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WorksheetsSIMULADO LÍNGUA PORTUGUESA (2) - PROVÃO PAULISTA 3ª SÉRIE EM
Total questions: 20
Worksheet time: 2hrs 40mins
Na charge, o autor estabelece uma crítica em relação
(A) à construção de viadutos nas cidades.
(B) ao aumento de veículos nas ruas da cidade.
(C) à concentração populacional nas cidades.
(D) à construção de viadutos próximos às casas.
(E) ao descaso vivido pela população de rua.
Leia o texto para responder às questões de números 02 a 06.
Com a passagem do quarto parágrafo – E embalando-lhe a alma com histórias de encantar, de homens, animais, monstros e tudo, como se de uma criança se tratasse. – o narrador enfatiza a importância
(A) da cultura oral africana, traduzindo-se poeticamente o poder que as palavras assumem na vida das pessoas.
(B) da memória afetiva na tradição africana, vasculhando-se a infância como caminho para entender o presente.
(C) da desconstrução da simbologia mística na cultura africana, já que as palavras se revestem de um caráter dúbio.
(D) da idealização dos costumes africanos, que define a interação social pela frieza dos sentimentos e das ações.
(E) da empatia como marca das relações humanas africanas, que se manifesta com o olhar objetivo sobre a realidade.
A narrativa deixa evidente que o povo de Moyo vive
(A) à mercê da bandidagem, que passou a ser combatida por ele, depois que seu amigo José foi castigado.
(B) sem esperanças, porque a violência grassa no local e todos vivem apreensivos, inclusive ele e José.
(C) com tranquilidade, depois que ele passou a comandar o local e minar as forças opressoras do sistema.
(D) sob extrema violência do sistema opressor contra o qual ele se insurge como força de resistência.
(E) em estado de alerta, uma vez que ele e José são figuras combativas do sistema e, por isso, perseguidos.
Considere as passagens do 4o parágrafo:
• Por duas vezes as mãos de Moyo trouxeram José aos arrastos do além para este mundo.
• O seu corpo estava transformado num puré de sangue...
• ... nem eira nem beira...
As informações apresentadas permitem entender, correta e respectivamente, que
(A) os cuidados a José foram extenuantes a Moyo; José estava machucado efetivamente, mas sem agravos; José era um delinquente.
(B) a recuperação de José foi uma tarefa difícil; o corpo de José estava extremamente machucado; José vivia na miséria.
(C) Moyo deu as mãos a José, para salvá-lo dos perigos; o corpo de José trazia o sangue de seus inimigos; José não trabalhava.
(D) José foi trazido com calma para este mundo; José travara uma luta sangrenta com seus adversários; José não tinha casa.
(E) o restabelecimento de José foi rápido, apesar de difícil; José tinha algumas partes do corpo machucadas; José era um viajante.
Assinale a alternativa em que a reescrita de informações textuais está em conformidade com a norma-padrão de regência.
(A) Moyo estava em casa, distraído pelo manejo de seus objetos mágicos, quando o amigo José chegou e cumprimentou-lhe com grande entusiasmo.
(B) Ao cuidar de José, Moyo reconheceu que ele precisava de sua ajuda, pois era um jovem sem esperança que sua vida pudesse melhorar.
(C) Ao se referirem a Moyo, é comum que as pessoas lhe chamem de confidente, já que ele, alegre e indistintamente, dá atenção a todas.
(D) Pessoas de todos os cantos vão na casa de Moyo confidenciar-lhe suas histórias; ele é receptivo a todas e para cada uma tem um sorriso.
(E) Quando José foi castigado pelas chibatadas, Moyo zelou ao amigo, alimentando-o e esperando que ele fosse capaz de se recuperar.
Embora o texto seja escrito em língua portuguesa, apresenta termo cuja ortografia difere do português do Brasil. Isso se confirma em:
(A) Que maneja os objectos mágicos...
(B) Sempre despenteado, estilo rastafári.
(C) ... sem pai nem mãe, nem eira nem beira...
(D) ... aos arrastos do além para este mundo.
(E) Moyo é uma pedra basilar de muitas vidas.
Com a fala “Mas tô atolado de serviço, senhor.”, o personagem expressa-se com
(A) descaso, para demonstrar falta de vontade de trabalhar.
(B) informalidade, para enfatizar o excesso de trabalho.
(C) cerimônia, para justificar por que não pode ir ao golfe.
(D) respeito, para confirmar que participará do golfe.
(E) bom humor, para recusar o convite de seu superior
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 10.
De acordo com o texto, um dos grandes problemas de que os indígenas foram vítimas diz respeito
(A) ao desconhecimento da cultura do colonizador.
(B) à ausência de heróis típicos desses povos
(C) à falta de solidariedade entre seus membros.
(D) à falta de valorização de suas propriedades.
(E) ao processo de aculturação desses povos.
No último parágrafo do texto – Apesar disso estão unidos na mesma convicção: (...) um destino comum que os distingue como povo. –, as expressões destacadas referem-se, correta e respectivamente:
(A) às adversidades que afetaram os índios; aos índios.
(B) às batalhas travadas pelos índios; aos lavradores.
(C) ao jugo dos povos indígenas; aos colonizadores.
(D) às vantagens da sociedade capitalista; aos índios.
(E) à elevação espiritual dos índios; aos índios remanescentes.
O aspecto permansivo diz respeito à forma verbal em que o centro da ação expressa ideia de continuidade, conforme a destacada em:
(A) A invasão do Brasil começou do Nordeste em direção ao Leste pelo litoral.
(B) ... a pressão de séculos para que deixassem de ser índios...
(C) ... em que enfrentaram portugueses, holandeses, franceses e sertanejos.
(D) Apesar disso estão unidos na mesma convicção: permanecem sendo índios...
(E) A luta armada mais conhecida foi travada pela Confederação dos Tamoios...
Observe os comentários acerca dos incêndios no Canadá citados por Evaristo de Miranda no texto. A crítica que o autor faz a esses comentários é
(A) explícita, como é explícita a crítica, pelo uso de uma metáfora, à capacidade intelectual dos autores dos comentários.
(B) explícita, enquanto a crítica à capacidade intelectual dos autores dos comentários é implícita e feita por meio de uma comparação.
(C) explícita, enquanto a crítica à capacidade intelectual dos autores dos comentários é implícita e baseada no recurso à ironia.
(D) implícita, como é implícita a crítica, feita por meio de um eufemismo, à capacidade intelectual dos autores dos comentários.
(E) implícita, enquanto a crítica à capacidade intelectual dos autores dos comentários é explícita e se expressa num paradoxo.
Constata-se que há entre os textos uma relação de intertextualidade. O poema de Juó Bananére se apresenta, em relação ao texto camoniano, como uma imitação, por paródia,
(A) que explora recursos estilísticos para desqualificar tanto o tema tratado por Camões, quanto o estilo do poeta
(B) caracterizada, no estilo, pela estrutura de soneto, e na temática, numa abordagem bem-humorada do tema amoroso.
(C) combinando ideologias divergentes no tratamento da relação de poder entre as personagens Jacó e Labão.
(D) marcada por contradições, para destacar os pontos que levam o eu lírico a assumir estilos desatualizados.
(E) sugestiva de uma releitura independente, para anular as similaridades que existem entre os textos.
Considerando-se o contexto social em que se insere o tema abordado na charge, é correto inferir que se caracteriza, nela,
(A) um flagrante do momento em que a condição da mulher na sociedade se define pela projeção de expectativas, valendo-se de um eufemismo.
(B) uma denúncia da escravização do trabalho feminino, evidenciada no emprego do pleonasmo, visto que a imagem no espelho reproduz a outra.
(C) uma antítese entre a figura e seu reflexo, para explicitar o reconhecimento do papel da mulher na concretização dos projetos familiares.
(D) uma representação, no espelho, do projeto de vida feminino realizado pelo casamento, o que se evidencia pela hipérbole contida na imagem da noiva.
(E) uma crítica a um aspecto da realidade do universo feminino, projetando, por metáfora, o modo como por vezes se realiza, para a mulher, o sonho do casamento.
É correto concluir, da apreciação de ambos os fragmentos, que
(A) o segundo explicita a questão da variação linguística, que é tema do primeiro.
(B) eles consistem em refutação da tese modernista de uma língua nacional.
(C) o segundo se expressa fora do padrão culto, o que contraria o exposto no primeiro.
(D) o segundo adota linguagem que mostra ser impossível sustentar as teses do primeiro.
(E) o primeiro indica o contrassenso que há no uso linguístico adotado pelo segundo.
Esses textos fazem referência
(A) ao Simbolismo e sua expressão mais significativa, António Nobre.
(B) ao Modernismo e sua expressão mais significativa, Fernando Pessoa.
(C) ao Classicismo e sua expressão mais significativa, Camões.
(D) ao Realismo e sua expressão mais significativa, Eça de Queirós.
(E) ao Romantismo e sua expressão mais significativa, Camilo Castelo Branco.
Observe as relações de sentido que os conectivos destacados estabelecem no texto. Constata-se que “pois” tem relação com o trecho precedente, ao passo que “se” tem relação com o trecho subsequente. Tais relações são, respectivamente, de
(A) consequência e condição.
(B) causa e conclusão.
(C) explicação e concessão.
(D) explicação e condição.
(E) causa e oposição.
Observando-se as relações sintáticas e de sentido nos trechos destacados, conclui-se acerca de “que se noticiasse” e de “ainda que discretamente” que o primeiro trecho é uma oração relacionada ao verbo “pedir”, por
(A) coordenação, com sentido de conclusão; o segundo expressa uma contrariedade em relação à ideia de noticiar.
(B) subordinação, na função de objeto indireto; o segundo expressa uma condição impositiva ao modo de noticiar.
(C) subordinação, na função de objeto direto; já o segundo trecho expressa uma concessão redutora ao modo de noticiar.
(D) subordinação, na função de complemento nominal; o segundo expressa uma concessão à ideia redutora de noticiar.
(E) coordenação, com sentido de oposição; o segundo expressa uma conclusão em relação à ideia de noticiar.
Redigido a partir de sugestão do texto, o enunciado que apresenta redação de acordo com a norma-padrão de regência e concordância é:
(A) Entre os telefonemas que houveram para Chateaubriand, o do magnata Francisco Matarazzo deu novo impulso à vida do jornalista.
(B) Chateaubriand foi surpreendido com uma chamada telefônica do homem mais rico do Brasil, ao qual tinha conhecido faziam dois anos.
(C) Quando pela primeira vez exerceu ao cargo no Jornal do Brasil, Chateaubriand foi um dos que recebeu Francisco Matarazzo.
(D) Os jornalistas receberam o pedido do conde, e o instinto os iluminaram para escrever ao obituário com capricho.
(E) Como que iluminados pelo instinto, redatores ordenaram que se fizessem todos os esforços para atender ao pedido de Matarazzo.
A criatividade de Guimarães Rosa está também na exploração de processos de formação de palavras para produzir efeitos de sentido. Nesse texto, em que a situação envolve personagens crianças, destaca-se:
(A) o emprego do sufixo em “alheada”, para indicar que a palavra perdeu o vínculo de sentido com “alhear-se”, “distrair-se”.
(B) o emprego de sufixo diminutivo em “meiozinho-homem” para acentuar que o personagem que vai cuidar das meninas ainda é jovem.
(C) a criação da expressão “agarra-a-saia”, por junção de palavras, para sugerir que as meninas não abriam mão de usar saias.
(D) a criação da palavra “sem-nosco”, empregando como prefixo um elemento que não guarda relação com a noção de privação, falta.
(E) o emprego do sufixo diminutivo em “Brejeirinha” para enfatizar sua indisciplina e o caráter autoritário de sua pergunta, exigindo resposta da mãe.
As passagens destacadas no texto caracterizam, na fala do narrador, a inserção de outras falas, tratando-se de citações em
(A) discurso indireto livre, em ambas as passagens.
(B) discurso direto e discurso indireto, respectivamente.
(C) discurso indireto, em ambas as passagens.
(D) discurso direto e discurso indireto livre, respectivamente.
(E) discurso direto, em ambas as passagens.
