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Recuperação AV1 e AV2

Total questions: 14

Worksheet time: 8mins

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1.

Quarto de despejo: diário de uma favelada (adaptado)                                      Carolina Maria de Jesus

13 de MAIO. Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpatico para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos. Nas prisões os negros eram os bodes expiatorios. Mas os brancos agora são mais cultos. E não nos trata com desprezo. Que Deus ilumine os brancos para que os pretos sejam feliz. (...) Continua chovendo. E eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim, mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva para mim ir lá no Senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair. (...) Eu tenho dó dos meus filhos. Quando eles vê as coisas de comer eles  brada: Viva a mamãe!. A manifestação agrada-me. Mas eu já perdi o habito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura a Dona Ida. Mandei-lhe um bilhete assim:

  “Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouquinho de gordura, para eu fazer sopa para os meninos. Hoje choveu e não pude catar papel. Agradeço. Carolina” (...) Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A Vera começou a pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetaculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de  banha a Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.

  E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual – a fome!

DE JESUS, Carolina Maria. Quarto de Despejo.


1. No trecho “Mas eu já perdi o habito de sorrir.”, o termo em destaque estabelece relação de

a)

a) comparação.

b)

b) explicação.

c)

c) conclusão.

d)

d) oposição.


2.

Na obra: “O quarto de despejo: diário de uma favelada”, a autora Carolina Maria de Jesus, retrata de maneira concreta o cotidiano de um morador de favela. Observe os trechos abaixo e depois responda à questão.

20 de maio

“Como é horrível ver um filho comer e perguntar: “Tem mais? Esta palavra “tem mais” fica oscilando dentro do cérebro de uma mãe que olha as panelas e não tem mais.”

21 de maio

“Deu-me uns pedaços. Para não maguá-lo aceitei. Procurei convencê-lo a não comer aquela carne. Para comer os pães duros ruídos pelos ratos. Ele disse-me que não. Que há dois dias não comia. Ascendeu o fogo e assou a carne.”

JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: Diário de uma favelada. 9. ed. São Paulo: Ática, 2007.



2. Os relatos da obra trazem à tona a desigualdade social no nosso país. A noção dessa realidade sugerida pela autora revela a

a)

a) fome como um estágio constante na vida do favelado. 

b)

b) oportunidade de matar a fome por meio do trabalho.

c)

c) diferença de condições de vida de um favelado e um morador de rua.

d)

d) preocupação com a política do país.

3.

A irreparável perda do Museu Nacional – Carta aberta do Instituto de Arquitetos do Brasil

[...] A destruição do Museu Nacional, no ano em que completa 200 anos de fundação e 80 anos de tombamento, é resultado da expressiva redução, observada nos últimos anos, nos investimentos em cultura, educação e ciência. Os problemas decorrentes da escassez de recursos para sua manutenção eram amplamente conhecidos, tendo sido objeto, nos últimos anos, de diversas matérias publicadas pela imprensa nacional. Um orçamento de menos de 14 mil reais mensais para a manutenção de um equipamento dessa importância é representativo da ausência de compreensão da sua importância para a história, a cultura e as ciências brasileiras. Demonstra ainda a escassa aplicação de recursos no custeio das políticas culturais e científicas, um cenário que tende a se agravar com medidas de austeridade que congelam investimentos nestes setores pelas próximas décadas. [...]

Apesar da existência, há 81 anos, de instituições e leis voltadas à preservação do patrimônio cultural nacional, a efetiva salvaguarda dos nossos bens culturais esteve sempre limitada pelos reduzidos recursos humanos e econômicos destinados a essas ações. O Museu Nacional, por exemplo, não dispunha das instalações necessárias para prevenir e combater incêndios, que certamente teriam levado o recente incidente a um outro desfecho, menos traumático.

Frente à perda do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, o IAB conclama a sociedade e as instituições preocupadas com a preservação da nossa cultura e da nossa memória a exigir da Presidência da República e do Congresso Nacional a imediata criação de um fundo permanente, gerido pelo IPHAN e pelo IBRAM, que garanta a manutenção dos museus nacionais e a preservação do nosso patrimônio cultural, independentemente dos interesses políticos de cada momento. [...]

ANDRADE JUNIOR, Nivaldo Vieira de. A irreparável perda do Museu Nacional. 3 de set. 2018.

GLOSSÁRIO

Medidas de austeridade: medidas de contenção de gastos governamentais.

Salvaguarda: proteção.

IPHAN: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; IBRAM: Instituto Brasileiro de Museus.


  1. A tese é a ideia principal defendida em um texto argumentativo e a carta é um texto argumentativo. Marque a alternativa correta referente a carta lida.

a)
  1. A carta aberta do IAB é argumentativa, ou seja, não há uma tomada de posição acerca de um tema relevante e dispõem-se argumentos que proveem essa posição.

b)
  1. No primeiro parágrafo do excerto,o autor faz referência à falta de instalações necessárias para prevenir e combater incêndios e emprega essa informação como um argumento por exemplificação.

c)
  1. No segundo parágrafo do excerto, é feita uma menção à publicação de “diversas matérias [...] pela imprensa nacional”. 

d)
  1. A tese assumida na carta aberta é de que o incêndio no Museu Nacional foi resultado da redução dos valores repassados para instituições das áreas de cultura, educação e ciência.

4.
  1. O desenvolvimento de uma carta apresenta argumentos para defender o ponto de vista. No segundo parágrafo do excerto, o autor faz referência

a)
  1. à falta de instalações necessárias para prevenir e combater incêndios e emprega essa informação como um argumento por exemplificação, mas o argumento falha em cumprir sua função.

b)
  1. à medida proposta pela carta que é a criação de um “fundo permanente” que garanta os recursos necessários para a manutenção do patrimônio cultural brasileiro.

c)

à tese assumida na carta aberta uma vez que  o incêndio no Museu Nacional foi resultado da redução dos valores repassados para instituições das áreas de cultura, educação e ciência

d)
  1. à função denotativa de ilustrar a “escassez de recursos” a que foi submetido o Museu Nacional, o que ajuda a sustentar a tese de que a causa indireta do incêndio foi a “redução [...] nos investimentos em cultura, educação e ciência”.


5.

1. Um infográfico traz informações numéricas e de modo iconográfico, com ícones e desenhos. Comparando os dados apresentados no infográfico em questão, em qual região do país o acesso à internet aumentou de modo mais expressivo?

a)
  1. Entre os anos de 2017 e 2018, a região em que o acesso à internet cresceu mais foi a região Nordeste.

b)
  1. Entre os anos de 2017 e 2018, a região em que o acesso à internet cresceu mais foi a região Sudeste.

c)
  1. Entre os anos de 2017 e 2018, a região em que o acesso à internet cresceu mais foi a região Sul.

d)
  1. Entre os anos de 2017 e 2018, a região em que o acesso à internet cresceu mais foi a região Norte.

6.

2. Se não houvesse as palavras “Urbana” e “Rural”, como seria possível diferenciar os dois tipos de domicílio?

a)
  1. Pelo desenho de duas casas na região rural, pois isso destaca a diferença entre os dois tipos de domicílios.

b)

Pelo desenho de duas casas na região urbana, pois isso destaca a diferença entre os dois tipos de domicílios.

c)
  1. Pelo desenho de duas casas na região urbana e uma casa com planta na região rural, pois isso destaca a diferença entre os dois tipos de domicílios.

d)
  1. Pelo desenho de duas casas na região rural e uma casa com planta na região urbana, pois isso destaca a diferença entre os dois tipos de domicílios.

7.

Leia o texto a seguir.

Minha vida

Canção de Lulu Santos


Quando eu era pequeno

Eu achava a vida chata

Como não devia ser

Os garotos da escola

Só a fim de jogar bola

E eu queria ir tocar guitarra na TV

Aí veio a adolescência

E pintou a diferença

Foi difícil de esquecer

A garota mais bonita

Também era a mais rica

Me fazia de escravo do seu bel-prazer

Quando eu sair de casa

Minha mãe me disse

Baby, você vai se arrepender

Pois o mundo lá fora

Num segundo te devora

Dito e feito

Mas eu não dei o braço a torcer

Hoje eu vendo sonhos

Ilusões de romance

Te toco, minha vida

Por um troco qualquer

É o que chamam de destino

Eu não vou lutar com isso

Que seja assim enquanto é

1. Na segunda estrofe, o eu lírico revela que se apaixonou pela garota mais bonita e rica, que o tratava como um escravo ao seu bel-prazer. A expressão destacada significa que a garota agia 

a)

a) como ela queria.

b)

b) com autoritarismo.

c)

c) com ternura.

d)

d) sem piedade.

8.

2. A música é uma manifestação cultural de um povo, em determinada época ou região. Ela é considerada um veículo comunicativo para expressar sentimentos. Assim sendo, observando a letra dessa música, qual expressão abaixo melhor representa o tema exposto por ela?

a)

a) A busca pela felicidade e realização pessoal.

b)

b) A importância dos relacionamentos amorosos.

c)

c) A necessidade de autodescoberta e aceitação.

d)

d) A importância de se conhecer e de se amar como você é.


9.

2. O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida recorre à

a)

a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para transmitir a ideia que pretende veicular.

b)

b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.

c)

c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população pobre e o espaço da população rica.

d)

d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.

10.

A influência da internet na construção de movimentos sociais em defesa da democratização das comunicações e da sua regulamentação no Brasil


[...] O direito à informação está expressamente garantido pela Constituição Brasileira de 1988 e pode ser considerado “a base da vida” e “das relações humanas e sociais”. Isso porque somente com o acesso ao conhecimento dos fatos é possível a construção de uma sociedade participativa e democrática, com cidadãos conscientes de si e do contexto no qual se inserem. 

Todavia, no Brasil, vive se em um estado de “monopólio da informação”, facilitado pelos meios tradicionais de comunicação que possuem os aparatos de alto valor econômico e verdadeiros impérios direcionados apenas à construção e transmissão de fatos e notícias.[...] Por outro lado, as novas mídias, aqui entendidas principalmente pela Internet, em geral [...] se utilizam das novas possibilidades da Internet para aumentarem seu alcance.

[...] Nesse sentido, “[...] a internet tem sido o grande meio/veículo articulador de ações coletivas e movimentos sociais. Possibilitou a criação de redes virtuais que viabilizam conexões de grupos que nunca se encontraram fisicamente de fato” (GOHN, 2013, p. 150). Dentre tais movimentos encontram-se justamente aqueles que primam pela democratização dos meios de comunicação no Brasil. [...]

Analisando os sites do Barão do Itararé, do Observatório do Direito à Comunicação e do Projeto de Lei Popular por uma Mídia Democrática, percebe-se que todas as informações necessárias para entender a causa e acessar fontes diferentes de notícias ou de relato dos fatos encontram-se disponíveis para qualquer internauta interessado, sem a necessidade de recursos financeiros de pesquisa ou busca.

Nesse sentido, a Internet torna-se uma ferramenta indispensável para a manutenção desses movimentos, que, inconformados com o status quo no Brasil no pertinente às comunicações, reivindicam mudanças, que devem iniciar-se no âmbito legislativo, a exemplo do ocorrido no país vizinho, a Argentina. Portanto, o que se vislumbra na situação da regulamentação da telecomunicação brasileira é um congelamento em tempos e contextos totalmente em desacordo com a atual realidade social.


Revista de Informação Legislativa, v. 52, n. 105. 2015. Disponível em: http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/509946 (Adaptado).




1. O texto dissertativo-argumentativo apresenta como partes constituintes: o assunto, o tema, tese, argumentos e conclusão. Com base no texto lido indique a alternativa em aparece a tese defendida pelo autor.

a)

a) A internet é uma ferramenta indispensável e precisa de regulamentação.

b)

b) Estratégias de uso da internet como ferramenta democrática e eficaz.

c)

c) As novas mídias são possibilidades de democratização.

d)

d) A criação de redes e conexões entre pessoas que nunca se viram possibilita ações e movimentos sociais.

11.

Leia o texto a seguir.


Um texto dissertativo-argumentativo é um texto opinativo que se organiza na defesa de um ponto de vista sobre determinado assunto. A opinião do autor é fundamentada com explicações e argumentos, tendo como objetivo formar a opinião do leitor e convencê-lo de que a ideia defendida é correta. Para isso, é preciso expor e explicar ideias.


Argumentos podem ser definidos como

a)

a) conjunto de opiniões, mesmo que não fundamentadas, que defendam de forma satisfatória a tese que será defendida em determinado contexto, sem intenção de convencer alguém.

b)

b) um conjunto de afirmações, premissas ou suposições que defendem um ponto de vista e que tem por objetivo convencer o leitor sobre algo. Argumentar não é necessariamente atacar ou criticar alguém. 

c)

c) opinião baseada em senso comum apenas, que é válida desde que a maioria concorde no momento.

d)

d) a visão que se tem sobre determinado assunto, em que não há necessidade de comprovação de nenhuma natureza e sem intenção de convencer alguém.


12.

“A pensadora francesa Simone de Beauvoir disse que não se nasce mulher, torna-se mulher. Isso demonstra como a vida em sociedade influencia nos comportamentos comumento associados ao sexo masculino e feminino, uma vez que essa separação feita tende a ser prejudicial”.


Disponível em: <https://www.corrijame.com.br/redacao-dissertativa/tipos-de-argumentos-para-usar-na-redacao>. Acesso em: abr. 2022.



2. O tipo de argumento apresentado no fragmento é

a)

a) de causa e consequência, pois a tese, ou conclusão, é aceita justamente por ser uma causa ou uma consequência dos dados.

b)

c) de autoridade, em que o interlocutor é levado a aceitar a validade da tese ou conclusão defendida a respeito de certos dados, pela credibilidade atribuída à palavra de alguém publicamente considerado autoridade na área.

c)

b) comparação (analogia), pois o argumentador pretende levar o interlocutor a aderir à tese ou conclusão com base em fatores de semelhança ou analogia evidenciados pelos dados apresentados. 

d)

d) citar o que alguém disse não é considerado argumento, portanto o fragmento não traz nenhum tipo de argumentação válida.

13.

Goiânia, 08 de fevereiro de 2018. 


Caro editor, 


Gostaria de parabenizar os responsáveis pela reportagem sobre a região Centro Oeste, especialmente o destaque feito a Goiânia, capital onde nasci e vivo até hoje. Os aspectos sociais e culturais presentes na cidade foram brilhantemente descritos no texto e muito bem representados por meio das imagens que representam tão bem o nosso povo. 


Atenciosamente,

 J.S.


Disponível em https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/carta-leitor.htm. Acesso em:  jun. 2021.


1. O gênero do texto é

a)

A) editorial, pois o autor defende um ponto de vista do veículo de informação. 

b)

B) carta pessoal, o autor-leitor em que deixa seu ponto de vista sobre uma matéria veiculada.

c)

C) carta do leitor, pois o autor do texto dialoga com o leitor. 

d)

D) artigo de opinião, pois o autor apresenta fortes argumentos para defender seu ponto de vista.


14.


Olá, 


Queria parabenizá-los pela belíssima e muito bem elaborada matéria da Revista Capricho nº 1259 que fala sobre as tendências da moda. Foi muito útil na hora de sair para aquela 'baladinha' básica! Inclusive essas 



'makes' servem para usar em qualquer lugar e em qualquer hora do dia. Todas as minhas amigas ficaram me perguntando se eu tinha contratado um maquiador (hahaha)! Aí eu respondo: 

- Gente eu peguei de uma matéria fantástica da revista capricho. 


Com toda sinceridade, 


Joyce Coling e Carolina Chaves - Fortaleza, CE 


Revista Capricho


Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2020/11/cartadoleitor.html. Acesso em: jun. 2021.


2. No trecho “Queria parabenizá-los...” a palavra em destaque faz referência 

a)

A) aos leitores da revista.

b)

b) aos autores de cartas de leitor. 

c)

C) aos amigos da autora. 

d)

D) aos editores da matéria.