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Quizizz sobre Maquiavel

Total questions: 18

Worksheet time: 3hrs 3mins

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1.

A cidade (pólis) encontra-se entre as realidades que existem naturalmente, e o homem é por natureza um animal político. (ARISTÓTELES, Política, p.15).

Assinale a alternativa correta:

a)

Aristóteles defendia que a razão humana é uma ilusão e que os seres humanos são movidos apenas por instintos animais.

b)

A política, para Aristóteles, é um mal necessário para controlar os indivíduos.

c)

A ética aristotélica defende que a virtude é um meio para se alcançar a felicidade.

d)

A pólis, para Aristóteles, é um espaço de opressão.

e)

Para Aristóteles, a ética individual é separada da política.

2.

A cidade (pólis) encontra-se entre as realidades que existem naturalmente, e o homem é por natureza um animal político. 

ARISTÓTELES, A Política

Segundo Aristóteles:

a)

O homem é um ser solitário por natureza, e a vida em sociedade é uma imposição.

b)

A vida em sociedade é fundamental para o desenvolvimento pleno do ser humano.

c)

A política é uma atividade secundária para o homem, inferior à busca por prazeres individuais.

d)

A cidade é um mal necessário para a sobrevivência humana, mas não para a felicidade.

3.

Mas, sendo minha intenção escrever algo de útil para quem por tal se interesse, pareceu-me mais conveniente ir em busca da verdade extraída dos fatos e não à imaginação dos mesmos, pois muitos conceberam repúblicas e principados jamais vistos ou conhecidos como tendo realmente existido.

MAQUIAVEL, N. O Príncipe

Assinale sobre a crítica que Maquiavel faz à filosofia política de Platão:

a)

Elaboração de um ordenamento político com fundamento na bondade infinita de Deus.

b)

Explicitação dos acontecimentos políticos do período clássico de forma imparcial.

c)

Utilização da oratória política como meio de convencer os oponentes na ágora.

d)

Investigação das constituições políticas de Atenas pelo método indutivo.

e)

Idealização de um mundo político perfeito existente no mundo das ideias.

4.

“[...] Quando um homem deseja professar a bondade, natural é que vá à ruína, entre tantos maus. Assim, é preciso que, para se conservar, um príncipe aprenda a ser mau, e que se sirva ou não disso de acordo com a necessidade”.

MAQUIAVEL, O Príncipe

O que é necessário para um governante se conservar?

a)

Professar a bondade em todas as situações.

b)

Evitar o uso da força e da astúcia.

c)

Aprender a ser mau e usar isso conforme a necessidade.

d)

Buscar sempre a aprovação do povo.

5.

[...] um príncipe, e especialmente um príncipe novo, não pode observar todas as coisas a que são obrigados os homens considerados bons, sendo frequentemente forçado, para manter o governo, a agir contra a caridade, a fé, a humanidade, a religião.

MAQUIAVEL, O Príncipe.

Qual é o objetivo do pensamento político de Maquiavel?

a)

Evitar a guerra a todo custo.

b)

Promover a paz mundial.

c)

Estabelecer um governo democrático.

d)

Manter a estabilidade do Estado.

6.

Um príncipe deve portanto conquistar e manter o estado. Os meios serão sempre julgados honrados e por todos serão louvados, porque o vulgo está atento às aparências e ao resultado final da ação. E no mundo não há senão o vulgo, e a minoria não terá lugar onde a maioria tem onde se apoiar.

MAQUIAVEL, O Príncipe

O que Maquiavel sugere sobre a relação entre os fins e os meios?

a)

Os fins não justificam os meios.

b)

Os fins justificam os meios.

c)

Os meios são mais importantes que os fins.

d)

Os fins e os meios são irrelevantes.

7.

Qual é a crítica de Maquiavel à ideia de que o poder depende das virtudes da fé e da religião?

a)

Ele apoia essa ideia.

b)

Ele considera essa ideia irrelevante.

c)

Ele critica essa ideia como insuficiente para a sobrevivência do poder.

d)

Ele considera essa ideia essencial.

8.

Como Maquiavel vê a relação entre a realidade e o idealismo no governo?

a)

O idealismo é mais importante que a realidade.

b)

A realidade é mais importante que o idealismo.

c)

Ambos são igualmente importantes.

d)

Nenhum dos dois é importante.

9.

Sendo, portanto, um príncipe obrigado a bem servir-se da natureza da besta, deve dela tirar as qualidades da raposa e do leão, pois este não tem defesa alguma contra os laços, e a raposa, contra os lobos. Precisa, pois, ser raposa para conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos. Os que se fizerem unicamente de leões não serão bem-sucedidos.

MAQUIAVEL, O Príncipe

a)

A força bruta do leão é suficiente para garantir a manutenção do poder, dispensando a necessidade da astúcia da raposa.

b)

A natureza humana é essencialmente boa, e o príncipe deve governar com base em princípios morais universais.

c)

Para Maquiavel, a política é um jogo de azar, e o príncipe deve confiar exclusivamente na sorte para alcançar o sucesso, sem precisar de qualquer habilidade ou virtude.

d)

A figura do príncipe ideal é aquela que consegue conciliar a força e a astúcia, adaptando-se às diversas situações.

10.

A um príncipe, portanto, não é necessário ter de fato todas as qualidades, mas é indispensável parecer tê-las. Aliás, ousarei dizer que, se as tiver e utilizar sempre, serão danosas, enquanto, se parecer tê-las, serão úteis. Assim, deves parecer clemente, fiel, humano, íntegro, religioso — e sê-lo, mas com a condição de estares com o ânimo disposto a, quando necessário, não o seres, de modo que possas e saibas como tornar-te o contrário.

MAQUIAVEL, O Príncipe

Segundo o autor, a conquista e a conservação do poder político exigem a

a)

consulta periódica dos cidadãos.

b)

retomada dos valores cristãos.

c)

adoção do imperativo categórico.

d)

flexibilidade moral do monarca.

11.

Em sua obra, Maquiavel desenvolve os conceitos de virtu e fortuna para analisar a dinâmica do poder político. Considerando esses conceitos, assinale a alternativa correta:

a)

A virtu, segundo Maquiavel, é uma força imprevisível que pode tanto ajudar quanto atrapalhar o governante.

b)

A fortuna, segundo Maquiavel, é uma força divina que recompensa os governantes justos e pune os tiranos.

c)

Um homem com muito dinheiro será o melhor governante, pois já possui a virtu e fortuna desde o nascimento.

d)

Maquiavel defende que o governante deve ser capaz de adaptar-se às mudanças da fortuna, utilizando sua virtu para superar os obstáculos.

12.

Julguei necessário escrever sobre todos aqueles livros de Tito Lívio […] para sua maior compreensão, a fim de que aqueles que venham a ler estes meus discursos possam mais facilmente retirar lições úteis, razão pela qual se busca conhecer as histórias.

MAQUIAVEL, Discursos

a)

Maquiavel busca na história romana exemplos e lições que possam ser aplicados à realidade política de diferentes épocas.

b)

Maquiavel busca na história romana apenas uma fonte de inspiração para criar narrativas épicas e romances históricos, visando entreter seus leitores.

c)

O interesse de Maquiavel pela Roma Antiga está restrito à análise das suas leis e códigos jurídicos, buscando estabelecer um sistema legal perfeito.

d)

Maquiavel considera a República Romana um modelo a ser copiado em todos os seus aspectos, sem a necessidade de adaptações à realidade política de sua época.

13.

Como demonstram todos aqueles que discorrem sobre a vida civil e do que são plenas de exemplos todas as histórias, é necessário, para quem estabelece uma república e cria leis, pressupor que todos os homens são maus e que usarão da maldade de seu ânimo sempre que tiverem uma livre ocasião para tanto.

MAQUIAVEL, Discursos

a)

Os homens são bons por natureza, e as leis servem apenas para proteger os mais fracos.

b)

Os homens são maus por natureza, e as leis são necessárias para controlar essa inclinação e garantir a ordem social.

c)

A religião é o único meio de conter a maldade inerente ao ser humano e garantir a paz social.

d)

A educação é a ferramenta mais eficaz para transformar a natureza humana e construir uma sociedade mais justa.

14.

Eu digo que aqueles que condenam os tumultos entre os nobres e a plebe parecem reprovar aquelas coisas que foram a causa primeira da liberdade de Roma

MAQUIAVEL, Discursos sobre a segunda década de Tito Lívio

Segundo Maquiavel:

a)

o conflito entre os grandes e o povo é o motor da vida política, o que produz e aperfeiçoa as leis.

b)

as leis nascem do conflito e levam à sua superação, produzindo harmonia social.

c)

cabe aos grandes fazer as leis, mas sem retirar a liberdade do povo.

d)

as leis não passam de um instrumento de dominação do povo pelos grandes.

e)

para que haja liberdade, as leis devem ser feitas pelo povo, que é soberano.

15.

De acordo com Maquiavel, qual é o papel dos tumultos na liberdade de Roma?

a)

Os tumultos eram meros ruídos sem impacto na construção da República Romana.

b)

Os tumultos eram um sinal de fraqueza da República Romana.

c)

Os tumultos eram essenciais para a construção da liberdade em Roma.

d)

Os tumultos eram manipulados por grupos minoritários.

16.

[...] aqueles que condenam os tumultos entre os nobres e a plebe parecem reprovar aquelas coisas que foram a causa primeira da liberdade de Roma. Consideram mais os rumores e os gritos que nasciam de tais tumultos que os bons efeitos que eles provocavam e não veem que há em toda república dois humores diversos, quais sejam, aquele do povo e aquele dos grandes, nem também que todas as leis que são feitas em favor da liberdade nascem desta desunião.

MAQUIAVEL, Discursos

a)

As leis são feitas para promover a desunião.

b)

As leis nascem da desunião e são feitas em favor da liberdade.

c)

As leis são incapazes de lidar com a desunião.

d)

As leis são criadas para evitar a desunião.

17.

Qual é a visão de Maquiavel sobre a liberdade e a desunião?

a)

A liberdade é ameaçada pela desunião.

b)

A desunião é essencial para a liberdade.

c)

A liberdade e a desunião são independentes.

d)

A desunião impede a liberdade.

18.

Qual é a visão de Maquiavel sobre a influência das leis na sociedade?

a)

As leis são a principal causa da desigualdade social.

b)

As leis são ferramentas para manter a ordem social.

c)

As leis são eficazes apenas em sociedades sem pobreza.

d)

As leis não têm impacto significativo na sociedade.