e surgimento das leis trabalhistas.
D) Invenção de máquinas para substituir o trabalho humano; utilização de carvão mineral e vapor; aprofundamento da divisão do trabalho e surgimento do proletariado.
E) Invenção de ferramentas e técnicas agrícolas; utilização de energia solar e eólica; eliminação do trabalho escravo e surgimento do campesinato.
