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WorksheetsQUIZIZZ SOBRE ESTÉTICA - I
Total questions: 7
Worksheet time: 2hrs 48mins
A Estética também chamada de Filosofia da arte é uma das áreas de conhecimento da filosofia. O termo foi introduzido por Alexander Baumgarten por volta de 1750 e a Estética passou a ser entendida tendo como objeto de estudo:
As percepções adquiridas pela experiência religiosa contrastada com a razão.
Os conceitos formados pelo intelecto.
As criações e representações provindas da sensibilidade.
O progresso científico desenvolvido desde a Idade Média.
Para Aristóteles, a arte imitativa, ou mimesis, é a representação da realidade. Qual das imagens abaixo corresponde à essa perspectiva:
Duas meninas lendo, Picasso
Três esfinges de biquíni, Dali
A Cuca, Tarsila do Amaral
Dama com Arminho, Vinci
LEIA A CONVERSA ENTRE SÓCRATES E GLAUCO:
-E o carpinteiro? Não afirmaste agora mesmo que ele não constrói a ideia do que dissemos ser o leito, mas apenas um determinado leito?
– Disse, realmente.
– Ora, se ele não faz o que é, não poderá fazer o que tem existência real, senão apenas o que parece existir, sem de fato, existir. E se alguém se abalançasse a afirmar que o trabalho do carpinteiro ou de qualquer outro artesão tem existência, de maravilha estaria falando verdade.
– Sem dúvida, respondeu; pelo menos, de acordo com o modo de pensar dos que se ocupam com essas questões.
– Não é, por conseguinte, de admirar que sua obra se torne obscura em confronto com a verdade.
– Não, realmente.
– E não queres, perguntei, estudar comigo esses casos, para procurarmos o imitador e dizer em que consiste a imitação?
Se isso for do teu agrado, respondeu.
– Assim, tais leitos se nos apresentam sob três formas: uma, que se encontra na natureza, obra, segundo penso, de Deus. De quem mais poderia ser?
– De ninguém, creio.
– Outra, feita pelo carpinteiro.
– Perfeitamente, respondeu.
– E outra mais, a do pintor, não é isso mesmo?
– Que seja.
– Logo, pintor, carpinteiro, Deus: aí temos os três mestres das três espécies de leito.
– Sim, três.
– Deus, por conseguinte, ou fosse por não querer, ou porque alguma necessidade o compelisse a não criar mais do que um leito na natureza, fez este único que é o leito essencial; dois leitos dessa espécie, ou mais de dois, foi o que Deus nunca produziu nem nunca virá a produzir.
– Por quê? perguntou.
– É o seguinte: se ele houvesse feito dois leitos, de pronto surgiria um terceiro, em cuja ideia os dois primeiros teriam de incluir-se, passando este outro a ser o leito essencial, não os dois primeiros.
– Certíssimo, observou.
– Deus tinha perfeita consciência disso, é o que eu penso; desejando ser o verdadeiro criador do verdadeiro leito, não de um determinado leito e, principalmente, por não querer ser carpinteiro, criou a ideia única do leito.
– É evidente.
– Aceitas que o designemos pelo nome de criador ou coisa parecida?
– Fora justo, observou, por haver originalmente criado isso como tudo o mais.
– E o carpinteiro? Dar-lhe-emos o nome de fabricante do leito?
– Sem dúvida.
– Bem; e o pintor, será também obreiro e fabricante desse mesmo objeto?
– De forma alguma.
Então, como designarás sua relação com o leito?
– Quer parecer-me, disse, que a designação mais acertada seria a de imitador daquilo que os outros são os obreiros.
PLATÃO. A República, Livro X
Considerando o texto acima e o pensamento de Platão,
Marque a verdadeira:
A arte, para Platão, é uma forma de conhecimento superior à filosofia, pois permite a apreensão direta da realidade sensível.
Platão estabelece que a Ideia do leito é superior ao leito produzido pelo carpinteiro, que por sua vez é superior à representação do leito na pintura.
O carpinteiro, para Platão, é o verdadeiro criador do leito, pois sua produção materializa a Ideia do leito no mundo sensível.
Ainda sobre o mesmo assunto é correto que
Para Platão, a arte, como a pintura, produz imitações de imitações, afastando-se da verdadeira realidade das Ideias.
A arte mimética, para Platão, é capaz de alcançar a essência das coisas, revelando a sua forma ideal e imutável.
Platão acreditava que a arte, ao imitar o mundo sensível, poderia aperfeiçoá-lo, revelando a beleza e a harmonia que escapam à percepção comum.
O que existe realmente é a ideia, enquanto que a coisa material só existe enquanto participa de ideia dessa coisa. Essa é a teoria da participação em Platão: Uma coisa só existe na medida em que participa da ideia dessa mesma coisa. Portanto, segundo Platão, a ideia é anterior às próprias coisas.
ROCHA. Teoria das ideias de Platão. Trecho de texto virtual - Descomplica
Considerando a "participação" na teoria da ideias de Platão, é correto que
Platão defende que a participação nas Ideias é um processo arbitrário e aleatório, sem relação com a natureza essencial das coisas.
As coisas sensíveis, para Platão, possuem uma existência independente das Ideias, sendo capazes de existir por si mesmas.
As coisas sensíveis, como o leito fabricado pelo carpinteiro, possuem uma existência imperfeita e mutável, pois participam da Ideia do Leito.
Leia esse trecho do diálogo "A República" de Platão entre Sócrates e Glauco:
"Considera agora o seguinte: a que fim se propõe o pintor em cada caso particular: imitar as coisas como são em si mesmas, ou sua aparência, o que se lhe afigura? Trata-se de imitação da aparência ou da realidade?
– Da aparência.
– Logo, a arte de imitar está muito afastada da verdade, sendo que por isso mesmo dá a impressão de poder fazer tudo, por só atingir parte mínima de cada coisa, simples simulacro. O pintor, digamos, é capaz de pintar um sapateiro, um carpinteiro ou qualquer outro artesão, sem conhecer absolutamente nada das respectivas profissões. No entanto, se for bom pintor, com o retrato de um carpinteiro, mostrado de longe "
A República, Livro X
Considerando o texto, é correto afirmar que
Os pintores, para Platão, possuem um conhecimento profundo da realidade, pois imitam as formas perfeitas do mundo das Ideias.
Platão valoriza o saber dos pintores, pois eles capturam a essência das coisas em suas obras, revelando a beleza e a harmonia do mundo.
A pintura, para Platão, é uma forma de conhecimento superior à filosofia, pois apresenta a realidade de forma concreta e acessível a todos.
Os pintores, segundo Platão, possuem apenas um conhecimento superficial da realidade, limitado às aparências sensíveis.
(UNICENTRO) Na Arte Poética, Aristóteles desenvolve longamente a questão do papel pedagógico das artes, particularmente da tragédia, que, segundo o filósofo, tem a função de produzir a catarse, isto é,
o sentimento do sublime.
o discurso sensível perfeito.
a purificação espiritual dos espectadores.
a serenidade apolínea.
Leia o trecho de Aristóteles:
"Como a estrutura da tragédia mais bela tem de ser complexa e não simples e ela deve consistir na imitação de fatos inspiradores de temor e pena - característica própria de tal imitação - em primeiro lugar é claro que não cabe mostrar homens muito bons, passando de felizes a infortunados, (isso não inspira temor nem pena, senão indignação) nem homens muito maus que passam do infortúnio à felicidade (isso é o que há de menos trágico; falta-lhe todo o necessário, pois não inspira nem simpatia humana, nem pena, nem temor) (...) De tais sentimentos (pena e temor) experimentamos com alguém semelhante a nós; a pena, com relação a quem não merece o seu infortúnio, o temor com relação ao nosso semelhante".
ARISTÓTELES, Poética. Capítulo XIII
Considerando o texto, para Aristóteles, a tragédia:
deve imitar ações que despertem pena e temor, pois esses sentimentos são inerentes à natureza humana e permitem que o público se identifique com o sofrimento dos personagens.
deve mostrar a passagem de homens muito maus da desgraça para a felicidade, como forma de redenção.
deve apresentar personagens completamente diferentes do público, para que este não se identifique com seu sofrimento.
deve valorizar a representação de homens muito bons que sofrem muito, pois isso inspira a mais profunda forma de temor e pena.
