WorksheetsTese e argumentação
Total questions: 12
Worksheet time: 6mins
Casa é corpo – uma engrenagem simbólica.
Lygia Clark
https://portal.lygiaclark.org.br/acervo/224/a-casa-e-o-corpo
“A Casa é o Corpo” se constituía de um grande balão plástico situado no centro de uma estrutura formada por
dois compartimentos laterais e um labirinto de 8 metros de comprimento – uma obra-ambiente concebida
“para ser penetrada pelo visitante como abrigo poético” (MILLIET, 1992, p. 111). A palavra “abrigo” proclama
a função primordial da casa: a de abrigar o corpo. Nesse caso, a casa-obra de Clark é basicamente um
espaço que “acolhe” o público para a revivência intrauterina. A obra-casa é um corpo fecundo – um
imenso útero; um espaço-continente (...).
VIEIRA, Dione Veiga. A projeção do corpo no contexto da obra: uma reflexão a partir da instalação “A casa é o corpo” de Lygia
Clark. 2008. Disponível em: http://www.sibila.com.br/index.php/estadocritico/215-a-projecao-do-corpo. Acesso em: 27 fev.
2013.(Adaptado).
1- Identifique a alternativa correta
I – “ ‘A casa é o Corpo’ se constituía de um grande balão plástico [...]” é um fato.
II – “[...] estrutura formada por dois compartimentos laterais e um labirinto de 8 metros” é um fato.
III – “A palavra “abrigo” proclama a função primordial da casa: a de abrigar o corpo” é uma opinião.
IV – “A obra-casa é um corpo fecundo – um imenso útero; um espaço-continente (...)” é uma opinião.
A) Apenas as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
B) Apenas as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
C) Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras.
D) Apenas as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
E) Todas as afirmativas são verdadeiras.
Observe o anúncio publicitário a seguir e responda ao que se pede.
2- Esse texto é direcionado ao leitor para
A) sugerir os malefícios de se expor ao sol no verão.
B) chamar sua atenção quanto aos perigos do verão.
C) informar sobre os tipos de mulheres que podem usar o produto anunciado.
D) persuadir a consumir os produtos, incentivando a autoestima feminina
E) criticar o tipo de roupa utilizada pelas mulheres para frequentar a praia no verão.
3- O anúncio publicitário aqui apresentado, além de oferecer um produto, tenta passar uma mensagem sobre os padrões de beleza exigidos pela sociedade contemporânea. O argumento utilizado pela campanha publicitária para passar essa mensagem é:
A) As negras não devem ter vergonha de ir à praia.
B) As ruivas devem tomar mais cuidado com o sol do verão.
C) Mulheres de cabelo cacheado devem se cuidar mais no verão.
D) As mulheres mais cheinhas não devem ter vergonha de ir à praia
E) Todos os tipos de mulheres devem aproveitar o verão sem vergonha do seu corpo.
4- Carta ao ministro da Educação
De: Clarice Lispector Para: Tarso Dutra
[Rio de Janeiro], 17 de fevereiro de 1968
Em primeiro lugar queríamos saber se as verbas destinadas para a educação são distribuídas pelo senhor. Se não, esta carta deveria se dirigir ao presidente da República. A este não me dirijo por uma espécie de pudor, enquanto sinto-me com mais direito de falar com o ministro da Educação por já ter sido estudante. [...] .
O MEC, visando evitar o problema do grande número de candidatos para poucas vagas, resolveu fazer constar nos editais de vestibular que os concursos seriam classificatórios, considerando aprovados apenas os primeiros colocados dentro do número de vagas existentes. [...]
Só deixar entrar nas Faculdades os que tirarem melhores notas é fugir completamente ao problema. O senhor já foi estudante e sabe que nem sempre os alunos que tiraram as melhores notas terminam sendo os melhores profissionais, os mais capacitados para resolverem na vida real os grandes problemas que existem. E nem sempre quem tira as melhores notas e ocupa uma vaga tem pleno direito a ela. Eu mesma fui universitária e no vestibular classificaram-me entre os primeiros candidatos. No entanto, por motivos que aqui não importam, nem sequer segui a profissão. Na verdade, eu não tinha direito à vaga. [...]
Ser estudante é algo muito sério. É quando os ideais se formam, é quando mais se pensa num meio de ajudar o Brasil. Senhor ministro ou presidente da República, impedir que jovens entrem em universidades é um crime. Perdoe a violência da palavra. Mas é a palavra certa. [...]
Clarice Lispector. Todas as crônicas. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2018, pp. 77-78.
4- No texto lido, temos uma crônica de Clarice Lispector em que a autora, em carta ao Ministro da Educação, defende a ideia de que
A) ser estudante é muito divertido.
B) as verbas da educação devem ser melhor distribuídas.
C)todos deveriam ter oportunidade de entrar na universidade. .
D)aos primeiros colocados sempre são os melhores profissionais
E) apenas os estudantes mais ricos devem entrar na universidade.
5- O argumento que sustenta a ideia defendida pela autora da crônica lida está representada no seguinte trecho:
A) “nem sequer segui a profissão”.
B) “esta carta deveria se dirigir ao presidente da República”.
C) “resolveu fazer constar nos editais de vestibular que os concursos seriam classificatórios”. ”
D) “considerando aprovados apenas os primeiros colocados dentro do número de vagas existentes.” ”
E) “nem sempre os alunos que tiraram as melhores notas terminam sendo os melhores profissionais.”
6- De acordo com a crônica, qual é a consequência de permitir apenas os melhores colocados no vestibular entrarem na universidade?
A) Aumento da qualidade dos profissionais formados.
B) Redução do número de estudantes nas universidades.
C) Exclusão de estudantes que poderiam ser bons profissionais.
D) Melhoria na distribuição de verbas educacionais.
E) Aumento da competitividade entre os estudantes.
7- Qual é a opinião da autora sobre a relação entre notas altas e a capacidade profissional?
A) Notas altas sempre indicam bons profissionais.
B) Notas altas são irrelevantes para a capacidade profissional.
C) Nem sempre notas altas resultam em bons profissionais.
D) Notas altas são o único critério para avaliar a capacidade profissional.
E) Notas altas garantem sucesso profissional.
8- Racismo não dá descanso e impacta a saúde e o trabalho dos negros no Brasil
BEATRIZ SANZ
São Paulo 20 NOV 2017 - 14:29 BRST
“É coisa de preto”, teria dito o jornalista William Waack minutos antes de entrar no ar em uma transmissão ao vivo. A fala repercutiu como rastilho de pólvora acesa queimando o que houvesse pelo caminho. Foi afastado de sua função de apresentador no mesmo dia e incendiou a discussão sobre o racismo velado no Brasil. [...]
Frases como a de Waack são repetidas em diversos contextos cotidianamente e, segundo pesquisas, o estresse de lidar com a discriminação terminar por afetar a saúde dos negros. [...]
Uma das primeiras distorções que episódios de preconceitos acarretam no organismo humano é o aumento da pressão arterial. Posteriormente esse aumento de pressão causa o endurecimento das veias que pode resultar em um ataque cardíaco ou em um acidente vascular cerebral (AVC). Mas para além disso, o racismo também impacta a saúde mental. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade do Texas mostra que pessoas que sofreram com discriminação estavam sujeitas a desenvolver alcoolismo e depressão. Co-autora do estudo, a socióloga Trenette Clark diz que a discriminação tem efeitos semelhantes à perda do emprego ou à morte de um ente querido. [...]
Os índices de desemprego também são mais altos entre pessoas negras do que no restante da população. Durante a recessão econômica, é este grupo o mais impactado. De 2015 para 2016, a taxa de desemprego total dos negros aumentou de 14,9% para 19,4%, enquanto a dos não negros passou de 12% para 15,2%. [...]
Por ter sido último país do ocidente a extinguir a escravidão, a relação entre o Brasil e a “instituição”, eufemismo utilizado para nomear a escravatura, ainda é intensa. Segundo o sociólogo e especialista em políticas públicas, Humberto Laudares, cerca de 20% da desigualdade que acontece ainda hoje em municípios brasileiros tem como fonte a escravidão. Laudares credita esse cenário a uma falha da sociedade e do Estado brasileiro em promover igualdade de oportunidades para os cidadãos. [...]
Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/17/politica/1510954056_774052.html. Acesso em 04/11/2019
O texto defende a tese de que:
A) O racismo influencia a saúde e o trabalho dos negros.
B) Negros e brancos têm as mesmas oportunidades de emprego.
C) A discriminação não afeta, de forma alguma, a vida dos negros.
D) O preconceito traz problemas apenas para a saúde mental dos negros.
E) O Estado brasileiro luta para promover igualdade de oportunidades para o povo.
Racismo não dá descanso e impacta a saúde e o trabalho dos negros no Brasil
BEATRIZ SANZ
São Paulo 20 NOV 2017 - 14:29 BRST
“É coisa de preto”, teria dito o jornalista William Waack minutos antes de entrar no ar em uma transmissão ao vivo. A fala repercutiu como rastilho de pólvora acesa queimando o que houvesse pelo caminho. Foi afastado de sua função de apresentador no mesmo dia e incendiou a discussão sobre o racismo velado no Brasil. [...]
Frases como a de Waack são repetidas em diversos contextos cotidianamente e, segundo pesquisas, o estresse de lidar com a discriminação terminar por afetar a saúde dos negros. [...]
Uma das primeiras distorções que episódios de preconceitos acarretam no organismo humano é o aumento da pressão arterial. Posteriormente esse aumento de pressão causa o endurecimento das veias que pode resultar em um ataque cardíaco ou em um acidente vascular cerebral (AVC). Mas para além disso, o racismo também impacta a saúde mental. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade do Texas mostra que pessoas que sofreram com discriminação estavam sujeitas a desenvolver alcoolismo e depressão. Co-autora do estudo, a socióloga Trenette Clark diz que a discriminação tem efeitos semelhantes à perda do emprego ou à morte de um ente querido. [...]
Os índices de desemprego também são mais altos entre pessoas negras do que no restante da população. Durante a recessão econômica, é este grupo o mais impactado. De 2015 para 2016, a taxa de desemprego total dos negros aumentou de 14,9% para 19,4%, enquanto a dos não negros passou de 12% para 15,2%. [...]
Por ter sido o último país do ocidente a extinguir a escravidão, a relação entre o Brasil e a “instituição”, eufemismo utilizado para nomear a escravatura, ainda é intensa. Segundo o sociólogo e especialista em políticas públicas, Humberto Laudares, cerca de 20% da desigualdade que acontece ainda hoje em municípios brasileiros tem como fonte a escravidão. Laudares credita esse cenário a uma falha da sociedade e do Estado brasileiro em promover igualdade de oportunidades para os cidadãos. [...]
Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/17/politica/1510954056_774052.html. Acesso em 04/11/2019
9- O trecho que contém um dos argumentos que sustenta a tese defendida pelo autor é:
A) “É coisa de preto”
B) “A fala repercutiu como rastilho de pólvora”
C) “Foi afastado de sua função de apresentador no mesmo dia”
D) “Frases como a de Waack são repetidas em diversos contextos”
E) “Os índices de desemprego também são mais altos entre pessoas negras”
10- Geração Z: antes mentíamos aos pais para sair, agora mentem aos amigos para ficar em casa
MANUELA SANOJA - 30 SEP 2019 - 20:45 BRT
Muitos de nós já tivemos aquele amigo ou amiga que, durante a adolescência, mentia para os pais sobre onde estariam na sexta ou no sábado à noite. Em vez de estar “na casa da Maria assistindo a um filme”, iam tentar entrar em alguma boate para maiores de idade. As coisas parecem ter mudado: os jovens pertencentes às novas gerações preferem inventar desculpas aos amigos para passar as noites dos dias livres em casa. Aparentemente, trata-se de uma questão geracional: em geral, os mais jovens saem menos em noitadas. Algo que se reflete nos dados de atividades relacionadas à vida noturna. De acordo com uma pesquisa realizada pela Berenberg Research em 2018, as gerações mais jovens estão reduzindo os dados do consumo de álcool. [...]
Atualmente, apenas 30,2% dos jovens entre 17 e 18 anos (no último ano do ensino médio) admitem consumir esse tipo de bebida, em comparação com os 54% que o faziam em 1991, segundo dados do Pew Research Center. Não é apenas o consumo de álcool. Existe uma diminuição das atividades consideradas adultas entre os adolescentes da geração postmillennial. Eles também preferem não dirigir e têm menos relações sexuais do que as gerações anteriores quando tinham a sua idade, revela um estudo realizado pela Universidade de San Diego e pelo Bryan Mawe College. Em geral, os membros da geração Z preferem ficar em casa a sair, aponta a pesquisa. E qual é a chave do seu entretenimento? As redes sociais. Essa maior tendência a “se refugiar em casa com a tecnologia”, explica Mercedes Bermejo, psicóloga infanto-juvenil e de família e membro do Colégio Oficial de Psicólogos de Madri (COPM), faz com que “os jovens estejam deixando de desenvolver as competências emocionais para se relacionar com os outros”[...]
O problema não está no fato de não consumirem álcool – um hábito prejudicial à saúde– ou terem menos relações sexuais, mas nas consequências que esse isolamento acarreta à sua saúde mental, esclarece Bermejo. E os dados confirmam: doenças como a depressão estão crescendo entre os mais jovens. De acordo com a Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde de 2017, 13% dos adolescentes entre 12 e 17 anos admitem ter tido ao menos um episódio depressivo naquele ano, em comparação com 8% em 2007. [...]
A solução passa por promover outros tipos de comportamento desde a infância. “Se, por exemplo, desde pequenos jogam futebol ou hóquei, é mais provável que na adolescência continuem mantendo relações com os outros membros de seu time.
Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/27/estilo/1569597592_555709.html. Acesso em 03/11/2019.
Na reportagem lida, a autora defende a tese de que os jovens das novas gerações preferem inventar desculpas aos amigos para ficar em casa do que mentir para os pais para saírem escondidos. Qual é o argumento que apoia a tese defendida nesse texto?
A) É perigoso consumir bebidas alcoólicas.
B) Dirigir na adolescência traz muitos riscos.
C) Os adolescentes não praticam mais esportes.
D) Os jovens preferem se refugiar nas redes sociais
E) Ficar nas redes sociais pode prejudicar a saúde mental.
Geração Z: antes mentíamos aos pais para sair, agora mentem aos amigos para ficar em casa
MANUELA SANOJA - 30 DE SETEMBRO DE 2019 - 20:45 BRT
Muitos de nós já conhecemos aquele amigo ou amiga que, durante a adolescência, mentia para os pais sobre onde estariam na sexta ou no sábado à noite. Em vez de estar “na casa da Maria assistindo a um filme”, tentarei entrar em algum barco para maiores de idade. As coisas parecem ter mudado: os jovens pertencentes às novas gerações preferem inventar desculpas aos amigos para passar as noites dos dias livres em casa. Aparentemente, trata-se de uma questão geracional: em geral, os mais jovens saem menos em noitadas. Algo que se reflete nos dados de atividades relacionadas à vida noturna. De acordo com uma pesquisa realizada pela Berenberg Research em 2018, as gerações mais jovens estão diminuindo os dados do consumo de álcool. [...]
Atualmente, apenas 30,2% dos jovens entre 17 e 18 anos (no último ano do ensino médio) admitem consumir esse tipo de bebida, em comparação com os 54% que o fizeram em 1991, segundo dados do Pew Research Center. Não é apenas o consumo de álcool. Existe uma diminuição das atividades consideradas adultas entre os adolescentes da geração pós-milenista. Eles também não sabem dirigir e têm menos relações sexuais do que as gerações anteriores quando tinham a sua idade, revela um estudo realizado pela Universidade de San Diego e pelo Bryan Mawe College. Em geral, os membros da geração Z preferem ficar em casa a sair, aponta a pesquisa. E qual é a chave do seu entretenimento? As redes sociais. Essa maior tendência é “se refugiar em casa com a tecnologia”, explica Mercedes Bermejo, psicóloga infanto-juvenil e de família e membro do Colégio Oficial de Psicólogos de Madri (COPM), faz com que “os jovens estejam deixando de desenvolver as competências emocionais para se relacionar com os outros”[...]
O problema não é o facto de não consumirem álcool – um hábito prejudicial à saúde– ou terem menos relações sexuais, mas nas consequências que esse isolamento acarreta à sua saúde mental, esclarece Bermejo. E os dados confirmam: doenças como a depressão estão crescendo entre os mais jovens. De acordo com a Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde de 2017, 13% dos adolescentes entre 12 e 17 anos admitiram ter tido ao menos um episódio depressivo naquele ano, em comparação com 8% em 2007. [...]
A solução passa para promover outros tipos de comportamento desde a infância. “Se, por exemplo, desde pequenos jogar futebol ou familiar, é mais provável que na adolescência continue mantendo relações com os outros membros do seu tempo.
Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/27/estilo/1569597592_555709.html . Acesso em 11/03/2019.
O argumento de que existe uma diminuição das atividades consideradas adultas entre os adolescentes da geração postmillennial pode ser comprovado pelo seguinte fragmento do texto:
A) “as redes sociais.”
B) “eles também preferem não dirigir e têm menos relações sexuais.”
C)“doenças como a depressão estão crescendo entre os mais jovens.”
D)“faz com que „os jovens estejam deixando de desenvolver as competências emocionais”.
E) “13% dos adolescentes entre 12 e 17 anos admitem ter tido ao menos um episódio depressivo”.
12- Em sua conversa com o pai, Calvin busca persuadi-lo, recorrendo à estratégia argumentativa de
A) mostrar que um bom trabalho como pai implica a valorização por parte do filho.
B) apelar para a necessidade que o pai demonstra de ser bem-visto pela família.
C) explorar a preocupação do pai com a própria imagem e popularidade.
D) atribuir seu ponto de vista a terceiros para respaldar suas intenções.
E) gerar um conflito entre a solicitação da mãe e os interesses do pai.
