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Revisão para o simulado - II Trimestre 2024 - I Ano

Total questions: 50

Worksheet time: 3hrs 58mins

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1.

Notas

Soluços, lágrimas, casa armada, veludo preto nos portais, um homem que veio vestir o cadáver, outro que tomou a medida do caixão, caixão, essa, tocheiros, convites, convidados que entravam, lentamente, a passo surdo, e apertavam a mão à família, alguns tristes, todos sérios e calados, padre e sacristão, rezas, aspersões d’água benta, o fechar do caixão, a prego e martelo, seis pessoas que o tomam da essa, e o levantam, e o descem a custo pela escada, não obstante os gritos, soluços e novas lágrimas da família, e vão até o coche fúnebre, e o colocam em cima e traspassam e apertam as correias, o rodar do coche, o rodar dos carros, um a um... Isto que parece um simples inventário eram notas que eu havia tomado para um capítulo triste e vulgar que não escrevo.

ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br.

Acesso em: 25 jul. 2022.

O recurso linguístico que permite a Machado de Assis considerar um capítulo de Memórias póstumas de Brás Cubas como inventário é a

a)

enumeração de objetos e fatos.

b)

predominância de linguagem objetiva.

c)

ocorrência de período longo no trecho.

d)

combinação de verbos no presente e no pretérito.

e)

presença de léxico do campo semântico de funerais.

2.

Projeto na Câmara de BH quer a vacinação gratuita de cães contra a leishmaniose

 

A doença é grave e vem causando preocupação na região metropolitana da capital mineira. Ela é uma doença grave, transmitida pela picada do mosquito-palha, e afeta tanto os seres humanos quanto os cachorros: a leishmaniose. Por ser um problema de saúde pública, a doença pode ganhar uma ação preventiva importante, caso um projeto de lei seja aprovado na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). Diante do alto número de casos da doença na Grande BH, a Comissão de Saúde e Saneamento da CMBH aprovou a proposta de realização de campanhas públicas de vacinação gratuita de cães contra a leishmaniose, tema do PL 404/17, apreciado pelo colegiado em reunião ordinária, no dia 6 de dezembro.

Disponível em: https://revistaencontro.com.br. Acesso em: 11 dez. 2017.

 

Essa notícia, além de cumprir sua função informativa, assume o papel de

a)

fiscalizar as ações de saúde e saneamento da cidade.

b)

defender os serviços gratuitos de atendimento à população.

c)

conscientizar a população sobre grave problema de saúde pública.

d)

propor campanhas para a ampliação de acesso aos serviços públicos.

e)

responsabilizar os agentes públicos pela demora na tomada de decisões.

3.

TEXTO II

O termo ready-made foi criado por Marcel Duchamp(1887-1968) para designar um tipo de objeto, por ele inventado, que consiste em um ou mais artigos de uso cotidiano, produzidos em massa, selecionados sem critérios estéticos e expostos como obras de arte em espaços especializados (museus e galerias). Seu primeiro ready-made, de 1912, é uma roda de bicicleta montada sobre um banquinho (Roda de bicicleta). Ao transformar qualquer objeto em obra de arte, o artista realiza uma crítica radical ao sistema da arte.

Disponível em: www.bienal.org.br. Acesso em: 1 set. 2016 (adaptado).

 

A instalação In absentia propõe um diálogo com o ready-made Roda de bicicleta, demonstrando que

a)

as formas de criticar obras do passado se repetem.

b)

a recorrência de temas marca a arte do final do século XX.

c)

as criações desmistificam os valores estéticos estabelecidos.

d)

o distanciamento temporal permite a transformação dos referenciais estéticos.

e)

o objeto ausente sugere a degradação da forma superando o modelo artístico.

4.

PALAVRA – As gramáticas classificam as palavras em substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, conjunção, pronome, numeral, artigo e preposição. Os poetas classificam as palavras pela alma porque gostam de brincar com elas, e para brincar com elas é preciso ter intimidade primeiro. É a alma da palavra que define, explica, ofende ou elogia, se coloca entre o significante e o significado para dizer o que quer, dar sentimento às coisas, fazer sentido. A palavra nuvem chove. A palavra triste chora. A palavra sono dorme. A palavra tempo passa. A palavra fogo queima. A palavra faca corta. A palavra carro corre. A palavra “palavra” diz. O que quer. E nunca desdiz depois. As palavras têm corpo e alma, mas são diferentes das pessoas em vários pontos. As palavras dizem o que querem, está dito, e pronto.

FALCÃO, A. Pequeno dicionário de palavras ao vento. São Paulo: Salamandra, 2013 (adaptado).

 

Esse texto, que simula um verbete para a palavra “palavra’’, constitui-se como um poema porque

a)

tematiza o fazer poético, como em “Os poetas classificam as palavras pela alma”.

b)

utiliza o recurso expressivo da metáfora, como em “As palavras têm corpo e alma”.

c)

valoriza a gramática da língua, como em “substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, conjunção”.

d)

estabelece comparações, como em “As palavras têm corpo e alma, mas são diferentes das pessoas”.

e)

apresenta informações pertinentes acerca do conceito de “palavra”, como em “As gramáticas

classificam as palavras”.

5.

Mas seu olhar verde, inconfundível, impressionante, iluminava com sua luz misteriosa as sombrias arcadas superciliares, que pareciam queimadas por ela, dizia logo a sua origem cruzada e decantada através das misérias e dos orgulhos de homens de aventura, contadores de histórias fantásticas, e de mulheres caladas e sofredoras, que acompanhavam os maridos e amantes através das matas intermináveis, expostas às febres, às feras, às cobras do sertão indecifrável, ameaçador e sem fim, que elas percorriam com a ambição única de um “pouso” onde pudessem viver, por alguns dias, a vida ilusória de família e de lar, sempre no encalço dos homens, enfebrados pela procura do ouro e do diamante.

PENNA, C. Fronteira. Rio de Janeiro: Tecnoprint, s/d.

Ao descrever os olhos de Maria Santa, o narrador estabelece correlações que refletem a

a)

caracterização da personagem como mestiça.

b)

construção do enredo de conquistas da família.

c)

relação conflituosa das mulheres e seus maridos.

d)

nostalgia do desejo de viver como os antepassados.

e)

marca de antigos sofrimentos no fluxo de consciência

6.

TEXTO I

A língua não é uma nomenclatura, que se apõe a uma realidade pré-categorizada, ela é que classifica a realidade. No léxico, percebe-se, de maneira mais imediata, o fato de que a língua condensa as experiências de um dado povo.

FIORIN, J. L. Língua, modernidade e tradição. Diversitas, n. 2, mar.-set. 2014.

 

TEXTO II

As expressões coloquiais ainda estão impregnadas de discriminação contra os negros. Basta recordar algumas delas, como passar um “dia negro”, ter um “lado negro”, ser a “ovelha negra” da família ou praticar “magia negra”.

Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 22 maio 2018.

 

O Texto II exemplifica o que se afirma no Texto I, na medida em que defende a ideia de que as escolhas lexicais são resultantes de um

a)

expediente próprio do sistema linguístico que nos apresenta diferentes possibilidades para traduzir estados de coisas.

b)

ato inventivo de nomear novas realidades que surgem diante de uma comunidade de falantes de uma língua.

c)

mecanismo de apropriação de formas linguísticas que estão no acervo da formação do idioma nacional.

d)

processo de incorporação de preconceitos que são recorrentes na história de uma sociedade.

e)

recurso de expressão marcado pela objetividade que se requer na comunicação diária.

7.

Urgência emocional

Se tudo é para ontem, se a vida engata uma primeira e sai em disparada, se não há mais tempo para paradas estratégicas, caímos fatalmente no vício de querer que os amores sejam igualmente resolvidos num átimo de segundo. Temos pressa para ouvir “eu te amo”. Não vemos a hora de que fiquem estabelecidas as regras de convívio: somos namorados, ficantes, casados, amantes? Urgência emocional. Uma cilada. Associamos diversas palavras ao AMOR: paixão, romance, sexo, adrenalina, palpitação. Esquecemos, no entanto, da palavra que viabiliza esse sentimento: “paciência”. Amor sem paciência não vinga. Amor não pode ser mastigado e engolido com emergência, com fome desesperada. É uma refeição que pode durar uma vida.

MEDEIROS, M. Disponível em: http://porumavidasimples.blogspot.com.br. Acesso em: 20 ago. 2017 (adaptado).

Nesse texto de opinião, as marcas linguísticas revelam uma situação distensa e de pouca formalidade, o que se evidencia pelo(a)

a)

impessoalização ao longo do texto, como em: “se não há mais tempo”.

b)

construção de uma atmosfera de urgência, em palavras como: “pressa”.

c)

repetição de uma determinada estrutura sintática, como em: “Se tudo é para ontem”.

d)

ênfase no emprego da hipérbole, como em: “uma refeição que pode durar uma vida”.

e)

emprego de metáforas, como em: “a vida engata uma primeira e sai em disparada”.

 

8.

A articulação entre os elementos verbais e os não verbais do texto tem como propósito desencadear a

a)

identificação de distinções entre mulheres e homens.

b)

revisão de representações estereotipadas de gênero.

c)

adoção de medidas preventivas de combate ao sexismo.

d)

ratificação de comportamentos femininos e masculinos.

e)

retomada de opiniões a respeito da diversidade dos papéis sociais.

9.

Estojo escolar

Rio de Janeiro — Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrônicas, bastava telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fabricar um navio, uma estação espacial. […] Como pretendo viajar esses dias, habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como o top do top em matéria de computador portátil.

No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de instruções para ser aberto. […] De repente, como vem acontecendo nos últimos tempos, houve um corte na memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar. Tinha 5 anos e ia para o jardim de infância.

Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal. Dentro, arrumados em divisões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua de 20 cm e uma borracha para apagar meus erros. […] Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nunca esqueci e que me tonteava de prazer. […]

O notebook que agora abro é negro e, em matéria de cheiro, é abominável. Cheira vilmente a telefone celular, a cabine de avião, a aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma moça veio ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida.

CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2009 (adaptado).

 

No texto, há marcas da função da linguagem que nele predomina. Essas marcas são responsáveis por colocar em foco o(a)

a)

mensagem, elevando-a à categoria de objeto estético do mundo das artes.

b)

código, transformando a linguagem utilizada no texto na própria temática abordada.

c)

contexto, fazendo das informações presentes no texto seu aspecto essencial.

d)

enunciador, buscando expressar sua atitude em relação ao conteúdo do enunciado.

e)

interlocutor, considerando-o responsável pelo direcionamento dado à narrativa pelo enunciador.

10.

Os velhos papéis, quando não são consumidos pelo fogo, às vezes acordam de seu sono para contar notícias do passado. É assim que se descobre algo novo de um nome antigo, sobre o qual já se julgava saber tudo, como Machado de Assis. Por exemplo, você provavelmente não sabe que o autor carioca, morto em 1908, escreveu uma letra do hino nacional em 1867 — e não poderia saber mesmo, porque os versos seguiam inéditos. Até hoje. Essa letra acaba de ser descoberta, em um jornal antigo de Florianópolis, pelo pesquisador independente Felipe Rissato. “Das florestas em que habito/ Solto um canto varonil:/ Em honra e glória de Pedro/ O gigante do Brasil”, diz o começo do hino, composto de sete estrofes em redondilhas maiores, ou seja, versos de sete sílabas poéticas. O trecho também é o refrão da música. O Pedro mencionado é o imperador Dom Pedro II. O bruxo do Cosme Velho compôs a letra para o aniversário de 42 anos do monarca, em 2 de dezembro daquele ano — o hino seria apresentado naquele dia no teatro da cidade de Desterro, antigo nome de Florianópolis.

Disponível em: www.revistaprosaversoearte.com. Acesso em: 4 dez. 2018 (adaptado).

 

Considerando-se as operações de retomada de informações na estruturação do texto, há interdependência entre as expressões

a)

“Os velhos papéis” e “É assim”.

b)

“algo novo” e "sobre o qual".

c)

“um nome antigo” e “Por exemplo”.

d)

“O gigante do Brasil” e “O Pedro mencionado”.

e)

“o imperador Dom Pedro II” e “O bruxo do Cosme Velho”.

11.

TEXTO II

As máscaras não foram feitas para serem usadas; elas se concentram apenas nas possibilidades antropomórficas dos recipientes plásticos descartados e, ao mesmo tempo, chamam a atenção para a quantidade de lixo que se acumula em quase todas as cidades ou aldeias africanas.

FARTHING, S. Tudo sobre arte. Rio de Janeiro: Sextante, 2011 (adaptado).

 

Romuald Hazoumé costuma dizer que sua obra apenas manda de volta ao oeste o refugo de uma sociedade de consumo cada vez mais invasiva. A obra desse artista africano que vive no Benin denota o(a)

a)

empobrecimento do valor artístico pela combinação de diferentes matérias-primas.

b)

reposicionamento estético de objetos por meio da mudança de função.

c)

convite aos espectadores para interagir e completar obras inacabadas.

d)

militância com temas da ecologia que marcam o continente africano.

e)

realidade precária de suas condições de produção artística.

12.

Se for possível, manda-me dizer:

— É lua cheia. A casa está vazia —

Manda-me dizer, e o paraíso

Há de ficar mais perto, e mais recente

Me há de parecer teu rosto incerto.

Manda-me buscar se tens o dia

Tão longo como a noite. Se é verdade

Que sem mim só vês monotonia.

E se te lembras do brilho das marés

De alguns peixes rosados

Numas águas

E dos meus pés molhados, manda-me dizer:

— É lua nova —

E revestida de luz te volto a ver.

HILST, H. Júbilo, memória, noviciado da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 2018.

 

Falando ao outro, o eu lírico revela-se vocalizando um desejo que remete ao

a)

ceticismo quanto à possibilidade do reencontro.

b)

tédio provocado pela distância física do ser amado.

c)

sonho de autorrealização desenhado pela memória.

d)

julgamento implícito das atitudes de quem se afasta.

e)

questionamento sobre o significado do amor ausente.

13.

Nessa obra, que retrata uma cena de Caramuru, célebre poema épico brasileiro, a filiação à estética romântica manifesta-se na

a)

exaltação do retrato fiel da beleza feminina.

b)

tematização da fragilidade humana diante da morte.

c)

ressignificação de obras do cânone literário nacional.

d)

representação dramática e idealizada do corpo da índia.

e)

oposição entre a condição humana e a natureza primitiva.

14.

A prosa é:

a)

Um cordel.

b)

Um soneto.

c)

Um texto escrito em versos, de forma poética.

d)

Uma expressão natural da linguagem escrita ou falada, sem poesia.

15.

A crônica é:

a)

um gênero textual curto escrito em prosa.

b)

um gênero textual curto escrito em verso.

c)

um gênero textual longo escrito em prosa.

d)

um gênero artístico longo.

16.

A crônica é geralmente produzida em diversos meios de comunicação, exceto:

a)

redes sociais

b)

bíblia

c)

blogs

d)

jornais e revistas

17.

A palavra crônica vem do latim e refere-se a um registro de:

a)

eventos marcados pela água.

b)

eventos marcados pelo espaço.

c)

eventos marcados pelo tempo (cronológico).

d)

eventos marcados pelo autor.

18.

Dentre as características de uma crônica podemos destacar, exceto:

a)

Temas relacionados a acontecimentos cotidianos.

b)

Presença de poucos personagens ou nenhum.

c)

Espaço ampliado.

d)

Narrativa curta (texto curto).

19.

A linguagem da crônica é:

a)

rebuscada.

b)

simples e coloquial.

c)

longa e culta.

d)

formal e complexa.

20.

A Crônica Jornalística:

a)

É a menos comum das crônicas da atualidade.

b)

Distancia-se da crônica dissertativa.

c)

É produzida para os meios de comunicação, com temas da atualidade.

d)

Não traz reflexões.

21.

A Crônica Histórica:

a)

É marcada por relatar fatos ou acontecimentos históricos.

b)

Distancia-se da crônica narrativa.

c)

Apresenta-se com personagens, tempo e espaço indefinidos.

d)

Aproxima-se da crônica dissertativa.

22.

A Crônica Humorística:

a)

não utiliza da ironia e do humor como ferramenta essencial para criticar.

b)

apela para o humor como forma de entreter o público.

c)

não faz parte dos tipos de crônica, pois esse gênero textual é mais formal.

d)

não tem graça nunca.

23.

A prosa é:

a)

Um cordel.

b)

Um soneto.

c)

Um texto escrito em versos, de forma poética.

d)

Uma expressão natural da linguagem escrita ou falada, sem poesia.

24.

A crônica possui uma "vida curta", ou seja, as crônicas tratam de acontecimentos corriqueiros do cotidiano.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

25.

O gênero dramático, como o próprio nome indica, são os textos literários feitos com o intuito de serem encenados ou dramatizados. Do grego, a palavra “drama” significa “ação”.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

26.

Características do gênero dramático:

- Texto em forma de diálogos;

- Dividido em atos e cenas;

- Presença das rubricas — descrições do espaço e/ou da situação antes de cada ato;

- Sequência da ação dramática geralmente constituída de exposição, conflito, complicação, clímax, desfecho

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

27.

Na Grécia Antiga, dois tipos de textos dramáticos eram produzidos: a tragédia e a comédia.

a)

VERDADEIRO

b)

FALSO

28.

Onde o gênero dramático começou a se manifestar?

a)

Egito.

b)

Roma.

c)

Fenícia.

d)

Grécia.

29.

O texto dramático pode ser compreendido como um texto teatral?

a)

Verdadeiro.

b)

Falso.

30.

Pra que serve a rubrica no texto teatral?

a)

Para o ator decorar a fala

b)

Para mostrar o que o ator deve fazer naquela cena

c)

Ajuda o texto ter mais diálogos

d)

Auxilia o narrador se posicionar em suas falas.

31.

O esquete pode ser

a)

Dividido em duas cenas e ser de drama

b)

Ter três atos e ser de comédia

c)

Ter apenas uma cena e ser de comédia

d)

Ter apenas uma cena e ser de drama

32.

Dramaturgo é quem

a)

Escreve textos teatrais

b)

Atua em peças teatrais

c)

Anuncia espetáculos teatrais

d)

Escreve apenas peças teatrais dramáticas

33.

Sobre as características do texto teatral podemos afirmar que

a)

Em geral não apresentam narrador

b)

A base do texto é o diálogo e o nome dos personagens vem depois de cada fala

34.

Os textos dramáticos são produzidos para serem representados, pois a voz narrativa está entregue aos personagens.

a)

Verdadeiro

b)

Falso

35.

Como o texto teatral se divide quando a peça é longa?

a)

Cenas

b)

Capítulos

c)

Atos

d)

Seções

36.

Qual dos elementos a seguir constitui-se como essencial na construção de um texto teatral?

a)

música

b)

cenário

c)

figurino

d)

diálogo

37.

(UFG)


CENA IV


EDUARDO, CARLOTINHA.

CARLOTINHA - Onde vai, mano?

EDUARDO - Vou ao Catete ver um doente; volto já.

CARLOTINHA - Eu queria falar-lhe.

EDUARDO - Quando voltar, menina.

CARLOTINHA - E por que não agora?

EDUARDO - Tenho pressa, não posso esperar. Queres ir hoje ao Teatro Lírico?

CARLOTINHA - Não, não estou disposta.

EDUARDO - Pois representa-se uma ópera bonita. (Enche a carteira de charutos.) Canta a Charton. Há muito tempo que não vamos ao teatro.

ALENCAR, José de. O demônio familiar. 2. ed. Campinas: Pontes, 2003. p. 11.


O texto teatral, exemplificado pelo trecho anterior, apresenta semelhanças com o texto narrativo por utilizar personagens, representar ações e marcação de tempo e espaço. No texto teatral,

a)

as ações das personagens são descritas por um narrador, sendo este o mediador da narrativa.

b)

as falas das personagens são diluídas no texto, sendo confundidas com a voz do narrador.

c)

as características das personagens são reveladas por meio de suas falas e assim a ação é conduzida por elas mesmas.

d)

as vozes das personagens são importantes para a construção da narrativa, embora haja a voz de um narrador onisciente.

e)

as atitudes das personagens são conduzidas por um narrador intruso, embora o conflito esteja nos diálogos.

38.

(UFPA) O texto literário, além de apresentar-se em prosa e em verso, manifesta-se, do ponto de vista do conteúdo, de maneiras variadas, em atendimento à inspiração e/ou às circunstâncias histórico-socio-culturais de cada estilo de época. Assim sendo, a alternativa que expressa corretamente uma característica relativa ou ao gênero lírico, ou ao narrativo ou ao dramático é:

a)

O texto dramático tem como objeto principal a emoção subjetiva.

b)

No gênero lírico o texto constrói-se a partir de diálogos.

c)

A ação é elemento essencial da narrativa.

d)

As personagens de caráter humorístico são as mais comuns nas peças teatrais.

e)

A construção textual em verso é a mais apropriada para o conto.

39.

ENEM -


Gênero dramático é aquele em que o artista usa como intermediária entre si e o público a representação. A palavra vem do grego drao (fazer) e quer dizer ação. A peça teatral é, pois, uma composição literária destinada à apresentação por atores em um palco, atuando e dialogando entre si. O texto dramático é complementado pela atuação dos atores no espetáculo teatral e possui uma estrutura específica, caracterizada: 1) pela presença de personagens que devem estar ligados com lógica uns aos outros e à ação; 2) pela ação dramática (trama, enredo), que é o conjunto de atos dramáticos, maneiras de ser e de agir das personagens encadeadas à unidade do efeito e segundo uma ordem composta de exposição, conflito, complicação, clímax e desfecho; 3) pela situação ou ambiente, que é o conjunto de circunstâncias físicas, sociais, espirituais em que se situa a ação; 4) pelo tema, ou seja, a ideia que o autor (dramaturgo) deseja

expor, ou sua interpretação real por meio da representação.


COUTINHO, A. Notas de teoria literária. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1973 (adaptado).


Considerando o texto e analisando os elementos que constituem um espetáculo teatral, conclui-se que:

a)

a criação do espetáculo teatral apresenta-se como um fenômeno de ordem individual, pois não é possível sua concepção de forma coletiva.

b)

o cenário onde se desenrola a ação cênica é concebido e construído pelo cenógrafo de modo autônomo e independente do tema da peça e do trabalho interpretativo dos atores.

c)

o texto cênico pode originar-se dos mais variados gêneros textuais, como contos, lendas, romances, poesias, crônicas, notícias, imagens e fragmentos textuais, entre outros.

d)

o corpo do ator na cena tem pouca importância na comunicação teatral, visto que o mais importante é a expressão verbal, base da comunicação cênica em toda a trajetória do teatro até os dias atuais.

e)

a iluminação e o som de um espetáculo cênico independem do processo de produção/recepção do espetáculo teatral, já que se trata de linguagens artísticas diferentes, agregadas posteriormente à cena teatral.

40.

São elemenos da narrtativa, exceto:

a)

Espaço

b)

Tempo

c)

Final

41.

O ponto auge de uma narrativa,chama-se:

a)

Enredo

b)

desfecho

c)

clímax

d)

estabelecimento de um conflito

42.

É aquele que apenas relata os fatos e não participa das ações.

a)

narrador-personagem

b)

narrador simples

c)

narrador-observador

d)

narrador composto

43.

O conjunto de fatos ligados entre si que fundametam a ação de um texto narrativo:

a)

Espaço

b)

Enredo

c)

Clímax

d)

desfecho

44.

O conflito é solucionado:

a)

Enredo

b)

Desfecho

c)

Clímax

45.

Apresentação dos personagens, do tempo e do espaço:

a)

Estabelecimento de um conflito

b)

Situação inicial

c)

Desenvolvimento

d)

Desfecho

46.

É a entidade que é criada para participar das ações de um texto narrativo:

a)

Enredo

b)

Personagem

c)

Espaço

d)

Clímax

47.

Corresponde a duração da ação na narrativa:

a)

Espaço

b)

Tempo

c)

Lugar

d)

Enredo

48.

Apresenta um texto em 3ª pessoa:

a)

narrador-personagem

b)

narrador-observador

c)

narrador duplo

49.

O personagem que desempenha papel central na trama é denominado de:

a)

personagem plana

b)

personagem redonda

c)

antagonista

d)

protagonista

50.

O tempo de uma narrativa pode ser

a)

cronológico e psicológico

b)

cronológico e onisciente

c)

psicológico e onisciente

d)

cronológico e onipresente