Worksheets** 9.º ano - Auto da barca do Inferno (final)
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Worksheet time: 19mins
O Auto da Barca do Inferno é uma alegoria porque
tem uma personagem que é o Anjo.
tem personagens tipo e alegóricas.
dá forma humana a seres espirituais e materializa ideias abstratas.
representa ideias concretas.
O Auto da Barca do Inferno é uma moralidade porque
critica a sociedade.
usa três tipos de cómico.
moraliza de forma cómica.
apresenta os defeitos de todas as personagens.
As personagens, as almas que chegam ao cais são tipos sociais, pois
representam indivíduos.
representam traços característicos de grupos sociais.
são definidas por traços físicos e psicológicos.
são definidas por traços psicológicos específicos.
Ao entrar no cais, o Fidalgo
dirige-se primeiro à barca do Diabo.
dirige-se sem demoras à barca do Anjo.
fica à espera de que alguém o receba.
entra diretamente na barca do Diabo.
O Fidalgo não apresenta como símbolo cénico
um manto, que simboliza a vaidade.
uma cadeira, que simboliza ao seu estatuto social.
um anel, que simboliza a sua riqueza e linhagem.
um pajem, que simboliza a tirania e a exploração.
O Diabo trata o fidalgo por “poderoso dom Anrique”, com o intuito de o
bajular.
ridicularizar.
servir.
cativar.
Ao referir-se ao Inferno como “ilha perdida”, o Diabo recorre
à ironia.
à comparação.
ao eufemismo.
à hipérbole.
Os versos que comprovam que o Fidalgo representa um grupo/tipo social são
“Vejo-vos eu em feição / pera ir ao nosso cais…” (vv. 39-40)
“Mandai meter a cadeira, / que assi passou vosso pai.” (vv. 52-53)
“Sou fidalgo de solar, / é bem que me recolhais.” (vv. 80-81)
“Vós irês mais espaçoso / com fumosa senhoria” (vv. 98-99)
Apesar de ter sido tirano e de ter cometido adultério, o Fidalgo esperava ser aceite no Paraíso, por
ter deixado na Terra quem rezasse por ele.
ter respeitado os preceitos cristãos.
se ter confessado antes de morrer.
ter dado de comer ao seu pajem.
Assinala a acusação de que o Fidalgo é alvo.
Riqueza, tirania e ganância.
Suborno, orgulho e presunção.
Avareza, corrupção e infidelidade.
Tirania, vaidade e opressão dos mais fracos.
Os recursos expressivos presentes na primeira fala do Diabo (“Oh! Que má-hora venhais, / onzeneiro meu parente!”, vv. 2-3) é
o eufemismo e a apóstrofe.
a ironia e a apóstrofe
a hipérbole e o vocativo.
a enumeração e a exclamação.
De acordo com o Anjo, o Onzeneiro não pode entrar na sua barca devido
ao amor ao dinheiro e à avareza.
à tirania e à vaidade.
ao incumprimento dos preceitos religiosos.
ao facto de querer voltar à vida, por pensar que o dinheiro compra tudo.
O Onzeneiro defende-se, dizendo
que o Anjo não o vai receber por vir sem dinheiro.
que foi perseguido em vida.
que cumpriu os preceitos religiosos.
que o saco vai vazio.
O Onzeneiro fica surpreendido ao ver o Fidalgo na barca do Diabo, porque este
praticou o bem em vida.
deixou na terra quem rezasse por ele.
tem dinheiro suficiente para comprar um lugar no céu.
tem um estatuto social elevado.
Para mostrar que, ao contrário das restantes personagens, Joane não pecou, Gil Vicente
confere à personagem símbolos cénicos específicos.
transmite informações pormenorizadas sobre o passado da personagem.
concebe um percurso cénico exclusivo: da barca do Inferno para a barca do Anjo.
concede ao Parvo o estatuto de comentador, nas cenas seguintes.
Os versos em que se justifica o destino final do Parvo são
“Soma: vim adoecer / e fui má-hora a morrer, / e nela pera mi só.” (vv. 6-8)
“em todos teus fazeres / per malícia nom erraste.” (vv. 53-54)
“Tua simpreza t’abaste / pera gozar dos prazeres.” (vv. 55-56)
“veremos se vem alguém / merecedor de tal bem / que deva de entrar aqui” (vv. 58-60)
Os símbolos cénicos do Sapateiro são o avental e os sapatos.
o avental e os sapatos.
o avental e o couro dos sapatos.
o avental e as ferramentas.
o avental e as formas.
O Sapateiro defende-se, dizendo ao Diabo que
que se arrependeu, antes de morrer.
que se arrependeu, depois de morrer.
confessou todos os seus pecados.
fez belos sermões.
Ao entrar em cena, o Frade apresenta-se como “cortesão”, isto é como
frequentador da corte.
cortês e enamorado.
soldado e dançarino.
selegante e conhecedor das artes bélicas.
A forma como o Frade entra em cena, cantando e dançando, com uma moça pela mão, gera, sobretudo,
o cómico de situação.
o cómico de carácter.
o cómico de linguagem.
o cómico alegórico.
Em termos globais, o Frade pode ser caracterizado como
folgazão, namorador e materialista.
irresponsável, simples e desbocado.
altivo, tirano e infiel.
avarento, desonesto e hipócrita.
Relativamente a elementos cénicos, a Alcoviteira
surge em cena desprovida de adereços.
faz-se acompanhar, entre outros elementos, de uma casa rica.
entra em cena com raparigas puras.
traz consigo objetos que simbolizam a prostituição, a mentira, a feitiçaria e o roubo.
Os bens que a Alcoviteira traz consigo são salientados com recurso
ao cómico de carácter.
à ironia.
ao cómico de linguagem.
à enumeração.
Brísida Vaz considera merecer um lugar na barca do Anjo, pois
“converteu” muitas moças.
já ganhou muito em vida.
serviu os nobres na Corte.
a sua missão é semelhante à de Deus.
Brízida pretende entrar na Barca da Glória, porque
já foi muito castigada na Terra e “salvou” muitas moças.
servia o clero, cumprindo os preceitos religiosos.
converteu à fé cristã mais moças do que Santa Úrsula.
pagava sempre os seus impostos.
Ao falar com o Anjo, Brísida Vaz
lisonjeia-o, com palavras carinhosas.
usa linguagem desbocada.
tenta entrar na sua barca, referindo os castigos que sofreu em vida.
enumera os bens que traz consigo.
A crítica ao clero está presente, sobretudo, nos versos
“Eu sô aquela preciosa / que dava as moças a molhos.” (vv. 47-48).
“a que criava as meninas / pera os cónegos da Sé…” (vv. 49-50).
“Santa Úrsula nom converteo / tantas cachopas como eu:” (vv. 57-58).
“E prouve Àquele do Céo / que todas acharam dono.” (vv. 61-62).
Quando chega ao cais, o Judeu
oferece dinheiro ao Diabo para embarcar na sua barca.
oferece ao Anjo quatro testões para o aceitar na Barca da Glória.
surge acompanhado de uma cabra.
pretende voltar à terra para trazer dinheiro.
Quanto ao percurso cénico, o Judeu
circula pelo cais, não se dirigindo a nenhuma das barcas.
não se dirige à barca do Diabo.
procede da mesma forma que as restantes personagens.
dirige-se apenas ao batel infernal.
Na cena do Judeu, a expressão “Que escusado passageiro!” (v. 8), proferida pelo Diabo, refere-se
ao Judeu.
ao bode do Judeu.
ao companheiro do Diabo.
ao Parvo.
O Diabo apelida o Corregedor de “amador de perdiz” (v. 3), aludindo
à sua gula.
à sua capacidade de amar diferentes mulheres.
às infidelidades amorosas cometidas em vida.
a um tipo de suborno frequente na época.
Na cena do Procurador e Corregedor, o Diabo e o Parvo recorrem ao latim para
mostrar sabedoria e instrução.
ridicularizar o Procurador e o Corregedor.
valorizar o oficial de justiça.
criticar a personagem.
As duas personagens que representam a Justiça são acusadas de
favorecerem os inocentes.
desconhecerem a lei.
não serem imparciais.
terem sido infiéis no seu cqsamento.
O símbolo cénico do Enforcado representa
o roubo.
o seu estatuto social.
um traço da sua personalidade.
a forma como morreu.
O Enforcado estava convencido de que
por morrer enforcado, iria para o Inferno.
por se ter enforcado, iria para o Purgatório.
por morrer enforcado, se tinha tornado astuto e desconfiado.
apesar de se ter enforcado, como tinha sido enganado, poderia embarcar no batel do Anjo.
Os quatro Cavaleiros representam o grupo daqueles que
expandiram o império português.
individualmente, se destacaram por atitudes heroicas.
cometeram quatro pecados.
lutaram pela difusão da fé cristã.
No início da cena, os Cavaleiros entoam uma canção que se dirige aos que trabalham “pola vida transitória”, isto é
aos reis e à nobreza.
ao clero.
ao povo.
aos mortais, em geral.
Os Cavaleiros não falam com o Diabo, pois sabem que
todos os combatentes merecem o Céu.
quem combate em nome de Deus tem entrada assegurada no Paraíso.
este os acusará de vários pecados.
este os seduzirá e os cavaleiros podem cair na tentação.
A canção dos Cavaleiros contém um aviso sobre
a transitoriedade da vida.
a necessidade de arrependimento antes da morte.
a consciência de que, depois da morte, todos estão destinados ao Inferno.
os benefícios do Paraíso.
As expressões “barca segura”, “barca bem guarnecida” e “barca da vida”, presentes na canção dos Cavaleiros, são
metáforas.
hipérboles
antíteses.
ironias.
A máxima ridendo castigat mores significa
a rir, dizem-se as verdades.
a rir, corrigem-se os costumes.
a rir, apontam-se os pecados.
a rir, critica-se a maldade.
A mensagem deste auto é
as pessoas salvam-se ou perdem-se conforme as ações que praticam.
as pessoas salvam-se por rezarem muito.
as pessoas salvam-se se tiverem dinheiro e estatuto.
as pessoas salvam-se se forem simpáticos.
As personagens vão
todas para o mesmo barco sem exceção.
metade para um barco e metade para o outro.
todas para o mesmo barco à exceção do Parvo e Cavaleiros.
todas para o mesmo barco à exceção do Parvo, do Judeu e dos Cavaleiros.
As personagens que chegam ao cais são
figurantes
personagens-tipo.
personagens alegóricas.
personagens modeladas.
Um tipo social
é uma pessoa que frequenta eventos e se relaciona facilmente com os outros.
é uma personagem que representa uma classe social, profissão ou mentalidade.
é uma personagem que possui dimensão individual, apresentando diversas qualidades e defeitos.
é uma personagem coletiva.
