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Recuperação Língua Portuguesa 9º Ano

Total questions: 60

Worksheet time: 2hrs 8mins

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1.

Falaram pouco até chegar no morro.

     O caminho que subiam era estreito. O Tuca foi na frente. Quase correndo. Feito querendo escapar da discussão que crescia lá dentro dele: um Tuca dizendo que amigo-que-é-amigo não tá ligando se a gente mora aqui ou lá; o outro Tuca não acreditando e cada vez mais arrependido da ideia de comer pipoca.

     E atrás dos dois lá ia o Rodrigo, querendo assobiar para disfarçar. Querendo mas não podendo: já estava botando a alma pela boca de tanto subir.

     Quantas vezes, com a luz de tudo que é barraco se espalhando pelo morro, o Rodrigo tinha escutado dizer:

     Que bonito que é favela de noite! As luzes parecem estrelas.

     E o Rodrigo ia olhando cada barraco, cada criança, cada bicho, vira-lata, porco, rato, olhando tudo que passava: bonito? estrela? cadê?!

     Quando chegaram no alto o Rodrigo estava sem fôlego. O Tuca parou:

     — Eu moro aqui. — Entrou.

     Só os irmãos pequenos estavam em casa. Quatro. O Tuca foi apresentando cada um. Os grandes ainda estavam “lá embaixo se virando”; e a irmã mais velha tinha saído.

     — Mas e a pipoca? — o Tuca quis logo saber — ela esqueceu que ia fazer pipoca pra gente?

     — Não, — um irmão explicou — ela já fez. Mas ficou com medo da gente comer tudo antes de você chegar e então guardou ali — espichou o queixo pra uma porta que estava fechada. Fez cara de sabido e piscou o olho: — A chave tá na vizinha...

     Enquanto o garoto falava o Rodrigo ia olhando pro barraco: dois cômodos pequenos, um puxado lá fora pro fogão e pro tanque, e a tal porta fechada que o garoto tinha mostrado e que devia ser um outro quarto; ou quem sabe o banheiro? Juntando tudo o tamanho era menor que a cozinha da casa dele; e eram onze morando ali! e mais a mãe?!

     Uma vez o Tuca tinha contado pro Rodrigo:

       “O meu pai era marinheiro. Só aparecia em casa de vez em quando. Um dia não apareceu mais.”

       “Ele morreu?”

       “Ninguém sabe.”

       “E a tua mãe?”

       “Ela mora lá com a gente. Mas quem faz de mãe lá em casa é a minha irmã mais velha.”

       “Por quê?”

       “É que a minha mãe... é doente.”

       “O que ela tem?”

       “Tem lá umas coisas. Mas a minha irmã é a pessoa mais legal que eu já vi até hoje: aguenta qualquer barra.”

     Lá pelas tantas o Tuca quis acabar com a discussão que continuava dentro dele:


   — Vam’embora, Rodrigo. Você agora já sabe onde eu moro e se quiser aparecer a casa é sua.

        — Mas e a pipoca? — o Rodrigo perguntou.

     Não precisou mais nada: a criançada desatou a falar na pipoca, a querer a pipoca, a pedir a pipoca.

       Uma barulhada! O Tuca ficou olhando pro chão. De repente saiu correndo. Pegou a chave na casa da vizinha. Abriu a porta que estava trancada.

     Era um quarto com uma cama, um armário velho de porta escancarada e uns colchões no chão.

        Tinha uma mulher jogada num colchão.

        Tinha uma panela virada no colchão.

        Tinha pipoca espalhada em tudo.

        A criançada logo invadiu o quarto e começou a catar pipoca do chão.

        Ninguém ligou pra mulher querendo se levantar do colchão.

     O Rodrigo estava de olho arregalado.

     O Tuca olhou pra ele. Olhou pra mulher. Olhou pras pipocas sumindo.

       — Pronto, — ele resolveu — você não vai comer pipoca do chão, vai? então não tem mais nada pra gente fazer aqui. — Empurrou o Rodrigo pra fora do barraco. — Agora você já sabe o caminho. Desce por lá. — Apontou.

        O Rodrigo estava atarantado:

        — Lá onde?

     — Vem! eu te mostro. — E desceu correndo na frente. Num instantinho chegou na curva que ele tinha mostrado. Respirou fundo. Lembrou do perfume do talco. Olhou pro lado: estava um lameiro medonho naquele pedaço do morro: tinha chovido forte na véspera e uma mistura de água e de lixo tinha empoçado ali.

     O Rodrigo chegou de língua de fora: o Tuca tinha descido tão depressa que mais parecia um cabrito.

     — Pô cara! — ele reclamou — assim não dá. Você quase me mata nessa des...

       Mas o Tuca já tinha virado pra ele de cara feia e já estava gritando:

        — Não precisa me dizer! Eu sei muito bem que não dá. Como é que vai dar pra gente ser amigo com você cheirando a talco...

            — Eu?!

        — ... e eu aqui nesse lixo todo. Não precisa me dizer, tá bem? eu sei, EU SEI, que não dá. Você que ainda não sabe de tudo. Quer saber mais, quer? quer? — Pegou o Rodrigo pela camisa. — Quando a minha irmã tranca minha mãe daquele jeito é porque a minha mãe já tá tão bêbada que faz qualquer besteira pra continuar bebendo mais. — Começou a sacudir o Rodrigo. — Você olhou bem pra cara dela, olhou? pena que ela não estava chorando e gritando pra você ver. Ela chora e grita (feito neném com fome) pedindo cachaça por favor.

     — Me solta Tuca!

    — Solto! solto sim. Mas antes você vai ficar igual a mim. — E botou toda a força que tinha pra derrubar o Rodrigo no lameiro.

       [...] E quando sentiu os pés se encharcando se atirou pro lameiro levando o Rodrigo junto. Aí largou.

       O Rodrigo levantou num pulo. Não precisava tanta pressa: ele já estava imundo, pingando lixo.

       O Tuca levantou devagar. E de cabeça baixa foi subindo o morro de volta pra casa.

Tuca e Rodrigo são dois amigos da escola. Rodrigo, que mora num luxuoso apartamento, vai conhecer o barraco do amigo, numa favela. No 2º parágrafo do texto, o narrador se refere ao nervosismo de Tuca.  Que comportamento do menino mostra seu nervosismo?


a)


Ele ir à frente, quase correndo.


b)

 O caminho ser estreito.


c)

 Tuca ter percebido que Rodrigo não queria comer pipoca.

d)

 Eles estarem subindo.


2.

O texto acima é uma crônica, pois

a)

Narra um acontecimento fictício na vida do autor, e a crônica tem como principal característica o descompromisso com a realidade.

b)

Tem a amizade como tema principal, o que atende à característica da crônica de trazer sentimentos à tona. 


c)

 Parte de uma ação simples, um episódio do cotidiano que acaba suscitando reflexões e sentimentos profundos.


d)

Conta uma ação simples, que nada pode acrescentar como tema de reflexão para o leitor.


3.

Leia um trecho do Estatuto da Criança e do Adolescente.

TÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente.

Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.

Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. 

Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.

Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm



1. A legislação, ou seja, as leis, trazem definições. Qual é a definição feita pelo Estatuto da Criança e do Adolescente sobre o que é ser criança e ser adolescente?


a)

Crianças são as pessoas até dezoito anos de idade incompletos e adolescentes são as pessoas de doze anos até  vinte e um anos de idade completos.

b)
  1. São as pessoas que gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana.

c)
  1. São as pessoas que precisam de oportunidades e facilidades para um bom desenvolvimento físico, mental e outros.

d)
  1. Crianças são as pessoas até doze anos de idade incompletos e adolescentes são as de doze anos até pessoas até dezoito anos de idade completos.

4.

Qual é a oração principal de "É imprescindível que você participe da aula."?

a)

você participe da aula

b)

que você participe da aula

c)

É imprescindível

d)

É imprescindível que

5.

Qual é a oração principal de "É imprescindível que você participe da aula."?

a)

você participe da aula

b)

que você participe da aula

c)

É imprescindível

d)

É imprescindível que

6.

As orações sublinhadas são, respectivamente:


Deduzo que a encomenda ainda não chegou.

É claro que vamos viajar nas férias.

a)

Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta; Oração Subordinada Substantiva Apositiva.

b)

Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta; Oração Subordinada Substantiva Subjetiva.

c)

Oração Subordinada Substantiva Predicativa; Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta.

d)

Oração Subordinada Substantiva Apositiva; Oração Subordinada Substantiva Predicativa.

7.

Lembro-me de que ele só usava camisas brancas." A oração sublinhada é:

a)

subordinada substantiva completiva nominal

b)

subordinada substantiva objetiva indireta

c)

subordinada substantiva subjetiva

d)

subordinada substantiva objetiva direta

8.

"Os homens sempre se esquecem de que somos todos mortais." A oração destacada é:

a)

substantiva completiva nominal

b)

substantiva objetiva indireta

c)

substantiva predicativa

d)

substantiva objetiva direta

9.

Em "É claro que Gramática virou sua matéria favorita!", a segunda oração é:

a)

subordinada substantiva subjetiva

b)

subordinada substantiva predicativa

c)

subordinada substantiva objetiva indireta

d)

subordinada substantiva completiva nominal

10.

“A verdade é que todos estavam extasiados e certos de que não há prazeres no mundo.

As orações destacadas são, respectivamente, subordinadas substantivas:

a)

predicativa e completiva nominal.

b)

completiva nominal e predicativa.

c)

predicativa e objetiva indireta.

d)

predicativa e objetiva indireta.

11.

Qual dos períodos abaixo apresenta oração subordinadas substantiva apositiva?

a)

Não sabemos qual será o horário.

b)

Só te peço isso: que tenha calma.

c)

É fato que não teremos tempo.

d)

O padre quer que todos participem da celebração.

12.

Em qual das opções abaixo a oração subordinada substantiva está classificada errada?

a)

Insistimos em que deve haver julgamento. (objetiva indireta)

b)

O garoto tem necessidade de que o pai o visite.(completiva nominal)

c)

Parece que todos estão mortos. (apositiva)

d)

A única certeza é que iremos morrer um dia. (predicativa)

13.

No seguinte grupo de orações sublinhadas:


É bom que estejas entendendo. / Não esqueças que somos privilegiados.


Temos orações subordinadas respectivamente:

a)

objetiva direta, subjetiva.

b)

subjetiva, objetiva direta.

c)

objetiva direta, completiva nominal.

d)

subjetiva, predicativa.

14.

A mãe ficou à janela na esperança de que o filho voltasse para casa. A oração em destaque é:

a)

subordinada substantiva subjetiva.

b)

subordinada substantiva completiva nominal.

c)

subordinada substantiva predicativa.

d)

substantiva objetiva direta

15.

O texto é uma manifestação escrita acerca das ideias de um autor, seja emissor ou locutor. Essas ideias têm a função de transmitir mensagens. No cartaz acima, qual é a finalidade principal do texto?

a)

Conscientizar a população sobre uma data.

b)

Incentivar a divulgação de notícias sobre o câncer.

c)

Informar sobre as causas que provocam o câncer.

d)

Incentivar a realização de um exame preventivo.

16.

Qual o verbo do texto está no modo imperativo que sintetiza a linguagem persuasiva?

(a)  

17.

Sobre o texto, é possível afirmar que

a)

todo câncer pode ser evitado com a prevenção.

b)

o combate ao câncer se inicia no novembro azul.

c)

a vigilância é uma forma eficaz de combater a doença.

d)

toda sociedade necessita realizar essas ações preventivas.

18.

O artigo de opinião é um texto ...

a)

publicado em jornais e revista e descreve determinadas situações.

b)

publicado em livros com o intuito de entreter o leitor.

c)

publicado na internet com objeto de informar uma descoberta.

d)

publicado em jornais e/ou revistas, que buscam convencer o leitor acerta da opinião mostrada.

19.

O artigo de opinião apresenta uma tese. Mas o que é uma tese?

a)

um fato que todos concordam.

b)

um conjunto de ideias sobre algo.

c)

é um assunto defendido ou discutido por alguém com base em argumentos.

20.

Argumento é um conjunto de ideias lógicas que busca justificar, resolver e/ou provar um ponto de vista

a)

Verdadeiro

b)

Falso

21.

ONDA GRANDE

Se me conheces o bastante,
Sabes que sou pura poesia.
Minha forma de sentir é imensa, 
Entorpecente como a maresia.
É preciso de muita coragem
Pra adentrar a minha melancolia. 
Mas, se tem medo de onda grande,
Certamente terá medo de mim.
Água batendo na coxa não me basta,
O que me preenche é o ir até o fim.

O verso extraído do poema, no qual o sentido estabelecido pela palavra destacada está sendo adequadamente identificado, encontra-se em:

a)

Mas, se tem medo de onda grande” (Adição)

b)

Se me conheces o bastante” (Condição)

c)

É preciso de muita coragem” (Afirmação)

d)

“Entorpecente como a maresia”(Conformidade)

22.

ONDA GRANDE

Se me conheces o bastante,
Sabes que sou pura poesia.
Minha forma de sentir é imensa, 
Entorpecente como a maresia.
É preciso de muita coragem
Pra adentrar a minha melancolia. 
Mas, se tem medo de onda grande,
Certamente terá medo de mim.
Água batendo na coxa não me basta,
O que me preenche é o ir até o fim.

O poema apresenta uma exploração da identidade emocional do eu lírico. O eu lírico se descreve como "pura poesia", enfatizando sua natureza sensível e emocional. Nesse poema, a comparação com a "maresia" sugere

a)

uma aversão às profundezas emocionais.

b)

uma compreensão superficial das emoções.

c)

uma intensidade de emoções.

d)

uma visão otimista e leve da vida emocional.

23.

A charge apresentada provoca uma reflexão principalmente sobre 

a)

o contentamento do filho ao avisar o pai durante o retorno para casa sobre o toque de recolher.

b)

a expectativa do pai em relação às inúmeras carências do lugar onde vive.

c)

a disparidade nas condições habitacionais da população em geral.

d)

a precariedade da segurança pública nas regiões menos favorecidas das cidades.

24.

Parábola do semeador

O Reino de Deus é como um homem que lança o grão na terra; quer durma quer se levante, de noite ou de dia, o grão brota e cresce, sem que ele saiba como. A terra dá o fruto por si mesma; primeiro erva, logo espiga, depois trigo abundante na espiga. E quando o fruto o admite, logo se lhe mete a foice, porque chegou a colheita.

Novo Testamento, Marcos 4, 26-29

Releia: "A terra dá o fruto por si mesma; primeiro erva, logo espiga, depois trigo abundante na espiga. E quando o fruto o admite, logo se lhe mete a foice, porque chegou a colheita." Nesse trecho, qual é a causa e qual é a consequência?

a)

Causa: O grão é lançado na terra; Consequência: A colheita.

b)

Causa: A colheita; Consequência: O grão é lançado na terra.

c)

Causa: O trigo abundante na espiga; Consequência: A erva brota.

d)

Causa: O Reino de Deus; Consequência: A terra dá o fruto por si mesma.

25.

Indique a única alternativa em que a oração subordinada adverbial não exprime consequência.

a)

O microfone não estava funcionando, de modo que poucos ouviram o discurso.

b)

Chegou tão ofegante que mal conseguia falar.

c)

A prova estava muito fácil, de forma que todos tiveram bons resultados.

d)

Comeu quase sem mastigar porque tinha muita fome.

26.

Preencha a oração com a conjunção adequada.

Ia ficando cada vez mais emocionada _________________ ouvia o discurso.

a)

quando

b)

à medida que

c)

conforme

d)

uma vez que

27.

Indique a alternativa em que a classificação da oração está incorreta.

a)

A nota será dada consoante a participação nas aulas. (oração subordinada adverbial conformativa)

b)

Quanto mais eu leio, mais vontade tenho de ler. (oração subordinada adverbial temporal)

c)

Guardei dinheiro a fim de viajar nas férias. (oração subordinada adverbial final)

d)

Meu livro é mais interessante do que o seu. (oração subordinada adverbial comparativa)

28.

Os livros e suas vozes

Sempre gostei muito de livros e, além dos livros escolares, li os de histórias infantis, e os de adultos: mas estes não me pareciam tão interessantes, a não ser, talvez, Os Três Mosqueteiros, numa edição monumental, muito ilustrada, que fora do meu avô. Aquilo era uma história que não acabava nunca; e acho que esse era o seu principal encanto para mim. Descobri o dicionário, uma das invenções mais simples e formidáveis e também achei que era um livro maravilhoso, por muitas razões. (...) quando eu ainda não sabia ler, brincava com os livros e imaginava-os cheios de vozes, contando o mundo.

MEIRELES, Cecília

O trecho que contém a opinião da autora é:

a)

“li os [livros] de histórias infantis, e os de adultos”.

b)

“quando eu ainda não sabia ler, brincava com os livros [...]”

c)

“Aquilo era uma história que não acabava nunca”.

d)

“Descobri o dicionário, uma das invenções mais simples [...]

29.

Sambaquis 

Há cerca de 6 mil anos, o mar começou a subir até atingir o nível em que está hoje. Então, o litoral que vai do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul passou a ser ocupado por povos que viviam dos recursos que o mar oferecia. Embora também caçassem animais e coletassem vegetais, a dieta principal desses habitantes era constituída de peixes e, sobretudo, vários tipos de moluscos como ostras e mexilhões. 
O alimento era tão abundante que esses povos não precisavam mudar constantemente de lugar, tornando-se seminômades. Escolhiam um local mais elevado, perto da praia e aí se estabeleciam às vezes por séculos ou até milênios. 
Para o lugar escolhido, levavam as conchas recolhidas à beira mar, abriam-nas no fogo e comiam os moluscos. As conchas vazias eram deixadas no chão e iam se acumulando. 
Com o passar do tempo, formavam-se verdadeiras montanhas de conchas, sobre as quais construíam suas cabanas e dentro das quais enterravam seus mortos. 

Geografia. n. 33. out. 2010. 

  O objetivo desse texto é:

a)

Dar um alerta

b)

Expor um assunto

c)

Informar sobre o litoral

d)

Ministrar um ensinamento

30.

Leia o trecho abaixo e selecione a alternativa que indique a classificação correta das orações subordinadas adverbiais em negrito.

A sereia no quadro do banheiro dos monitores-chefes estava dando risadas. Harry flutuava como uma rolha na água borbulhante próximo ao rochedo do quadro, enquanto ela agitava a Firebolt dele na mão.

(ROWLING, J. K. Harry Potter e o Cálice de Fogo. Tradução de Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2001, p. 241 e 242.)

a)

ambas são orações subordinadas adverbiais comparativas

b)

oração subordinada adverbial condicional e oração subordinada adverbial temporal

c)

oração subordinada adverbial causal e oração subordinada adverbial concessiva

d)

oração subordinada adverbial comparativa e oração subordinada adverbial temporal

31.

O artigo de opinião é um texto ...

a)

publicado em jornais e revista e descreve determinadas situações.

b)

publicado em livros com o intuito de entreter o leitor.

c)

publicado na internet com objeto de informar uma descoberta.

d)

publicado em jornais e/ou revistas, que buscam convencer o leitor acerta da opinião mostrada.

32.

A opinião é uma informação que pode ser comprovada por meio de pesquisas, experimentos e evidências, enquanto o fato é o ponto de vista que cada pessoa possui e não pode ser comprovado cientificamente.

a)

Verdadeiro

b)

Falso

33.

O artigo de opinião apresenta um suporte de publicação, um tema, um público - alvo e uma estrutura.

a)

Verdadeiro

b)

Falso

34.

Quanto a estrutura, o artigo de opinião possui obrigatoriamente...

a)

título, introdução, desenvolvimento.

b)

introdução, desenvolvimento e conclusão.

c)

título, introdução, desenvolvimento e conclusão.

d)

introdução, desenvolvimento, conclusão e referências.

35.

O artigo de opinião apresenta uma tese. Mas o que é uma tese?

a)

um fato que todos concordam.

b)

um conjunto de ideias sobre algo.

c)

é um assunto defendido ou discutido por alguém com base em argumentos.

36.

O articulista defende sua tese por meio de argumentos. Que tipos de argumentos podem ser usados?

a)

Argumentos de

autoridade, princípio e causa e consequência

b)

Argumentos de comparação, exemplificação e descrição.

c)

Argumentos de evidência, informação e causa e consequência.

d)

Argumentos de alteridade, comparação e exemplificação.

37.

Argumento é um conjunto de ideias lógicas que busca justificar, resolver e/ou provar um ponto de vista

a)

Verdadeiro

b)

Falso

38.

O argumento de comparação faz de exemplos para defender a tese.

a)

Verdadeiro

b)

Falso

39.

O argumento de causa e consequência é composto pelo (a) ...

a)

uso de exemplos significativos (notícia, caso notório, fatos históricos e etc) para defender a tese.

b)

exposição do porquê algo acontece e os efeitos daí gerados.

c)

apresentação de dados, fatos ou pesquisas cofiáveis para comprovar um ponto de vista.

40.

O argumento de princípio é caracterizado pelo (a) ...

a)

citação ou referência a alguém que tem credibilidade na área (especialista, teórico, profissional, etc)

b)

menção a uma constatação universal, de base ética, moral, lógica ou científica, e aplicação à tese

c)

apresentação de dados, fatos ou pesquisas cofiáveis para comprovar um ponto de vista

d)

exposição do porquê algo acontece e os efeitos daí gerados

41.

Qual é o objetivo de uma resenha?

a)

Narrar uma história

b)

Apresentar uma crítica positiva ou negativa sobre uma obra

c)

Apresentar regras de um jogo

d)

Nenhuma das alternativas

42.

Em uma resenha é mais comum o uso de linguagem

a)

informal

b)

formal

c)

formal ou informal, dependendo do público ao qual se destina.

43.

Em qual dessas partes da resenha as opiniões e argumentos se destacam?

a)

Apresentação

b)

Desenvolvimento

c)

Informações técnicas

d)

Conclusão

44.

Na resenha, como também é chamada a opinião do autor?

a)

Crítica

b)

Argumentos

c)

Informações críticas

d)

Resumo

45.

O que é responsável pelo sentido do texto?

a)

A pontuação

b)

A ortografia

c)

A gramática

d)

A coerência

46.

De onde deriva a coerência do texto?

a)

Da quantidade de palavras

b)

Do número de parágrafos

c)

Da sua extensão

d)

Da sua lógica interna

47.

O que é intencionalidade em termos de coerência textual?

a)

Número de parágrafos no texto

b)

Uso de figuras de linguagem

c)

Estilo literário do autor

d)

Empenho do produtor em construir um discurso coerente

48.

O que é Manchete de jornal?

a)

Uma jogada do vôlei.

b)

É o título principal da notícia mais importante do jornal e vem escrita em letras de destaque e grandes.

c)

Denominação de uma estratégia de receção da bola durante um jogo de voleibol.

49.

O que é chamada jornalística?

a)

comunicação telefónica: fazer uma chamada telefónica

b)

Dizer o nome para verificar a presença: O professor fez a chamada dos alunos.

c)

É a forma de dar maior destaque a determinadas matérias. Geralmente vem na primeira página ou na capa dos cadernos.

50.

O que é charge?

a)

É a frase colocada abaixo do titulo, ou antes, do lead, resumindo parte do conteúdo da noticia.

b)

É a ilustração parecida com o Cartum, mas que que satiriza situações corriqueiras ligadas a temporalidade.

c)

É o destaque do texto.

51.

o que é Lead?

a)

São textos dentro de uma matéria que complementam a matéria principal.

b)

São os subtítulos dentro da matéria principal mostrando que são matérias afins.

c)

É o primeiro parágrafo da noticia onde o redator dá ao leitor as principais informações do fato, respondendo as perguntas básicas do jornalismo: o que, onde, quando, como, quem e por quê.

52.

O que é noticia?

a)

É o relato dos acontecimentos da comunidade com uma linguagem fácil de ser compreendida. É a descrição do fato e o repórter não emite sua opinião.

b)

É o oferecimento de serviços, compra, venda e ficam espalhados por todo jornal.

c)

É o título principal da notícia mais importante do jornal e vem escrita em letras de destaque e grandes.

53.

O texto jornalístico é um texto que tem a linguagem:

a)

Subjetiva

b)

Objetiva

c)

Coloquial

d)

Informal

54.

Ao primeiro parágrafo da notícia dá-se o nome de:

a)

Lead

b)

Lide

c)

Lede

d)

Led

55.

Assinale a frase onde a crase foi empregada INCORRETAMENTE.

a)

Iremos à fazenda amanhã.

b)

A professora fez críticas à algumas alunas.

c)

Ela está à espera de vocês.

d)

Vou à biblioteca depois da aula.

56.

O uso correto da crase pode ser visto na seguinte frase.

a)

Maria gosta de andar à cavalo.

b)

O suspeito não estava disposto à colaborar com as investigações.

c)

Os dois times estavam frente à frente novamente para disputar o prêmio.

d)

Os estudantes foram à São Paulo para assistir ao show.

e)

Nenhuma frase aplica corretamente a crase.

57.

O que caracteriza um predicado verbal?

a)

Apresenta um verbo de ligação.

b)

É formado por um verbo transitivo direto.

c)

Possui um verbo que indica ação.

d)

Tem sempre um complemento nominal.

58.

Qual das frases abaixo contém um predicado nominal?

a)

O aluno estudou para a prova.

b)

A festa foi incrível.

c)

Eles correm no parque.

d)

Maria comprou um carro.

59.

Na frase "A maçã caiu da mesa", qual é o tipo de predicado?

a)

Nominal

b)

Verbal

c)

Verbo-nominal

d)

Indeterminado

60.

O que caracteriza um predicado verbo-nominal?

a)

Possui verbo de ligação e verbo transitivo.

b)

Tem apenas um verbo intransitivo.

c)

É formado por verbo de ação e verbo de ligação.

d)

É composto por um adjetivo e um substantivo.