NEW
Font size
Worksheets9º ano - AP2 Filosofia - II Trimestre
Total questions: 15
Worksheet time: 30mins
O vocábulo Práxis foi consagrado por Aristóteles como um termo filosófico que designa atitudes morais que têm em si mesmo um sentido completo ou pleno.
Tendo ligação direta com a ideia de Moral, Práxis, etimologicamente, significa:
Justiça, atributo divino.
Prática, ação concreta.
Política, noção de poder.
Pessoalidade, ideia de ser.
No nosso dia a dia, encontramo-nos frequentemente diante de situações nas quais a nossa decisão depende de um julgamento moral, a partir do qual vamos orientar nossa ação.
Para Aristóteles, o homem é um “ser moral”, ou seja, ele age no mundo:
entre o amor e o ódio, por entender que é da sua essência o erro.
de acordo com valores, que avaliam constantemente sua conduta.
para satisfazer o seu desejo de superioridade em relação ao divino.
em conflito constante para reorientar sua relação interpessoal frágil.
No contexto filosófico, ética e moral possuem significados distintos. A palavra “ética” vem do Grego “ethos”. Já a palavra “moral” tem origem no termo latino “morales”.
Etimologicamente, os termos significam, respectivamente,
“modo de pensar” e “morada dos outros”.
“equivalente à intenção” e “referente ao caráter”.
“modo de ser ou caráter” e “relativo aos costumes”.
“caráter ou modo de pensar” e “referente aos outros”.
Considerando que Ética e Moral lidam com o “certo” e o “errado” e, respectivamente, o saber em vista do agir, a distinção entre ambos encontra-se na ideia de que:
A ética é uma disciplina teórica sobre uma prática humana que é o agir moral.
A moral aborda o necessário julgamento que deve ser feito aos códigos éticos.
O agir moral é condicionado a práticas que não concordam com a ideia de ética.
O senso ético difere do agir moral por privilegiar apenas alguns poucos cidadãos.
No exemplo de Mafalda, uma regra acerca do que é certo ou errado, bom ou mal, foi o fio condutor do agir.
Diferente do cunho social proposto pela ética, o agir moral de Mafalda foi “guiado pela consciência”, que é descrito na tirinha como sendo um
amigo.
intruso.
inimigo.
inquilino.
“Admite-se geralmente que toda arte e toda investigação, assim como toda ação e toda escolha, têm em mira um bem; [...] o bem é aquilo a que todas as coisas tendem.”
Aristóteles – Ética a Nicômaco – Livro I.
A ética aristotélica é uma ética de fins. Sendo o bem o fim e o objeto da ação, fica claro que, para Aristóteles, este bem último (finalidade) é a
civilidade.
felicidade.
justa pena.
prosperidade.
Para o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), a ética é do tipo deontológica – déon (dever) e logos (ciência) – e parte da máxima de que as intenções devem ser levadas em consideração.
Tanto a Ética de Kant, quanto a noção etimológica e conceitual de deontologia apontam que a moral
está extinta pela eficácia da ciência.
está associada às intenções do outro.
está diretamente ligada à noção de dever.
é uma realidade meramente utópica, irreal.
A “Fórmula da Humanidade” descrita por Kant entende que os seres humanos têm um valor incondicional e devem, por isso, ser tomados como fins em si (pessoas) e nunca como simples meio. Isso torna evidente que a ética de Kant parte
dos motivos irracionais da ação.
da má intenção e os seus meios.
do princípio do respeito às pessoas.
de um interesse pelos bens do outro.
O termo “modernidade líquida” trata da fluidez das relações em nosso mundo contemporâneo, marcado pela mudança rápida, algo que se reflete também nas relações entre seres humanos e instituições.
Este conceito foi desenvolvido por
Walter Benjamin.
Martin Heidegger.
Jürgen Habermas.
Zygmunt Bauman.
A ideia que envolve o conceito de “Modernidade Líquida” faz referência a muitas situações do nosso tempo, metaforicamente descritas. A presente fase, é entendida como líquida por ser temporária e caracterizada pela
realização da plena felicidade.
adequação a sentimentos bons.
incapacidade de manter a forma.
formação de relações duradouras.
A função “unfollow”, ou “deixar de seguir” é uma possibilidade de parar de ver o que alguém faz na internet. Essa função, no entanto, não existe na vida real com a mesma facilidade que encontramos nas redes.
Segundo a compreensão de “Modernidade líquida”, a atitude de “darunfollow” indica que
as redes sociais e aplicativos de relacionamento são meios autênticos de laços sólidos.
os meios virtuais atraem e esclarecem, desde o início, quem as pessoas realmente são.
a fluidez dos relacionamentos faz parte das mais modernas formas de vínculos afetivos.
as relações virtuais são eficazes, profundas e facilitam a comunicação entre as pessoas.
A tirinha, da personagem popularmente conhecida na internet como “Márcia, a neurótica”, aponta para a superficialidade de determinadas ações e prioridades pouco seguras e descartáveis na existência.
A situação vista descreve uma consequência característica da modernidade líquida, marcada cada vez mais pelo individualismo, que é:
A transformação do cidadão em consumidor.
As buscas por tratamentos para a ansiedade.
Os altos índices de homicídio entre os jovens.
A violência contra a mulher na sociedade atual.
A tirinha do desenhista brasileiro André Dahmer Pereira aponta dois efeitos nocivos dos relacionamentos virtuais em rede, à luz da ideia de Modernidade Líquida, que são:
a inserção dos idosos nas redes e sua saúde.
o aumento da felicidade e a satisfação pessoal.
a grande ascensão de intelectuais e estudantes.
a exposição e a invisibilidade da pessoa humana.
A Pós-modernidade aponta para um ser humano individualizado e inclinado ao efêmero.
Este comportamento, que transmite a falsa ideia de qualidade de vida recebe o nome de Hedonismo, pois se fundamenta na (no):
defesa da moral social e dos valores inerentes à vida familiar.
direito social, buscando promover a dignidade do ser humano.
busca do prazer como bem supremo e finalidade da vida humana.
religião, pois combate o individualismo pela noção de comunidade.
Uma das características do Hedonismo é a negação do sofrimento como pilar para uma vida sem dor.
A vivência do Hedonismo como doutrina em vista da felicidade, difunde a ideia de que seus princípios devem ser:
Transmitidos, ensinados e seguidos.
Negados, combatidos e perseguidos.
Compreendidos, censurados e vistos.
Desprezados, defendidos e assumidos.
