Font size
WorksheetsQuinhentismo - Barroco - Intertextualidade
Total questions: 100
Worksheet time: 2hrs 5mins
FV-MG) Leia a passagem a seguir, extraída do “Sermão dobom ladrão ou da audácia”, do Padre Antônio Vieira: Não são só ladrões, diz o Santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título, são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos.
VIEIRA, Antônio. Sermões escolhidos. São Paulo: Martin Claret, 2006. p. 119.
É correto afirmar que Padre Vieira, referindo-se às palavras de S. Basílio Magno, condena principalmente o ladrão que, estando a serviço do rei,
furta pequenos objetos.
cuida dos próprios negócios.
rouba o bem público.
engana outro ladrão.
FV-MG) Leia a passagem a seguir, extraída do “Sermão daprimeira dominga da quaresma ou das tentações”, do Padre Antônio Vieira: Sabeis, cristãos, sabeis nobreza e povo do Maranhão, qual é o jejum que quer Deus de vós; nesta Quaresma que solteis as ataduras da injustiça, e que deixeis ir livres os que tendes cativos e oprimidos. Estes são os pecados do Maranhão: estes são os que Deus me manda que vos anuncie: Annuntia populo meo scelera eorum.
VIEIRA, Antônio. Sermões escolhidos. São Paulo: Martin Claret, 2006, p. 33.
É correto afirmar que, nessa passagem, o Padre Vieira está
pregando sobre a conversão do cativo.
expondo a diferença entre o bom e o mau cativeiro.
denunciando o cativeiro como pecado.
defendendo o jejum para todos os cativos do Maranhão.
PE) Buscando a Cristo
A vós correndo vou, braços sagrados,
Nessa cruz sacrossanta descobertos,
Que, para receber-me, estais abertos,
E, por não castigar-me, estais cravados.
A vós, divinos olhos, eclipsados
De tanto sangue e lágrimas abertos
Pois, para perdoar-me, estais despertos,
E, por não condenar-me, estais fechados.
A vós, pregados pés, por não deixar-me,
A vós, sangue vertido, para ungir-me,
A vós, cabeça baixa p’ra chamar-me.
A vós, lado patente, quero unir-me,
A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
Para ficar unido, atado e firme.
GUERRA, Gregório de Matos. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, 1989.
Considerando a escola literária Barroco, analise as afirmativas a seguir:
I. O soneto apresenta metonímias que vão relacionando as partes de Cristo (“braços”, “olhos”, “pés”, “sangue”, “cabeça”), substituindo, aos poucos, o todo: Cristo crucificado. Com esse recurso, percebe-se que cada uma das partes do corpo revela uma atitude acolhedora, de bondade e de comiseração, o que assegura ao eu lírico fé e confiança.
II. Nesse poema, é perceptível o trabalho com figuras de linguagem representando o aspecto conceptista do Barroco. É um jogo de palavras que se desenvolve também com outros recursos, como as anáforas em “Vós” (v. 5, 9, 10, 11, 12 e 13), o que parece registrar o desejo do eu lírico de se encontrar com Cristo.
III. No soneto, nota-se uma das características típicas da estética barroca, o uso de situações ambivalentes, que permitem a dupla interpretação, como se vê nessa passagem – “braços abertos e cravados” (presos); os braços estão abertos para receber o fiel e, ao mesmo tempo, fechados para não castigá-lo pelos pecados cometidos.IV. O texto expõe, de maneira exemplar, ao longo dos versos decassílabos, em linguagem rebuscada, o tema do fusionismo na personificação do fiel, que reconhece os sinais do acolhimento de Cristo e, por isso, esse fiel manifesta o seu desejo de “ficar unido, atado e firme”, reforçando ainda a constatação da fragilidade humana.
V. Por suas idiossincrasias quanto à visão dos pares antagônicos – pecado / perdão – o poeta utiliza, no final do poema, alguns versos livres e brancos, com os quais obtém um efeito mais leve, de caráter religioso, também cultivado pelo conceptista Padre Vieira.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I, III e IV.
II, III e IV.
II, IV e V.
III, IV e V
UFPR) O soneto “No fluxo e re fluxo da maré encontra o poeta incentivo pra recordar seus males”, de Gregório de Matos, apresenta características marcantes do poeta e do período em que ele o escreveu.
Seis horas enche e outras tantas vaza
A maré pelas margens do Oceano,
E não larga a tarefa um ponto no ano,
Depois que o mar rodeia, o sol abrasa.
Desde a esfera primeira opaca, ou rasa
A Lua com impulso soberano
Engole o mar por um secreto cano,
E quando o mar vomita, o mundo arrasa.
Muda-se o tempo, e suas temperanças.
Até o céu se muda, a terra, os mares,
E tudo está sujeito a mil mudanças.
Só eu, que todo o fim de meus pesares
Eram de algum minguante as esperanças,
Nunca o minguante vi de meus azares.
De acordo com o poema, é correto afirmar:
A temática barroca do desconcerto do mundo está representada no poema, uma vez que as coisas do mundo estão em desarmonia entre si.
A transitoriedade das coisas terrenas está em oposição ao caráter imutável do sujeito, submetido a uma concepção fatalista do destino humano.
A concepção de um mundo às avessas está figurada no soneto através da clara oposição entre o mar que tudo move e a lua imutável.
A clareza empregada para exposição do tema reforça o ideal de simplicidade e bucolismo da poesia barroca, cujo lema fundamental era a áurea mediocritas.
A sintonia entre a natureza e o eu poético embasa as personificações de objetos inanimados aliadas às hipérboles que descrevem o sujeito.
Enem)
Quando Deus redimiu da tirania
Da mão do Faraó endurecido
O Povo Hebreu amado, e esclarecido,
Páscoa ficou da redenção o dia.
Páscoa de flores, dia de alegria
Àquele Povo foi tão afligido
O dia, em que por Deus foi redimido;
Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia.
Pois mandado pela alta Majestade
Nos remiu de tão triste cativeiro,
Nos livrou de tão vil calamidade.
Quem pode ser senão um verdadeiro
Deus, que veio estirpar desta cidade
O Faraó do povo brasileiro. DAMASCENO, D. (org.). Melhores poemas: Gregório de Matos. São Paulo: Globo, 2006
Com uma elaboração de linguagem e uma visão de mundo que apresentam princípios barrocos, o soneto de Gregório de Matos apresenta temática expressa por
visão cética sobre as relações sociais.
preocupação com a identidade brasileira.
crítica velada à forma de governo vigente
reflexão sobre os dogmas do cristianismo.
questionamento das práticas pagãs na Bahia.
Sonetilho do falso Fernando Pessoa
Onde nasci, morri.
Onde morri, existo.
E das peles que visto
muitas há que não vi.
Sem mim como sem ti
posso durar. Desisto
de tudo quanto é misto
e que odiei ou senti.
Nem Fausto nem Mefisto,
à deusa que se ri
deste nosso oaristo*,
eis-me a dizer: assisto
além, nenhum, aqui,
mas não sou eu, nem isto.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Claro enigma. Rio de Janeiro: José Olympio, 1951.
*Oaristo: conversa carinhosa e familiar.
Na teoria literária é sempre possível notar traços de estilos anteriores ainda presentes nas literaturas modernas. Qual traço barroco é possível identificar no poema de Carlos Drummond de Andrade?
A influência conceptista, uma vez que o autor faz uso de silogismo lógico para defender uma tese.
A reflexão sobre a vida e a existência, que intensifica a força filosófica e conceptista do poema.
O uso de paradoxos e antíteses, assim como jogos de palavras, o que aproxima esse poema do estilo cultista.
O uso constante da personificação e da gradação, o que traz ao poema certa semelhança com o cultismo barroco.
O tema amoroso do poema, assim como seu tom de desengano, são semelhantes aos tratados pela temática barroca.
Dei por besta em mais valer,
um me serve, outro me presta;
não sou eu de todo besta,
pois tratei de o parecer.
[...]
MATOS, Gregório de. Obra poética. 3 ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 1992.
Sobre os versos de Gregório de Matos, verifica-se que
são um exemplo de poesia conceptista, uma vez que usam palavras rebuscadas para definir o conceito de “tolice”.
são exemplares da temática barroca que discute a dicotomia entre aparência e essência.
são um exemplo de poesia cultista, apresentando uma crítica àqueles que julgam as pessoas por suas aparências.
têm tom jocoso e buscam relativizar, por meio de jogos de palavras, o perfil de quem é considerado “besta”.
têm tom jocoso, causado pelas antíteses, e buscam afirmar qual é o perfil do tolo.
À cidade da Bahia
Triste Bahia! ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante.
A ti trocou-te a máquina mercante,
Quem em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.
Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceita do sagaz Brichote*.
Oh se quisera Deus, que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!
Gregório de Matos.
*designação pejorativa do estrangeiro.
No soneto de Gregório de Matos, o eu lírico estabelece uma comparação entre si mesmo e a cidade da Bahia. Nessa comparação,
a decadência da cidade é evidenciada, em oposição tipicamente barroca à prosperidade do eu lírico, enriquecido pela máquina mercante.
as contradições exploradas na primeira estrofe se dissolvem por meio da interferência divina invocada na última.
o duplo sentido do verbo “trocar” – aludindo tanto à mudança como aos negócios –, na segunda estrofe, revela que a degradação da cidade e a do eu lírico têm causa comum.
a máquina mercante – complexo dos negócios, negociantes e “brichotes” – compromete a integridade do eu lírico, mas preserva a da cidade.
os desejos expressos na última estrofe tornam patente a intenção grave do eu lírico de penalizar Deus por permitir que a cidade da Bahia se entregasse completamente à cobiça.
No bloco superior abaixo, estão listados movimentos literários brasileiros; no inferior, características desses movimentos.
Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.
1. Barroco
2. Romantismo
3. Modernismo
( ) Utiliza manifestos como grande meio de divulgação das intenções estéticas e ideológicas.
( ) Caracteriza-se como retorno a uma intensa religiosidade.
( ) Procura configurar os dilemas e as contradições do ser humano.
( ) Busca a identidade nacional como temática, mantendo a forma conforme o padrão europeu.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
3 – 1 – 1 – 2.
2 – 3 – 1 – 3.
3 – 1 – 2 – 2.
2 – 3 – 3 – 1.
3 – 1 – 3 – 2.
Leia o trecho abaixo:
“A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha;
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro [...]”
(MATOS, Gregório de. Obra poética. Rio de Janeiro: Record, 1992.)
Podemos observar, na construção da estrofe, o uso habilidoso que o poeta faz dos recursos da linguagem, tendo como finalidade estabelecer uma forte crítica ao poder e à qualidade dos governantes da Bahia do seu tempo. Assinale a alternativa em que a ordem das categorias criticadas seja a mesma observada nos termos sublinhados:
Poder constituído/ Ambição desmedida/ Competência administrativa.
Competência administrativa/ Ambição desmedida/ Poder constituído.
Ambição desmedida/ Competência administrativa/ Poder constituído.
Competência administrativa/ Poder constituído/ Ambição desmedida.
Ambição desmedida/ Poder constituído/ Competência administrativa.
A obra de Gregório de Matos – autor que se destaca na literatura barroca brasileira – compreende:
poesia épico-amorosa e obras dramáticas.
poesia satírica e contos burlescos.
poesia lírica, de caráter religioso e amoroso, e poesia satírica.
poesia confessional e autos religiosos.
poesia lírica e teatro de costumes.
"Em tristes sombras morre a formosura,
em contínuas tristezas a alegria"
Nos versos citados acima, Gregório de Matos empregou uma figura de linguagem que consiste em aproximar termos de significados opostos, como “tristezas” e “alegria”. O nome desta figura de linguagem é:
metáfora
aliteração
eufemismo
antítese
sinédoque
Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trota a toda ligeireza,
E imprime em toda flor sua pisada.
Oh, não aguardes, que a madura idade
Te converta essa flor, essa beleza,
Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.
Os tercetos acima ilustram:
caráter de jogo verbal próprio da poesia lírica do séc. XVI, sustentando uma crítica à preocupação feminina com a beleza.
jogo metafórico do Barroco, a respeito da fugacidade da vida, exaltando gozo do momento.
estilo pedagógico da poesia neoclássica, ratificando as reflexões do poeta sobre as mulheres maduras.
as características de um romântico, porque fala de flores, terra, sombras.
e) uma poesia que fala de uma existência mais materialista do que espiritual, própria da visão de mundo nostálgico-cultista.
Escolha a alternativa que completa de forma correta a frase abaixo:
A linguagem ________, o paradoxo, ________ e o registro das impressões sensoriais são recursos linguísticos presentes na poesia ________.
simples; a antítese; parnasiana.
rebuscada; a antítese; barroca.
objetiva; a metáfora; simbolista.
subjetiva; o verso livre; romântica.
detalhada; o subjetivismo; simbolista.
(Fuvest) Os sonetos de Bocage que transpõem poeticamente a experiência do autor na região colonial de Goa apresentam alguns traços semelhantes aos dos poemas em que, anteriormente, Gregório de Matos enfocara a sociedade colonial da Bahia. Sob esse aspecto, são traços comuns a ambos os poetas:
presunção de superioridade, crítica da vaidade, preconceito de cor.
sensualismo, crítica da presunção, elogio da mestiçagem.
presunção de superioridade, elogio da nobreza local, sátira da mestiçagem.
sensualismo, crítica da nobreza antiga, preconceito de cor.
estilo tropical, crítica da vaidade, elogio da mestiçagem.
"Que falta nesta cidade?... Verdade.
Que mais por sua desonra?... Honra.
Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha.
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha."
Pode-se reconhecer nos versos acima de Gregório de Matos:
caráter de jogo verbal próprio do estilo barroco, a serviço de uma crítica, em tom de sátira, do perfil moral da cidade da Bahia.
caráter de jogo verbal próprio da poesia religiosa do século XVI, sustentando piedosa lamentação pela falta de fé do gentio.
estilo pedagógico da poesia neoclássica, por meio da qual o poeta se investe das funções de um autêntico moralizador.
caráter de jogo verbal próprio do estilo barroco, a serviço da expressão lírica do arrependimento do poeta pecador.
estilo pedagógico da poesia neoclássica, sustentando em tom lírico as reflexões do poeta sobre o perfil moral da cidade da Bahia.
omo bom barroco e oportunista que era, este poeta de um lado lisonjeia a vaidade dos fidalgos e poderosos, de outro investe contra os governadores, os "falsos fidalgos". O fato é que seus poemas satíricos constituem um vasto painel ________, que ________ compôs com rancor e engenho ainda hoje admirados pela expressividade.
do Brasil do século XIX - Gregório de Matos.
da sociedade mineira do século XVIII - Cláudio Manuel da Costa.
da Bahia do século XVII - Gregório de Matos.
da Bahia do século XVII - Gregório de Matos.
da exploração do ouro em Minas - Cláudio Manuel da Costa.
Assinale a alternativa incorreta:
Na obra de José de Anchieta, encontram-se poesias que seguem a tradição medieval e textos para teatro com clara intenção catequista.
A literatura informativa do Quinhentismo brasileiro empenha-se em fazer um levantamento da terra, daí ser predominantemente descritiva.
A literatura seiscentista reflete um dualismo:o ser humano dividido entre a matéria e o espírito, o pecado e o perdão.
O Barroco apresenta estados de alma expressos através de antíteses, paradoxos, interrogações.
O conceptismo caracteriza-se pela linguagem rebuscada, culta, extravagante, enquanto o cultismo é marcado pelo jogo de ideias, seguindo um raciocínio lógico, racionalista.
Considere as afirmações que se seguem. Todas elas vinculam a poesia de Gregório de Matos aos princípios estéticos e ideológicos do Barroco brasileiro, exceto:
A vertente lírica da poética de Gregório de Matos cultuou o amor feito de pequenos afetos, da meiga ternura e dos torneios gentis, tendo como cenário o ambiente campestre e pastoril.
O “Boca do Inferno” insurgiu-se não só contra os desmandos administrativos e políticos da Bahia do século XVII, mas contra o próprio ser humano, que, na concepção do poeta, é por natureza corrupto e mau.
Os poemas religiosos de Gregório de Matos fundiram a contemplação da divindade, o complexo de culpa, o desejo de arrependimento e o horror de ser pó, sensações, enfim, freqüentes no atormentado espírito barroco.
Ardoroso defensor da liberdade do homem, lutou contra a escravização do índio e a desumanidade com que eram tratados os escravos. Considerado, pela crítica literária, o maior exemplo de conceptismo em Língua Portuguesa. Trata-se de:
Padre José de Anchieta
Gregório de matos
Padre Antônio Vieira
Padre Eusébio de Matos
Bento Teixeira
Relacione este trecho ao seu respectivo estilo, de acordo com as informações contidas nas alternativas a seguir:
Que és terra, homem, e em terra hás de tornar-te,
Te lembra hoje Deus por sua igreja;
De pó te fez espelho, em que se veja
A vil matéria, de que quis formar-te.
BARROCO: O homem barroco é angustiado, vive entre religiosidade e paganismo, espírito e matéria, perdão e pecado. As obras refletem tal dualismo, permeado pela instabilidade das coisas.
ARCADISMO: Em oposição ao Barroco, esse estilo procura atingir o ideal de simplicidade. Os árcades buscam na natureza o ideal de uma vida simples, bucólica, pastoril.
Qual alternativa melhor define a arte barroca?
Busca o rompimento das técnicas do Renascimento, em especial criar um retorno ao rigor técnico acadêmico de proporções e regras de perspectiva.
Busca por representar os mais íntimos sentimentos humanos em oposição ao racionalismo técnico do Renascimento.
Busca pela técnica racional, em oposição ao sentimentalismo exacerbado do Renascimento.
Das características abaixo, assinale a alternativa correspondente ao Barroco Europeu:
Emoção, cores em alto contraste, Teocentrismo.
Razão, cores em tons medianos, Humanismo.
Perspectiva linear, ambientação, cores em alto contraste.
Qual artista buscou representar em suas figuras de santos rostos mais humanizados, trazendo mais dramaticidade humana para suas telas na arte Barroca?
Rembrandt.
Bernini.
Caravaggio.
Qual alternativa melhor define o movimento impressionista?
Busca por romper as técnicas vigentes do Realismo, em especial criar um retorno ao rigor técnico acadêmico de proporções e regras de perspectiva.
Busca por uma ótica e técnica que valorize a emoção, em oposição a racionalidade exacerbada do Realismo.
Busca pela experimentação técnica fora dos tradicionais ateliês, buscando romper padrões acadêmicos até então vigentes.
Quais são das características a seguir que NÃO correspondem ao estilo impressionista?
Pinceladas suaves e com aspecto inacabado.
Formas geometrizadas.
Poucos ou quase nenhum contorno.
Qual alternativa a seguir, melhor define o Barroco no Brasil?
Muito sentimentalismo, assim como sua versão europeia. Há algumas diferenças em relação aos materiais utilizados, como, por exemplo, na escultura foi muito utilizado a pedra-sabão.
Busca pelo vigor técnico e racional, inspirado nos ideais greco-romanos.
A utilização do mármore branco, item que aqui em nosso país é muito encontrado, diferentemente da Europa, que por sua escassez, utilizou muito a pedra-sabão.
A obra de Gregório de Matos – autor que se destaca na literatura barroca brasileira – compreende:
poesia épico-amorosa e obras dramáticas.
poesia satírica e contos burlescos.
poesia lírica, de caráter religioso e amoroso, e poesia satírica.
poesia confessional e autos religiosos.
poesia lírica e teatro de costumes.
"Em tristes sombras morre a formosura,
em contínuas tristezas a alegria"
Nos versos citados acima, Gregório de Matos empregou uma figura de linguagem que consiste em aproximar termos de significados opostos, como “tristezas” e “alegria”. O nome desta figura de linguagem é:
metáfora
aliteração
eufemismo
antítese
sinédoque
Escolha a alternativa que completa de forma correta a frase abaixo:
A linguagem ________, o paradoxo, ________ e o registro das impressões sensoriais são recursos linguísticos presentes na poesia ________.
simples; a antítese; parnasiana.
rebuscada; a antítese; barroca.
objetiva; a metáfora; simbolista.
subjetiva; o verso livre; romântica.
detalhada; o subjetivismo; simbolista.
omo bom barroco e oportunista que era, este poeta de um lado lisonjeia a vaidade dos fidalgos e poderosos, de outro investe contra os governadores, os "falsos fidalgos". O fato é que seus poemas satíricos constituem um vasto painel ________, que ________ compôs com rancor e engenho ainda hoje admirados pela expressividade.
do Brasil do século XIX - Gregório de Matos.
da sociedade mineira do século XVIII - Cláudio Manuel da Costa.
da Bahia do século XVII - Gregório de Matos.
da exploração do ouro em Minas - Cláudio Manuel da Costa.
Ardoroso defensor da liberdade do homem, lutou contra a escravização do índio e a desumanidade com que eram tratados os escravos. Considerado, pela crítica literária, o maior exemplo de conceptismo em Língua Portuguesa. Trata-se de:
Padre José de Anchieta
Gregório de matos
Padre Antônio Vieira
Padre Eusébio de Matos
Bento Teixeira
A arte barroca teve origem em...
Florença, Itália
Paris, França
Londres, Inglaterra
Roma, Itália
A arte barroca teve origem num movimento da Igreja Católica conhecido por
Reforma Protestante
Contrarreforma
Heliocentrismo
Inquisição
A arte barroca é uma arte principalmente...
Civil
Militar
Religiosa
Decorativa
São características da escultura barroca...
Serenidade dos rostos
Posições estáticas
Dramatismo
Rostos inexpressivos
Ideia de movimento e expressividade
Existe uma profunda questão a ser resolvida com esses povos, que é a demarcação das suas terras, ou seja, a delimitação legal das áreas indígenas.
Verdadeiro
Falso
Quais movimentos enfraqueceram o poder da Igreja Católica no século XVI?
Romantismo e Humanismo
Humanismo e Iluminismo
Barroco e Protestantismo
Protestantismo e Humanismo
Essa pode ser considerada uma igreja barroca?
Sim
Não
Sobre as características da arquitetura barroca abaixo, marque a incorreta.
Porta central
Três torres
Imagem do santo ao qual a igreja foi dedicada
Ornamentos em cima da porta
Qual é o nome dado aos enfeites posicionados em curvas e contracurvas das igrejas barrocas?
(a)
Complete corretamente a frase: Barroco siguinifica (a) irregular.
Em qual estado fica a igreja de São Francisco de Assis?
São Paulo
Minas Gerais
Bahia
Rio de Janeiro
A Igreja e Convento da Ordem Terceira de São Francisco, é conhecida mundialmente por ser a igrja em cuja edificação se usou mais qual metal precioso?
Prata
Bronze
Ouro
Diamante
Um dos objetivos da pintura barroca era retratar temas religioso por meio da?
Emoção
Paixão
Fé
Fidelidade
Expressão
Qual das características abaixo não faz parte da pintura barroca?
Contraste claro/escuro
Luzes naturais
Cores Intensas
Técnica da perspectiva
Marque a igreja barroca
Quem foi o pintor dessa obra?
(a)
Qual era o verdadeiro nome do escultor Aleijadinho?
(a)
Algumas esculturas de Antonio francisco liboa sçao conhecidas mundialmente por serem?
(a)
BÔNUS: O Professor Carlos é?
Chato
Feio
O mais TOP
Normal
Definindo-se Intertextualidade, tem-se que:
ela ocorre mediante a fusão de alguns textos que abordem a mesma temática.
é a relação que se estabelece entre dois textos, quando um deles faz referência a elementos existentes no outro.
a sua existência está atrelada a elementos que se repetem em situações diversas, não importando a natureza do texto nem a sua finalidade.
ela independe de fatores que justifiquem a mesma temática, contemplando realidades diversas em uma multiplicidade de cenários.
é a relação existente entre textos de mesmo gênero que contemplem temáticas similares e abordem cenários idênticos.
Analise as seguintes proposições e marque a (s) que considerar verdadeira (s)
O texto pode ser identificado como um cartum que utiliza linguagem mista, ou seja, verbal e não verbal.
A intertextualidade pode ser observada na retomada da obra de arte clássica “O pensador” de August Rodin (1840-1917), atualizando a expressão do homem atual imerso em um mundo digitalizado.
O texto representa de maneira metafórica a imagem do “clicador” como uma ironia do expectador passivo diante da programação da televisão considerando que em suas mãos há um controle remoto.
Texto 1
Meus oito anos
“Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!”
(Casimiro de Abreu, “Meus oito anos”)
Texto 2
Meus oito anos
“Oh que saudades que eu tenho
Da aurora de minha vida
Das horas
De minha infância
Que os anos não trazem mais
Naquele quintal de terra!
Da rua de Santo Antônio
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais”
(Oswald de Andrade)
Sobre intertextualidade nos poemas podemos dizer que:
Ocorreu uma alusão.
Ocorreu uma paródia.
Ocorreu uma paráfrase.
Ocorreu uma citação.
Ocorreu uma epígrafe.
O texto traz uma mensagem bem-humorada de otimismo e incentivo à melhoria da qualidade de vida. O principal recurso para promover esse efeito é a intertextualidade, promovida a partir da
paráfrase de texto de autoajuda e de forte conotação religiosa.
sinonímia entre palavras de valor positivo e o rótulo de alimentos.
apropriação de informações textuais geradas no cotidiano do leitor como consumidor.
crítica a uma dieta com a presença exagerada de alimentos calóricos.
A Alemanha é o país com mais bicicletas no mundo. São 72 milhões de bikes, o que corresponde a 87% da população do país (82 milhões). Em seguida, vêm Japão (78%), Tailândia (74%) e Polônia (70%). Já as cidades consideradas mais amigáveis dos ciclistas são Copenhague (Dinamarca), Utrecht e Amsterdã (Holanda) e Estrasburgo (França). O Rio de Janeiro é o município brasileiro mais bem avaliado, chegou a ficar em 16º em 2013, mas hoje está fora das 20 primeiras. Cada dia um 7 a 1 diferente...
Em Cada dia um 7 a 1 diferente..., o autor do texto cria uma referência a um fato externo ao texto. Esse recurso linguístico é
Citação.
Tradução.
Bricolagem.
Alusão.
Mandamentos do consumismo II
Adorar o mercado sobre todas as coisas. Tudo se vende ou se troca: objetos, cargos públicos, influências, ideias, etc. Em economias arcaicas, ainda presentes em regiões da América Latina, a partilha dos bens materiais e simbólicos assegurava a sobrevivência humana. Agora, ao valor do uso se sobrepõe o valor de troca. É preferível deixar apodrecer alimentos cujos preços exigidos pelos produtores deixam de oferecer a mesma margem de lucro. Segundo o mercado, tombam os seres humanos, mas seguram-se os preços.
Um trecho deste texto aponta traços de intertextualidade com o discurso:
político
científico
poético
religioso
econômico
O tempo passou. Novas máquinas foram inventadas. Dentre elas, as mais maravilhosas: computadores. Diferentes de todas as outras. As máquinas não têm alma. Os computadores têm uma alma delicada que não se faz com matéria: ela se faz com uma coisa etérea, sem substância: símbolos. Lembra-te do que está escrito no evangelho antigo, “O Verbo se fez carne”? Pois do computador se pode dizer: “O Verbo se fez máquina”.
(Rubem Alves)
O autor, ao se reportar ao poder da comunicação encontrada no computador, faz referência à passagem bíblica encontrada em Gênesis por meio de:
citação
paráfrase
paródia
epígrafe
pastiche
Assinale a alternativa cujo recurso constitui a base do entendimento do texto :
paródia
paráfrase
citação
tradução
A partir da leitura e análise da propaganda, julgue as proposições a seguir e marque a(s) que julgar correta(s)
A intertextualidade é garantida, sobretudo, pela paródia, no outdoor da Hortifruti, de um trecho da música “Garota de Ipanema”.
As imagens utilizadas no segundo plano quebram o caráter intertextual proposto no anúncio publicitário.
O slogan “Entre no ritmo da Hortifruti” ganha sentido a partir do diálogo entre a campanha e a composição musical.
Não se pode afirmar que há uma intertextualidade explícita, pois não há uma intencionalidade latente na referência à música de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.
A propaganda abaixo, de uma campanha publicitária da marca O Boticário, apresenta o seguinte texto:
“Era uma vez uma garota branca como a neve, que causava muita inveja não por ter conhecido sete anões, mas vários morenos de 1,80m.”
A estratégia intertextual utilizada na propaganda é:
paráfrase
alusão
citação
paródia
pastiche
O mercado publicitário tem implementado, sobretudo após o advento da informática, práticas de linguagem bastante inovadoras. O texto em questão se utiliza de linguagem verbal e não verbal. Logo, considerando que o público-alvo da campanha tenha o conhecimento de mundo necessário para a compreensão do texto publicitário, conclui-se que seu objetivo é:
provocar um questionamento sobre a necessidade de uma dieta mais saudável.
democratizar o consumo de legumes entre a as classes sociais mais carentes.
fazer, indiretamente, a propaganda de um filme em cartaz nos cinemas.
combater o consumo desenfreado de alimentos com teor calórico muito alto.
influenciar a conduta do leitor através de um apelo visual e da intertextualidade.
As formas utilizadas para estabelecer esses diálogos intertextuais são, respectivamente
Paródia e citação
citação e tradução
epígrafe e paródia
paráfrase e epígrafe
tradução e citação
O tipo de intertextualidade na qual um texto reproduz o que foi dito por outro, mas utilizando palavras diferentes é a
paródia.
citação..
epígrafe
paráfrase.
Quando um texto se baseia em outro, geralmente célebre, para produzir algum tipo de humor de maneira irônica ou lúdica, com ou sem intenção de promover uma crítica, chamamos isso de...
paráfrase
paródia
citação
cópia
O que há de singular na figura deste pedinte
Bem vestido
Calado
Crítico em relação ao cotidiano
Indiferente ao que está em sua volta
Em que a segunda oferta/esmola do dinheiro difere da primeira
Não há diferença
A primeira foi pela franqueza às verdades ditas. A segunda foi pela obrigação
O cronista só deu apenas uma esmola
A primeira foi por obrigação e a segunda foi pela franqueza
Assinale as duas características do pedinte:
sem defeito físico
sujo e amassado
mal cheiro
cabelo liso e desgrenhado
Dê dois sentidos para a expressão: "Estender as mãos"
Texto I
Peixinho sem água, floresta sem mata
É o planeta assim sem você
Rios poluídos, indústria do inimigo
É o planeta assim sem você
http://mataatlantica-pangea.blogspot.com. br/2009/10/parodia-meio-ambiente_02.html
Texto II
Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim, sem você
Futebol sem bola
Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim, sem você
(Claudinho e Buchecha)
Os textos I e II apresentam intertextualidade, que, para Julia Kristeva, é um conjunto de enunciados, tomados de outros textos, que se cruzam e se relacionam. Dessa forma, pode-se dizer que o tipo de intertextualidade do texto I em relação ao texto II é
paráfrase, porque apesar das mudanças das palavras no texto I, a ideia do texto II é confirmada pelo novo texto.
epígrafe, pois o texto I recorre a trecho do texto II para introduzir o seu texto.
citação, porque há transcrição de um trecho do texto II ao longo do texto I.
alusão, porque faz referência, de modo implícito, ao texto II para servir de termo de comparação.
paródia, pois a voz do texto II é retomada no texto I para transformar seu sentido, levando a uma reflexão crítica.
No texto, empregam-se, de modo mais evidente, dois recursos de intertextualidade: um, o próprio autor o torna explícito; o outro encontra-se em um dos trechos citados abaixo. Indique-o.
“Você é um horror!”
“Ilusão sua: amanhã, de ressaca, vai olhar no espelho e ver o alcoólatra machista de sempre.”
“E você, bêbado.”
“Perco a piada, mas não perco a ferroada!”
“Vai repetir o porre até perder os amigos, o emprego, a família e o autorrespeito.”
Dieta Já!
O que pode acontecer quando você começa a folhear uma revista O Cruzeiro bem antiga?
Minhas tias eram todas gordinhas. Minhas vizinhas, as mais novas e as mais velhinhas. Os homens também eram todos barrigudinhos, meus tios e meus vizinhos. Comia-se muito brigadeiro, muito cajuzinho, muito canudinho. No Mercado Central, comia-se muito torresminho, muito salgadinho, bebia-se muita cervejinha. Tudo isso sem a menor dor na consciência. Só fui me tocar que havia regime quando Caetano cantou pela primeira vez na televisão “…bota o café com Suita/eu tomo!”
Foi então que fui procurar saber o que era Suita, e me disseram que era um adoçante que não deixava ninguém engordar. No país em que fritava-se tudo com banha de porco e a margarina tinha o nome de Saúde, de repente, decretaram guerra ao açúcar e a tudo que era imoral e engordava. Da rabada ao biscoitinho. Da feijoada ao pãozinho.
Folhear revista velha dá nisso. Essa semana estava aqui mergulhado em meio a um milhão de revistas, quando caiu na minha mão uma O Cruzeiro lá dos tempos de Getúlio Vargas. Uma reportagem de página inteira cujo título era a seguinte pergunta: “Você quer engordar?” Levei um susto. Parei, olhei, comecei a ler. Era uma matéria dizendo que muitas mulheres, devido à vida agitada daqueles tempos modernos que estavam começando a ter, não conseguiam engordar. Sim, todas já queriam ser cheinhas, bonitas, gostosas e poderosas. Enfim, a reportagem de O Cruzeiro deixava bem claro: Chega de ser magrela e feia!
Como nessas reportagens de hoje, sempre acompanhadas de dicas, aquela revista O Cruzeiro de David Nasser e do Amigo da Onça também dava dicas para você ir engordando aos poucos, sem estresse e sem fazer muito esforço. Acompanhe comigo as dicas do “Programa para engordar, a ser seguido durante as férias” que estavam ali naquela página em preto e branco daquela que era a maior revista semanal do país. Vamos lá!
07h00 – Levante cedo para ter fome à hora do café. Faça exercícios respiratórios, tome um banho frio e faça alguns servicinhos da casa.
08h30 – Café bem farto, depois um divã (costura ou leitura) até as 11 horas.
11h00 – Saída, passeio a passos lentos.
12h00 – Meia hora de relaxação muscular antes de almoçar.
12h30 – Almoço leve. Mastigue bem, cuidadosamente, não leia, não ouça rádio.
13h30 – Sesta, repouso até as 17 horas.
17h00 – Duas horas de exercícios fortes ou de esporte (tênis, natação, caminhada).
19h00 – Meia hora de relaxação antes do jantar.
19h30 – Fantar farto. Em seguida, um pequeno passeio A hora de dormir, haja o que houver, não deve passar das 21 horas.
21h00 – Dormir.
Confesso que li, reli e não consegui entender direito esse regime para engordar, receita da revista O Cruzeiro. É nisso que dá ficar folheando revista velha numa tarde de segundafeira em pleno dois mil e quatorze. (30/01/2014)
Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/cultura/dieta-ja-3791.html>. Acesso em: 12 mar. 2014.
O título do texto promove uma intertextualidade com um importante movimento da história brasileira. Que estratégia é utilizada para essa promoção e qual ideia é comum nos eventos relacionados intertextualmente?
Paronomásia – convite à apreciação dos acontecimentos repetitivos.
Citação – referência às oposições autorizadas.
Trocadilho – apelo à mudança urgente.
Perífrase – alusão às similaridades entre regimes de governo.
Sinonímia – convocação à reflexão sobre saúde individual e coletiva.
Texto I
IDEOLOGIA: EU QUERO UMA PRA VOTAR!
Rafael Sirangelo Belmonte de Abreu.
1 A cada dois anos, a sociedade brasileira depara com um grande dilema: o voto. Os movimentos que começam a 2 tomar forma no seio da política partidária dão conta de que neste ano a inglória tarefa de escolher um representante não 3 será diferente daquilo que tem sido nas últimas eleições. Uma verdadeira salada de siglas agrupa-se de forma aleatória, 4 criando coligações não convencionais que aproximam históricos desafetos ou opõem tradicionais aliados. As eleições deste 5 ano, em razão do ambiente regional em que se realizam, aprofundam esse esdrúxulo quadro.
6 Volta e meia, surgem partidos novos, “nem de direita nem de esquerda”, que, ao invés de trazerem alento à 7 sociedade, apenas escancaram a falta de ideologia, a ausência do confronto de ideias, enfim, o abismo representativo que 8 nos assola. Juntam-se todos à turma dos “em cima do muro”, aliás, dos “em cima de cargos”, pois o muro, que se saiba, caiu 9 ainda na década de 80. Nem de longe se vislumbram tomadas de posição sobre temas críticos, como o tamanho do Estado, 10 por exemplo. Enfim, qual a medida de liberdade que queremos para a nossa vida?
11 […].
Texto 2 - A IMAGEM DA QUESTÃO
A intertextualidade é um elemento constituinte e constitutivo do processo de escrita/leitura e estabelece relação entre dois ou mais textos. Portanto, podemos afirmar que há intertextualidade entre os textos 1 e 2.
A frase do texto que exemplifica a intertextualidade com a charge é:
Os movimentos que começam a tomar forma no seio da política partidária dão conta de que neste ano a inglória tarefa de escolher um representante não será diferente daquilo que tem sido nas últimas eleições. (Refs.1 a 3)
Nem de longe se vislumbram tomadas de posição sobre temas críticos, como o tamanho do Estado, por exemplo. (Refs.9 e 10)
A cada dois anos, a sociedade brasileira depara com um grande dilema: o voto. (Ref.1)
Enfim, qual a medida de liberdade que queremos para a nossa vida? (Ref.10)
Volta e meia, surgem partidos novos, “nem de direita nem de esquerda”, que, ao invés de trazerem alento à sociedade, apenas escancaram a falta de ideologia, a ausência do confronto de ideias, enfim, o abismo representativo que nos assola. (Refs.6 a 8)
Com base no texto original que possibilita o recurso da intertextualidade presente na tirinha da personagem Matilda, analise as afirmações a seguir quanto ao gênero:
I. Apresenta narrativa linear e curta, tanto em extensão quanto no tempo em que se passa.
II. Envolve poucas personagens e as que existem se movimentam em torno de uma única ação.
III. Utiliza ações que se passam em torno de um só espaço, constituem um só eixo temático e um só conflito.
IV. Traz linguagem é simples e direta, não se utiliza de muitas figuras de linguagem ou de expressões com pluralidade de sentidos.
V. Defende um ponto de vista diferente do que a maioria percebe.
É correto apenas o que se afirma em:
I e II
II, IV e V
I, II, III, V
I, III, V
IV e V
Mais de 25 séculos após Heráclito de Éfeso dizer que
Não se toma banho duas vezes no mesmo rio,
Raul Seixas declarou
Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
(Metamorfose ambulante – Raul Seixas)
E Lulu Santos comparou a vida a uma onda:
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
(Como Uma Onda – Lulu Santos / Nelson Motta)
A intertextualidade evidente entre o pensamento de Heráclito e as letras das músicas de Raul Seixas e Lulu Santos se realiza por:
Pastiche
Paráfrase
Alusão
Citação
Paródia
Operários, 1933, óleo sobre tela, 150x205 cm, (P122), Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo
Desiguais na fisionomia, na cor e na raça, o que lhes assegura identidade peculiar, são iguais enquanto frente de trabalho. Num dos cantos, as chaminés das indústrias se alçam verticalmente. No mais, em todo o quadro, rostos colados, um ao lado do outro, em pirâmide que tende a se prolongar infinitamente, como mercadoria que se acumula, pelo quadro afora.
(Nádia Gotlib. Tarsila do Amaral, a modernista.)
O texto aponta no quadro de Tarsila do Amaral um tema que também se encontra nos versos transcritos em:
“Pensem nas meninas/ Cegas inexatas/ Pensem nas mulheres/ Rotas alteradas.” (Vinícius de Moraes)
“Somos muitos severinos/ iguais em tudo e na sina:/ a de abrandar estas pedras/ suando-se muito em cima.” (João Cabral de Melo Neto)
“O funcionário público não cabe no poema/ com seu salário de fome/ sua vida fechada em arquivos.” (Ferreira Gullar)
“Não sou nada./ Nunca serei nada./ Não posso querer ser nada./À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” (Fernando Pessoa)
“Os inocentes do Leblon/ Não viram o navio entrar (...)/ Os inocentes, definitivamente inocentes/ tudo ignoravam,/ mas a areia é quente, e há um óleo suave que eles passam pelas costas, e aquecem.” (Carlos Drummond de Andrade)
Sobre os tipos de intertextualidade estão corretas as seguintes proposições:
I. A paródia não pode ser considerada como um tipo de intertextualidade por se tratar de uma releitura cômica, geralmente envolvida por um caráter humorístico e irônico que altera o sentido original, criando, assim, um novo.
II. O termo “paráfrase” vem do grego (paraphrasis) e significa a “reprodução de uma sentença”. Diferente da paródia, ela faz referência a um ou mais textos sem que a ideia original seja alterada.
III. Muitas vezes, a paródia e a paráfrase são consideradas termos sinônimos, no entanto, cada uma apresenta sua singularidade. Ambas são recursos utilizados na literatura, artes, música, cinema, escultura, entre outros.
IV. O termo “epígrafe” vem do grego “epi = posição superior”; “graphé = escrita”. Esse tipo de intertextualidade ocorre quando um autor recorre a algum trecho de um texto já existente para introduzir o seu texto. É um trecho introdutório para outro que venha a ser produzido.
V. Na citação, o texto original é retomado, de forma que seu sentido passa a ser alterado. Normalmente, a paródia apresenta um tom crítico, muitas vezes, marcado por ironia.
Marque a alternativa que contém as proposições corretas.
I e III
II, III e IV
I e V
III, IV e V
Apenas IV está correta.
TEXTO A
Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida,
Nossa vida mais amores.
[...]
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, a noite -
Mais prazer eu encontro la;
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras
Onde canta o Sabiá.
DIAS, G. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Aguilar, 1998.
TEXTO B
Canto de regresso à Pátria
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase tem mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita
Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que eu veja a rua 15
E o progresso de São Paulo.
ANDRADE, O. Cadernos de poesia do aluno Oswald. São Paulo: Círculo do Livro. s/d.
Os textos A e B, escritos em contextos históricos e culturais diversos, enfocam o mesmo motivo poético: a paisagem brasileira entrevista a distância. Analisando-os, conclui-se que:
o ufanismo, atitude de quem se orgulha excessivamente do país em que nasceu, é o tom de que se revestem os dois textos.
a exaltação da natureza é a principal característica do texto B, que valoriza a paisagem tropical realçada no texto A.
o texto B aborda o tema da nação, como o texto A, mas sem perder a visão crítica da realidade brasileira.
o texto B, em oposição ao texto A, revela distanciamento geográfico do poeta em relação à pátria.
ambos os textos apresentam ironicamente a paisagem brasileira.
Certa vez, eu jogava uma partida de sinuca, e só havia a bola sete na mesa. De modo que a mastiguei lentamente saboreando-lhe os bocados com prazer. Refiro-me à refeição que havia pedido ao garçom. Dei-lhe duas tacadas na cara. Estou me referindo à bola. Em seguida, sai montando nela e a égua, de que estou falando agora, chegou calmamente à fazenda de minha mãe. Fui encontrá-la morta na mesa, meu irmão comia-lhe uma perna com prazer e ofereceu-me um pedaço: “Obrigado”, disse eu, “já comi galinha no almoço”.
Logo em seguida, chegou minha mulher e deu-me na cara. Um beijo, digo. Dei-lhe um abraço. Fazia calor. Daí a pouco minha camisa estava inteiramente molhada. Refiro-me a que estava na corda secando, quando começou a chover. Minha sogra apareceu para apanhar a camisa.
Não tive remédio senão esmagá-la com o pé. Estou falando da barata que ia trepando na cadeira. Malaquias, meu primo, vivia com uma velha de oitenta anos. A velha era sua avó, esclareço.
Malaquias tinha dezoito filhos, mas nunca se casou. Isto é, nunca se casou com uma mulher que durasse mais de um ano. Agora, sentado à nossa frente, Malaquias fura o coração com uma faca. Depois corta as pernas e o sangue do porco enche a bacia.
Nos bons tempos passeávamos juntos. Eu tinha um carro. Malaquias tinha uma namorada. Um dia rolou a ribanceira. Me refiro a Malaquias. Entrou pela pretoria adentro arrebentando porta e parou resfolegante junto do juiz pálido de susto. Me refiro ao carro. E a Malaquias.
FERNANDES, M. Trinta anos de mim mesmo. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
Nesse texto, o autor reorienta o leitor no processo de leitura, usando como recurso expressões como “refiro me/me refiro”, “estou me referindo”, “de que estou falando agora”, “digo”, “estou falando da”, “esclareço”, “isto é”. Todas elas são expressões linguísticas introdutoras de paráfrases, que servem para
confirmar.
contradizer.
destacar.
retificar.
sintetizar.
As primeiras manifestações literárias que se registram na Literatura Brasileira referem-se a:
Literatura informativa sobre o Brasil (crônica) e literatura didática, catequética (obra dos jesuítas)
Romances e contos dos primeiros colonizadores
Poesia épica e prosa de ficção
Obras de estilo clássico, renascentista
Poemas românticos indianistas
A literatura de informação corresponde às obras:
Barrocas
Arcádicas
Do período colonial geral
De jesuítas, cronistas e viajantes
n.d.a.
Sobre a literatura produzida no primeiro século da vida colonial brasileira, é correto afirmar que:
É formada principalmente de poemas narrativos e textos dramáticos que visavam à catequese
Inicia com Prosopopéia, de Bento Teixeira
Os textos que a constituem apresentam evidente preocupação artística e pedagógica
É constituída por documentos que informam acerca da terra brasileira e pela literatura jesuítica
Descreve com fidelidade e sem idealizações a terra e o homem, ao relatar as condições encontradas no Novo Mundo
(UFSE) Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características:
I – intenção catequética e informação sobre a terra;
II – relato de viagem e pregação religiosa;
III – sentimento nacionalista e participação em campanha republicana.
Estão corretas somente as características indicadas em:
Somente I
Somente II
Somente III
Somente I e II
Somente II e III
UFPE) “Se suas cartas não apresentam valor literário reconhecível, os demais aspectos da obra do missionário – um representado por criações literárias com objetivo pedagógico em relação à catequese, outro por criações desinteressadas – devem ser literariamente valorizados, sobretudo o teatro em verso”.
O texto refere-se aos textos produzidos no século XVI por:
José de Anchieta
Pero Vaz de Caminha
Antônio Vieira
Bento Teixeira
Manuel da Nóbrega
A “literatura jesuíta”, nos primórdios de nossa história:
Tem grande valor informativo
Marca nossa maturação clássica
Visa à catequese do índio, à instrução do colono e sua assistência religiosa e moral
Está a serviço do poder real
Tem fortes doses nacionalistas
Anchieta só não escreveu
um dicionário ou gramática da língua tupi;
sonetos clássicos, à maneira de Camões, seu contemporâneo;
cartas, sermões, fragmentos históricos e informações.
autos religiosos, à maneira do teatro medieval;
Qual das afirmações não corresponde à Carta de Caminha?
Observação do índio como um ser disposto à catequização.
Deslumbramento diante da exuberância da natureza tropical.
Mistura de ingenuidade e malícia na descrição dos índios e seus costumes.
Composição sob forma de diário de bordo.
Aproximações barrocas no tratamento literário e no lirismo das descrições.
(UFV) Leia a estrofe abaixo e faça o que se pede:
Dos vícios já desligados / nos pajés não crendo mais, / nem suas danças rituais, / nem seus mágicos cuidados.
(ANCHIETA, José de. O auto de São Lourenço)
Assinale a afirmativa verdadeira, considerando a estrofe acima, pronunciada pelos meninos índios em procissão:
Os meninos índios representam o processo de aculturação em sua concretude mais visível, como produto final de todo um empreendimento do qual participaram com igual empenho a Coroa Portuguesa e a Companhia de Jesus.
A presença dos meninos índios representa uma síntese perfeita e acabada daquilo que se convencionou chamar de literatura informativa.
Os meninos índios estão afirmando os valores de sua própria cultura, ao mencionar as danças rituais e as magias praticadas pelos pajés.
Os meninos índios são figuras alegóricas cuja construção como personagens atende a todos os requintes da dramaturgia renascentista.
Os meninos índios representam a revolta dos nativos contra a catequese trazida pelos jesuítas, de quem querem libertar-se tão logo seja possível.
A literatura de informação corresponde às obras:
barrocas
arcádicas
de jesuítas, cronistas e viajantes
do Período Colonial em geral;
Sobre a literatura produzida no primeiro século da vida colonial brasileira, é correto afirmar que:
Os textos que a constituem apresentam evidente preocupação artística e pedagógica.
Inicia com Prosopopeia, de Bento Teixeira.
É constituída por documentos que informam acerca da terra brasileira e pela literatura jesuítica.
Descreve com fidelidade e sem idealizações a terra e o homem, ao relatar as condições encontradas no Novo Mundo.
É formada principalmente de poemas narrativos e textos dramáticos que visavam à catequese.
A “literatura jesuíta”, nos primórdios de nossa história:
tem grande valor informativo;
marca nossa maturação clássica;
visa à catequese do índio, à instrução do colono e sua assistência religiosa e moral;
tem fortes doses nacionalistas.
está a serviço do poder real;
As primeiras manifestações literárias que se registram na Literatura Brasileira referem-se a:
Poesia épica e prosa de ficção.
Literatura informativa sobre o Brasil (crônica) e literatura didática, catequética (obra dos jesuítas).
Obras de estilo clássico, renascentista.
Poemas românticos indianistas.
Romances e contos dos primeiros colonizadores.
São características da poesia do Padre José de Anchieta:
a temática, visando a ensinar os jovens jesuítas chegados ao Brasil
linguagem cômica, visando a divertir os índios; expressão em versos decassílabos, como a dos poetas clássicos do século XVI
temas vários, desenvolvidos sem qualquer preocupação pedagógica ou catequética
função pedagógica; temática religiosa; expressão em redondilhas, o que permitia que fossem cantadas ou recitadas facilmente
