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Total questions: 7
Worksheet time: 13mins
Através de muitos espelhos
Três edições comemoram os 150 anos de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll
Por - Carolina Vigna
Costumo dizer ao meu filho que ele não é obrigado a gostar, mas precisa conhecer de onde são as referências que vê em filmes, livros e games. Temos, então, uma sessão de “apresentação dos clássicos” que vão de Aristóteles a Madonna. Isso surgiu aqui em casa quando ele, ainda muito pequeno, me perguntou quem era Elvis Presley.
A pobre criança foi submetida a dias e mais dias de videoclipes e filmes com o rei. Não deve ser fácil ser meu filho.
Não é por acaso que a citação do Google Scholar é uma referência a Sir Isaac Newton: “Se eu vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes”. Precisamos desses gigantes. Precisamos dos clássicos.
Na época do Império Romano, clássico era tudo aquilo digno de ser copiado e que resiste ao tempo. Acho esse conceito divertido por dois motivos: primeiro por causa da ideia pouco familiar de que mesmo Roma Antiga tinha um antes, um “clássico” e segundo porque isso é tão enraizado em nossa cultura que baseamos a internet inteira nisso (quanto mais ocorrências, ou seja, quanto mais cópias, maior relevância).
Eles se referiam à Grécia Antiga, é claro, mas essa ideia pode ser traçada até o Egito e seus artistas copistas.
Essa noção de clássico tem um problema: é dominadora, branca e masculina. Clássico é também uma forma de imposição de valores. É o conquistador dizendo ao conquistado o que ele deve ou não considerar como Cultura.
É bom por ser um clássico? Não necessariamente. Um dos historiadores da arte mais respeitados internacionalmente, Sir Ernst Gombrich, só para citar um exemplo, é criticado justamente por sequer falar de arte africana depois do Egito Antigo e por reduzir o Islã e a China, juntos, a um único breve capítulo.
Da mesma forma, artistas mulheres são raramente mencionadas em seu best seller.
Portanto, se estou partindo da ideia de clássico e estou inserida em uma cultura ocidental, você já pode rapidamente se transportar geograficamente para a Europa, convivendo com ou pertencendo à classe dominante.
Imagine que você está em um agradável passeio de barco pelo rio Tâmisa e três meninas entediadas precisam ser entretidas antes da invenção do smartphone.
Se fosse eu, certamente levaria uma bronca e ficaria quieta. Sendo as filhas do vice-chanceler da Universidade de Oxford (que na ocasião ainda se chamava Christ Church College) e diretor da escola de Westminster, com certeza seria mais fácil conseguir alguém para lhes contar uma boa estória.
As irmãs Lorina Charlotte, Edith Mary e Alice Pleasance Liddell, filhas de Henry George Liddell, em 4 de julho de 1862, ouviram de Charles Lutwidge Dodgson (mais conhecido por Lewis Carroll e que, na época, trabalhava em Oxford e já era amigo da família) a estória de uma menina chamada Alice. A estória precisava ser boa. E era. Um clássico.
[...]
O texto apresenta que o problema da noção de clássico é ser dominadora. As características dessa dominação dos clássicos são
os clássicos são respeitados por historiadores da arte e mais respeitados internacionalmente, pois estão inseridos em uma cultura ocidental.
antiga arte, enraizada em nossa cultura que baseamos a internet inteira nessa (quanto mais ocorrências, ou seja, quanto mais cópias, maior relevância).
branca, pois muitas vezes não privilegia a cultura africana; e masculina, visto que artistas mulheres não são valorizadas por alguns estudiosos.
da época do Império Romano, clássico era tudo aquilo digno de ser copiado e mesmo Roma Antiga tinha um antes, um “clássico”.
A autora afirma que é importante conhecer as referências que vemos em filmes, livros e games, trata-se de ir além da decodificação de um texto, ou seja, reconhecer alusões a fatos e obras histórico-sociais e culturais e, também, a ideologia. No texto, o trecho que apresenta essa informação é
“Estou inserida em uma cultura ocidental, você já pode rapidamente se transportar geograficamente para a Europa, convivendo com ou pertencendo à classe dominante.”
“É bom por ser um clássico? Não necessariamente. Um dos historiadores da arte mais respeitados internacionalmente, Sir Ernst Gombrich, só para citar um exemplo.”
”...Se eu vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes’. Precisamos desses gigantes. Precisamos dos clássicos.”
“Costumo dizer ao meu filho que ele não é obrigado a gostar, mas precisa conhecer de onde são as referências que vê em filmes, livros e games.
Leia e responda.
MARIPOSAS
Numa fábula árabe, as mariposas queriam entender sobre a luz. Elas desejavam saber o segredo de se sentirem tão fascinadas pela chama de uma vela. O que as deslumbrava? Seria a luz ou o calor? Pediram a ajuda da mariposa-rainha. Depois de meditar sobre o assunto, ela aconselhou que cada uma, individualmente, procurasse encontrar a resposta. Todas saíram procurando desvendar o mistério do fogo.
Passado algum tempo, uma mariposa voltou cega de um olho, afirmando que havia chegado perto demais e que a luminosidade da vela a tinha ofuscado, e que continuava sem entender os mistérios da luz. Outra voltou com uma asa queimada, reconhecendo que sua experiência não fora satisfatória. Por séculos, as mariposas não entenderam por que a luz as extasiava tanto. Até que um dia uma voou na direção de uma lamparina com tanta determinação que morreu queimada. Nesse dia, a mariposa-rainha falou:" Somente esta mariposa conheceu o mistério do fogo, mas nós nunca saberemos."
MORAL: O encontro com o sobrenatural não pode ser contido na dimensão empírica.
Qual é o conflito que dá origem ao enredo desse texto?
O conselho individual dado pela mariposa-rainha.
O desejo das mariposas de conhecerem a luz.
A volta da mariposa com a asa queimada. A volta da mariposa com a asa queimada.
A morte da mariposa ao voar em direção à lamparina.
Nesse texto, o foco narrativo é feito
pelas mariposas.
pelo narrador - personagem.
pelo narrador - observador.
pela mariposa - rainha.
O texto está escrito em qual pessoa do discurso:
Primeira pessoa do singular
Primeira pessoa do plural
Segunda pessoa do singular
Terceira pessoa do plural
Apelo
Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.
Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, até o canário ficou mudo. Não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem o perdão de sua presença, última luz na varanda, a todas as aflições do dia.
Sentia falta da pequena briga pelo sal no tomate — meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa. Calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.
TREVISAN, Dalton. Apelo. In: Mistérios de Curitiba. Rio de Janeiro: Record, 1979. p. 73.
O título da crônica é “Apelo”. Leia o verbete referente a esse termo, disponível na versão digital do dicionário Aulete.
(a. pe.lo)
[ê]
sm.
1. Chamamento, invocação, apelação.
2. Solicitação de auxílio; ROGO.
3. Caracterização positiva e chamativa atribuída a um produto para atrair o consumidor.
4. Função gramatical por meio da qual o falante interpela o interlocutor; VOCATIVO; APÓSTROFE.
DICIONÁRIO AULETE. Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2020.
Em qual acepção do verbete o termo foi empregado no título?
O termo foi empregado na acepção 1, pois a crônica constitui um chamamento da esposa.
O termo foi empregado na acepção 2, pois o eu do cronista faz, ao longo da crônica, uma solicitação, uma súplica para que a pessoa amada volte.
O termo foi empregado na acepção 3, pois o narrador caracteriza a companheira ao longo da crônica.
O termo foi empregado na acepção 4, pois o narrador usa um vocativo para se referir a pessoa amada.
A crônica de Dalton Trevisan apresenta uma estrutura semelhante à de outro gênero textual. Assinale a alternativa que apresenta esse gênero.
Diário.
Artigo de opinião.
Romance.
Carta.
Todo texto tem uma finalidade social. Qual o propósito comunicativo desse texto?
Mostrar o desentendimento entre os cônjuges.
Informar a respeito das mudanças climáticas.
Fazer uma crítica ao desperdício de água.
Causar espanto sobre a falta de água.
O que é possível entender a partir da leitura dos elementos verbais e não verbais desse texto?
A mulher está tentando molhar o homem com a mangueira.
O homem está furioso, porque a mulher está desperdiçando água.
Mangueira de água não para de vazar.
O casal está lavando a calçada da casa.
Leia esse texto:
Pedal Tijucas do Sul – Campo Alegre – Joinville – Jaraguá do Sul!
Acordei 5h 45 da manhã. Após uma breve refeição à base de iogurte, achocolatado e banana, saí de casa às 6h30 porque o combinado era tomarmos um café na panificadora. Quando cheguei na casa do Marcelo, percebi que só faltava o Diego, pois o Marcos lá estava. [...] Na casa dele, comi um pé de moleque e dei uma carona no quadro da bike, já que o mesmo tinha deixado a sua na casa do Marcão para uma breve revisão. [...] Após calibrar o pneu no posto, pudemos partir às 7h05 da manhã.
O tempo prometia esquentar logo cedo e o sol logo despontou. Antes das 8h, já tínhamos cruzado o Rio Negro, que faz a fronteira da nossa cidade de Tijucas do Sul (PR) com a cidade de Campo Alegre (SC). Trajeto gostoso, sem grandes dificuldades e com muitas sombras. [...]
Chegamos à Panificadora às 11h. Me alimentei com dois sanduíches naturais e um hidrotônico. [...]
O visual do caminho é muito legal. Em Campo Alegre, mais do que em Tijucas, existem muitos pinheiros, árvore típica da nossa região e que no inverno oferece o pinhão, que é a semente da árvore e alimenta apetitosamente pessoas e animais dos mais variados [...]. A Serra do Manso então desponta. Passamos por um trecho que pertence ao município de Joinville. O ponto mais alto da Serra fica a cerca de 1030 metros a.n.m.1. [...] O sol está escaldante. Logo no começo, vem uma descida espetacular e de altíssima velocidade: alcancei 72 km/h!! Meu record pessoal. Logo encontramos o Rio do Manso, que serve para um bom domingo de banho e churrasco. Havia vários banhistas no local. Nosso amigo Marcos completou 20.000 km de pedalada, fato muito importante, que merece muita comemoração. [...]
Chegamos em Jaraguá às 12h50. Eu imaginava que chegaríamos bem mais tarde.
Fomos muito bem nesta pedalada. 80 km em 3h55. [...] Abração!
*Vocabulário: 1a.n.m.: acima do nível do mar.
Releia o trecho: “Antes das 8h, já tínhamos cruzado o Rio Negro, que faz a fronteira da nossa cidade de Tijucas do Sul (PR) com a cidade de Campo Alegre (SC). Trajeto gostoso, sem grandes dificuldades e com muitas sombras. [...].” Nesse caso, por que foi utilizada a vírgula?
Por se tratar de uma alternância.
Por se tratar de uma restrição.
Por se tratar de uma explicação.
Por se tratar de uma oposição.
