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WorksheetsQA_Farsa Inês Pereira 2
Total questions: 15
Worksheet time: 1hrs 15mins
Na obra “Farsa de Inês Pereira”, o discurso inicial da protagonista introduz-nos uma personagem caracterizada:
Pelo seu comportamento adúltero e desrespeitoso.
Pela sua felicidade e espírito lutador.
Pela sua indolência, rebeldia e vontade de emancipação.
Pelo seu arrependimento e revolta.
Na obra de Gil Vicente, Farsa de Inês Pereira, a mãe da protagonista surge como:
a voz da sabedoria e da razão, transmitindo à filha os melhores princípios e aconselhando a escolha de um marido discreto e fiel, como Pero Marques.
a confidente de Inês, amiga e conselheira, porém persuasiva e teimosa, impondo à filha o casamento com Pero Marques.
a personagem que insiste no matrimónio da filha com Brás da Mata, convencendo-a da melhoria das condições de vida para ambas com tal união.
a personagem mais despreocupada da obra, aceitando totalmente o casamento da filha com Brás da Mata.
Identifica o recurso expressivo presente no exemplo seguinte: «Mãe: Quando te nan precatares/virão maridos a pares/e filhos de três em três.»:
Hipérbole.
Metáfora.
Pleonasmo.
Ironia.
Na peça “Farsa de Inês Pereira deparamo-nos com a personagem de Lianor Vaz, a alcoviteira. Esta, tal como todas as personagens que na peça nos são apresentadas, é utilizada como veículo de crítica às condutas imorais da sociedade. Qual(ais) desta(s) crítica(s) se associam a esta personagem em concreto?
A crítica às mentiras dissimuladas e às histórias mal contadas.
A crítica ao típico “ofício” das alcoviteiras em arranjar casamentos forçados.
A crítica ao clero e à sua falta de valores morais.
Todas as críticas referidas nas restantes alíneas.
Lianor Vaz vai a casa de Inês para...
contar a sua história de vida.
ajudar a mãe de Inês Pereira a fazer o almoço.
apresentar um pretendente a Inês Pereira.
passarem o serão a bordar.
Identifica o recurso expressivo presente no exemplo seguinte: "Lianor Vaz: Venho eu mana amarela? / Mãe: mais ruiva que uma panela."
Ironia.
Comparação.
Metáfora.
Anáfora.
Em “Farsa de Inês Pereira”, Gil Vicente apresenta-nos um Pero Marques caracterizado pela sua ignorância e ingenuidade, servindo-se o dramaturgo da ironia e do cómico para criticar condutas e práticas da sociedade. A personagem Pero Marques pode ser associada:
Ao cómico de linguagem.
Ao cómico de situação.
Ao cómico de caráter.
Aos três tipos de cómicos.
Pero Marques é uma personagem-tipo oriunda do mundo rural que é ridicularizada sobretudo por:
mostrar ser muito preconceituoso e não ter dotes de eloquência.
ser avarento e desastrado.
ser muito ambicioso, vaidoso e desastrado.
desconhecer as regras da convivência, ser pouco eloquente e desastrado.
Qual a reação de Inês Pereira ao ler a carta de Pêro Marques?
Ironiza e troça chamando-lhe "parvo vilão".
Fica feliz e vaidosa com o pedido.
Troça, mas aprova o pedido.
Fica indiferente.
Os Judeus casamenteiros eram:
Leitão e Vidal.
Latão e Vidal.
Latão e Miguel.
Ladão e Vitel.
Nesta peça Vicentina, os dois pretendentes da protagonista apresentam características totalmente distintas.
Verdadeiro. Pero Marques surge como um lavrador desajeitado, honesto e leal, mas ignorante e provinciano; já o escudeiro acaba por revelar um caráter autoritário, denunciando-se como cobarde, desleal e mentiroso.
Verdadeira. Pero Marques apresenta duplo caráter, aparentando grandes posses, quando na verdade não passa de um camponês desajeitado, já Brás da Mata é uma personagem plana, com um comportamento previsível e constante.
Falsa. Ambos revelam ser, desde sempre, honestos e trabalhadores, dispostos a satisfazer todos os desejos da protagonista.
Falsa. Ambos evidenciam características muito semelhantes, surgindo como personagens que se revelam pretensiosos e autoritários.
A mãe de Inês procura explicar-lhe a atitude a seguir se desejar impressionar o Escudeiro Brás da Mata:
traçando o retrato de uma rapariga pacata, recatada e discreta.
traçando o retrato de uma rapariga provocadora e divertida.
indicando que deve ser ousada e alegre.
mostrando que deve ser frontal e direta, apesar de pacata.
Em “Farsa de Inês Pereira”, o discurso parentético (entre parêntesis) associado a apartes das personagens é recorrente, como os que se seguem, respeitantes à figura do moço:
(“Homem que não tem nem preto/casa muito na má hora)
(“Oh como ficará tola,/se não fosse casar ante/c’o mais cáfio bargante/que coma pão e cebola!).
Nos exemplos apresentados, o discurso parentético apresentado, surge como forma de o moço:
Se apresentar perante o leitor como a personagem das reflexões e das críticas da sociedade em que se insere.
Criticar, ainda que discretamente, o seu próprio amo, o escudeiro, acusando-o de pelintrice, falsidade e gabarolice.
Criticar Pero Marques, superiorizando Brás da Mata e valorizando a sua escolha para matrimónio por Inês Pereira.
Criticar Inês Pereira por não ser merecedora de um homem tão fiel como o seu senho, Brás da Mata.
O casamento com o Escudeiro Brás da Mata não preenche o sonho de emancipação de Inês, pois este proíbe-a de ter convivência com o mundo,
levando a protagonista a arquitetar um estratagema para fugir da atmosfera opressora que a rodeia.
levando a protagonista a queixar-se, melancolicamente, a sua mãe.
remetendo a protagonista para a mesma situação em que ela se encontrava no início da farsa.
contribuindo para que a esposa se torne numa mulher resignada e oprimida.
Depois de receber a notícia da morte do Escudeiro Brás da Mata, ocorrida no norte de África,
Inês decide regressar a casa da mãe e viver de forma independente.
Inês torna-se uma viúva casta e infeliz, que faz peregrinações e uma ermida.
Inês recebe a vista de Lianor Vaz, que lhe propõe um terceiro pretendente.
Inês sente-se muito feliz e não deseja ficar de luto.
