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9º ano - AP2 Filosofia - II Trimestre

Total questions: 15

Worksheet time: 30mins

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1.

O vocábulo Práxis foi consagrado por Aristóteles como um termo filosófico que designa atitudes morais que têm em si mesmo um sentido completo ou pleno.

Tendo ligação direta com a ideia de Moral, Práxis, etimologicamente, significa:

a)
  1. Justiça, atributo divino.

b)

Prática, ação concreta.

c)

Política, noção de poder.

d)
  1. Pessoalidade, ideia de ser.

2.

No nosso dia a dia, encontramo-nos frequentemente diante de situações nas quais a nossa decisão depende de um julgamento moral, a partir do qual vamos orientar nossa ação. 

Para Aristóteles, o homem é um “ser moral”, ou seja, ele age no mundo:


a)

entre o amor e o ódio, por entender que é da sua essência o erro.

b)
  1. de acordo com valores, que avaliam constantemente sua conduta.

c)

para satisfazer o seu desejo de superioridade em relação ao divino.

d)

em conflito constante para reorientar sua relação interpessoal frágil.

3.

No contexto filosófico, ética e moral possuem significados distintos. A palavra “ética” vem do Grego “ethos”. Já a palavra “moral” tem origem no termo latino “morales”. 

Etimologicamente, os termos significam, respectivamente,

a)
  1. “modo de pensar” e “morada dos outros”.

b)

“equivalente à intenção” e “referente ao caráter”.

c)

“modo de ser ou caráter” e “relativo aos costumes”.

d)

“caráter ou modo de pensar” e “referente aos outros”.

4.

Considerando que Ética e Moral lidam com o “certo” e o “errado” e, respectivamente, o saber em vista do agir, a distinção entre ambos encontra-se na ideia de que:

a)
  1. A ética é uma disciplina teórica sobre uma prática humana que é o agir moral.

b)
  1. A moral aborda o necessário julgamento que deve ser feito aos códigos éticos.

c)
  1. O agir moral é condicionado a práticas que não concordam com a ideia de ética.

d)
  1. O senso ético difere do agir moral por privilegiar apenas alguns poucos cidadãos.

5.

No exemplo de Mafalda, uma regra acerca do que é certo ou errado, bom ou mal, foi o fio condutor do agir. 

Diferente do cunho social proposto pela ética, o agir moral de Mafalda foi “guiado pela consciência”, que é descrito na tirinha como sendo um

a)

amigo.

b)

intruso.

c)

inimigo.

d)

inquilino.

6.

“Admite-se geralmente que toda arte e toda investigação, assim como toda ação e toda escolha, têm em mira um bem; [...] o bem é aquilo a que todas as coisas tendem.”

Aristóteles – Ética a Nicômaco – Livro I.

A ética aristotélica é uma ética de fins. Sendo o bem o fim e o objeto da ação, fica claro que, para Aristóteles, este bem último (finalidade) é a

a)
  1. civilidade.

b)
  1. felicidade.

c)

justa pena.

d)

prosperidade.

7.

Para o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), a ética é do tipo deontológica – déon (dever) e logos (ciência) – e parte da máxima de que as intenções devem ser levadas em consideração.

Tanto a Ética de Kant, quanto a noção etimológica e conceitual de deontologia apontam que a moral

a)

está extinta pela eficácia da ciência.

b)
  1. está associada às intenções do outro.

c)

está diretamente ligada à noção de dever.

d)

é uma realidade meramente utópica, irreal.

8.

A “Fórmula da Humanidade” descrita por Kant entende que os seres humanos têm um valor incondicional e devem, por isso, ser tomados como fins em si (pessoas) e nunca como simples meio. Isso torna evidente que a ética de Kant parte

a)
  1. dos motivos irracionais da ação.

b)

da má intenção e os seus meios.

c)

do princípio do respeito às pessoas.

d)

de um interesse pelos bens do outro.

9.

O termo “modernidade líquida” trata da fluidez das relações em nosso mundo contemporâneo, marcado pela mudança rápida, algo que se reflete também nas relações entre seres humanos e instituições. 

Este conceito foi desenvolvido por

a)

Walter Benjamin.

b)

Martin Heidegger.

c)

Jürgen Habermas.

d)
  1. Zygmunt Bauman.

10.

A ideia que envolve o conceito de “Modernidade Líquida” faz referência a muitas situações do nosso tempo, metaforicamente descritas. A presente fase, é entendida como líquida por ser temporária e caracterizada pela

a)

realização da plena felicidade.

b)
  1. adequação a sentimentos bons.

c)

incapacidade de manter a forma.

d)

formação de relações duradouras.

11.

A função “unfollow”, ou “deixar de seguir” é uma possibilidade de parar de ver o que alguém faz na internet. Essa função, no entanto, não existe na vida real com a mesma facilidade que encontramos nas redes. 

Segundo a compreensão de “Modernidade líquida”, a atitude de “darunfollow” indica que

a)

as redes sociais e aplicativos de relacionamento são meios autênticos de laços sólidos.

b)
  1. os meios virtuais atraem e esclarecem, desde o início, quem as pessoas realmente são.

c)

a fluidez dos relacionamentos faz parte das mais modernas formas de vínculos afetivos.

d)

as relações virtuais são eficazes, profundas e facilitam a comunicação entre as pessoas.

12.

A tirinha, da personagem popularmente conhecida na internet como “Márcia, a neurótica”, aponta para a superficialidade de determinadas ações e prioridades pouco seguras e descartáveis na existência.

A situação vista descreve uma consequência característica da modernidade líquida, marcada cada vez mais pelo individualismo, que é:

a)
  1. A transformação do cidadão em consumidor.

b)
  1. As buscas por tratamentos para a ansiedade.

c)

Os altos índices de homicídio entre os jovens.

d)

A violência contra a mulher na sociedade atual.

13.

A tirinha do desenhista brasileiro André Dahmer Pereira aponta dois efeitos nocivos dos relacionamentos virtuais em rede, à luz da ideia de Modernidade Líquida, que são:

a)
  1. a inserção dos idosos nas redes e sua saúde.

b)
  1. o aumento da felicidade e a satisfação pessoal.

c)

a grande ascensão de intelectuais e estudantes.

d)

a exposição e a invisibilidade da pessoa humana.

14.

A Pós-modernidade aponta para um ser humano individualizado e inclinado ao efêmero. 

Este comportamento, que transmite a falsa ideia de qualidade de vida recebe o nome de Hedonismo, pois se fundamenta na (no):

a)
  1. defesa da moral social e dos valores inerentes à vida familiar.

b)

direito social, buscando promover a dignidade do ser humano.

c)

busca do prazer como bem supremo e finalidade da vida humana.

d)
  1. religião, pois combate o individualismo pela noção de comunidade.

15.

Uma das características do Hedonismo é a negação do sofrimento como pilar para uma vida sem dor. 

A vivência do Hedonismo como doutrina em vista da felicidade, difunde a ideia de que seus princípios devem ser:

a)
  1. Transmitidos, ensinados e seguidos.

b)
  1. Negados, combatidos e perseguidos.

c)

Compreendidos, censurados e vistos.

d)

Desprezados, defendidos e assumidos.