WorksheetsVariação linguística
Total questions: 10
Worksheet time: 29mins
Na entrevista de Emicida ao Jornal Hoje, que assistimos em aula, o cantor usou:
linguagem informal
a norma padrão
linguagem chula
a norma inculta
O cantor Emicida, na entrevista do Jornal Hoje, demonstrou duas formas de ________________, pois usou uma variante da língua durante a entrevista, que é diferente da que costuma usar em suas músicas, por exemplo.
chantagem linguística
preconceito linguístico
adequação linguística
imposição linguística
Durante a entrevista, Emicida mencionou que a linguagem que ele usa em suas músicas é:
mais formal
mais informal
mais técnica
mais culta
Emicida adaptou sua linguagem na entrevista para:
atingir um público mais amplo
mostrar seu conhecimento técnico
impressionar os jornalistas
evitar polêmicas
Qual é a principal razão para Emicida usar uma linguagem diferente em suas músicas e entrevistas?
Para se adequar ao contexto
Para parecer mais inteligente
Para confundir o público
Para seguir as normas da mídia
(ENEM 2023) Nessa postagem dirigida aos seus seguidores de rede social, o autor utiliza uma linguagem:
própria de manifestações poéticas.
aplicada em contextos da área desportiva.
característica àquela atribuída a falantes escolarizados.
empregada por falantes urbanos jovens de determinada região.
marcada por uma relação de distanciamento entre os interlocutores.
(ENEM 2022) Gírias das redes sociais caem na boca do povo
Nem adianta fazer a egípcia! Entendeu? Veja o glossário com as principais expressões da internet
Lacrou, biscoiteiro, crush. Quem nunca se deparou com ao menos uma dessas palavras não passa muito tempo nas redes sociais. Do dia para a noite, palavras e frases começaram a definir sentimentos e acontecimentos, e o sucesso desse tour foi parar no vocabulário de muita gente. O dialeto já não se restringe só à web. O contato constante com palavras do ambiente on-line acaba rompendo a barreira entre o mundo virtual e o mundo real. Quando menos se espera, começamos a repetir, em conversas do dia a dia, o que aprendemos na internet. A partir daí, juntamos palavras já conhecidas do nosso idioma às novas expressões.
(...)
Embora migrando do ambiente on-line para o vocabulário das pessoas fora da rede, essas expressões não são consideradas como características do uso padrão da língua porque
definem sentimentos e acontecimentos corriqueiros na web.
constituem marcas específicas de uma determinada variedade.
passam a integrar a fala das pessoas em conversas cotidianas.
são empregadas por quem passa muito tempo nas redes sociais.
complementam palavras e expressões já conhecidas do português.
(ENEM 2021) Considerando-se os contextos de uso de “Todas chora”, essa expressão é um exemplo de variante linguística
típica de pessoas despreocupadas em seguir as regras de escrita.
usada como recurso para atrair a atenção de interlocutores e consumidores.
incompatível com ambientes frequentados por usuários da norma-padrão da língua.
condenável em produtos voltados para uma clientela exigente e interessada em novidades.
transposta de situações de interação típicas de ambientes rurais do interior do Brasil.
(ENEM 2011) Diz-se, em termos gerais, que é preciso "falar a mesma língua": o português, por exemplo, que é a língua que utilizamos. Mas trata-se de uma língua portuguesa ou de várias línguas portuguesas? O português da Bahia é o mesmo português do Rio Grande do Sul? Não está cada um deles sujeito a influências diferentes — linguísticas, climáticas, ambientais? O português do médico é igual ao do seu cliente? O ambiente social e o cultural não determinam a língua? Estas questões levam à constatação de que existem níveis de linguagem. O vocabulário, a sintaxe e mesmo a pronúncia variam segundo esses níveis.
VANOYE, F. Usos da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1981 (fragmento).
Na fala e na escrita, são observadas variações de uso, motivadas pela classe social do indivíduo, por sua região, por seu grau de escolaridade, pelo gênero, pela intencionalidade do ato comunicativo, ou seja, pelas situações linguísticas e sociais em que a linguagem é empregada. A variedade linguística adequada à situação específica de uso social está expressa
na fala de um professor ao iniciar a aula no ensino superior: "Fala galerinha do mal! Hoje vamos estudar um negócio muito importante".
na leitura de um discurso de uma autoridade pública na inauguração de um estabelecimento educacional: “Senhores cidadões do Brasil, com alegria, inauguramos mais uma escola para a melhor educação de nosso país".
no memorando da diretora da escola ao responsável por um aluno: "Responsável pelo aluno Henrique, dê uma chegadinha na diretoria da escola para saber o que o seu filhinho anda fazendo de besteira”.
na fala de uma criança, na tentativa de convencer a mãe a entregar-lhe a mesada: "Mãe, assim não dá para ser feliz! Dá pra liberar minha mesada? Prometo que só vou tirar notão nas próximas provas".
na fala de uma mãe em resposta ao filho que solicitou a mesada: "Caro descendente, por obséquio, antecipe a prestação de suas contas, a fim de fazer jus ao solicitado".
Falso moralista
Você condena o que a moçada anda fazendo
e não aceita o teatro de revista
arte moderna pra você não vale nada
e até vedete você diz não ser artista
Você se julga um tanto bom e até perfeito
Por qualquer coisa deita logo falação
Mas eu conheço bem o seu defeito
e não vou fazer segredo não
Você é visto toda sexta no Joá
e não é só no Carnaval que vai pros bailes se acabar
Fim de semana você deixa a companheira
e no bar com os amigos bebe bem a noite inteira
Segunda-feira chega na repartição
pede dispensa para ir ao oculista
e vai curar sua ressaca simplesmente
Você não passa de um falso moralista
NELSON SARGENTO. Sonho de um sambista. São Paulo: Eldorado, 1979.
As letras de samba normalmente se caracterizam por apresentarem marcas informais do uso da língua. Nessa letra de Nelson Sargento, são exemplos dessas marcas
“falação” e “pros bailes”.
“você” e “teatro de revista”.
“perfeito” e “Carnaval”.
“bebe bem” e “oculista”.
“curar” e “falso moralista”.
