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Farsa de Inês Pereira

Total questions: 25

Worksheet time: 14mins

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1.

Gil Vicente escreveu esta peça em

a)

1502

b)

1532

c)

1523

d)

1500

2.

Considerado um escritor de transição, a obra de Gil Vicente apresenta

a)

características medievais e românticas.

b)

características medievais e renascentistas.

c)

características medievais e realistas.

d)

características renascentistas e românticas.

3.

Nas peças vicentinas encontramos três tipos de cómico:

a)

de linguagem, de situação e de caráter.

b)

de linguagem, de situação e de personagem.

c)

de cena, de situação e de caráter.

d)

de linguagem, de cena e de caráter.

4.

A função do cómico é

a)

divertir o público.

b)

fazer rir e, simultaneamente, denunciar os maus costumes da época.

c)

ridicularizar os indivíduos.

d)

criticar os vícios ou os defeitos da sociedade.

5.

Externamente, a Farsa de Inês Pereira

a)

integra 2 atos e 45 cenas.

b)

integra 2 atos e 10 cenas.

c)

2 atos e 5 cenas.

d)

não apresenta divisão em atos nem em cenas.

6.

O motivo por que Gil Vicente criou a Farsa de Inês Pereira foi

a)

a inspiração noutro dramaturgo, por quem nutria grande admiração.

b)

responder àqueles que o acusavam de ter feito plágio.

c)

por gosto.

d)

um pedido do rei.

7.

A mãe considera que um bom marido para a filha deve

a)

possuir bens e ser um bom galã.

b)

possuir qualidades de um homem da corte e ser rico.

c)

ser pobre, mas honrado.

d)

ter educação e finura, saber tanger viola, ainda que seja pobre.

8.

No início da peça, surge Inês Pereira que, enquanto a mãe está na missa,

a)

encontra-se secretamente com um aldeão, seu namorado.

b)

lamenta-se de forma agastada da sua sorte e da sua vida de solteira.

c)

recebe Lianor Vaz, rogando-lhe que lhe arranje um marido.

d)

sai de casa para bailar com as amigas numa romaria.

9.

Quando a mãe chega da missa, esta

a)

lisonjeia Inês ao ver o bordado que esta terminou.

b)

recrimina a filha, por ela ter saído com as amigas.

c)

aconselha Inês a ser mais diligente, se quer arranjar marido.

d)

zanga-se por a jovem ter recebido em casa um pretendente.

10.

Lianor Vaz, a alcoviteira, entra em casa de Inês,

a)

assegurando que um clérigo se tentou aproveitar dela.

b)

bendizendo os frades por serem bons conselheiros e muito humanos.

c)

lamentando-se do caminho percorrido para dar notícias de um pretendente a Inês.

d)

apresentando-se muito cansada, uma vez que acabara de lavrar a sua vinha.

11.

O motivo da visita de Lianor Vaz é

a)

trazer a Inês informações sobre um escudeiro que se quer encontrar com a jovem.

b)

trazer uma carta de Pero Marques, um pequeno lavrador que pretende casar-se com a jovem.

c)

saber a opinião de Inês sobre o Escudeiro seu pretendente.

d)

concertar com a mãe da jovem os pormenores sobre o casamento da filha.

12.

Após a leitura da carta de Pero Marques, Inês

a)

decide aceitar a proposta de casamento.

b)

recusa a proposta de casamento do pretendente.

c)

interroga Lianor Vaz sobre os bens e a fortuna do aldeão.

d)

aceita encontrar-se com o aldeão, mesmo não gostando do teor da carta.

13.

A visita e o comportamento do lavrador provocam em Inês

a)

agrado e simpatia, uma vez que se tratava de um jovem bem parecido.

b)

troça e desconsideração já que o lavrador era desajeitado e bastante saloio.

c)

pena e amizade,pois, embora sem modos, o jovem era muito discreto.

d)

alegria e afeição, porque se tratava de um jovem rico e bonito, ideal para marido.

14.

O marido ideal para Inês deve

a)

ter educação e finura, saber tanger viola, ainda que seja pobre.

b)

possuir as qualidades de um homem da corte e ser rico.

c)

possuir bens e ser um bom cavaleiro.

d)

ser pobre, mas honrado.

15.

O homem que a jovem pretende e aceita para marido

a)

é galego, chama-se Pêro Marques e foi-lhe apresentado por duas amigas.

b)

foi-lhe apresentado por dois judeus casamenteiros e chama-se Pêro Marques.

c)

foi encontrado pelos judeus casamenteiros e é o escudeiro Brás da Mata.

d)

é o fidalgo e músico de nome Brás da Mata.

16.

Após a morte do Escudeiro, Inês recebe uma visita da mãe e finge-se pesarosa com a morte de Brás da Mata.

a)

Falso.

b)

Verdadeiro

17.

No decorrer do seu casamento com Pero Marques, Inês confessa-lhe que gostava de sair e folgar, o que não é bem aceite pelo seu marido.

a)

Falso

b)

Verdadeiro

18.

Na obra de Gil Vicente "Farsa de Inês Pereira", a mãe da protagonista surge como

a)

a voz da sabedoria e da razão, transmitindo à filha os melhores princípios e aconselhando-lhe um marido discreto e fiel, como o é Pero Marques.

b)

a personagem mais despreocupada da obra, aceitando totalmente o casamento desta com o escudeiro Brás da Mata.

c)

a confidente de Inês, amiga e conselheira, todavia persuasiva e determinada, impondo à filha o casamento com Pero Marques.

d)

a personagem que insiste no matrimónio da filha com Brás da Mata, recordando-a da melhoria das condições de vida para ambas que daí adviria.

19.

Podemos descrever Inês como uma personagem

a)

idealista, fantasiosa e preguiçosa.

b)

idealista, fantasiosa e trabalhadora.

c)

realista, prudente e preguiçosa.

d)

realista, prudente e trabalhadora.

20.

Pero Marques é uma personagem-tipo oriunda do mundo rural que é ridicularizada sobretudo por

a)

mostrar ser muito preconceituoso e não ter dotes de eloquência.

b)

ser avarento e desastrado.

c)

desconhecer as regras da convivência, ser pouco eloquente e desastrado.

d)

ser muito ambicioso, ser avarento e desastrado.

21.

Os Judeus casamenteiros, Latão e Vidal, têm uma função semelhante à de Lianor Vaz,

a)

uma vez que tentam demovê-la da ideia de fazer um casamento desequilibrado.

b)

pois trazem até sua casa um pretendente abastado e dissimulado.

c)

já que tentam receber a remuneração por terem encontrado um pretendente que a mãe considera adequado.

d)

visto que se esforçam por persuadir Inês do valor que o seu pretendente tem.

22.

O casamento com o Escudeiro Brás da Mata não preenche o sonho de emancipação de Inês, pois este proíbe-a de ter convivência com o mundo,

a)

levando a protagonista a arquitetar um estratagema para fugir da atmosfera opressora que a rodeia.

b)

remetendo a protagonista para a mesma situação em que ela se encontrava no início da farsa.

c)

contribuindo para que a esposa se torne numa mulher resignada e oprimida.

d)

levando a protagonista a queixar-se, melancolicamente, a sua mãe.

23.

Toda a peça vicentina "Farsa de Inês Pereira" se constrói em torno do provérbio popular "Mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube". Este ditado vai ao encontro das peripécias narradas, na medida em que Inês

a)

acaba por conseguir encontrar o verdadeiro amor através do casamento com o escudeiro, libertando-se da vida rotineira que a vitimava.

b)

acaba por inferir que o excesso de riqueza e de liberdade do primeiro casamento não lhe conferiam a felicidade que aspirava, arrependendo-se da sua escolha.

c)

conclui que o casamento com o escudeiro (símbolo do cavalo) só lhe trouxe infelicidade; já com a ingenuidade de Pero Marques (símbolo do asno) encontra a liberdade.

d)

conclui que o casamento com o escudeiro (símbolo do asno) não lhe trouxe a felicidade; já na simplicidade de Pero Marques (símbolo do cavalo) encontra a liberdade.

24.

Na cena final da peça vicentina, observamos ironicamente Pero Marques a carregar a esposa às costas em direção ao amante da protagonista. No discurso de Inês "Sempre fostes percebido/pera cervo", o recurso expressivo que é possível identificar, tendo em conta o contexto em que se insere, é

a)

a metáfora que antecipa a condição de "traído" prestes a abater-se sobre Pero Marques, conjugada com a ironia inerente à situação.

b)

a comparação, na medida em que a protagonista apelida ironicamente o marido de "cervo" pelo facto de este a carregar às costas.

c)

a personificação, dado que Pero Marques é identificado como um cervo pela triste condição de traído em que se encontra.

d)

a metáfora que antecipa a condição de "traído" prestes a abater-se sobre Brás da Mata, conjugada com a ironia inerente à situação.

25.

A "Farsa de Inês Pereira" pode ser considerada uma farsa,

a)

pois consiste num texto breve, de caráter profano.

b)

uma vez que se trata de uma peça curta, de caráter profano, cujo objetivo é criticar os comportamentos do Portugal quinhentista.

c)

pois consiste num texto breve, de caráter religioso, cujo objetivo é criticar a hipocrisia religiosa do Portugal quinhentista.

d)

uma vez que se trata de uma peça que descreve o ambiente popular e burguês da época.